quinta-feira, 25 de abril de 2013

Falam sempre os senhores(as) da razão

Falam sempre os senhores(as) da razão. 
Nem vale à pena discutir quando as pessoas se tem como superiores, superficialmente, pelo "seu" modo de pensar e/ou agir.

Sempre encontram uma justificativa que os façam se sentir maiores ou melhores que os outros. Sinto um misto de pena, raiva e outros sentimentos indefinidos de pessoas que usam de uma suposta superioridade (intelectual, psíquica ou financeira) para diminuir o próximo. Pior ainda quando o próximo é, de fato, próximo.

Mas, temos que aprender a engolir isso, não é mesmo, mundo?!

Temos que aceitar que as pessoas sejam assim, e procurar o lado bom nelas, mesmo que essas impressões negativas sejam intensas, precisamos buscar algo em que acreditar. Eu SEMPRE me decepciono, mas tenho aprendido aos poucos a controlar a minha frustração e passar por cima desses meus sentimentos de justiça e humildade (afinal, não é essa a prioridade no mundo social) para conseguir conviver com as pessoas sem me sentir tão mal.

Fobia social sendo amenizada.



sexta-feira, 12 de abril de 2013



Diretor enfia a mão dentro do vestido de Nicole Bahls durante entrevista


A notícia acima tem sido a base das ultimas discussões sobre machismo e a cultura do estupro nas redes sociais.

O cara mete a mão numa mulher, absurdo.
Mas o absurdo já começa quando esse mesma mulher, e outras, vendem a figura feminina todos os dias na TV como fantoche sexual.

Só vi compartilhamentos fazendo crítica a esse tal de Gerald Thomas, que estão corretíssimas em sua indignação, mas não consigo deixar passar que a mulher, essa mulher, essas mulheres, contribuem substancialmente para essa cultura machista. Entendam, o problema não é a roupa que ela usa, é o fato de que ela é paga para fazer exatamente o que é a essência da crítica das postagens que eu vi: o trabalho dela é expor a mulher ao papel de objeto sexual no espaço de mídia de massas - a TV.

Desculpa, mas essa "cultura do estupro" é uma construção social deprimente, mas coletiva. Se não houvessem mulheres dispostas a serem esses objetos sexuais, não por se vestirem com roupas sensuais, mas por, descaradamente, exibirem seus corpos e sua sexualidade como mercadoria, ou pior, expor seu corpo e sua sexualidade como objeto, descartando o fato de mulheres serem sujeitos, seria muito mais difícil estabelecer esse comportamento coletivo, subentendido e quase automático da sociedade de ver e usar da mulher como brinquedo sexual.

terça-feira, 26 de março de 2013

Sobre as "Fobias" da moda

É fato que a grande maioria dos meus escritos são de opiniões pessoais e muitas vezes sobre assuntos em que sou quase leiga. Mas nem por isso acredito que eu esteja "errada" em ter uma opinião, mesmo que superficial - como diz na descrição do blog, "I'm a product of my environment...".
Hoje uma postagem no Facebook me fez pensar (acredite, isso às vezes acontece no Facebook). Até vou colar aqui antes de iniciar o post:






















Via página "Nacionalismo Brasileiro"
Detalhe: depois que vi o conteúdo da página, preciso alertar que discordo da grande maioria das ideias expostas pela página.


O que eu pensei quando compartilhei: é verdade, hoje em dia o mundo está cada vez mais tomado de preconceito. Mas o preconceito vêm mais é dessas pessoas que vêem preconceito em tudo.

O que eu desenvolvi depois, despretensiosamente ao arrumar a minha cama:
A nossa sociedade atual é tão tomada pela violência e pelo medo, que tudo se transforma em fobias sociais. Uma pessoa que não concorda com o homossexualismo é homofóbica, uma pessoa que não concorda com os hábitos e postura de alguém vindo de outro lugar é xenofóbico, uma pessoa que não concorda com atitudes feministas é machista, e vice-versa. A superproteção ao direito individual acaba por podar o direito do outro de discordar. É uma ditadura das "fobias".
Essa superproteção é históricamente compreendida, como no caso dos homossexuais, que de fato, sofrem violência irracional e desmedida em muitas situações da vida cotidiana. A questão da xenofobia, o "ódio ao estrangeiro" também é um problema político, histórico e social grave que deve ser discutido e combatido através do diálogo e esclarecimento. A população negra no Brasil também merece atenção.
Entretanto, essas questões não podem se tornar, como estão se tornando hoje, clichês politicamente corretos e motivo para o desprezo e ignorância alheia. Pelo que sei empiricamente, "crime de homofobia" tem sido tratado na sociedade brasileira por atitudes que "incitam o ódio e a violência" contra o homossexual, certo? Pois, eu não gostar do homossexualismo (o que, dessa vez, não é o meu caso, pois para a minha vida não faz diferença as opções dos outros, desde que não impeçam as minhas), não concordar com seus argumentos, e até não me interessar em manter relação com homoafetivos, não me torna um homofóbico. Opinião própria não implica em ataques discriminatórios e violentos.
Noutro dua estava discutindo com alguém sobre as questões atuais em Rio Grande, referente a questão da população nordestina que está na cidade em função do Pólo Naval. O que se sabe, é que muitos trabalhadores provenientes dessa regiao do país, têm sim desacatado, desrespeitado e gerado tumulto em diversas situações pela cidade. Isso me causa profundo repúdio, admito. Eu, ou a população, estar indignada com essas atitudes que vão contra a postura social aceitável na sociedade, não é xenofobia. Eu querer que meus costumes e minha educação seja respeitada não é xenofobia. Xenofobia é você querer eliminar as pessoas de um grupo, coletivamente, é querer, ter desejo de exterminar sua cultura, seu povo, seus rastros. Isso que é ódio preconceituoso relativo a um grupo.

Ultimamente, você não pode abrir a boca para argumentar com alguém sobre a questão homossexual sem ser considerado homofóbico. Não pode ficar indignada com uma piada de péssimo gosto na rua se o mal educado for de outro estado ou nacionalidade, ou se defender de um assédio, sem ser chamado de xenofóbico por qualquer politicamente correto querendo que sua opinião seja certeira, inquestionável, cabal.
Isso me incomoda muito. Os grupos sociais querem tanto liberdade e direitos, mas o povo está cada vez mais privado de ter sua própria opinião ser ser estigmatizado como o "anti-direitos humanos".
Tchê, eu odeio intolerância, de qualquer lado.

