domingo, 16 de junho de 2013

Vaias à presidente do Brasil na abertura da Copa das Confederações 2013

Sei que é um assunto aaaaaamplo, altamente perigoso e discutível, mas não posso deixar de demonstrar a minha opinião sobre as vaias à presidente Dilma Rousseff na abertura da Copa das Confederações ontem, 15 de junho de 2013. Acho que vou abordar o tema em tópicos e tentar resumir minha opinião.

- Lembremos que, fora das imediações do estádio Mané Garrincha, em Brasilia, centenas de manifestantes estavam nas ruas (lugar de protesto) reivindicando por maior atenção do Governo Brasileiro para várias  questões sociais mais importantes no país - como a educação. Essas pessoas, até onde eu sei, pacificamente, estavam fora da "zona de conforto", sendo ameaçadas por iminente repressão policial (que mesmo que necessária em caso de violência e vandalismo, é questionável sua postura quando nos referimos à manifestações sociais), estavam lá, mostrando sua intenção: opinar, protestar - por que mesmo que tenhamos o processo "democrático" do voto, nossos representantes políticos precisam saber de alguma forma o que incomoda a sociedade e o que ela julga importante e prioritária.

- As pessoas que estavam no estádio, estavam prestigiando um evento de proporções mundiais conquistado durante o processo contínuo do Governo Federal ainda atuante, cuja representante é a presidente Dilma Rousseff. Se é uma "conquista" válida ou não para o povo brasileiro, é OUTRA discussão que acredito não ser necessária para expor minha opinião referente ao acontecido na abertura do evento.
Sendo assim, as pessoas que vaiaram a presidente no estádio, presumidamente, não são discordantes em relação à vinda do evento para o Brasil - já que pagaram seus ingressos, participaram e prestigiaram o evento.

- Por que as pessoas que estavam no estádio vaiaram? Não sei ao certo, mas tenho palpites.

- Talvez porque grande parte dos brasileiros adoram reclamar: reclamam do técnico, reclamam do árbitro, reclamam da falta de feriado em agosto, reclamam da política, mas sair da "zona de conforto" (no caso, cadeira estofada no estádio) que é bom, poucos fazem.

- Talvez porque quem tem dinheiro para pagar cerca de R$ 400 em um ingresso para uma partida de futebol, provavelmente viva em uma classe ou nivel social economicamente favorecido e não esteja contente com o aumento do preço da gasolina, do tomate, da TV de 42", do imóvel na praia, com suas necessidades individualistas (inclusive, possivelmente críticos dos recentes protestos contra o aumento das passagens em grandes cidades brasileiras), e resolveu mostrar sua insatisfação ali, na cadeira estofada, na segurança, sem riscos de levarem bala de borracha no olho, e ainda desfrutando de uma boa (nem tão boa assim) partida de futebol de âmbito mundial.

- Ou, também, as pessoas que lá estavam têm aquela mentalidade (que talvez todos nós tenhamos em referência a algum assunto que envolva nosso país) de que o Brasil é uma merda que nunca vai mudar, é um país pelo qual a população sente vergonha, e resolveu mostrar que despreza seu próprio país em rede mundial de transmissão em massa (o futebol). Sim, porque vaiar a representante maior de seu país, colocada lá em processo eleitoral, escolhida pela maioria da população do país é dizer que detesta seu país e seu povo.


Não sei se preciso resumir o que eu penso - pode tornar a opinião simplista ou parcial -, mas devo deixar claro que achei as vaias vergonhosas, para os brasileiros, e desnecessárias, porque quem realmente está descontente, se tem na agenda dois programas -uma manifestação social em busca de evidenciar suas necessidades, e se distrair em uma partida de futebol - no mesmo dia, moralmente deveria lutar pela sua opinião, e não ir prestigiar um evento que, notoriamente, sugou e suga muito dinheiro dos cofres públicos que serviriam para buscar soluções para mazelas sociais. E ainda me vai ao jogo de futebol pra pagar mico.



Manifestantes no estádio Mané Garrincha, em Brasília (15-06-13)
Fonte: Terra Brasil

Manifestantes nas ruas de Brasília (15-06-13)
Fonte: G1



quarta-feira, 15 de maio de 2013

Utilidade Pública - DUBET: O que é uma Escola Justa?

Nossa, por um acaso do destino, resolvi dar uma olhada em um outro blog que fiz há muito tempo, e pouco postei e esqueci, quando vi que o texto a seguir teve 133 visualizações! O dobro do que qualquer outro do blog principal (este).

É o fichamento (ou resenha?) de um texto, provavelmente exigida na disciplina de Didática no curso de Geografia da FURG (creio, pois a escrita é de 2009, quando eu estava no terceiro ano do curso).




O que é uma escola justa?

DUBET, François. "O que é uma escola justa?", Caderno de Pesquisa, v. 34, n. 123, p. 539-555, set./dez. 2004.


Descrição breve sobre o que trata o texto e sua construção:

O texto aborda o(s) conceito(s) sobre como seria uma escola justa. O autor propôe questionamentos sobre os métodos utilizados para avaliar a justiça do sistema educacional, e apresenta como sendo a característica do sistema de ensino vigente o "modelo meritocrático", onde, teoricamente, é fornecido a todos alunos as mesma ferramentas para alcançar sua formação.
A partir dessa constatação, o autor discorre sobre as falhas desse método, e propôe, timidamente, correções que poderiam ser feitas para tornar a escola mais livre das desigualdades sociais que permeiam sobre nossas relações sociais e nossas oportunidades.
Ele divide o texto em sete partes, mais a introdução sobre as pretenções do texto, e suas distinções são feitas basicamente através dos quetionamentos levantados sobre o conceito e as falhas do sistema escolar vigente. São estes os subtítulos: " A Igualdade de Oportunidades e Seus Limites"; "Uma Ficção Necessária"; A Justiça Distributiva"; Garantia de Competências Mínimas"; "Uma Escola Eficaz"; As Esferas de Justiça"; e "Como Tratar os Vencidos?". Todos abordando questões fundamentais para o entendimento do funcionamento do sistema escolar.


