quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Meu espelho

Eu me olho no espelho e nao me reconheço. Mas isso já não me incomoda mais como já incomodou. Hoje eu sei, e tento assimilar, que o mundo e as pessoas mudam, e quando me olho no espelho, nem procuro me reconhecer pra não entrar em crise.
Eu me olho no espelho e vejo uma mulher, com o rosto mais maduro, mas ainda adolescente, uma mistura de sobriedade (é assim?) com um fundo de meninice.
Se eu páro pra pensar no que minha imagem significa, eu não me reconheço. Se eu só olho pra ela e identifico o cabelo penteado e o rosto limpo, tudo ok, saio de casa me sentindo a mesma de sempre.
Eu cresci, e sinto que cresci por dentro também. Mas ao mesmo tempo, sinto pontadas de dores nas cicatrizes desses estiramentos na minha personalidade, nos meus hábitos e atitudes. Ainda não consigo olhar as pessoas transformadas ao meu redor com naturalidade. Enquanto eu ajo automaticamente, sei que também me transformei e não sinto incômodo. Mas quando eu percebo que mudei, me sinto estranha, me enxergo estranha, como enxergo as outras pessoas.
São coisas que eu não sei se vou superar, ou se vou conseguir lidar naturalmente com isso. Sei lá, não quero pensar muito porque sinto uma pontada no peito quando começo a refletir sobre os desafios da vida.
Na verdade, eu queria atualizar o blog e não tinha ideias, mas aí, eu me olhei no espelho e...




quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Apenas uma resposta e nada mais.

Ah, antes de tudo, quero esclarecer que sou uma pessoa absolutamente consciente e que não vive em um mundo paralelo. Fiquei triste, com raiva, mas isso passou graças à memória seletiva dos rivais.


A SAGA DE UM GURI GREMISTA DE 9 ANOS

Em 2014, às vésperas da Copa do Mundo no Brasil, o guri gremista de 9 anos chega todo eufórico para o jogo contra o São Luiz de Ijuí, pelo Gauchão, única competição que ele viu seu time ganhar até então. Ao entrar no estádio ele se dirige ao pai:
– Pai, porque nosso estádio não tem o distintivo do nosso time?
– É porque... bem... deve ser porque o estádio ainda não é nosso, meu filho... só vai ser nosso quando tu tiveres uns trinta anos.
– Ah, que pena! Por isso que a Copa vai ser no Beira-Rio?
– Não sei direito, deve ser porque na época em que escolheram os estádios a gente ainda não tinha um.
O menino resolveu então mudar de assunto, pois viu que o pai ficou um pouco incomodado. Ainda mais entusiasmado, ele comenta:
– Pai... ontem o meu amigo falou sobre uma vitória heróica do nosso time, uma tal de Batalha dos Aflitos. Como foi isso pai? Foi decisão do Mundial, da Libertadores, Sulamericana, Brasileiro?
– É... hmm... foi final do Brasileiro, meu filho.
– Legal pai... e contra quem foi? Inter, São Paulo, Flamengo, Santos?
– Não filho... na verdade foi pelo Campeonato Brasileiro da 2ª divisão, contra o Clube Náutico Capibaribe, de Pernambuco, estado com grande tradição no futebol brasileiro naquela época. Com isso conseguimos subir para a Série A pela segunda vez!!
– Segunda vez? Então teve outra Batalha dos Aflitos pai?
– Não filho... na outra vez acho que ficamos em nono ou décimo.
– Ué, mas não sobem só 4?
– É que naquele ano a CBF mudou o regulamento para nos dar uma forcinha.
– Ah tá... – sussurrou o guri, meio cabisbaixo.
Ficou calado por alguns segundos e voltou a questionar o pai:
– Mas o Inter já passou por algum fiasco parecido com esse pai?
Aí o pai se encheu de orgulho, estufou o peito e relatou:
– Filho, tu nem sabe... uma vez eles perderam de dois a zero para um tal de Mazembe!
– É mesmo pai? Hahahaha. Que legal!!! Foi pela 2ª divisão do Brasileiro também?
– Não filho... foi pela semi-final do Mundial de Clubes da Fifa, em 2010. Era um time do Congo, campeão do continente africano. Naquele ano o Inter acabou ficando em terceiro ou quarto, nem lembro.
– Bah... que vexame! Nós nunca ficamos em terceiro no Mundial de Clubes da Fifa, né pai?
– Não filho... na última vez que a gente chegou lá, no século passado, quando o pai ainda era guri, só jogavam dois times, um europeu e um sul-americano.
– Mas pai... naquela época o mundo só tinha dois continentes?
– Claro que não meu filho... tinha cinco, como hoje!
– Mas então porque a Fifa não convidava os outros campeões continentais?
– Bem filho... na verdade naquela época não era a Fifa que organizava o torneio... era uma montadora de carros.
– Ah... então nós fomos vice-campeões de um torneio mundial de dois times organizado por uma fábrica de carros?
– É filho... na verdade era um torneio Intercontinental, mas a gente chamava de Mundial... deixa isso prá lá... Olha lá nosso time entrando em campo!!!
– Pai... eu queria um argumento para zoar os meus colegas colorados, mas não consigo. Eles têm mais sócios, nos venceram mais vezes, têm estádio próprio e já ganharam todos os títulos importantes que nós já ganhamos. Como eu posso tirar sarro deles então?
– Ah... sei lá... diz que ganhamos o primeiro Gre-nal por 10 a 0.
– Isso... legal pai... pelo menos tenho uma coisa para falar!!! Tu chegaste a ver esse jogo pai?
– Não filho... mas o pai do teu bisavô viu!
Depois dessa o guri resolveu ficar quieto, assistiu o jogo e no final saiu vibrando com a conquista de uma vaga para a final do Gauchão, pois desde pequeno se acostumou a ver o pai comemorando vagas ao invés de títulos.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Phutilidades

Ahhh, estou de férias!
Então, vou escrever no blog sobre o que me deixou viciada: esmaltes.