Se algo não estiver esclarecido, pergunte antes de sair "atirando" contra uma "fóbica" qualquer.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Breve comentário sobre a morte de Hugo Chávez

Como passei o dia de ontem (05/03) planejando loucamente aulas que não esperava dar pela noite, fiquei sabendo da morte de Chávez quando estava na sala dos professores da escola em que trabalho. Fiquei bastante surpresa, e na verdade, nem tanto, quando ouvi algumas professoras dizerem "Morreu finalmente o Chávez, né", "Já foi tarde", "Já tinha ido há muito tempo". 
Aí, a conversa deslanchou, e como sou nova na idade e na escola, e vi que o rumo da conversa não me favorecia, me mantive observando e fazendo leves acenos de cabeça quando direcionavam frases para mim.
Mas aqui, vou dizer o que eu gostaria de ter dito e não disse, por inúmeros fatores, de necessidade de convivência social, de aceitação no ambiente de trabalho, etc. 
Quando alguém disse "É, não vai fazer falta, quanta gente esse homem matou pra ter o poder?", eu diria "Acho engraçado que todo mundo esquece dos genocídios indígenas promovidos por Europa e EUA na América Latina desde séculos atrás, esquece da opressão e dilaceramento da cultura latina pela cultura do consumo, que expropria recursos dos países mais pobres, desde sempre, pra transformar em uma mercadoria cara para estes mesmos países pobres".
Quando alguém disse "Sei de fonte segura que na Venezuela, as pessoas não podem ter mais de duas residências que o governo pega para os outros invadirem". Bem, esse é mais um dos taaaaantos argumentos individualistas que ouvimos por todos os lados e escalas. As pessoas que votavam no Fábio Branco, justificavam seu voto dizendo que "ele ME ajudou a blábláblá", ou seja, o interesse pessoal e de poucos é o que conta pra decidir quem vai governar uma cidade ou um país. Mas, no contexto da situação, eu gostaria de ter dito "E as pessoas que não tem nem uma casa para morar? E não tem, não só 'porque não trabalham', 'são preguiçosos'; não tem porque são séculos de expropriação e exploração, porque trabalham em um ramo desvalorizado pelo mercado de trabalho, porque pra sobreviver, precisam se submeter a embargos políticos e econômicos de uma carência de cooperação mundial de países produtores, só porque muitos deles têm medo de o socialismo dar certo".
Quando alguém fala em tom de desaprovação sobre a apropriação pela Venezuela dos SEUS poços de petróleo, fico confusa. Quando estes mesmos reclamam do preço da gasolina no Brasil e reclamam que o nosso petróleo é vendido para fora e o que sobra fica caro no país, fico mais confusa ainda! Só porque é "a Venezuela", um país da América Latina, pobre e historicamente saqueado, eles não podem querer proteger o que é deles e não ceder aos que vendem de volta a preços absurdos??

A morte de Hugo Chávez me preocupa. Me preocupa porque seguidores de ideologias, como o Chavizmo, que permanece sem o Chávez, quase nunca conseguem encontrar um comum acordo entre suas divergências, muitas vezes mínimas, e acabam por enfraquecer um projeto que em sua essência é o caminho que estava levando a Venezuela, e outros países latinos, à igualdade. Como o comunismo de Lênin e outros, suas inúmeras "facções" discordantes e briguentas, que deram ao comunismo/socialismo a má fama que essas palavras suscitam nos dias de hoje. Ao invés de priorizar as ideias em comum e traçar caminhos em comum, buscam a divergência e a afirmação da sua verdade absoluta. Esse é o problema de o poder estar na mão de seres humanos.

Não que Chávez seja alienígena e acertasse tudo em seu governo, mas defendo porque duvido do que os ricos me dizem pela TV todos os dias.







sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Jornal da Globo e Hugo Chávez


Depois da única reportagem decente sbre a Venezuaela que vi até hoje na Globo, da Délis Ortiz no Jornal da Globo (10/01/13), numa transmissão neutra sobre como foi o dia que seria a posse do quarto mandato de Hugo Chávez, impossibilitado de assumir por doença, mas que o povo foi às ruas em festa celebrar a "posse do povo", Arnaldo Jabor surge com seu comentário infeliz típico de transmissão manipuladora da Globo.
Diz que o povo venezuelano aprova com alegria uma "ditadura", além de informar alguns dados surreais sobre a situação política da Venezuela.Disse, dentre isso, que tem não sei quantosmil cubanos lá pra cuidar do petróleo quando Chávez morrer. Longe de eu acredtar nisso, mas tenho absoluta certeza de que se fossem os EUA tomando essa atitude, não seria passível de crítica pela mídia reacionária e rica do Brasil. 
Os EUA estão em muitos países, só pra citar, Israel, e recentemente na Líbia, demarcando território, se apossando e salvaguardando bens em troca de acordos políticos e econômicos, apoiando ditaduras. Essas, nunca desejadas pelo povo submetido a elas. Omissos, certamente, mas nunca apoiadas.
Já gostei muito da opinião do Arnaldo Jabor, mas é deprimente que, em se tratando de política e economia, seus comentários destoem de coerência; o seu pavor a sistemas ou regimes, como queiram se referir, que vão contra à ideologia da sua conta bancária.
Em pensar que, semanas atrás, destilava ironia e crítica ao falar do exílio de Gerard Depardieu... Provavelmente deve ser outro que quando apertar no seu bolso irá correndo se munir de estratégias para fugir de pagar a conta aos pobres.


Talvez queiram dizer que o apoio do povo não quer dizer que seja bom, fazendo analogias ao fascismo/nazismo. Mas se vamos comparar a situação político-econômica de hoje com a de 70 anos atrás, vamos nos contextualizar pra não tornar a discussão cansativa:
Em 1940, países do "terceiro mundo" não existiam, só serviam para serem sugados e seus governos eram geralmente de lacaios dos Europeus e Norte-Americanos ricos. Em 1940, Mussolini e Hitler tinham sua política nacionalista, mas ainda eram os ricos querendo ferrar com os pobres e os outros ricos. Hitler, por exemplo, foi, sem sobra de dúvida, um doente. O povo, italiano e alemão, em questão, estava desgastado por umaguerra e privações políticas e econômicas a que estavam "desacostumados". Um recesso econômico que pegou a classe media e o poder político de imediato.

Em 2012/13, os países do "terceiro mundo" estão se levantando de séculos de exploração e genocídio pelos povos Europeus e Norte-Americanos ricos, e o povo, querendo a mídia ou não, colocou no poder, em vários países da América Latina, governos socialistas no poder. Chavez e Morales têm suas políticas nacionalistas, mas o que eles fazem?? Eles mantêm suas riquezas em seus países, priorizam a economia interna, a população (ah, é isso que desagrada, então, mais do que qualquer outra coisa: as barreiras impostas aos ricos ao acesso a produtos nacionais). Agora, são os países pobres que estão se levantando e querendo ferrar com os ricos que os exploraram por décadas. Oh, que injusto. 
O povo latino-americano, não está carente de identidade, pelo contrário, sempre teve sua identidade com orgulho, mesmo que dilacerada pelos genocídios indígenas impostas por espanhóis, portugueses, etc. etc. O povo latino-americano quer mesmo é revanche, quer, agora que tem governos ao seu lado, manter as riquezas materiais e culturais que ainda os restam.