Idéias Centrais; Citações do Autor

Traz as idéias de justiça que queremos ter na escola, e já traz um embate sobre as contradições de tais concepções: "... cada uma das concepções de justiça evocadas entra imediatamente em contradição com as outras. Assim, uma meritocracia escolar justa não garante a diminuição das desigualdades".
O autor problematiza a idéia de "igualdade de oportunidades", alegada no modelo meritocrático: "... a abertura de um espaço de competição escolar objetiva não elimina as desigualdades" (...) " desde o início, os mais favorecidos têm vantagens decisivas". E agrega essa afirmação às condições sociais dos pais, que influenciam na importância familiar para com a escola, o nivel cultural e, inclusive, no nível de capacitação escolar. Afirma: "as desigualdades sociais pesam muito nas desigualdades escolares".
Alega que o sistema meritocrático traz uma crueldade, quando transforma o aluno menos favorecido em "responsáveis por seu fracasso", já que o modelo da meritocracia se reserva da "culpa da desigualdade social", antes e após a vida escolar.
Apesar dessas ressalvas, o modelo meritocrático é o mais "justo", se tratando de uma sociedae "democrática", onde o princípio básico é a igualdade entre todos, alegando que " o mérito pessoal é o único modo de construir desigualdades justas". Mas traz a questão de como tornar esse método mais justo, afim de considerar as desigualdades sociais existentes: "É preciso principalmente assegurar a igualdade de oferta educacional para suprimir alguns 'privilégios', algumas cumplicidades evidentes entre a escola e determinados grupos sociais".
Como uma tentativa de compensar as desigualdades, o autor propõe a centralidade no aluno e suas competências apresentadas em aula.
Também traz a idéia de mecanismos que rompem com a "igualdade pura" para que s obtenha resultados mais inclusivos, "se quisermos que as mulheres entrem na política, será preciso que criemos quotas; se desejarmos que os bons alunos dos bairros populares façam bons estudos, será preciso que tenham preparação específica...".
A idéia de "garantia de competências mínimas" traz uma maneira de termos uma igualdade mínima de ensino: "Na verdade, essas garantias visam a limitar os efeitos dos sistemas meritocráticos" (...) "Rawls, considera que a justiça de um sistema escolar pode ser medida pelo modo como trata os mais fracos e não somente pela criação de uma competição pura".
Uma discussão sobre o valor de diplomas no mercado de trabalho é levantada, ao considerar que esses diplomas "fixam o nível e as portunidades de emprego à que os indivíduos podem prentender", além de trazer à tona o fato de que o acesso a cursos profissionalizantes também é limitado, de certa forma, pelas desigualdades sociais trazidas na bagagem de cada aluno, e consequentemente a mesma alteração no mercado de trabalho em que os alunos irão atuar e, novamente, no seu nível social.
As diferentes esferas de justiça também atuam na concretização de uma escola justa: "há desigualdade e injustiça novas quando as desigualdades produzidas por uma esfera de justiça provocm automaticamente desigualadades em outra esfera" - processo que ja foi abordado no parágrafo anterior. Aqui, ele traz um argumento que pode nos ajudar a compreender as dimensões da importância do processo de educação e sua modificaçao: "uma escola justa não teria a pretensão de fazer a triagem dos indivíduos de maneira tão definitiva; ela permitiria, aos que fracassaram ou saíram, tentar uma nova oportunidade" (...) "Um sistema mais aberto, com maior mobilidade, que oferecesse duas ou três oportunidades, menos preocupado com a produção de uma elite fechada, seria provavelmente menos injusto porque suas próprias injustiças teriam menos consequencias sobre o destino dos indivíduos.
Por fim, o autor alega que a escola justa deveria primeiramente se questionar sobre como tratar os alunos mais fracos, aqueles que fracasaram nas primeiras tentativas. Questiona as maneiras de tratar as competências dos alunos e apresenta a idéia de que a "discriminação positiva" seria talvez a maneira mais justa de tratar os alunos, agregar ao modelo de escola meritocrático, princípios que possam aprimorá-lo e assegurar maior igualdade de oportunidades: "Enfim, um sistema competitivo justo, como o da escola meritocrática da igualdade de oportunidades, deve tratar bem os vencidos na competição, mesmo quando se admite que essa competição é justa".


Opinião sobre o assunto e sobre o texto:

Acredito que a discussão sobre uma escola justa tem de ser mais abrangente do que somente o âmbito escolar. Seria necessário toda uma transformação social, de preconceitos sociais, de acomodação social, e sobre o que deve ser mais importante na sociedade. Considerei interessante as quesões problematizadas ao longo do texto. É de suma importância conhecer os processos sociais que permeiam o sistema escolar no qual iremos ingressar como professores num futuro.
A pesar de não apresentar uma "solução" de uma escola justa - até porque julgo isso, no mínimo, um processo longo - o texto explicita bem o que deveria ser considerado para iniciar um processo de transformação escolar, pessoal, social.
Tendo em vista nossa sociedade capitalista, que visa acima de tudo a competição, as ideias abordadas pelo autor são de uma lógica coerente. E, de fato, creio que de nada serve ficarmos idealizando um modelo escolar que não condiz com nossa realidade social - mesmo sabendo que o sistema não é o mais justo. Manter a ideia de competição na escola é essencial no modo de produção capitalista, e enquanto vivermos com ele, nos resta adequar, de maneiras mais justas, o processo de formação escolar com a realidade do mercado e com a realidade social.

(Abril de 2009)

terça-feira, 14 de maio de 2013

Os verdadeiros "problemas internos" do Brasil

Tchê, na boa, eu fico de cara com essas publicações em redes sociais de "Brasil contrata médicos cubanos", "Brasil fornece 'dinheiro' para invesitmentos em Cuba". Sinceramente, não vejo problema com isso! O Brasil tem seus próprios problemas? Sim. E não são poucos. 

Mas pensemos em Cuba: desde a Revolução Cubana, o país sofre com sanções econômicas, de política e comércio externo. Se fosse qualquer outro país do mundo (além de Venezuela, Bolívia e alguns países "estigmatizados" pelo socialismo), o Brasil estaria "investindo em alianças externas e contribuindo para as relações diplomáticas com países em ascensão econômica".

Os caras não têm dinheiro ou infraestrutura em alguns setores não porque não querem (ou os governantes - "ditadores"- não querem), mas porque são a décadas boicotados pelo resto do mundo capitalista que se nega a importar e exportar mercadorias e tecnologias ao país, no fundo, por medo de que o socialismo dê certo. 

Então, o "problema" de o Brasil contratar cubanos ou ajudar Cuba, não é porque o nosso país está mal das pernas em muitas questões internas, mas sim porque é simplesmente Cuba, socialista, o câncer do capitalismo tratado com quimioterapia exaustiva pelas grandes potências capitalistas mundiais, tanto em nível econômico, como político e midiático.

Não estou com tempo para discorrer longamente sobre o tema, mas não podia deixar de registrar esse pensamento.





sexta-feira, 10 de maio de 2013

Ah... o Rock and Roll...

É sempre divertido falar de Rock. Como ninguém pergunta nada pra mim, resolvi contar aqui, que as "paredes" me ouvem. E também porque é bom uma dose de narcisismo de vez em quando.

Todo mundo tem um passado negro, e eu começo dizendo que na faixa etária dos 6 anos,  eu sabia de cor todas as músicas do "É o Tchan" (o que não era muito difícil). Depois, na faixa dos 10 anos, o sertanejo (naquela época, não era "universitário", o que diminui a quantidades de pontos negativos pra mim) era a trilha sonora, sonhando fazer a dupla "Thaís e Laís" com a minha amiga de infância. Meu irmão faz questão de lembrar que, nessa época, eu debochava de uma propaganda de uma banda na TV: "Punk Rock até os Ossos, que merda é essa??". Triste.

Então, lá pelos 13 anos, a coisa começa a melhorar. Meu círculo de amizades se ampliou; mesmo assim, a época era do KLB, lembra, A** P****? (talvez ela não queira revelar o nome, hauehaiuahe). Porém, tinha uma das amigas desse novo círculo de amizades que, ironicamente, era e permanece hoje a menos "rockeira" do bando, que possuía dois CD's que mudaram a minha vida: Live in Roma, do Nirvana, e Appetite for Destruction, do Guns N'Roses. 