Comecei a pintar as unhas por incentivo do namorado, ele dizia "tens a pele tão branquinha, fica lindo de esmalte vermelho". Aí veio o vermelho: custei a achar um vermelho que eu achasse legal, até que encontrei o Entardecer da Colorama. Na verdade, não curtia muito pintar as unhas porque o esmalte durava quase nada mesmo na minha unha, não tinha saco de pintar com esmalte cremoso e é dificil achar um cintilante que nao seja muito chamativo.
Então, descobri, junto com o Entardecer, o tal Verniz&Cor, e aí foi só alegria.
De uns meses pra cá, comecei a arriscar um pouco mais nas cores, sair do vermelho e das cores claras, e então comprei o Hippie Chic da Colorama que AMO, mas a cor desbota da unha =( Mesmo assim, sigo usando, e hoje fazem 3 dias que estou com ele.
Comprei outros, patati, patata, e ontem comprei o Coral Chic e Absinto, Colorama também. Sabe, passei a comprar só marcas notoriamente boas, tipo Colorama, Risqué e Impala, mas reparei hoje que mais da metade dos esmaltes que eu tenho são da Colorama, o que não é muito, pois só tenho 20, e mesmo com a tendência feminina de exagerar em quantidades, me controlo por motivos financeiros, paciência e também porque tenho uma tendência maior à bipolaridade e amanhã posso passar a detestar esmaltes, aheiuaheiuaheiuae...
Agora pretendo cuidar mais das cutículas, sem muita bichice de hidratação todo o dia, patati, patata. Só cuidar mais na hora de tirar, pretendo comprar um amolecedor de cutículas baratinho da Risqué que vi por aí.
Foi namorando que devagarinho fui me tornando mais vaidosa, mas ainda não consigo conviver estavelmente com as minhas mudanças. Mas dane-se, ficar com as unhas bonitas é o que há. Ahhhhh, também comecei a pintar mais as unhas porque estava trabalhando em um local paradão que eu não tinha nada pra fazer e ficava cuidando das unhas. Mas agora, vou para um ponto mais movimentado e não sei se vou conseguir manter a regularidade nas esmaltadas.

É isso, então. Jamais imaginei que conseguiria escrever um post tão naturalmente sobre essas coisas de "mulherzinha", hahahaha...




quinta-feira, 25 de novembro de 2010

É sobre os tiros

Carambolas.
Ontem começou no noticiário uma chuva de informações assustadoras. A guerra civil no Rio de Janeiro. Pessoal, me desculpem as próximas palavras que serão escritas/lidas. Eu sei que uma análise e discussão mais profunda e racional é o cabível, mas eu preciso expressar minha revolta como cidadã:
Carambolas! Não tem como senta-lhe o tiro nesses marginais malditos que tocam o terror e matam e destroem qualquer um que vêem pela frente? Já nao interessa mais se eles são vítimas da sociedade, se muitos nem são tão culpados; é uma guerra que eles iniciaram entre si, e por vontade própria estão disseminando para o resto da população. Meu irmão usa essas expressões para os ricos, mas eu preciso usá-las em relação a esses criminosos: tem que dá-lhe pau! Bate e depois pergunta. Tchê, tu sabe queo s caras arrancam o direito à vida de dezenas por semana, e agora arrancam o direito à liberdade de todos os moradores da região metropolitana do Rio e assusta todo o povo brasileiro.
Faltou assistência? Faltou. Faltou educação? Faltou. Mas nada, NADA é capaz de justificar a podridão que esses caras espalham pelas cidades e estados do nosso país. Eles merecem um fim dos piores possível. Desculpem-me os defensores dos direitos humanos, mas não se vê mais direitos nessa guerra. Não quer matar, prende achando que a criatura vai melhorar. Melhora? NÃO! E ainda mantém uma corja de babacas aqui fora fornecendo e cumprindo o que eles querem, como vemos todos os dias na mídia.
Eles estão matando e assustando. Eles não merecem piedade. Pode ser culpa do sistema, mas se ainda se tem esperança de mudar o sistema, não dá pra conviver com pessoas pervertidas pelo sistema, incentivadas pelo status que o sistema imprimiu a elas. Esses marginais não são apenas marginais, à margem da lei, estes são CRIMINOSOS dos mais cruéis e menos dignos, que não sabem o que é uma vida humana. E reforço: não interessa se a culpa é do sistema, as pessoas dignas não se corrompem. Ah, ok, tu podes dizer que me corrompi ao apoiar a violência contra os geradores da mesma. Pode ser, mas eu ainda defendo o direito das pessoas viverem REPEITANDO o outro.
Ah quer saber, dane-se se você que me achar uma "ditadora maluca". Estou com raiva, RAIVA, somos animais humanos, e quero mesmo é que esses criminosos morram e levem junto pra tumba suas bocas de fumo e quem mais que tiver de ir com eles, se compactuam diretamente com essa barbárie.

domingo, 24 de outubro de 2010

A vergonha do segundo turno.