Agora, ainda quer comparar a "empatia" de Hitler com a de Hugo Chávez??


Link da reportagem:

Link do comentário:



quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Pessoas inconvenientes

Deixar ou não deixar de gostar/admirar as pessoas por elas se sentirem donas da verdade por terem engolido livros, conseguido um diploma universitário e por isso se sentirem no direito de cortar opiniões superficiais sobre assuntos?? É quase como dizer "não pense sobre isso, o que eu estou dizendo é a verdade absoluta e você não pode ir contra isso, porque você não leu os 330 livros que eu li" (leitura é fundamental, mas ninguém é melhor ou mais importante que alguém porque possui mais informações sobre determinado assunto. É o mesmo tipo de desrespeito à inteligência, que já citei anteriormente, que os jornalistas cometem ao deturpar a informação para ser mais "compreensível" à população: eu sei, então o que eu sei é o que eles devem saber).

Estava justamente hoje conversando com uma jovem (como eu) colega professora na escola sobre o quanto é inconveniente, chato, egocêntrico e dispensável a pessoa se formar na sua área e sair apontando o dedo pra cada um que não possui uma faculdade de cada área pra ser fluente em absolutamente todos os assuntos.
É como um geógrafo dar pitchí a cada rocha chamada de pedra, um licenciado em Português corrigir todas as faltas de plurais em uma conversa, etc.
Mas agora, eu vou ficar "queimando a mufa" pra conscientizar do inconveniente? Pra que mudem de atitude? Eu não, sejam felizes com suas verdades acadêmicas/literárias/históricas/políticas/educacionais (...) absolutas.


Procurei imagem, mas não encontrei...

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

True North


Sabe, o Bad Religion divulgou a segunda música do seu novo álbum que será lançado em Janeiro de 2013 (se o mundo não acabar hoje). Quando ouvi a música e li a letra, percebi que, pra variar, a canção tinha um maravilhoso conteúdo crítico, e mais, falava em coordenadas! Huahiuehehaeuiae... não é tããão geográfica quanto imaginei, mas dá uma ótima discussão crítica.
Só que pra um dia usar isso, não poderia me basear no Google Tradutor (mesmo que ele ajude), nem nas letras "traduzidas" no Terra. Aí, fui pedir uma ajuda em um grupo no Facebook, e as pessoas carentes nunca gostam da minha maneira de expressar, e acabei desistindo de algo frutífero, até que uma criatura disse "tenha uma boa tradução sem ajuda".
Aí, quer saber? Vou fazer essa porra direito mesmo!

E aí fiz. Claro, contribuições de fluentes na língua sempre ajuda! Comente. 


VERDADEIRO NORTE

Vagabundo obstinado (persistente)
Trace as novas coordenadas e atire o mapa pro lado" (tipo "deixe de lado")
Agora eu tenho que divagar (tipo "viajar") sobre

Navegar as armadilhas e atravesse a grande divisão (barreira, divisa)
A legenda do cartógrafo deu sentido e uma chave
Ele estabelece a declinação (declive, inclinação), mas em quê é bom pra mim?

Eu não consigo ver a racionalidade
O mundo não é minha responsabilidade
E feliciadade não é lá pra mim
Mas talvez, eu muito devagar aproximo da origem
Quando eu encontrar o verdadeiro norte

(Com ou sem um amigo, manter procurando até o fim)

Destino tentador e morte trapaceira
Ninguém nunca me disse que ia ser assim
Contemplar a aleatoriedade (acaso)
Quando a mente está disposta, ela fica completamente perigosa

Sobrecarregada, soterrado, seu decreto ético
Essa é sua bússola moral, mas o que é bom pra mim?

Eu nao consigo ver a racionalidade
O mundo não é minha responsabilidade
E feliciadade não é lá pra mim
Mas talvez, muito devagar aproximo da origem
Quando eu encontrar o verdadeiro norte

(Com ou sem um amigo, manter procurando até o fim)
Quando eu encontrar o verdadeiro norte.


http://www.youtube.com/watch?v=OKflTc_RT6U

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Reinaldo Azevedo.

Não, se você não está preparado para as frequentes cenas de estupro nas novelas da Globo, nem procure saber quem é esse cara. Seus textos são mais depravados e ofensivos que a Carolina Dieckmann sendo estuprada no horário nobre em Salve Jorge.
O cara sempre, sem exceção, despeja ofensas, palavras e expressões chulas, e todos os seres do universo são dignos de ofensas e seres humanos desprezíveis, no ponto de vista de Reinaldo Azevedo. Claro, a exceção dos Tucanos e "Democratas" ricos que compartilham o Champagne com ele todo o Reveillon. E ainda tem cara de pau em citar como crítica "esbanjamento de dinheiro público" ou "descaso com a pobreza". Sim, sentado em sua cobertura e amparado pelo ar condicionado. É o típico, "não olha para o próprio rabo", "o mundo gira em torno do seu umbigo"...
Por que estou perdendo meu tempo escrevendo sobre esse "jornalista"? Meu asco é tanto que mal consigo controlar meu instinto "reinaldo" e não escrever palavras de baixo teor crítico para descrevê-lo.
Tem um texto no meu blog, escrito faz uns dois anos, creio, em que eu falo de um texto que li na "maravilhosa e informativa" revista Veja, em que um colunista falava sobre o "pouco caso" dos professores e a "bundamolice" desses profissionais que não se esforçam para termos uma educação de qualidade. Hoje, tenho quase certeza que o colunista era Reinaldo Azevedo. E mesmo que não seja, repito todas as palavras que usei naquela ocasião para me referir a ele nesse momento.
Veja (na expressão "veja bem"), não é questão de posição política, nem específicamente à defesa de Oscar Niemeyer, que fez esse dignissimo jornalista brilhar em cena nos últimos dias, até por que nunca li nada de referência política ligada diretamente ao arquiteto e Arte não é minha preferência. O que me causa revolta e repúdio é a sua sempre escrita ofensiva - não crítica, mas ofensiva - suas palavras e expressões que não são cabidas à imprensa popular, de massa. As pessoas vêem "personalidades" ofendendo, desrespeitando, usando termos depreciativos e creem que esse é o padrão social aceitável no Brasil e no mundo. Reinaldo Azevedo, sua escrita é uma ofensa à educação e à sociedade brasileira.
A postura política, faz diferença e tem peso, sim, mas o que me faz comentar a respeito, a me posicionar, é o desprezo aos padrões morais que uma sociedade precisa para ser saudável e digna. Reacionários, fascistas disfarçados de democratas, tem aos montes por aí, e é inútil discutir com eles. Mas quando o respeito falta, eu subo nas tamancas.
Reinaldo Azevedo, você não tem capacidade escrita, conteudista ou moral para saber criticar sem ofender gratuitamente? Nossa, você é "jornalista", eu sou uma mera estudante, professora, cidadã comum e burra, aos seus olhos. Não me use como parâmetro. Quem está nos grandes meios de comunicação é quem deve ter capacidade e iluminação de se expressar bem sem recorrer a recursos impulsivos típicos.