Quando ouvi a primeira vez os ditos CD's, de cara identifiquei umas 5 músicas que tinha ouvido na rádio, gostado, mas não sabia do que se tratava. Então, descobri o Rock.

Aí foi uma corrida desenfreada. Em época em que a classe média baixa ainda não tinha tanto acesso à internet, eu e minhas amigas recorríamos à loja de revista da vila (tenho umas revistas do Nirvana até hoje), atrás de informações sobre bandas de rock. Lembro que ao descobrir o nome da banda que tocava "Rock and Roll All Nite" eu e a Paula sentamos no PC do meu irmão, com internet discada, á procura de "novidades" no Google. Eram blogs pequenos e informais de onde tirávamos as primeiras informações de tudo que curtíamos.

Surrupiei uma fita cassete do meu irmão do Faith no More, e repetíamos mil vezes "Epic" no micro-system da Paula (eu era tão pobre dos inferno que nem rádio com CD eu tinha). Tínhamos "gozos" com Bon Jovi. Redescobri uma fita dos Mamonas Assassinas e do Skank que ganhei na minha época de axé/sertanejo e não dei muita importância. 

Peguei todas minhas fitas sertanejas e regravei em cima com músicas que tocavam na Atlântida (nessa época, era boa). Fui no meu primeiro "show" de rock, da Bandaliera, em uma Festa do Mar.

Ana Paula, Raquel, Liliane, Charlene e eu, éramos as estranhas da escola. Usávamos camisas de rock, calça velha e All Star, andávamos com revistas pra cima e pra baixo, éramos bem "infantis", mas MUITO felizes.

Lá perto dos meus 15 anos, eu estava no BIG com minha mãe, e vi um CD de oferta de uma banda de rock, que eu não conhecia muito, mas como estava "10 pila", pedi para ela. Quando cheguei em casa, identifiquei uma, e pirei com as outras 13. Era o "Conspiracy of One", The Offspring entrando na minha vida. Em 2004 ganhei ingresso pro show deles em Porto Alegre, mas, de novo, a pobre dos inferno, não pude ir pela falta da grana pra passagem (e ah, eu tinha 15 anos =\).

Bom, depois disso, fissurei unica e exclusivamente por Offspring (e Ramones) por uns 4 anos, minhas amigas meio que se foram pro lado do Hard Rock. Também me deixei levar por elas, quando "descobrimos" os festivais. Muitos problemas, "meninas de família", saindo à noite sozinhas, em eventos "não-formais", éramos o terror das mamães (mesmo sendo castas, sem beber álcool ou usar drogas, ligando quando chegava e quando saíamos dos lugares). Shows da extinta DDT, os shows no extinto "Plebe Rude Espaço Underground".
Show do Marky Ramone em Rio Grande, minhas melhores amigas lá, um dos melhores momentos da minha vida. Desculpa, gente, cantei com Duda Calvin! E terminei um namoro de 1 ano e 8 meses =D

Quando entrei para a faculdade de Geografia, me afastei das amigas e dos festivais, fiquei solitária e depressiva, mas o rock sempre mudando minha vida. Conheci, pela Paula e Raquel (e pela extinta "War Machine"), Skid Row, Guns N'Roses (in fact), Aerosmith, Motorhead, AC/DC, Van Halen, entre outras menos importantes (para mim). Tudo muito intenso e rápido.
Nessa época que o Hard Core entrou na minha vida, através de uma amiga da faculdade que nem rockeira era, que me passou umas duas músicas do Bad Religion. Me afundei nas drogas da internet, participava intensamente de uma comunidade de Punk Rock, onde me divertia pelas madrugadas, mais ou menos quando meu amigo virtual, Paulo Roberto, me apresentou ao Ska-P (que, inclusive, virou objeto da minha monografia de conclusão da graduação).

Depois, com o amor da minha vida, meio que voltei a ouvir Nirvana (como não, cara mais doido por Nirvana, nunca vi), fui, finalmente, ao show da minha ETERNAMENTE FAVORITA The Offspring, passei mal, chorei, cantei, pegamos caronas com uns moleques desconhecidos que, ao chegar no carro deles, decobrimos serem "de posses", hehehe. Conheci coisas diferentes, como Kaiser Chiefs, Strokes, retomei The Hives, Metallica (outro show memorável, pelo lamaçal do Parque Condor em POA e pelos respingos em nossos calcanhares que não sabíamos se era lama pura ou vômito alheio).

Numa idade avançada da vida, decidi que deveria conhecer mais bandas de Hard Core, já que, ora bolas, era o som que mais me empolgava, e descobri Pennywise, aprofundei Dead Kennedys, Agnostic Front, Bad Religion, Bad Religion e Bad Religion. E continuamos aí "na atividade": atividade de velhos, só ouvindo musiquinha no MP3 e com preguiça de saír à noite quando tem algum evento na cidade.

Agora, nunca nunca posso me esquecer daquele grupinho de amigas que sempre estiveram do meu lado na melhor fase da minha vida e marcam até hoje minhas motivações (mesmo com brigas e rompimentos).

Essa postagem, acaba sendo uma homenagem à juventude, ao Rock e à amizade (e ao meu narcisismo).
=)


E aqui, uma música que me fez distender um músculo do pescoço ao tentar imitar a banda em um show da New Hell Band, no extinto Plebe Rude Espaço Underground:




quarta-feira, 1 de maio de 2013

Controversa

Sei lá, estava re-lendo alguns dos meus textos e percebi isso.
Não considero algo completamente negativo, quer dizer somente que devo refletir mais sobre meus pensamentos (por mais que isso já seja nocivo para a minha sanidade mental).

Mas, "Crônicas de uma mente Moldada e Partida" continua fazendo sentido e esclarecido aqui:
http://www.nadamuitocriativo.blogspot.com.br/2012/03/cronicas-de-uma-mente-moldada-e-partida.html

=)


quinta-feira, 25 de abril de 2013

Falam sempre os senhores(as) da razão

Falam sempre os senhores(as) da razão. 
Nem vale à pena discutir quando as pessoas se tem como superiores, superficialmente, pelo "seu" modo de pensar e/ou agir.

Sempre encontram uma justificativa que os façam se sentir maiores ou melhores que os outros. Sinto um misto de pena, raiva e outros sentimentos indefinidos de pessoas que usam de uma suposta superioridade (intelectual, psíquica ou financeira) para diminuir o próximo. Pior ainda quando o próximo é, de fato, próximo.

Mas, temos que aprender a engolir isso, não é mesmo, mundo?!

Temos que aceitar que as pessoas sejam assim, e procurar o lado bom nelas, mesmo que essas impressões negativas sejam intensas, precisamos buscar algo em que acreditar. Eu SEMPRE me decepciono, mas tenho aprendido aos poucos a controlar a minha frustração e passar por cima desses meus sentimentos de justiça e humildade (afinal, não é essa a prioridade no mundo social) para conseguir conviver com as pessoas sem me sentir tão mal.

Fobia social sendo amenizada.



sexta-feira, 12 de abril de 2013



Diretor enfia a mão dentro do vestido de Nicole Bahls durante entrevista


A notícia acima tem sido a base das ultimas discussões sobre machismo e a cultura do estupro nas redes sociais.