Não vou dizer que sou uma eleitora "imparcial", mas não sou cega quanto a nenhum dos partidos que se mantém na disputa da presidência. Posso dizer que minhas concepções tendem mais ao governo petista, mas não é nada que eu considere perfeito ou ideal.
Fora isso, como qualquer outro ser humano, darei MINHA opinião e MEU ponto de vista sobre o que vem acontecendo desde o primeiro turno, mas que impressiona mais nos ultimos dias.
Sinceramente, dá nojo de assistir à propaganda eleitoral, mas como sou um pouco masoquista, procuro não perder um programa. O que pude analisar desse segundo turno foi a tentativa da campanha do PT de trabalhar propostas, enquanto os PSDBistas atacavam com ofensas pessoais e algumas incabíveis, como a expressão "turma DA Dilma", quando se trata de tudo que acontece no atual governo como tendo, no mínimo, o aval da candidata (termo que dia 23/10 foi proibido pelo TSE de ser utilizado na propaganda). Depois, a campanha do PT não tinha mais como ficar calada diante das acusações da campanha do Serra, e passou a soltar acusações também.
Virou uma várzea; uns dizendo que "são do bem", outros dizendo que "são os mais preocupados com as questões sociais no país.
Mas o maior problema é que, definitivamente, a postura da campanha do PSDB é deplorável. É normal que a campanha da situação evidencie suas conquistas no governo; também é normal que a oposição mostre o que não teve a devida preocupação no governo atual. Mas o que acontece é a ofensa pessoal contra os candidatos da situação. Ligam toda e qualquer noticia depreciativa no governo à candidata Dilma: que até mostrasse REAIS vínculos da candidata com os picaretas da política, mas só mostram as mesmas fotos (antigas) da candidata com o cara-de-pau do José Dirceu. As pessoas se enganam, o problema não é esse. O problema é abafar o engano, ou defender o indefensável.
Agora, não se pode deixar de comentar os lamentáveis "atentados" ao candidato Serra. Caramba, ninguém sabe, ninguém viu o que atingiu a cabeça dele, só se sabe que não foi um tiro, uma faca e nem um paralelepípedo. O que se viu foi sim, nitidamente, uma bolinha de papel que não fez nem "cosquinha" na hora que atingiu o candidato, e um OVNI, que também pareceu não causar dores no candidato. E isso sem nem entrar nas questões de "sensação pós-telefonema".
Então, seguinte: parem com teatrinhos, parem com ofensas pessoais, porque não me interessa quem é crente ou ateu, interessa quais medidas o(a) presidente vai tomar para tornar a vida dos brasileiros mais digna.




segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Aos meus primeiros alunos

Às tagarelas;

Às espertas;

Às dedicadas;

Às roqueiras;

Aos meninos inteligentes.

Eu não preciso mais conquistar vocês para que colaborem com o meu estágio, porque já estamos no fim dessa linha. Então, o que eu disser aqui é a mais profunda verdade.

Eu vi “solo fértil” em cada olhar. Vi que o clima é bastante favorável a plantar uma semente. Vi em cada um de vocês, sem exceção, a possibilidade de mudar o mundo. Educando, transformando as pessoas, elas poderão mudar o mundo. E meu sonho de adolescente era mudar o mundo. Eu sozinha não posso.

Conviver com vocês me encheu de esperanças, me fez acreditar que existe luz; me animou em continuar tentando me formar professora, e tentar instigar o maior numero de pessoas, de futuros adultos, a enxergar a mudança. Se não podemos mudar o mundo já, vamos melhorando, preparando o terreno para termos menos pobreza, discriminação, desigualdades, e gerar muito mais sorrisos e RESPEITO.

Se tem algo que eu queria de fato ENSINAR ao mundo é o RESPEITO. Mas isso não é possível, porque nem eu consigo respeitar tudo e todos. Mas, procurem respeitar a vontade do outro, o que o outro pensa e acredita. Mas ATENÇÃO: isso não significa concordar com o outro.

Sempre pensem, pensem muito antes de estabelecer uma opinião sobre as coisas. Nunca aceitem tudo que a TV diz e tudo que os “mais velhos” dizem. Respeitem acima de tudo, mas saibam que ninguém é dono da verdade absoluta e vocês podem pensar por conta própria.

Tentem não ser influenciados, mas não percam a possibilidade de dialogar e mudar, transformar.

Enfim, vi nos olhos de todos vocês a capacidade de serem mais do que os nossos pais (afinal, ainda somos da mesma geração).

A pesar dos gritos, dos “ultimatos” e das confusões, me fez muito bem ter essa turma – a turma de oitava série, 81, de 2010 da Escola Estadual Lilia Neves – como meus primeiros alunos, minhas primeiras “cobaias” (=P). Aprendi muito com vocês: aprendi que preciso melhorar a maneira de lidar com os alunos (porque nem todas as turmas que eu lecionar serão tão boas quanto a de vocês – ohhhhh, que meigo!), aprendi que eu gosto de dar aula, que gosto de ser ouvida, que gosto de falar “os meus alunos”.

Espero não ser aquela professora chata (vocês sabem o perfil de uma professora chata), espero sempre ter o espírito adolescente, florescendo, esse espírito que vi em vocês e que revitalizou o meu.

Todos vocês podem e merecem crescer individualmente, e são capazes de compreender e contribuir com a importância do social em nossas vidas.

Muito obrigada.

“La conformidad de esta sociedad ante la vil barbaridad
me hace pensar, me hace meditar, es el camino a no llevar”.

Seguimos em Pie – Ska-P

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

O que eu gosto

Minha banda preferida desde os 14 anos, que conheço quase que absolutamente tudo e fui, e por isso, mesmo que já não ouça com tanta frequencia, ainda me considero fã é da banda The Offspring. Suas canções e o perfil da banda embalaram minha ideias e sentimentos pela adolescência;
Meu ídolo de vida é o Doctor Graffin, vocalista da banda Bad Religion, que me abriu os olhos na fase de transição de adolescente para adulto (a qual ainda vivo), e me fez perceber que estudo em punk rock não são coisas opostas. Ele é o cara que eu queria ser, e o exemplo que tento seguir (sem o empenho merecido).
Agora, não tenho como definir que porção da minha vida e das minhas ideias devem-se à banda Ska-P. Acho que tudo parte do rompimento de preconceitos: com um som além de guitarras elétricas, uma língua além, que aparência não é tudo e, mais adiante, com todo o resto que aprendo com seu discurso. Que parte a banda Ska-P toma em minha prateleira de preciosidades? Bom, simplismente é a minha inspiração para concluir um trabalho de estudos acadêmicos de cinco anos na área da Geografia. Ska-P entrou mais tarde na minha vida e tem profunda influência no meu pensamento político libertário. Infelizmente, só no pensamento, o que, como me esforço no caso do ídolo Graffin, pretendo um dia sair do desejo, e de fato fazer alguma diferença com estudos, ideologias e convicções.