Endossando...
http://www.tvt.org.br/blog/altamiro-borges-o-

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Coordenadas Geográficas - Latitude e Longitude

Me matei fazendo... espero que aprendam de uma vez!


REFORÇO – LATITUDE E LONGITUDE -> COORDENADAS GEOGRÁFICAS.
As coordenadas geográficas são muito importantes e utilizadas em vários aspectos da sociedade. Um avião, para identificar sua posição em relação a Torre de Controle, um navio para informar sua localização, caso precise de ajuda, ou até como uma maneira de se fazer entender em qualquer lugar onde se está querendo chegar, com a ajuda de mapas ou o GPS, por exemplo.
Funciona assim: a Terra é dividida em quatro hemisférios.
A linha imaginária que divide a Terra em hemisférios NORTE E SUL (horizontal) é a linha do EQUADOR. A partir dela, se contam em graus paralelos que sinalizam as LATITUDES até os 90º ao Norte e 90º ao Sul, totalizando 180º. É importante entender que a LATITUDE sempre vai indicar a referencia do local no sentido NORTE OU SUL.

Obs.: Todo o espaço que é circundado pelo paralelo 90ºN, por exemplo, está na LATITUDE 90ºN. Independente da Longitude indicada, o local estará no hemisfério NORTE, a 90 graus do Equador, que é o paralelo 0º. O mesmo acontece com os pontos indicados no Hemisfério Sul.


A linha imaginária que divide a Terra nos hemisférios LESTE E OESTE (vertical) é o Meridiano de Greenwich. A partir dela, se contam em graus meridianos que sinalizam as LONGITUDES até os 180º graus ao Leste e 180º ao Oeste, totalizando uma volta de 360º. É importante entender que a LONGITUDE sempre vai indicar a referência do local no sentido LESTE OU OESTE.


Obs.: No caso dos Meridianos, eles se cruzam ao cortar o Globo, por isso eles completam 180º grausvna direção Leste e mais 180º na direção Oeste. Assim, todos os espaços que se distanciam 30º a Leste, por exemplo, do Meridiano de Greenwich (que marca 0º de Longitude), independentes de Hemisfério Norte ou Sul, estão localizados na Latitude 30ºgraus no Hemisfério LESTE. O mesmo acontece se o ponto estiver no Hemisfério OESTE, independente de Norte ou Sul, ele estará a 30º graus, por exemplo, de distância a OESTE do Meridiano de Greenwich.


- A parte dos Meridianos ficou mais complicada... mas com o meu maravilhoso Globo Inflável, acredito que eu consiga exemplificar bem as diferenças pro 1º ano do Ensino Médio... -









sábado, 10 de novembro de 2012

Occupy's


Estou lendo um capítulo por noite de um livro que traz artigos sobre os movimentos que tomaram as ruas em 2011, os “Ocuppy”. Tenho de admitir que mesmo passando justamento o 2011 estudando novas possibilidades da Geografia através de uma banda de ska espanhola socialmente engajada, só tive conhecimento da existência do “Ocupa Wall Street” através do meu orientador em uma citação.  Tentei não manifestar desconhecimento no momento da colocação, porque ele citou de uma forma tão corriqueira o movimento que me senti extremamente idiota em nunca ter ouvido falar.
Talvez porque até hoje não consigo pesquisar dados efetivos, sobre qualquer assunto, no Google, seja, principalmente, porque só pega a Globo na minha casa, o fato é que nunca tinha visto manchetes sobre o movimento Ocupa Wall Street. Até o movimento dos Indignados na Espanha eu sabia da existência por justamente pesquisar a banda espanhola Ska-P, mas também, nunca vi ou ouvi nenhuma reportagem tratando do assunto nos grandes meios de comunicação. Quem sabe algumas notas como “manifestantes na Espanha são controlados pela polícia: um rapaz que enfrentou a polícia foi contido...”, sempre com um tom de “a polícia protegeu o povo de marginais perigosos”.
Quando vi a primeira onda de fotos no Orkut e Facebook de pessoas com aquela máscara representando a burguesia dos manifestantes de Wall Street, pensei “WTF???”, e continuo pensando até hoje, com a diferença de que hoje sei do que se trata. Por que continuo sem entender? Por que a imagem pra mim não significou nada, e não significou nada pra maioria da população mundial com acesso restrito à informação. Elas não sabem o que, quanto mais por que aconteceram coisas em Wall Street, então uma máscara não vai transmitir nada de significativo. Pensar, escrever, agir é que é o importante, e não usar sua foto pra se mascarar atrás de uma figura vazia de compreensão popular.
Mudando o foco, o sistema capitalista é muito forte em sua manipulação. Infelizmente, vemos muitas pessoas-comuns mais criticando que apoiando as causas dos “Occupy’s”.
 Acho difícil o restante dos 99% que os manifestantes querem representar se deem conta de que fazem parte desses 99%. O brasileiro hoje, se mata trabalhando para conseguir dinheiro pra comprar um carro e se sentir “classe média”, melhor de vida, mas só está re-transferindo seu dinheiro para o sistema o qual lhe suga o trabalho, o dinheiro, a consciência e a realidade, só lhe fornecendo ilusão e mentiras.
E nós estamos felizes com o governo que diminui o IPI dos automóveis, mesmo que eu me rasgue com o resto do orçamento pra pagar luz, água e comprar comida pra minha casa, mesmo que minem minha cabeça com o lado conveniente da notícia. Conveniente pra me manter feliz com o governo e o sistema que me oferece o carro individualista, mas que não qualifica o transporte público e tira de milhões o direito à vida pra me manter iludido pagando as prestações do carro e assistindo as emissoras de televisão, que pertencem a podres de ricos que estão se lixando pro meu dia cansativo de exploração e pro carro medíocre que me faz feliz. Eles só querem me manter distraídos o suficiente pra continuar sugando meu sangue e o meu suor.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Desrespeito na duplicação da Br 392