O cara mete a mão numa mulher, absurdo.
Mas o absurdo já começa quando esse mesma mulher, e outras, vendem a figura feminina todos os dias na TV como fantoche sexual.

Só vi compartilhamentos fazendo crítica a esse tal de Gerald Thomas, que estão corretíssimas em sua indignação, mas não consigo deixar passar que a mulher, essa mulher, essas mulheres, contribuem substancialmente para essa cultura machista. Entendam, o problema não é a roupa que ela usa, é o fato de que ela é paga para fazer exatamente o que é a essência da crítica das postagens que eu vi: o trabalho dela é expor a mulher ao papel de objeto sexual no espaço de mídia de massas - a TV.

Desculpa, mas essa "cultura do estupro" é uma construção social deprimente, mas coletiva. Se não houvessem mulheres dispostas a serem esses objetos sexuais, não por se vestirem com roupas sensuais, mas por, descaradamente, exibirem seus corpos e sua sexualidade como mercadoria, ou pior, expor seu corpo e sua sexualidade como objeto, descartando o fato de mulheres serem sujeitos, seria muito mais difícil estabelecer esse comportamento coletivo, subentendido e quase automático da sociedade de ver e usar da mulher como brinquedo sexual.

terça-feira, 26 de março de 2013

Sobre as "Fobias" da moda

É fato que a grande maioria dos meus escritos são de opiniões pessoais e muitas vezes sobre assuntos em que sou quase leiga. Mas nem por isso acredito que eu esteja "errada" em ter uma opinião, mesmo que superficial - como diz na descrição do blog, "I'm a product of my environment...".
Hoje uma postagem no Facebook me fez pensar (acredite, isso às vezes acontece no Facebook). Até vou colar aqui antes de iniciar o post:






















Via página "Nacionalismo Brasileiro"
Detalhe: depois que vi o conteúdo da página, preciso alertar que discordo da grande maioria das ideias expostas pela página.


O que eu pensei quando compartilhei: é verdade, hoje em dia o mundo está cada vez mais tomado de preconceito. Mas o preconceito vêm mais é dessas pessoas que vêem preconceito em tudo.

O que eu desenvolvi depois, despretensiosamente ao arrumar a minha cama:
A nossa sociedade atual é tão tomada pela violência e pelo medo, que tudo se transforma em fobias sociais. Uma pessoa que não concorda com o homossexualismo é homofóbica, uma pessoa que não concorda com os hábitos e postura de alguém vindo de outro lugar é xenofóbico, uma pessoa que não concorda com atitudes feministas é machista, e vice-versa. A superproteção ao direito individual acaba por podar o direito do outro de discordar. É uma ditadura das "fobias".
Essa superproteção é históricamente compreendida, como no caso dos homossexuais, que de fato, sofrem violência irracional e desmedida em muitas situações da vida cotidiana. A questão da xenofobia, o "ódio ao estrangeiro" também é um problema político, histórico e social grave que deve ser discutido e combatido através do diálogo e esclarecimento. A população negra no Brasil também merece atenção.
Entretanto, essas questões não podem se tornar, como estão se tornando hoje, clichês politicamente corretos e motivo para o desprezo e ignorância alheia. Pelo que sei empiricamente, "crime de homofobia" tem sido tratado na sociedade brasileira por atitudes que "incitam o ódio e a violência" contra o homossexual, certo? Pois, eu não gostar do homossexualismo (o que, dessa vez, não é o meu caso, pois para a minha vida não faz diferença as opções dos outros, desde que não impeçam as minhas), não concordar com seus argumentos, e até não me interessar em manter relação com homoafetivos, não me torna um homofóbico. Opinião própria não implica em ataques discriminatórios e violentos.
Noutro dua estava discutindo com alguém sobre as questões atuais em Rio Grande, referente a questão da população nordestina que está na cidade em função do Pólo Naval. O que se sabe, é que muitos trabalhadores provenientes dessa regiao do país, têm sim desacatado, desrespeitado e gerado tumulto em diversas situações pela cidade. Isso me causa profundo repúdio, admito. Eu, ou a população, estar indignada com essas atitudes que vão contra a postura social aceitável na sociedade, não é xenofobia. Eu querer que meus costumes e minha educação seja respeitada não é xenofobia. Xenofobia é você querer eliminar as pessoas de um grupo, coletivamente, é querer, ter desejo de exterminar sua cultura, seu povo, seus rastros. Isso que é ódio preconceituoso relativo a um grupo.

Ultimamente, você não pode abrir a boca para argumentar com alguém sobre a questão homossexual sem ser considerado homofóbico. Não pode ficar indignada com uma piada de péssimo gosto na rua se o mal educado for de outro estado ou nacionalidade, ou se defender de um assédio, sem ser chamado de xenofóbico por qualquer politicamente correto querendo que sua opinião seja certeira, inquestionável, cabal.
Isso me incomoda muito. Os grupos sociais querem tanto liberdade e direitos, mas o povo está cada vez mais privado de ter sua própria opinião ser ser estigmatizado como o "anti-direitos humanos".
Tchê, eu odeio intolerância, de qualquer lado.

Se algo não estiver esclarecido, pergunte antes de sair "atirando" contra uma "fóbica" qualquer.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Breve comentário sobre a morte de Hugo Chávez

Como passei o dia de ontem (05/03) planejando loucamente aulas que não esperava dar pela noite, fiquei sabendo da morte de Chávez quando estava na sala dos professores da escola em que trabalho. Fiquei bastante surpresa, e na verdade, nem tanto, quando ouvi algumas professoras dizerem "Morreu finalmente o Chávez, né", "Já foi tarde", "Já tinha ido há muito tempo". 
Aí, a conversa deslanchou, e como sou nova na idade e na escola, e vi que o rumo da conversa não me favorecia, me mantive observando e fazendo leves acenos de cabeça quando direcionavam frases para mim.
Mas aqui, vou dizer o que eu gostaria de ter dito e não disse, por inúmeros fatores, de necessidade de convivência social, de aceitação no ambiente de trabalho, etc. 
Quando alguém disse "É, não vai fazer falta, quanta gente esse homem matou pra ter o poder?", eu diria "Acho engraçado que todo mundo esquece dos genocídios indígenas promovidos por Europa e EUA na América Latina desde séculos atrás, esquece da opressão e dilaceramento da cultura latina pela cultura do consumo, que expropria recursos dos países mais pobres, desde sempre, pra transformar em uma mercadoria cara para estes mesmos países pobres".
Quando alguém disse "Sei de fonte segura que na Venezuela, as pessoas não podem ter mais de duas residências que o governo pega para os outros invadirem". Bem, esse é mais um dos taaaaantos argumentos individualistas que ouvimos por todos os lados e escalas. As pessoas que votavam no Fábio Branco, justificavam seu voto dizendo que "ele ME ajudou a blábláblá", ou seja, o interesse pessoal e de poucos é o que conta pra decidir quem vai governar uma cidade ou um país. Mas, no contexto da situação, eu gostaria de ter dito "E as pessoas que não tem nem uma casa para morar? E não tem, não só 'porque não trabalham', 'são preguiçosos'; não tem porque são séculos de expropriação e exploração, porque trabalham em um ramo desvalorizado pelo mercado de trabalho, porque pra sobreviver, precisam se submeter a embargos políticos e econômicos de uma carência de cooperação mundial de países produtores, só porque muitos deles têm medo de o socialismo dar certo".
Quando alguém fala em tom de desaprovação sobre a apropriação pela Venezuela dos SEUS poços de petróleo, fico confusa. Quando estes mesmos reclamam do preço da gasolina no Brasil e reclamam que o nosso petróleo é vendido para fora e o que sobra fica caro no país, fico mais confusa ainda! Só porque é "a Venezuela", um país da América Latina, pobre e historicamente saqueado, eles não podem querer proteger o que é deles e não ceder aos que vendem de volta a preços absurdos??