Esses são os três pilares do meu pensamento: o lado do sentimento adolescente que me nego a perder, o lado intelectual que admiro e almejo, e o lado ideológico e político que me ajudam a construir meu raciocínio e crer na esperança.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Ni Fu Ni Fa

Suena el timbre, todo preparado, la función va a comenzar

en el ambiente se puede respirar la campaña electoral
Más carteles, televisión y radio contaminan mi ciudad
con sonrisas de cordialidad nos pretenden embaucar, ¡Chacal!

Más debates y aburridos mítines sin credibilidad
tras esa careta angelical se refugia la mezquindad
Ya he votado y todo ha terminado, te he "dejao" de interesar
tu mirada ha dejado de brillar, hasta la próxima ¡chaval!

NI FU NI FA
DEMOCRACIA QUE SE CONVIERTE EN BANALIDAD
PUEDES ELEGIR SIN DIVERSIDAD
SI NO ESTÁS CON LOS GIGANTES TE APLASTARÁN
TOMA VOTO INÚTIL

Cada cuatro años te dan la oportunidad
de votar a blanco o negro, no puedes optar a más
sumiso como un pavo, esperando la navidad estoy
aguardando el milagro

Ninguno de vosotros me puede representar
Dame democracia en la que pueda participar
nos engañan con un cebo, la quimera de la libertad
todo es patraña, ¡oi!

La ruleta gira y gira

NI FU NI FA
DEMOCRACIA QUE SE CONVIERTE EN BANALIDAD
PUEDES ELEGIR SIN DIVERSIDAD
SI NO ESTÁS CON LOS GIGANTES TE APLASTARÁN
A MÍ EL VOTO ÚTIL, NI FU NI FA

NI FU NI FA

Preparados para jugar
la ruleta va a comenzar
Vengan, jueguen y pierdan, YA NO VA MÁS!!



Ska-P - Album Lágrimas & Gozos

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Sabe do que eu vou falar?


Eu vou falar simplesmente do Internacional e eu.
As sensações e sentimentos insubstituíveis de VIVER conquistas. De assistir a um jogo decisivo sem saber o final, somente torcendo para fazer parte daquele capítulo.
Gritar na hora do gol, na hora do título. Isso o Sport Club Internacional tem me proporcionado aos montes nos últimos anos.
Eu sei das conquistas do passado, de ser Tri-Campeão brasileiro já em 1979. Mas isso não é nada quando se SENTE uma conquista, menor que seja. De Campeão Gaúcho a Mundial. Isso é sentir, isso é viver e VER a história sendo escrita, e não apenas assistir o que já foi conquistado.
As vitórias dos anos 70, glorifico e me orgulho, mas as vitórias em que eu estava presente, torcendo, vibrando lance a lance, são as memórias que vou carregar pela vida e ninguém é capaz de tirar do meu coração e da minha lembrança esses momentos que VIVI, que SENTI.

Obrigada ao Sport Club Internacional por me fazer VIVER a experiência de torcer e ansiar títulos inesquecíveis. Obrigada pela Libertadores aos meus 17 anos, pelo Mundial também aos 17 anos, e pelo Bi-campeonato da Libertadores da América aos meus 21 anos, no dia 18 de agosto de 2010. Além dos vários Gauchões que comemorei ao longo dos meus 21 anos, e os muitos títulos que irei comemorar ATÉ MORRER.
Simplismente isso, VIVER.

Inter, estaremos contigo
Tu és minha paixão
Não importa o que digam
Sempre levarei comigo

Minha camisa vermelha
E a cachaça na mão
O Gigante me espera
PARA COMEÇAR A FESTA...



domingo, 18 de julho de 2010

Veja, os professores!

Eu sei que minhas informações são meio “capengas”, mas é que eu observo as coisas sem pensar em condenar nada. Aí, quando percebo que o que vi é criticável, já perdi a fonte. Isso pode me deixar sem credibilidade, essa é uma escolha tua. Por isso, sigo escrevendo.

Li a algumas semanas em uma revista Veja deixada no posto onde trabalho, um texto de um colunista, que acusava os professores de não terem real dedicação ao seu trabalho, e que um aumento salarial de nada adiantaria para resolver o problema educacional do Brasil. Sob certo aspecto, tudo bem. Somente aumentar o salário do educador não resolve os problemas enfrentados nas escolas e na vida cotidiana dos alunos, que muitas vezes são os maiores causadores do caos nas escolas.

O problema do discurso do colunista, é que ele justifica seu argumento de uma maneira abominavelmente preconceituosa. Ele diz que antes de tomar medidas tão caras como o aumento do teto salarial dos professores, estes deviam aproveitar mais os recursos disponíveis, pararem de serem “preguiçosos” e se dedicarem ao seu trabalho.

Aí eu me pergunto: esse cara trabalha sessenta horas semanais pra conseguir um salário digno da profissão, tem de contornar centenas de alunos com problemas que não são o seu, e pais muitas vezes desinformados sobre a situação de seus filhos, ter de ser pai e mãe na escola e dar uma educação que deveria vir de casa, da sociedade em que seus alunos vivem? E ainda ter uma vida pessoal.