Na verdade, não sei como iniciar essa mensagem, já que é dificil responsabilizar alguém ou a um órgão pelo "relaxamento" e a falta de respeito que é tão comum nos dias de hoje.
O DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) está em fase de colocação da tubulação de escoamento marginal na duplicação da Estrada Rio Grande-Pelotas (BR 392) na área da Vila da Quinta. Acontece  que na noite de 04 (quatro) de Outubro, moradores chegam em casa às margens da rodovia, e se deparam com um buraco e razoáveis montes de areia fofa em frente a garagem de sua residência. Ainda, ferramentas utilizadas pelos operários da obra estavam dentro do pátio de domínio particular dos moradores, sem prévia autorização.
Um dia antes, a moradora já havia solicitado a compreensão dos trabalhadores quanto à entrada da garagem, mas como nenhum morador estava em casa neste dia referido, talvez os operários tivessem se achado no direito de abancarem seus pertences nas dependências externas da casa e idealizado que os moradores talvez tivessem um trator, ao invés de um automóvel, que fosse capaz de atravessar a pista de rally criada na entrada do portão da garagem.
A quem se recorre, quando a falta de noção e respeito se manifesta nesse tipo de obra "do Governo". Afinal, respeito não é questão de treinamento profissional, mas a seleção de trabalhadores deveria requerer ao menos "bom senso". 
É absolutamente revoltante perceber a cada dia a falta de consciência e respeito que algumas (nem tão "umas" assim) pessoas demonstram quando não são alertadas ou cobradas. É preciso mesmo sempre atitudes impulsivas e revoltadas para que se valha o respeito ao próximo? Ninguém respeita ninguém antes que alguém vá e cobre por um direito e um dever simples, básico e essencial para uma vida em comunidade saudável e com dignidade para todos.
Aproveitando o ensejo, vale também destacar que a implantação de uma passarela no trecho da Vila da Quinta (e no Parque Marinha, a que tenho conhecimento) vêm sendo negligenciada pelos autores do projeto de duplicação da BR 392. 
O que eu espero com esse manifesto? Não espero uma postura mais adequada especificamente dos operários que estão trabalhando nesta obra, mas que todos os cidadãos sintam-se atingidos e procurem sempre agir em prol de que descontentamentos existam ao mínimo para a coletividade se sentir retribuída.


quarta-feira, 26 de setembro de 2012

O Brasil me envergonha...

Tudo começou quando li uma reportagem postada no Facebook por uma amiga intitulada "Aprendendo sobre Finanças e Economia com 'Gangnam Syle". O autor falava do como uma música de estrondoso sucesso na Internet e no mundo fez com que ele refletisse sobre a Economia Mundial, História e semelhanças e distinções entre os países Brasil e Coreia do Sul. Esse tipo de reflexão é um bom exemplo de como encontrar utilidade educacional em instrumentos do cotidiano dos estudantes, como as músicas que estão na moda, "bombando".
Só que lendo a reportagem fiz um link com algo que tinha visto de relance na TV alguns dias atrás: a nova "música" do "cantor" Latino é uma "versão" ("artista" sem criatividade como é, vive de fazer isso e só não chamo de plágio porque deve ter alguma autorização para reprodução, já que é altamente disseminado pela mídia brasileira) deste sucesso tema da reportagem. Então, fui um pouquinho mais a fundo (não tanto, pois minha sanidade e meus ouvidos não suportam tanta merda - opa, "merda" já foi liberado na novela das 21h, não me censurem!).
Como disse, a reportagem falava que a música instigou o autor a pesquisar, analisar e refletir sobre assuntos relevantes - quer dizer, acabou por levá-lo a exercitar o cérebro -. Isso porque a letra da música fala de um bairro norte-coreano extremamente consumista e ostensivo e (num desses momentos de ir mais a fundo) o clipe da música satiriza essa situação. Ok, não é nem o tipo de música nem a letra que mais aprecio no mundo, mas se consegue tirar boas discussões das "metáforas" expostas ali.
Aí, fui procurar a "versão" do Latino. Já começa que no Google quando você digita "Latino", o que mais aparecem são barracos. Mas então, descobri a tal "versão", que foi intitulada de "Despedida de Solteiro". Quando você lê a "letra", você se sente em um filme pornô: Hey, eu quero sexo/ Vou te pegar/ Hey, eu quero sexo/ Pra galopar...
Pior que isso, em uma das páginas de escândalo e fofocas, em uma matéria em que se falava que um cidadão havia feito uma paródia com a música (mesma coisa que o Latino faz), criticando o Latino por estragar uma música sucesso e blábláblá, pensei: "ainda existe esperança". Mas aí, quando fui olhar os comentários, eu li um que dizia mais ou menos assim: "adoro você, Latino, amei sua música, já fiz ate a dancinha na escola e todos adoraram". Dios pai, fico pensando que dancinha é essa... não sei o que farei o dia que presenciar esse tipo de situação na minha iminente vida de professora.
O Brasil é uma fábrica de gente sem talento e sem conteúdo; a mídia trabalha com toda a sua carga para disseminar essa gente, essas informações vazias de sentido e entupidas de conceitos e pensamentos escabrosos. Homens que só tem um pau e mulheres que só tem buracos no corpo, e nada mais. Tudo é sexo e dinheiro. 
E as pessoas vão levando a vida como se isso fosse normal. As crianças engravidam, os pais moleques assaltam e estupram, e o povo adora apontar o dedo pra um culpado. Os pais são culpados por achar lindo as filhas de seis anos rebolando ao som de "Latino", por assistir "Pânico na TV" ao lado de seus meninos e apontando o dedo pro "rabo" das "Panicats" (outras doentes mentais). Enquanto isso, a maravilhosa, correta e íntegra Globo (SBT, Band, Rede TV, Record, tudo farinha do mesmo saco, com diferentes igrejas mandando) nos presenteia 24h do dia, 30-31 dias do mês, 365 dias do ano com essa perversidade e inversão de valores. O que elas querem? Seu dinheiro e a sua capacidade de raciocinar.
Somos tão achacados, por todos os lados com essa perversidade, que achamos normal. Aliás, nem achamos nada, simplesmente somos robozinhos vivendo no mundo criado. Ou então, ao tomarmos consciência e enxergarmos tudo isso que acontece somente com que poucos, infimamente poucos se dêem conta e se sensibilizem com isso, perdemos a esperança.
E muitos que lêem ou ouvem um discurso como o parágrafo acima, ainda dizem: "ah, que povo exagerado, são comunistas malucos", dentre outras expressões.
É só no Brasil? Não, não é. Mas o que me faz sentir VERGONHA do Brasil é quando, por exemplo, um brasileiro consegue tirar toda a mínima utilidade, o mínimo sentido, a mínima crítica de uma música estrangeira e transformar tudo em putaria.
É por isso que o Brasil é um país corrupto, com tanta violência, e com tanta gente cega.