A morte de Hugo Chávez me preocupa. Me preocupa porque seguidores de ideologias, como o Chavizmo, que permanece sem o Chávez, quase nunca conseguem encontrar um comum acordo entre suas divergências, muitas vezes mínimas, e acabam por enfraquecer um projeto que em sua essência é o caminho que estava levando a Venezuela, e outros países latinos, à igualdade. Como o comunismo de Lênin e outros, suas inúmeras "facções" discordantes e briguentas, que deram ao comunismo/socialismo a má fama que essas palavras suscitam nos dias de hoje. Ao invés de priorizar as ideias em comum e traçar caminhos em comum, buscam a divergência e a afirmação da sua verdade absoluta. Esse é o problema de o poder estar na mão de seres humanos.

Não que Chávez seja alienígena e acertasse tudo em seu governo, mas defendo porque duvido do que os ricos me dizem pela TV todos os dias.







sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Jornal da Globo e Hugo Chávez


Depois da única reportagem decente sbre a Venezuaela que vi até hoje na Globo, da Délis Ortiz no Jornal da Globo (10/01/13), numa transmissão neutra sobre como foi o dia que seria a posse do quarto mandato de Hugo Chávez, impossibilitado de assumir por doença, mas que o povo foi às ruas em festa celebrar a "posse do povo", Arnaldo Jabor surge com seu comentário infeliz típico de transmissão manipuladora da Globo.
Diz que o povo venezuelano aprova com alegria uma "ditadura", além de informar alguns dados surreais sobre a situação política da Venezuela.Disse, dentre isso, que tem não sei quantosmil cubanos lá pra cuidar do petróleo quando Chávez morrer. Longe de eu acredtar nisso, mas tenho absoluta certeza de que se fossem os EUA tomando essa atitude, não seria passível de crítica pela mídia reacionária e rica do Brasil. 
Os EUA estão em muitos países, só pra citar, Israel, e recentemente na Líbia, demarcando território, se apossando e salvaguardando bens em troca de acordos políticos e econômicos, apoiando ditaduras. Essas, nunca desejadas pelo povo submetido a elas. Omissos, certamente, mas nunca apoiadas.
Já gostei muito da opinião do Arnaldo Jabor, mas é deprimente que, em se tratando de política e economia, seus comentários destoem de coerência; o seu pavor a sistemas ou regimes, como queiram se referir, que vão contra à ideologia da sua conta bancária.
Em pensar que, semanas atrás, destilava ironia e crítica ao falar do exílio de Gerard Depardieu... Provavelmente deve ser outro que quando apertar no seu bolso irá correndo se munir de estratégias para fugir de pagar a conta aos pobres.


Talvez queiram dizer que o apoio do povo não quer dizer que seja bom, fazendo analogias ao fascismo/nazismo. Mas se vamos comparar a situação político-econômica de hoje com a de 70 anos atrás, vamos nos contextualizar pra não tornar a discussão cansativa:
Em 1940, países do "terceiro mundo" não existiam, só serviam para serem sugados e seus governos eram geralmente de lacaios dos Europeus e Norte-Americanos ricos. Em 1940, Mussolini e Hitler tinham sua política nacionalista, mas ainda eram os ricos querendo ferrar com os pobres e os outros ricos. Hitler, por exemplo, foi, sem sobra de dúvida, um doente. O povo, italiano e alemão, em questão, estava desgastado por umaguerra e privações políticas e econômicas a que estavam "desacostumados". Um recesso econômico que pegou a classe media e o poder político de imediato.

Em 2012/13, os países do "terceiro mundo" estão se levantando de séculos de exploração e genocídio pelos povos Europeus e Norte-Americanos ricos, e o povo, querendo a mídia ou não, colocou no poder, em vários países da América Latina, governos socialistas no poder. Chavez e Morales têm suas políticas nacionalistas, mas o que eles fazem?? Eles mantêm suas riquezas em seus países, priorizam a economia interna, a população (ah, é isso que desagrada, então, mais do que qualquer outra coisa: as barreiras impostas aos ricos ao acesso a produtos nacionais). Agora, são os países pobres que estão se levantando e querendo ferrar com os ricos que os exploraram por décadas. Oh, que injusto. 
O povo latino-americano, não está carente de identidade, pelo contrário, sempre teve sua identidade com orgulho, mesmo que dilacerada pelos genocídios indígenas impostas por espanhóis, portugueses, etc. etc. O povo latino-americano quer mesmo é revanche, quer, agora que tem governos ao seu lado, manter as riquezas materiais e culturais que ainda os restam.

Agora, ainda quer comparar a "empatia" de Hitler com a de Hugo Chávez??


Link da reportagem:

Link do comentário:



quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Pessoas inconvenientes

Deixar ou não deixar de gostar/admirar as pessoas por elas se sentirem donas da verdade por terem engolido livros, conseguido um diploma universitário e por isso se sentirem no direito de cortar opiniões superficiais sobre assuntos?? É quase como dizer "não pense sobre isso, o que eu estou dizendo é a verdade absoluta e você não pode ir contra isso, porque você não leu os 330 livros que eu li" (leitura é fundamental, mas ninguém é melhor ou mais importante que alguém porque possui mais informações sobre determinado assunto. É o mesmo tipo de desrespeito à inteligência, que já citei anteriormente, que os jornalistas cometem ao deturpar a informação para ser mais "compreensível" à população: eu sei, então o que eu sei é o que eles devem saber).

Estava justamente hoje conversando com uma jovem (como eu) colega professora na escola sobre o quanto é inconveniente, chato, egocêntrico e dispensável a pessoa se formar na sua área e sair apontando o dedo pra cada um que não possui uma faculdade de cada área pra ser fluente em absolutamente todos os assuntos.
É como um geógrafo dar pitchí a cada rocha chamada de pedra, um licenciado em Português corrigir todas as faltas de plurais em uma conversa, etc.
Mas agora, eu vou ficar "queimando a mufa" pra conscientizar do inconveniente? Pra que mudem de atitude? Eu não, sejam felizes com suas verdades acadêmicas/literárias/históricas/políticas/educacionais (...) absolutas.


Procurei imagem, mas não encontrei...

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

True North


Sabe, o Bad Religion divulgou a segunda música do seu novo álbum que será lançado em Janeiro de 2013 (se o mundo não acabar hoje). Quando ouvi a música e li a letra, percebi que, pra variar, a canção tinha um maravilhoso conteúdo crítico, e mais, falava em coordenadas! Huahiuehehaeuiae... não é tããão geográfica quanto imaginei, mas dá uma ótima discussão crítica.
Só que pra um dia usar isso, não poderia me basear no Google Tradutor (mesmo que ele ajude), nem nas letras "traduzidas" no Terra. Aí, fui pedir uma ajuda em um grupo no Facebook, e as pessoas carentes nunca gostam da minha maneira de expressar, e acabei desistindo de algo frutífero, até que uma criatura disse "tenha uma boa tradução sem ajuda".
Aí, quer saber? Vou fazer essa porra direito mesmo!