Não, ele vive em seu escritório, tirando conclusões sobre realidades que ele não vive, e escrevendo em seu notebook para uma revista capitalista e sempre disposta a ignorar o mundo dos mais desfavorecidos.

Um professor de escola pública, se trabalhar quarenta horas semanas, nos níveis de hoje, não tem condições, por exemplo, de manter uma família dispondo de serviços primários satisfatórios. Um professor de escola pública que trabalha sessenta horas semanais para conseguir se incluir em um nível social mais confortável, não tem vida. Ele trabalha literalmente o dia inteiro, sob a pressão da escola e de todos os problemas sociais envolvidos, e nos fins de semana tem que pensar em atividades para manter uma aula construtiva, para alcançar o interesse e a melhora na educação do país.

O professor é o profissional principal para a construção e transformação da realidade social. Educação é o que torna uma pessoa consciente, capaz de pensar por si só e criar seus sonhos. Ao mesmo tempo, é o profissional mais desvalorizado, que passa todo seu tempo manuseando com situações graves como tráfico, maus tratos, prostituição, falta de alicerce básico de consciência social, de convívio social, e além disso, tem que pegar uma revista para se distrair e ler esse disparate preconceituoso e nojento.

Posso iniciar um discurso anti-capitalista, não desejo isso, pois vivo no capitalismo, não faria sentido. Mas não dá para ficar calando certos fatores que fazem gerar esse discurso presente nesse texto da revista Veja. É uma visão egocêntrica, individualista, e, consequentemente, capitalista. Por quê? Porque na sociedade em que vivemos, é normal vermos as pessoas se julgando, sempre minimizando o outro, é o espírito de competição capitalista. Enquanto condenarmos uns aos outros, julgando suas supostas incompetências, nada vai mudar. O jornalista babaca vai continuar achando que tem razão em sua visão frágil da realidade das escolas publicas, o professor vai continuar sem condições de ser um ser humano normal, que conseguiria realizar competentemente seu trabalho, sabendo que teria seu salário, seu pão todo o dia, e sua vida pessoal e seu lazer imaculados no santo domingo. E o aluno, continuará sem uma sociedade, um ambiente social, que o acolha e o eduque, para que na escola, consiga enxergar a importância do conhecimento para a sua evolução e a evolução do mundo como um conjunto.

sábado, 17 de julho de 2010

Um dia frio...

... não, não é Djavan.

São 18h de um sábado frio e cinza na cidade onde moro.
Acabei de tomar banho em um chuveiro elétrico um tantinho fraco.
Eu iria ver meu namorado. Quando liguei pra ele, pensei que iria ouvir "ahhh, tô com saudade, vem aqui hoje!". Mas a princípio ele estava dormindo, e quando consegui acordá-lo, ele ainda estava sonolento e disse "tudo bem, a gente se vê amanhã". Pode não significar nada, mas isso tornou o meu dia mais feio do que já estava.
Então estou aqui, procurando o que fazer, meu MSN morto, sem paciência pra Orkut, e criando vontade de pesquisar sobre o tema da minha monografia: Ska-P. Pelo menos espero que de fato seja possível fazer o trabalho sobre a banda.
O início até é tranquilo. Preciso traçar um quadro dos temas abordados em suas canções, e para isso, hoje a internet milagrosamente funcionou no meu quarto. Mas sei lá, estou meio sem nada na cabeça com que pensar. A parte mais complicada envolve grana. Tudo bem, livros sobre a história da Espanha devem ter na biblioteca da FURG, mas outros que o professor indicou precisam ser comprados. Não que eu esteja absolutamente "dura", mas tenho gastado mais do que devia, talvez tentando suprimir outras faltas, e esse mês terei de passar uma semana em um encontro de Geografia em Porto Alegre.
Eu sei, eu sei, estou colocando empecilhos que não deveria pensar. Mas eu sou assim, vivo minha vida assim, achando "pêlo em ovo" (de galinha). E eu encontro, ou meu cérebro fértil de Homo Sapiens Sapiens cria alguns.


segunda-feira, 14 de junho de 2010

Mundo das Ideias.

Esses dias eu sonhei que estava vivendo uma história de livro... daqui a pouco, meu sonho se distorceu, e eu estava sonhando que estava escrevendo o livro. A história era bem aventureira, pelo que me lembro. Inspirada em Harry Potter, que leio de noite antes de dormir (prometo que essa é a última vez, só pra concluir a leitura consecutiva de toda a série, e além do mais, ganhei "O Menino de Pijama Listrado" do meu ursinho, e pretendo lê-lo nas horas que sobram: antes de dormir), sonhei coisas mágicas, e tramas com maldade e maluquices. Não era uma caça ao bruxo malvado. Na verdade, meu sonho começou bem "tranks", eu "aparatando" e "desaparatando" em lojas pra encontrar uma roupa que me cobrisse da nudez vergonhosa que me encontrava, sei lá porquê, em seguida recebi uma bronca da "chefe master" dos mágicos... foi mais ou menos por aí que comecei a conseguir controlar meu sonho e passei a sonhar como sendo uma escritora de um livro de ficção e aventura.
Então, eu tenho tido grandes ideias. Pena que não consigo mantê-las quando acordo. Tive grandes inspirações para planos de aula, para artigos, para discussões, e até para a literatura, mas todos dormindo. E, como uma outra vida, quando acordo, tudo some, tudo passa. Acho que tem a ver com as coisas que eu gostaria de ser ou fazer, que acabo tentando tornar reais no mundo particular que cada um de nós tem. Mas isso não é saudável pro sono, já que consigo controlar, quando a coisa vai ficando "preta", eu consigo mudar de rota, ou seja, não é um sono profundo e restaurador.
Por outro lado, muitas vezes, não são coisas que de fato são irrealizáveis no mundo vivido. Eu me recordo vagamente dos meus sonhos menos mirabolantes, em que escrevo ou falo plausivelmente bem, e conteúdos significativos pra sociedade ou pra população em geral. Não é nada de fictício como "aparatar". Por que não consigo transformar essas coisas em algo produtivo de fato para mim, para meu ego, para meu status? Sim, egoísmo mesmo, porque ninguém faz nada sem um pouquinho dele (me desculpem os oportunistas demagogos); depois a gente pensa por onde isso pode ser benéfico e tratamos dele. Mas sei lá, talvez amanhã eu não esteja mais dizendo isso.
Ah, e quanto ao post anterior, passei por mais episódios deploráveis no sistema público de saúde de Rio Grande, mas não adiantará de nada relatar minha ira aqui... só me fará lembrar do ocorrido.