 - Nossa, procurei por quase uma hora uma tirinha que vi há muito tempo no Facebook, que ilustra bem essa "naturalização" de elementos sexuais e depois a família não sabe em quem pôr a culpa, sendo que nos quadrinhos anteriores a mãe incentivava a filha a usar mini-saia, por exemplo, mas não achei =(. Não consigo encontrar nada parecido como ilustração. -






sábado, 25 de agosto de 2012

Gente rica.

Ai, como eu odeio gente rica, que tem vida de cinema.
Alguns podem dizer que é inveja. Mas eu não gostaria de ser essas pessoas. Eu só me incomodo com o fato de que outras pessoas, pessoas melhores e mais merecedoras, não tem ao menos um dos privilégios que essa gente rica tem.
Sabe, viagens nacionais e internacionais, shows e festivais dentro e fora do Brasil, acesso fácil a pessoas importantes ou ícones, casas lindas em lugares lindos dentro e fora do Brasil. Tudo isso para uma só pessoa, fútil, que nunca vai saber na vida o que é de fato almejar, desejar algo e ter de suar para conseguir.
Na boa, não me sinto pior que essas pessoas, pelo contrário, só me sinto desprivilegiada por algum motivo ilusório e injusto dessa vida, desse mundo.
Às vezes, quando vejo exposições dessas vidas regradas (muitas vezes, de gente que não é famosa), fico pensando que eu e essas pessoas não vivemos no mesmo mundo. São posturas, esteriótipos, locais, situações tão irrealizaveis e quase inimaginaveis no curso da minha vida, que é dificil de acreditar que existem  essas vidas paralelas que tem cem por cento dos dez que fariam minha vida perfeita.
Tchê, esse mundo é muito doido, complicado e errado.


sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Fatos de Rio Grande (ou do mundo?)


Lendo hoje (17/08/2012) no Jornal Agora a reportagem sobre os assaltos ao transporte coletivo da cidade, me veio algo à mente.
De fato, o poder público deve urgentemente interceder pela segurança pública, pois a(s) empresa(S) de transporte público da cidade já tomou ("tomaram") suas providências para transferir seus prejuízos à população, como todos que têm poder através do dinheiro conseguem fazer. 
A cada horário que os ônibus finaliza uma linha, os funcionários devem deixar o lucro da empresa bem seguro em um ponto de coleta, se isso não for feito e um assalto acontecer a seguir, o funcionario paga do seu bolso o prejuízo da empresa, que na sua lógica foi gerado pela irresponsabilidade do funcionario. Isto é fato, pois já vi mais de dois cobradores do tranporte coletivo justificando sua parada na Praça Tamandaré com este relato.
Pois bem, quando os funcionários cumpriram a sua função de "proteger suas vidas" (ou a vida da empresa), conforme reportagem supracitada, os assaltantes, não encontrando dinheiro no caixa, se direcionam aos passageiros, estando esses desprevenidos e inocentes. Por vezes, recém receberam seu curto salário no final do mês, ou um estudante correndo atrás da sua formação, precisa andar para cima e para baixo com seu computador, repleto de trabalhos e artigos importantes.
Ou seja, o rico que tem como segurar seus patrimônios e seus lucros (altíssimos pelo monopólio e pelo superfaturamento) se defender, e transfere suas perdas para o pobre que depende de transporte público (que por ser público não é o problema, mas por ser precário e desrespeitoso) e da segurança pública, coordenada pelos governos que também não estão preocupados em cumprir sua função social de educar, cuidar e proteger a população.
A culpa não é do policial, do cobrador de ônibus, do professor. Por mais que nos façam acreditar nisso, o governo não é popular, não é democrático, é sim comandado pelos ricos, por quem tem mais dinheiro tirado do seu bolso. Nós colocamos os governantes lá através do voto. Será mesmo? Sei que tem muita gente inocente que acha que qualquer ruazinha asfaltada é muito, mas o dinheiro que circula por aí, por mais absurdo que pareça, tem mais vontade que a vida das pessoas, e tem sim, mais força que o nosso voto.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Rio +20


Quando anunciaram os preparativos pra Rio +20, gerou-se uma mobilização de propagandas e manifestos, reportagens, etc. sobre o futuro do planeta, alternativas sustentáveis de desenvolvimento e outros diálogos em relação às propostas e resultados pós a Rio 92.
Hoje estamos vendo noticias de que a maioria dos governantes mundiais estão transformando a conferencia em nojentas pizzas que acreditávamos que somente a política brasileira era capaz de produzir. Aquele jogo de empurra, valorizando o desenvolvimento ECONÔMICO e CONSUMISTA. Os países mais pobres não querem “pagar a conta” da sustentabilidade e não poder gerar e gastar dinheiro com padrões de vida vazios e consumistas, onde o objetivo de vida das pessoas é somente adquirir bens. Muitas vezes, justamente bens que vão totalmente contra a perspectiva de recuperação do meio ambiente que necessitamos.
No caso brasileiro: esses dias eu estava vendo um terrível programa de humor do canal mais popular do país, e uma “piada” me chamou atenção: o programa abriu com uma personagem dizendo que o Brasil enche o peito para dizer que tem riquezas naturais, que é referencia em pesquisas que visam a sustentabilidade, mas o principal projeto do governo tem sido incentivar o consumo de automóveis, reduzindo taxas e valorizando financiamentos.
 No lugar disto, deveria estar investindo em transporte público de qualidade, que fizessem a população, que por décadas sonha com um carro confortável, considerar utilizar o transporte coletivo, com maior frota, maior conforto e agilidade. Investimento na mobilidade urbana, para que estes objetivos possam ser alcançados. Espaço para as bicicletas, de fato, pois o que vejo são motoristas reclamando da conduta dos ciclistas e ciclistas reclamando da falta de espaço. O investimento na educação entra neste setor e em todos os outros da vida pública e coletiva saudável.
No final das contas, são os governos e a mídia que inserem no povo a necessidade de consumir e poluir. Não entendo de onde surgem hoje tantos manifestantes atrás de melhora da saúde do planeta. Na verdade, o que mais vejo no dia a dia são pessoas preocupadas com o seu particular. Mas se estão acontecendo tantas manifestações, tantas críticas com a atitude dos políticos perante a saúde do planeta, porque esse povo, de todo o mundo, hoje quando vê a palhaçada dos documentos produzidos pela Rio +20, conduzidos pelos governantes dos países mais poderosos do mundo, não se levantam nas urnas e dizem NÃO, com o instrumento pacífico que possuem em mãos do voto, a esses sistemas políticos de valorização do dinheiro, dos gastos, do consumo?
Por favor, deixemos de lado os discursos bonitos, os compartilhamentos vazios no Facebook, e até as marchas sensacionalistas nas ruas, e usemos de fato a democracia que temos para mudar, votar em outras propostas, mas OUTRAS propostas MESMO, não aquilo que fizemos em 2002. Na verdade, fomos ingênuos em 2002. Votamos em uma proposta dita revolucionária, que valorizava a pessoa, o trabalhador, mas que 10 anos depois vemos que este era apenas o pano de fundo para impulsionar as empresas, os EMPRESÁRIOS, a indústria do consumo. O que melhorou para a classe pobre que subiu para a classe média? Trabalha muito como sempre, a diferença é que agora elas têm um carro novo, uma geladeira nova, um microondas. A saúde continua patética, a educação continua desvalorizada e o humano e o coletivo, continua deixado pra trás.
Se a democracia não funcionar, aí sim, vamos protestar e coletivamente buscar reconstruir o mundo justo e saudável que merecemos. Nos países onde não existe democracia, muitos já fizeram e estão fazendo isto, lutando pela sua vontade.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Crônicas de uma mente moldada e partida.

