quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Bom, sempre que estou longe do PC ou sem saco pra usá-lo, eu penso sobre coisas que podem ser ditas "interessantes". Não que eu seja capaz de analisar esses assuntos de formas sucinta e atraente, mas minha intenção é tentar estimular os meus leitores (imaginários) a usarem seus próprios neurônios a analisar as coisas, não apenas ler essas coisas como "o diário de uma frustrada que não quer crescer", não não. Na verdade, minha intenção mesmo é soltar os cachorros, mas quem sabe eu possa melhorar a vida ou exercitar o cérebro de alguém.
Ah, mas o que eu pensei esses dias foi sobre o espírito das pessoas. Mas não espírito referente à alma, mas a estado humorístico quase-permanente.
Fui eu, lá, feliz (na medida do possível) pedalar com o meu pai. Sabe, eu preciso de exercício físico, o mínimo possível, todos precisam, pra ter um pouquinho de ânimo pra levar essa vidinha, e principalmente eu, que passo as tardes sentada no sofá resmungando contra os programas na TV. Aí, voltamos e fiquei uns 20 minutos na casa dele, ele começou a fazer o almoço alegremente e cantarolando. Como ele ainda não consegue fazer, depois de anos, um arroz satisfatoriamente seco e soltinho, me despedi e vim para a casa. Chegando em casa, dei um olá estontiante à minha mãe, e fui carinhasamente lhe oferecer um abraço e recebo o habitual "sai, guria" da manhã. Passado alguns minutos de descanso, fui arrumar as camas, como habitualmente faço. Então, a mãe na cozinha começa a resmungar. E resmungar, e resmungar e a ofender a honra das panelas, das batatas e tudo o mais.
Então, os dois, fazendo a mesma coisa (almoço), e hoje em dia fazem todo o dia, e com reações tão diferentes. O que faz as pessoas serem tão, mas tão amargas? Até eu, que tenho uma péssima visão de mundo, uma extrema falta de perspectiva e baixa auto-estima, não consigo ser tão mau humorada, tão reclamona, tão necessitada de atenção. E olha que eu reclamo. Reclamo MESMO, mas nem perto do que é conviver com ela. Acho que isso contamina um pouco.
Se eu revelasse esse pensamento à minha mãe, com certeza ela, assim como alguns que lerem (se é que alguém está lendo) este texto, viria com o argumento: eu passei a vida inteira fazendo isso!
Mas eu não acho que isso seja justificativa. As pessoas geralmente passam a vida toda fazendo a mesma coisa, é o "normal" na sociedade de hoje. Se não tem como mudar, ou se não tem saco de mudar, então tenta viver da melhor maneira possível. Eu vivo dizendo à ela pra sair, fazer coisas diferentes, até estudar, mas elas diz um "hum" e passa dois dias e está sentada no sofá resmungando de novo.
O que faz as pessoas serem tão diferentes de espírito? Todos nós passamos por provações, decepçõs, diferentes, mas não deixam de ser o que são. Por que algumas tem tanta facilidade de se deixar fixar o mau agouro pelas veias? Será comodidade? Será falta de perspectiva? Será que é por ficarem sempre olhando pra trás e só abrindo as gavetas que contém o mofo das suas vidas?
Eu sou chata, reclamona, mau humorada, mas eu tento, tento mesmo, ser legal e tento, tento mesmo, não transparecer o tempo todo que eu tenho uma aura tão negra, pra não contaminar as pessoas.
Eu me preocupo com as pessoas.

2 comentários:

Rafael Nasic disse...

Tu é sangue bom das minha. Te considero!!

Felipe Ramone disse...

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Vc é demais Débs!

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