o/

segunda-feira, 31 de maio de 2010

SUS - Rio Grande.

Minha mãe é diabética, ela consultava no posto de saúde da família da Vila da Quinta, mas ela pediu para ser transferida para um especialista no hospital da FURG. Por quê? Porque o atendimento no posto era debilitado, as pessoas vão as 4h da manhã pra fila, esperando por 6 fichas/dia, quando não é menos... o posto abre as 8h e os queridos médicos não começam a atender antes das 9h, enquanto enfermeiros e enfermeiras passam pra lá e pra cá na multidão de pacientes, falando sobre as coisas mundanas, e rindo de piadas, enquanto os enfermos esperam as porcarias dos médicos. Também acontece de enfermeiros discordarem da opinião medicamentosa do médico, e deixarem o coitado do leigo paciente sem saber o que é certo fazer. Um médico(a) chegou a dizer a minha mãe que ela tinha problemas de coração, analisando um eletrocardiograma, e, minha mãe preocupada levou a um médico particular, outro médico avaliou o exame como sem problemas, além de fazer outro exame na hora que mantinha o diagnostico de sem problemas cardíacos.
Mas então, foi por essas e outras que ela foi para o hospital universitário. E aí, entre muitas remarcações, e médicos que vão e voltam, foi marcada uma consulta para ela dia 20 de maio de 2010, anotada no cartão de consultas pela atendente.

Aqui, quero lembrar que tenho ciência de que a finalidade de um hospital universitário, como o da FURG, é a formação médica - alerto de minha ciência quanto a esse fator, porque essa é uma das desculpas dadas pelo descaso com os pacientes. "É um hospital universitário", dizem os atendentes e dirigentes estressadinhos.
OK, mas se o hospital oferece atendimento e tratamento de doenças pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ele deve atender seus pacientes com o devido comprometimento e respeito que o usuário do sistema merece. Então, não me venha com a maldita desculpa de que "é um hospital universitário. Eu sei que é, meu anjo, mas ele também oferece atendimento pelo SUS e isso já resolve esta questão.

Chegamos minha mãe e eu no início da tarde, horário marcado, saindo da Vila da Quinta, a 50min. do centro da cidade, pegamos uma clássica fila, para chegarmos à atendente e ela dizer que "não tem consulta marcada". Como, minha filha, se minha mãe tem essa consulta marcada há três meses, e ligou semana passada para confirmar? "Não está marcado no sistema, senhora". Mas esse problema não é meu, é da incompetência da funcionária que realizou o atendimento. "É que eles vivem trocando o sistema de marcar as consultas". Mas vocês poderiam ter avisado que a consulta foi desmarcada. "Nós não temos o telefone da senhora". COMO NÃO TÊM? SE OUTRAS VEZES JÁ LIGARAM PRA MINHA MÃE PRA DESMARCAR CONSULTAS! "Não está aqui no sistema senhora, nós não temos o número".
Bufando, só me restou ficar com aquela cara de "sua vaca, não percebes que não existe lógica nesse argumento, se já ligaram outras vezes pra minha mãe?!" Como se lesse meus pensamentos, ela disse "Queres fazer a volta aqui e ver como não tem nada aqui?". Eu disse "não, não é necessário porque ninguém vai atender ela mesmo, e além do mais, das outras vezes que ligaram pra ela, eles chutaram o número e por acaso caiu no celular dela, não é mesmo?".
Bom, o fato é que o sistema público de saúde é uma vergora, e o hospital universitário, que deveria ser um espaço de educação, evolução e revolução, compactua com a falta de ética de colocar a culpa no sistema técnico, no engano que "não vai se repetir", em deus, em exú, e sabe lá onde.
O SISTEMA PÚBLICO DE SAÚDE DA CIDADE DE RIO GRANDE É DEPLORÁVEL, MESQUINHO, E SEM-VERGONHA, ALÉM DE COMPACTUAR COM A FALTA DE ÉTICA PARA COM A POPULAÇÃO RIO-GRANDINA.

domingo, 16 de maio de 2010

Cotidiano.

Conviver com ela é dificil. Cada vez que tu sais na rua, apenas um descuido faz vocês se esbarrarem.
Toda vez que ligo no noticiário, em algum momento falam dela. Esses dias eu vi ela, mas não foi comigo que ela esbarrou.
Quando tu vês ela encontrando alguém, passam dias até que consigas sair de casa sem os sentidos mais aguçados e atentos, o coração disparando com qualquer coisa.
Nessa estrada, na estrada da vida e na Br392 e RS734, ela vive á espreita dos que deslizam ou são empurrados de encontro à ela.
É complicado falar da morte. Quando vi no noticiário do dia seguinte que a motorista da moto que eu vi estirada no chão morreu, me veio à tona pânicos, pensamentos desmotivados. Afinal, não tem sentido ficar se preocupando com doenças e com vírus, se o fim da nossa vida pode estar no próximo passo na rua.
Afinal, não tem sentido viver maquinalmente até que nos esbarremos com ela.
Poderia ser um pensamento suicida, e seria em alguns meses atrás de minha vida, mas hoje não.
Hoje venho me adaptando à banalidade da vida, das nossas necessidades, dos nossos sonhos e desejos.
Mas em momentos como esse, faz a gente pensar na graça de viver.
Qual é a graça?