E aí fiz. Claro, contribuições de fluentes na língua sempre ajuda! Comente. 


VERDADEIRO NORTE

Vagabundo obstinado (persistente)
Trace as novas coordenadas e atire o mapa pro lado" (tipo "deixe de lado")
Agora eu tenho que divagar (tipo "viajar") sobre

Navegar as armadilhas e atravesse a grande divisão (barreira, divisa)
A legenda do cartógrafo deu sentido e uma chave
Ele estabelece a declinação (declive, inclinação), mas em quê é bom pra mim?

Eu não consigo ver a racionalidade
O mundo não é minha responsabilidade
E feliciadade não é lá pra mim
Mas talvez, eu muito devagar aproximo da origem
Quando eu encontrar o verdadeiro norte

(Com ou sem um amigo, manter procurando até o fim)

Destino tentador e morte trapaceira
Ninguém nunca me disse que ia ser assim
Contemplar a aleatoriedade (acaso)
Quando a mente está disposta, ela fica completamente perigosa

Sobrecarregada, soterrado, seu decreto ético
Essa é sua bússola moral, mas o que é bom pra mim?

Eu nao consigo ver a racionalidade
O mundo não é minha responsabilidade
E feliciadade não é lá pra mim
Mas talvez, muito devagar aproximo da origem
Quando eu encontrar o verdadeiro norte

(Com ou sem um amigo, manter procurando até o fim)
Quando eu encontrar o verdadeiro norte.


http://www.youtube.com/watch?v=OKflTc_RT6U

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Reinaldo Azevedo.

Não, se você não está preparado para as frequentes cenas de estupro nas novelas da Globo, nem procure saber quem é esse cara. Seus textos são mais depravados e ofensivos que a Carolina Dieckmann sendo estuprada no horário nobre em Salve Jorge.
O cara sempre, sem exceção, despeja ofensas, palavras e expressões chulas, e todos os seres do universo são dignos de ofensas e seres humanos desprezíveis, no ponto de vista de Reinaldo Azevedo. Claro, a exceção dos Tucanos e "Democratas" ricos que compartilham o Champagne com ele todo o Reveillon. E ainda tem cara de pau em citar como crítica "esbanjamento de dinheiro público" ou "descaso com a pobreza". Sim, sentado em sua cobertura e amparado pelo ar condicionado. É o típico, "não olha para o próprio rabo", "o mundo gira em torno do seu umbigo"...
Por que estou perdendo meu tempo escrevendo sobre esse "jornalista"? Meu asco é tanto que mal consigo controlar meu instinto "reinaldo" e não escrever palavras de baixo teor crítico para descrevê-lo.
Tem um texto no meu blog, escrito faz uns dois anos, creio, em que eu falo de um texto que li na "maravilhosa e informativa" revista Veja, em que um colunista falava sobre o "pouco caso" dos professores e a "bundamolice" desses profissionais que não se esforçam para termos uma educação de qualidade. Hoje, tenho quase certeza que o colunista era Reinaldo Azevedo. E mesmo que não seja, repito todas as palavras que usei naquela ocasião para me referir a ele nesse momento.
Veja (na expressão "veja bem"), não é questão de posição política, nem específicamente à defesa de Oscar Niemeyer, que fez esse dignissimo jornalista brilhar em cena nos últimos dias, até por que nunca li nada de referência política ligada diretamente ao arquiteto e Arte não é minha preferência. O que me causa revolta e repúdio é a sua sempre escrita ofensiva - não crítica, mas ofensiva - suas palavras e expressões que não são cabidas à imprensa popular, de massa. As pessoas vêem "personalidades" ofendendo, desrespeitando, usando termos depreciativos e creem que esse é o padrão social aceitável no Brasil e no mundo. Reinaldo Azevedo, sua escrita é uma ofensa à educação e à sociedade brasileira.
A postura política, faz diferença e tem peso, sim, mas o que me faz comentar a respeito, a me posicionar, é o desprezo aos padrões morais que uma sociedade precisa para ser saudável e digna. Reacionários, fascistas disfarçados de democratas, tem aos montes por aí, e é inútil discutir com eles. Mas quando o respeito falta, eu subo nas tamancas.
Reinaldo Azevedo, você não tem capacidade escrita, conteudista ou moral para saber criticar sem ofender gratuitamente? Nossa, você é "jornalista", eu sou uma mera estudante, professora, cidadã comum e burra, aos seus olhos. Não me use como parâmetro. Quem está nos grandes meios de comunicação é quem deve ter capacidade e iluminação de se expressar bem sem recorrer a recursos impulsivos típicos.



Endossando...
http://www.tvt.org.br/blog/altamiro-borges-o-

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Coordenadas Geográficas - Latitude e Longitude

Me matei fazendo... espero que aprendam de uma vez!


REFORÇO – LATITUDE E LONGITUDE -> COORDENADAS GEOGRÁFICAS.
As coordenadas geográficas são muito importantes e utilizadas em vários aspectos da sociedade. Um avião, para identificar sua posição em relação a Torre de Controle, um navio para informar sua localização, caso precise de ajuda, ou até como uma maneira de se fazer entender em qualquer lugar onde se está querendo chegar, com a ajuda de mapas ou o GPS, por exemplo.
Funciona assim: a Terra é dividida em quatro hemisférios.
A linha imaginária que divide a Terra em hemisférios NORTE E SUL (horizontal) é a linha do EQUADOR. A partir dela, se contam em graus paralelos que sinalizam as LATITUDES até os 90º ao Norte e 90º ao Sul, totalizando 180º. É importante entender que a LATITUDE sempre vai indicar a referencia do local no sentido NORTE OU SUL.

Obs.: Todo o espaço que é circundado pelo paralelo 90ºN, por exemplo, está na LATITUDE 90ºN. Independente da Longitude indicada, o local estará no hemisfério NORTE, a 90 graus do Equador, que é o paralelo 0º. O mesmo acontece com os pontos indicados no Hemisfério Sul.


A linha imaginária que divide a Terra nos hemisférios LESTE E OESTE (vertical) é o Meridiano de Greenwich. A partir dela, se contam em graus meridianos que sinalizam as LONGITUDES até os 180º graus ao Leste e 180º ao Oeste, totalizando uma volta de 360º. É importante entender que a LONGITUDE sempre vai indicar a referência do local no sentido LESTE OU OESTE.


Obs.: No caso dos Meridianos, eles se cruzam ao cortar o Globo, por isso eles completam 180º grausvna direção Leste e mais 180º na direção Oeste. Assim, todos os espaços que se distanciam 30º a Leste, por exemplo, do Meridiano de Greenwich (que marca 0º de Longitude), independentes de Hemisfério Norte ou Sul, estão localizados na Latitude 30ºgraus no Hemisfério LESTE. O mesmo acontece se o ponto estiver no Hemisfério OESTE, independente de Norte ou Sul, ele estará a 30º graus, por exemplo, de distância a OESTE do Meridiano de Greenwich.