Explicando o novo título...
Ontem eu estava assistindo uma reportagem sobre os "jovens da geração 'Y" (os quais, pela faiza etária, me incluo), e foi mostrado a organização de muitos grupos de "protesto", tipo "Massa Crítica" de Porto Alegre. Aí, eu comecei a expressar o meu ceticismo quanto a estes "grupos" de várias causas e vertentes que surgem e existem.
Como, modéstia à parte, sou uma das raras pessoas que olham pro próprio rabo antes de decretar sentenças a outras pessoas, parei pra analisar que eu nunca me inseri em grupos. Não que eu não tivesse tentado, mas, sem querer culpar terceiros, meus pais sempre desestimularam por algum motivo. 
Na primeira infância, participei de uma reunião para "dançar" Chiquititas com meus amigos de escola, e minha mãe não deixava eu ir ou não me levava aos encontros, não lembro o que era alegado na época, mas sempre foram coisas que as outras crianças e jovens faziam normalmente e que não me eram permitidos. Na adolescência, não pude participar da banda da escola porque não tocava nenhum instrumento e minha mãe não queria me ver "de saia de bunda pro ar nas ruas" fazendo parte do corpo coreográfico. Dentre outros exemplos que não recordo agora, ou recordo mas quero encurtar o texto.
Acho que por ter crescido e me desenvolvido física e psicologicamente bem (relativamente) sem fazer parte de grupos, idealizo que eles não são necessários para o desenvolvimento social. Detalhe, acho que consigo diferenciar "grupos" sociais de "movimentos" sociais. Movimentos são vontades que emanam dos indivíduos em prol de uma transformação individual e coletiva, paralelamente. Grupos são formados para discutir ou agir em prol de um ideal ou uma intenção, em outros contextos, pode até se dizer "dogmas".
O povo se juntar pra incentivar as pessoas a andarem de bicicleta? Ok, legal. Mas grande m**** andar de bicicleta se você vai lá e compra roupas e equipamentos de marcas exploradoras.
A palavra "contra" não é a ideal, mas para esse texto, posso usar que: sou "contra" esses grupos que surgem atrás de mudanças de hábitos tópicas porque a sociedade é um conjunto, e pra transformá-la é preciso pensamento interligado e atitudes completas, e não essas atividades mínimas que se colocam como revolucionárias.
Ok, eu sei que a partir de mudanças pequenas chegamos a grandes transformações, mas esse discursinho tá tão clichê que perde o sentido.
Texto incompleto, e nem sei se será completado um dia.

Assim: "crônicas" porque são textos tópicos, e algum especialista em Literatura defina o termo, por favor;
"uma mente moldada", porque meus conceitos iniciais podem vir de experiências particulares impostas de fora, mas;
"partida" porque procuro entender meus pensamentos e conceitualizações e transformá-las se encontro enganos nelas. Talvez eu nunca vá simpatizar com "grupos", mas se no futuro eles se mostrarem eficientes, jamais deixarei de agradecer e bater palmas. Enquanto isso, continuo vivendo quebrando e reconstruindo meu molde.


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Rio Grande não deve ser apenas a "cidade histórica"

No primeiro dia útil da tarifa de R$2,60 já se registrou o descaso com o usuário do transporte coletivo em Rio Grande. Na linha P15, Quinta-Centro, o ônibus das 12h30 que "costuma" passar na frente da escola Lilia Neves entre 12h40, 12h45, não passou no horário. A cada minuto a parada enchia mais, somando passageiros das 12h30 e das 13h. Quando já eram 13h05 chegaram os dois ônibus juntos, e o carro das 12h30 passou direto, sem parar, e com lugares disponíveis, sendo que o ônibus das 13h que parou preencheu todas as suas poltronas já naquela parada.
A justificativa geralmente alegada por motoristas, cobradores e responsáveis pela empresa (única que vence licitações do transporte público na cidade) é de que o ônibus precisa cumprir o horário. Mas aí eu me pergunto, a serviço de quem, ou de quê, está a empresa? De que adianta o ônibus chegar no horário no "terminal" da praça Tamandaré se deixou seus usuários perdidos pelo meio do caminho? Ficamos mais de meia hora na parada, com compromissos marcados, para o ônibus passar sem parar por ter de cumprir o seu horário? A empresa trabalha para si, para suas estatísticas, porque para os cidadãos que não chegaram no seu horário, não é.
Outra coisa que acontece muito são os atrasos nos horários depois das 19h. Se alega que o problema vêm do congestionamento da "estação de integração" Junção. Ora, se já se sabe, por uma falha de infraestrutura da cidade, que o ônibus não vai cumprir, nunca cumpre, o horário da tabela naquele período, que mudem o horário da tabela. Eu já cheguei a ficar uma hora na parada esperando um ônibus que nunca veio, porque é o que eles fazem. Se atrasa, se estraga um ônibus, "que se danem! que peguem o próximo lotado".
Quando houveram protestos sobre o aumento da tarifa de ônibus, os motoristas e cobradores se enchiam de orgulho em colocar a culpa do atraso nos manifestantes, livrando-se da incompetência da empresa em que trabalham, e do governo o qual se deleitam em juras de amor eterno. Mas todos os santos e não santos dias, o trecho da "estação de integração" da Junção gera desconforto na cidade pela sua má estrutura. Também, não deve se negar, à incompreensão eterna do rio-grandino para com as leis de trânsito, mas de qualquer maneira, aqueles abrigos e aquela faixa de pedestre não podem ser chamados de integração, em uma cidade que se diz em franca expansão.
O fato é que qualquer um pode concluir que Rio Grande é mal administrada. Não existem profissionais competentes regendo as secretarias municipais, por isso tudo vira uma baderna, é a "leva" das sinaleiras, agora a leva das rotatórias. O governo gasta mais dinheiro regando florzinha do que cuidando de gente, e mais tempo quebrando asfalto recém colocado em prol de alguma obra que devia ter sido feita antes da pavimentação, do que investe em profissionais que pensem e planejem antes de agir.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Linguiça.