Ninguém precisa se preocupar, eu não saí daqui e meti uma faca nos meus pulsos. É mais provável que uma hora eu me estabaque no chão por um descuido e quebre o pescoço, ou me desequilibre numa moto e um carro maldito me atropele. Essas coisas me dão raiva, mas eu não sei de quem ter raiva.
Da morte?
Da vida?
Do inventor da motocicleta?
De quem não inventou um freio de ação imediata para carros?
Da falta de reflexo?
De quê ter raiva?

Aí, eu sigo no caminho das formigas até que um pé me tire da estrada.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Eu e o mundo.

Eu gostaria de escrever textos novos, interessantes ou não, depressivos ou positivos, políticos ou fúteis.
Mas eu ando tão, mas tão carregada de problemas que não abro espaço pra curtir escrever sobre algo. As manchetes na tv não me incomodam mais; as opiniões dos outros sobre mim não me incomodam mais; a falta de perspectivas (ou não) não me incomoda mais; a falta de amigos não me incomoda mais.
A FURG me incomoda, os zilhões de textos contraditórios e muitas vezes vazios que tenho que obrigatoriamente encontrar sentido e absorvê-los como se isso fosse a solução pra minha vida. Me irrita ler "grandes autores" que têm medo de expor uma opinião, sempre com aqueles termos "em cima do muro", com medo de "ferir a ética" em dizer o que realmente pensam. Por incrível que pareça, isso é o que eu mais vejo nos textos que leio na universidade: caras em cima do muro, respeitando as opiniões contrárias, e acabando por não dizerem nada que faça diferença ou seja significativo. Esse receio de fazer tudo nos padrões e receio de críticas. E a droga toda é que eu preciso me encaixar nisso pra conseguir um diploma, e depois, se seguir a carreira de professora, pensar com meu próprio cérebro, ou somente se preocupar com as contas pra pagar.
Minha casa me incomoda. A barulheira INCESSANTE de caminhões passando, moto-serra sendo consertada, minha mãe citando os problemas das coisas. Se ela ganha na loteria, ela só vai lembrar do problema de onde guardar tanto dinheiro.
A rua me incomoda, as pessoas ouvindo a porra do mp3 sem os fones de ouvido, passar por conhecidos na rua e dizer "tudo bem". Eu quero mais é dizer "tá tudo uma merda, e a sua vida provavelmente também está, mas você prefere não enxergar pra não se incomodar", mas se eu digo isso, eu destruo a vida das pessoas, como fiz com a minha mãe.
Então a mídia controladora e manipuladora de informações, é definitivamente o menor dos meus problemas, a cegueira do mundo fica totalmente em segundo plano nos meus diálogos internos. Enquanto eu não me sinto segura com minha própria vida, é melhor ficar de fora dos questionamentos das vidas do resto do mundo.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

O Objetivo Não É Ser Feliz.

O objetivo não é ser feliz: alcançar objetivos traçados é a conquista da satisfação e felicidade. A felicidade em si é um sentimento, abstrato. É preciso meios concretos pra construir um sentimento. Você não ama uma pessoa se ela não existe ou existiu, então, pra ser feliz você precisa construir os objetos concretos que te façam feliz. A vida e suas escolhas são o caminho, e a felicidade pode ser uma conseqüência, Além disso, todos nós somos capazes de sermos felizes, desde que estejamos abertos a transformações e conscientes das atitudes que moldarão seu percurso.

Escolher quem você será é crucial para decidir se você será feliz ou não. Você deve seguir os parâmetros de vida saudável em sociedade, mas não pode esquecer que você é único. Você precisa adaptar sua moral e seus conceitos de modo que concilie com harmonia uma vida social útil e justa, com uma vida pessoal e emocional em paz consigo mesmo. Discernir o que é crucial do que é opcional, e usar estes termos da maneira mais eficiente para alcançar seus objetivos e ser feliz.

Os objetivos também devem ser traçados de acordo com seus desejos e suas necessidades. Todo mundo, lá no fundo, tem o desejo de fazer alguma coisa. O desafio é transformar essa idéia em objetivo: transformar um desejo em um plano. E adaptar. Se você deseja mudar o mundo mas não pode, você não precisa necessariamente abandonar esse desejo: você precisa adaptá-lo à sua realidade; não é necessário extinguir o desejo de mudança de seus objetivos, e sim adapta-lo para tornar-se alcançável.

E você não pode se basear nos outros, a menos que você identifique na personalidade do outro algo que pode ser significativo POSITIVAMENTE na construção dos seus objetivos. Porque uma pessoa se sente bem comendo chocolate, não significa que é saudável e interessante pra você comer chocolate. Você vai ver a pessoa comendo chocolate e avaliará se comer o chocolate DE FATO lhe trará algo positivo, sempre visando o objetivo imediato de NÃO SE PREJUDICAR. Todo animal “irracional” avalia, fareja, tenta sentir e perceber se aquilo que ele está prestes a fazer ou a comer, porque seu instinto imediato é manter-se vivo. “Objetivo” aqui deriva do instinto de sobreviver, que o ser humano racional definiu ser a razão para sobreviver. Porque o ser humano sabe que vai morrer, e precisa de um objetivo para manter-se vivo e preservar seu instinto de sobrevivência.