- A parte dos Meridianos ficou mais complicada... mas com o meu maravilhoso Globo Inflável, acredito que eu consiga exemplificar bem as diferenças pro 1º ano do Ensino Médio... -









sábado, 10 de novembro de 2012

Occupy's


Estou lendo um capítulo por noite de um livro que traz artigos sobre os movimentos que tomaram as ruas em 2011, os “Ocuppy”. Tenho de admitir que mesmo passando justamento o 2011 estudando novas possibilidades da Geografia através de uma banda de ska espanhola socialmente engajada, só tive conhecimento da existência do “Ocupa Wall Street” através do meu orientador em uma citação.  Tentei não manifestar desconhecimento no momento da colocação, porque ele citou de uma forma tão corriqueira o movimento que me senti extremamente idiota em nunca ter ouvido falar.
Talvez porque até hoje não consigo pesquisar dados efetivos, sobre qualquer assunto, no Google, seja, principalmente, porque só pega a Globo na minha casa, o fato é que nunca tinha visto manchetes sobre o movimento Ocupa Wall Street. Até o movimento dos Indignados na Espanha eu sabia da existência por justamente pesquisar a banda espanhola Ska-P, mas também, nunca vi ou ouvi nenhuma reportagem tratando do assunto nos grandes meios de comunicação. Quem sabe algumas notas como “manifestantes na Espanha são controlados pela polícia: um rapaz que enfrentou a polícia foi contido...”, sempre com um tom de “a polícia protegeu o povo de marginais perigosos”.
Quando vi a primeira onda de fotos no Orkut e Facebook de pessoas com aquela máscara representando a burguesia dos manifestantes de Wall Street, pensei “WTF???”, e continuo pensando até hoje, com a diferença de que hoje sei do que se trata. Por que continuo sem entender? Por que a imagem pra mim não significou nada, e não significou nada pra maioria da população mundial com acesso restrito à informação. Elas não sabem o que, quanto mais por que aconteceram coisas em Wall Street, então uma máscara não vai transmitir nada de significativo. Pensar, escrever, agir é que é o importante, e não usar sua foto pra se mascarar atrás de uma figura vazia de compreensão popular.
Mudando o foco, o sistema capitalista é muito forte em sua manipulação. Infelizmente, vemos muitas pessoas-comuns mais criticando que apoiando as causas dos “Occupy’s”.
 Acho difícil o restante dos 99% que os manifestantes querem representar se deem conta de que fazem parte desses 99%. O brasileiro hoje, se mata trabalhando para conseguir dinheiro pra comprar um carro e se sentir “classe média”, melhor de vida, mas só está re-transferindo seu dinheiro para o sistema o qual lhe suga o trabalho, o dinheiro, a consciência e a realidade, só lhe fornecendo ilusão e mentiras.
E nós estamos felizes com o governo que diminui o IPI dos automóveis, mesmo que eu me rasgue com o resto do orçamento pra pagar luz, água e comprar comida pra minha casa, mesmo que minem minha cabeça com o lado conveniente da notícia. Conveniente pra me manter feliz com o governo e o sistema que me oferece o carro individualista, mas que não qualifica o transporte público e tira de milhões o direito à vida pra me manter iludido pagando as prestações do carro e assistindo as emissoras de televisão, que pertencem a podres de ricos que estão se lixando pro meu dia cansativo de exploração e pro carro medíocre que me faz feliz. Eles só querem me manter distraídos o suficiente pra continuar sugando meu sangue e o meu suor.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Desrespeito na duplicação da Br 392


Na verdade, não sei como iniciar essa mensagem, já que é dificil responsabilizar alguém ou a um órgão pelo "relaxamento" e a falta de respeito que é tão comum nos dias de hoje.
O DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) está em fase de colocação da tubulação de escoamento marginal na duplicação da Estrada Rio Grande-Pelotas (BR 392) na área da Vila da Quinta. Acontece  que na noite de 04 (quatro) de Outubro, moradores chegam em casa às margens da rodovia, e se deparam com um buraco e razoáveis montes de areia fofa em frente a garagem de sua residência. Ainda, ferramentas utilizadas pelos operários da obra estavam dentro do pátio de domínio particular dos moradores, sem prévia autorização.
Um dia antes, a moradora já havia solicitado a compreensão dos trabalhadores quanto à entrada da garagem, mas como nenhum morador estava em casa neste dia referido, talvez os operários tivessem se achado no direito de abancarem seus pertences nas dependências externas da casa e idealizado que os moradores talvez tivessem um trator, ao invés de um automóvel, que fosse capaz de atravessar a pista de rally criada na entrada do portão da garagem.
A quem se recorre, quando a falta de noção e respeito se manifesta nesse tipo de obra "do Governo". Afinal, respeito não é questão de treinamento profissional, mas a seleção de trabalhadores deveria requerer ao menos "bom senso". 
É absolutamente revoltante perceber a cada dia a falta de consciência e respeito que algumas (nem tão "umas" assim) pessoas demonstram quando não são alertadas ou cobradas. É preciso mesmo sempre atitudes impulsivas e revoltadas para que se valha o respeito ao próximo? Ninguém respeita ninguém antes que alguém vá e cobre por um direito e um dever simples, básico e essencial para uma vida em comunidade saudável e com dignidade para todos.
Aproveitando o ensejo, vale também destacar que a implantação de uma passarela no trecho da Vila da Quinta (e no Parque Marinha, a que tenho conhecimento) vêm sendo negligenciada pelos autores do projeto de duplicação da BR 392. 
O que eu espero com esse manifesto? Não espero uma postura mais adequada especificamente dos operários que estão trabalhando nesta obra, mas que todos os cidadãos sintam-se atingidos e procurem sempre agir em prol de que descontentamentos existam ao mínimo para a coletividade se sentir retribuída.


quarta-feira, 26 de setembro de 2012

O Brasil me envergonha...