Ontem eu "estudei" bastante pro concurso: terminei de ler a LDB. Aí, não me lembro exatamente que horas, me deu uma vontade de escrever no blog... mas vontade só, não basta, tem que ter assunto. Acho que naquele instante, eu até tinha um assunto, mas deixei passar, talvez pelo calor que estimulou minha preguiça de levantar do meu descanso pra escrever.
Hoje eu resolvi tentar enquadrar meu TCC nas normas de algumas revistas de Geografia. Fiz primeiro para a Terra Livre, que aceita artigos de até 30 páginas, então só tive de mutilar umas 10. Mas acho difícil uma revista de qualis A, então outra hora vou mutilar ele em mais 10 páginas pra tentar publicar na "Para Onde?", que é qualis B. 
Depois que eu formatei o trabalho pra Terra Livre, se foi embora minha vontade de estudar, se bem que a necessidade é gritante. Já que estou desempregada com tempo livre, tenho que aproveitar pra correr atrás de deixar um milhão de coisas diferentes prontas: dar jeito de publicar o tal TCC (sempre mutilado), estudar pro concurso, dar substância a duas propostas de mestrado, uma para tentar nas educações e outra pra tentar na Geografia. Tô mais perdida na da Geografia, a pesar de ser a seleção mais fácil de passar, mas parece que os meus interesses não são acolhidos nos eixos temáticos do programa, então tenho de me adaptar.
Só que quando a gente quer fazer muita coisa, acaba por fazer nada direito, e quando eu sinto que não vou fazer algo direito, não faço. Daí que fiquei mais de um mês de desemprego enganando a mim mesma.
Meu desemprego... quer dizer, associo a culpa ao desemprego, mas eu nunca entendo o que me controla. Supondo que seja o desemprego, ele me fez perder a vontade de produzir e até mesmo de me distrair. Nem os livros que me interessavam, não tenho mais ânimo de ler. Os assuntos que me intrigavam perderam a graça.
Mas, por outro lado, quando eu arrumar um emprego, se não for na área da educação, fatalmente vou me bitolar e, de qualquer jeito, os livros que eu gostava não vou gostar mais, os assuntos que me interessavam não vão interessar mais. Primeiro, pela falta de tempo do comércio. O mês que trabalhei de caixa operadora, eu saía de casa as 8h30 d voltava as 21h. Segundo, pelas companhias. É inevitável a gente não acabar se inteirando de quem são os piores lixos que fazem sucesso nas rádios. O pior de tudo são os colegas te olhando torto quando você diz que gosta de rock. Terceiro... ah, deve ter um terceiro, mas como depressão mata, vou parando por aqui.
Caramba, mas eu gosto de rock, é a única coisa que me anima. 
Mas chega de encher linguiça, e tchau pra vocês.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Agradecimentos

Vou postar aqui hoje a página de agradecimentos do meu TCC intitulado "(Des)Construindo a Globalização: a música do Ska-P como forma de denúncia e escape". 



          O ser humano está em constante transformação. Todas as pessoas que passaram pela minha vida, mesmo que por um curto período, contribuíram para constituir-me quem sou hoje e serei no futuro. Portanto, devo agradecer a todas elas.
            Entretanto, certamente algumas pessoas são fundamentais para que de fato sejamos quem somos. O círculo familiar é sempre citado como o mais importante. Agradeço ao imenso amor que tenho e sinto que meus pais têm por mim e também pela enorme porcentagem da educação que tenho hoje.
Minha mãe sempre me ensinou a ser sincera, mesmo que os outros não fossem comigo. Isso me trouxe problemas, mas também me deu uma visão mais clara e justa do mundo. Meu pai sempre foi meu companheiro de passeios e brincadeiras, hoje vejo que com ele, iniciei as primeiras pedaladas pela Geografia, quando andávamos de bicicleta pelos bairros de Rio Grande e ele ia me falando de cada lugar que passávamos.
Meu irmão, mesmo com grandes divergências de pensamento, sempre acreditou em mim, mais do que eu mesma, muitas vezes. Se não fosse por ele segurar algumas “pontas”, talvez eu não estaria concluindo neste momento o curso.
O caminho pela Universidade me trouxe outras pessoas importantes. O maior presente que a Geografia me deu, meu namorado Bruno, e junto com ele a sua família que me acrescentou mais doses de carinho. Devo agradecer até à minha cachorrinha, pois a chegada dela no inicio deste ano me proporcionou momentos de alegria sincera em meio à turbulências.
Agradeço imensamente à professora Cláudia Cousin, que abriu portas para oportunidades profissionais e pessoais, uma pessoa incrível e fundamental para que eu me descobrisse como uma “quem sabe futura professora”, e para que eu superasse muitos dos meus receios pessoais.
Agradeço também ao meu orientador, professor César Martins, por ter acolhido a minha proposta de pesquisa e ter ouvido pacientemente minhas opiniões pouco estabelecidas, e contribuído para a reflexão destas.
Dentre aquelas muitas outras pessoas que passaram pela minha vida, devo citar em especial um amigo, sem o qual provavelmente este trabalho não teria o mesmo objeto: o amigo Paulo Roberto Nogueira, uma amizade virtual em um momento completamente diverso do que vivo hoje, que me apresentou ao trabalho da banda Ska-P.
Mesmo com pouco conhecimento musical, as músicas que ouço também foram importantes para fundamentar minhas concepções e minhas atitudes. Aqui, vou agradecer principalmente aos membros da banda Ska-P, por disseminarem com coragem um discurso alternativo ao ponto de vista que nos é “enfiado goela a baixo” toda as vezes que saímos nas ruas ou ligamos a televisão.
Preciso deixar aqui minha aversão aos criadores de vírus digitais, pois eu havia escrito um agradecimento tão mais profundo e bem elaborado, salvo no meu pen drive que... pegou vírus.

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