Tudo começou quando li uma reportagem postada no Facebook por uma amiga intitulada "Aprendendo sobre Finanças e Economia com 'Gangnam Syle". O autor falava do como uma música de estrondoso sucesso na Internet e no mundo fez com que ele refletisse sobre a Economia Mundial, História e semelhanças e distinções entre os países Brasil e Coreia do Sul. Esse tipo de reflexão é um bom exemplo de como encontrar utilidade educacional em instrumentos do cotidiano dos estudantes, como as músicas que estão na moda, "bombando".
Só que lendo a reportagem fiz um link com algo que tinha visto de relance na TV alguns dias atrás: a nova "música" do "cantor" Latino é uma "versão" ("artista" sem criatividade como é, vive de fazer isso e só não chamo de plágio porque deve ter alguma autorização para reprodução, já que é altamente disseminado pela mídia brasileira) deste sucesso tema da reportagem. Então, fui um pouquinho mais a fundo (não tanto, pois minha sanidade e meus ouvidos não suportam tanta merda - opa, "merda" já foi liberado na novela das 21h, não me censurem!).
Como disse, a reportagem falava que a música instigou o autor a pesquisar, analisar e refletir sobre assuntos relevantes - quer dizer, acabou por levá-lo a exercitar o cérebro -. Isso porque a letra da música fala de um bairro norte-coreano extremamente consumista e ostensivo e (num desses momentos de ir mais a fundo) o clipe da música satiriza essa situação. Ok, não é nem o tipo de música nem a letra que mais aprecio no mundo, mas se consegue tirar boas discussões das "metáforas" expostas ali.
Aí, fui procurar a "versão" do Latino. Já começa que no Google quando você digita "Latino", o que mais aparecem são barracos. Mas então, descobri a tal "versão", que foi intitulada de "Despedida de Solteiro". Quando você lê a "letra", você se sente em um filme pornô: Hey, eu quero sexo/ Vou te pegar/ Hey, eu quero sexo/ Pra galopar...
Pior que isso, em uma das páginas de escândalo e fofocas, em uma matéria em que se falava que um cidadão havia feito uma paródia com a música (mesma coisa que o Latino faz), criticando o Latino por estragar uma música sucesso e blábláblá, pensei: "ainda existe esperança". Mas aí, quando fui olhar os comentários, eu li um que dizia mais ou menos assim: "adoro você, Latino, amei sua música, já fiz ate a dancinha na escola e todos adoraram". Dios pai, fico pensando que dancinha é essa... não sei o que farei o dia que presenciar esse tipo de situação na minha iminente vida de professora.
O Brasil é uma fábrica de gente sem talento e sem conteúdo; a mídia trabalha com toda a sua carga para disseminar essa gente, essas informações vazias de sentido e entupidas de conceitos e pensamentos escabrosos. Homens que só tem um pau e mulheres que só tem buracos no corpo, e nada mais. Tudo é sexo e dinheiro. 
E as pessoas vão levando a vida como se isso fosse normal. As crianças engravidam, os pais moleques assaltam e estupram, e o povo adora apontar o dedo pra um culpado. Os pais são culpados por achar lindo as filhas de seis anos rebolando ao som de "Latino", por assistir "Pânico na TV" ao lado de seus meninos e apontando o dedo pro "rabo" das "Panicats" (outras doentes mentais). Enquanto isso, a maravilhosa, correta e íntegra Globo (SBT, Band, Rede TV, Record, tudo farinha do mesmo saco, com diferentes igrejas mandando) nos presenteia 24h do dia, 30-31 dias do mês, 365 dias do ano com essa perversidade e inversão de valores. O que elas querem? Seu dinheiro e a sua capacidade de raciocinar.
Somos tão achacados, por todos os lados com essa perversidade, que achamos normal. Aliás, nem achamos nada, simplesmente somos robozinhos vivendo no mundo criado. Ou então, ao tomarmos consciência e enxergarmos tudo isso que acontece somente com que poucos, infimamente poucos se dêem conta e se sensibilizem com isso, perdemos a esperança.
E muitos que lêem ou ouvem um discurso como o parágrafo acima, ainda dizem: "ah, que povo exagerado, são comunistas malucos", dentre outras expressões.
É só no Brasil? Não, não é. Mas o que me faz sentir VERGONHA do Brasil é quando, por exemplo, um brasileiro consegue tirar toda a mínima utilidade, o mínimo sentido, a mínima crítica de uma música estrangeira e transformar tudo em putaria.
É por isso que o Brasil é um país corrupto, com tanta violência, e com tanta gente cega.




 - Nossa, procurei por quase uma hora uma tirinha que vi há muito tempo no Facebook, que ilustra bem essa "naturalização" de elementos sexuais e depois a família não sabe em quem pôr a culpa, sendo que nos quadrinhos anteriores a mãe incentivava a filha a usar mini-saia, por exemplo, mas não achei =(. Não consigo encontrar nada parecido como ilustração. -






sábado, 25 de agosto de 2012

Gente rica.

Ai, como eu odeio gente rica, que tem vida de cinema.
Alguns podem dizer que é inveja. Mas eu não gostaria de ser essas pessoas. Eu só me incomodo com o fato de que outras pessoas, pessoas melhores e mais merecedoras, não tem ao menos um dos privilégios que essa gente rica tem.
Sabe, viagens nacionais e internacionais, shows e festivais dentro e fora do Brasil, acesso fácil a pessoas importantes ou ícones, casas lindas em lugares lindos dentro e fora do Brasil. Tudo isso para uma só pessoa, fútil, que nunca vai saber na vida o que é de fato almejar, desejar algo e ter de suar para conseguir.
Na boa, não me sinto pior que essas pessoas, pelo contrário, só me sinto desprivilegiada por algum motivo ilusório e injusto dessa vida, desse mundo.
Às vezes, quando vejo exposições dessas vidas regradas (muitas vezes, de gente que não é famosa), fico pensando que eu e essas pessoas não vivemos no mesmo mundo. São posturas, esteriótipos, locais, situações tão irrealizaveis e quase inimaginaveis no curso da minha vida, que é dificil de acreditar que existem  essas vidas paralelas que tem cem por cento dos dez que fariam minha vida perfeita.
Tchê, esse mundo é muito doido, complicado e errado.


sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Fatos de Rio Grande (ou do mundo?)


Lendo hoje (17/08/2012) no Jornal Agora a reportagem sobre os assaltos ao transporte coletivo da cidade, me veio algo à mente.
De fato, o poder público deve urgentemente interceder pela segurança pública, pois a(s) empresa(S) de transporte público da cidade já tomou ("tomaram") suas providências para transferir seus prejuízos à população, como todos que têm poder através do dinheiro conseguem fazer. 
A cada horário que os ônibus finaliza uma linha, os funcionários devem deixar o lucro da empresa bem seguro em um ponto de coleta, se isso não for feito e um assalto acontecer a seguir, o funcionario paga do seu bolso o prejuízo da empresa, que na sua lógica foi gerado pela irresponsabilidade do funcionario. Isto é fato, pois já vi mais de dois cobradores do tranporte coletivo justificando sua parada na Praça Tamandaré com este relato.
Pois bem, quando os funcionários cumpriram a sua função de "proteger suas vidas" (ou a vida da empresa), conforme reportagem supracitada, os assaltantes, não encontrando dinheiro no caixa, se direcionam aos passageiros, estando esses desprevenidos e inocentes. Por vezes, recém receberam seu curto salário no final do mês, ou um estudante correndo atrás da sua formação, precisa andar para cima e para baixo com seu computador, repleto de trabalhos e artigos importantes.
Ou seja, o rico que tem como segurar seus patrimônios e seus lucros (altíssimos pelo monopólio e pelo superfaturamento) se defender, e transfere suas perdas para o pobre que depende de transporte público (que por ser público não é o problema, mas por ser precário e desrespeitoso) e da segurança pública, coordenada pelos governos que também não estão preocupados em cumprir sua função social de educar, cuidar e proteger a população.
A culpa não é do policial, do cobrador de ônibus, do professor. Por mais que nos façam acreditar nisso, o governo não é popular, não é democrático, é sim comandado pelos ricos, por quem tem mais dinheiro tirado do seu bolso. Nós colocamos os governantes lá através do voto. Será mesmo? Sei que tem muita gente inocente que acha que qualquer ruazinha asfaltada é muito, mas o dinheiro que circula por aí, por mais absurdo que pareça, tem mais vontade que a vida das pessoas, e tem sim, mais força que o nosso voto.
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