Não esqueço da velha resposta do “falar é fácil”. Sei que falar é mais fácil do que praticar, sei de experiência própria. Mas também sei que com vontade e disposição, peito aberto às transformações, somos capazes de rever conceitos, criar objetivos. E também sinto a cada dia que esses objetivos se tornam mais desenhados, e que sem eles minha vida era mais vazia, mesmo sentindo-a ainda vazia no presente. Caminhar a passos lentos, mas caminhar.

Se você já sentiu algo bom na vida, procure reviver por um segundo esse sentimento, e você terá vontade de ser assim de novo, e cada dia que você fraquejar, tenha em mente essa lembrança; se for uma lembrança da infância, não significa que ela não se realizará novamente: a idéia não é reviver aquele passeio no parque de diversões, a idéia é reviver a sensação de se estar em um parque de diversões. Se for um minuto de sua vida, absorva toda a sensação daquele momento e use como vontade para buscar tê-lo cada vez mais, mais perfeito e mais duradouro.

Eu não lembro que trecho ou frase da bíblia eu vi estampado em algum lugar, que eu percebi: a bíblia é um excelente livro de metáforas. Mesmo para quem não crê em um deus, adaptar uma história bíblica, assim como uma letra de música, à sua realidade e aos seus objetivos é uma experiência bastante rica. É uma boa leitura psicológica, dadas suas devidas ressalvas e ter uma boa dose de bom-senso e crítica ao analisar as metáforas. Assim como letras de músicas, como “Long Way to the Promisse Land”, do álbum The New América da banda Bad Religion.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Metallica

Caramba. Fui no show do Metallica em POA ontem.
Curti mais que o show do Offspring, por um conjuto de fatores óbvios: a menor expectativa, a menor necessidade de absorver cada aspecto do show e a falta de fator emocional; afinal, Offspring é a banda que marcou minha adolescência, e uma paixão cheia de decepções, como o show de 2004 que não pude ir.
Já o Metallica, eu sabia que era uma puta banda, e com músicas excelentes, mas eu conhecia pouco da banda, e não chorei de emoção o evento inteiro!
Eu sei que são estilos diferentes, e curtir Metallica nunca esteve nos meus planos, mas uma coisa que percebi nesse show, é que fãs não necessariamente caracterizam uma banda. Já havia percebido isso na entrevista que o vocalista James deu falando do novo CD, que era inspirado na irracionalidade de cometer suicídio. Pô, o que se espera do líder de uma banda como Metallica? No mínimo, adoração à morte. Ainda, reforcei minha teoria de que tudo depende do ponto de visa e que não existem verdades absolutas: um cara pode ouvir Metallica e interpretar os caras como os "adoradores da morte", e outro pode ouvir Metallica e achar que os caras só estão transmitindo uma mensagem em uma linguagem diferente.
Deixando de fora questões ideológicas, como estou ciente de divergências entre Metallica e Offspring sobre a pirataria na internet, mas outra coisa que venho aprendendo devagarinho é a não levar tão a sério seus pontos de vista, quando se tem em mente ser feliz. Ser feliz é medir o que vai lhe fazer bem e o que não vai. Se um conceito teu estiver atrapalhando suas relações com os outros e consigo mesmo, é hora de adaptar esse conceito. Não mudar, adaptá-lo a conciliar as questões ideológicas e as questoes emocionais. O distante e o imediato. Viver o imediatismo não significa abandonar o distante. Mas essa é uma questão de outro texto a ser postado em breve.
Negócio é que eu me senti à vontade nesse show como não me sentia há meses. Mas bem, fazia mais de um ano que eu não ia a um show de rock, e desde os meus 17 anos, eu sei que esse é o melhor remédio pra uma semana cansativa e repetitiva. O problema é que os eventos acessiveis são em ambientes que me deixam mais irritada e com a cabeça a toda pensando em ideologias, convicções e atitudes, que não adianta de nada ir a um eventos desses quando quero "desestressar"!
E agora, ouvirei Metallica com muito mais gosto, porque sei que o show dos caras é foda, e as músicas são mais do que boas, são energéticas (sim, "energéticas", não quis dizer enérgicas" e errei na digitação!).
Link da entrevista ao Fantástico, 24 de Janeiro de 2010:

domingo, 10 de janeiro de 2010

Não pensei em um bom título

Agora que tenho um pc só pra mim, que eu posso usar na cama, no pátio, que eu não tenho desculpa pra não aproveitar os espasmos literários, continuo a disperdiçá-los. Agora porque as ideias que eu tenho, penso "uau, que legal... maas daria muito trabalho pra aprimorar, e nao ia ficar bom mesmo". É a maldita baixa auto-estima e a preguiça. Talvez uma leve à outra. Quem sabe evito de verbalizar minhas ideias porque sei que será dificil e trabalhoso atuar em cima delas, e levá-las com convicção, então prefiro deixar rolar sem a transformação delas em algum tipo de "filosofia de vida".

Eu me considero muito incapaz, sabe. E não faz sentido eu procurar as causas disso na infância ou em traumas passados, porque eu era bem feliz na infância. Talvez meu problema esteja na fase da adolescência, porque ninguém queria ficar comigo, e eu sempre era a segunda opçao das minhas amigas. Eu sempre estive "na sombra", sabe? Na minha segunda infância, eu gostava de sertanejo, e minha melhor amiga e eu imaginávamos uma dupla sertaneja, e eu era a segunda voz, meu nome ficava em segundo no título. Na minha adolescência, eu oscilava entre duas melhores amigas, e as duas, uma hora uma, outra hora outra, me mostravam que eu não era suficientemente interessante pra receber confidências ou pra ouvir verdades. No fim das contas descobri que a mais sincera que eu vagava na adolescência era a que ficava de fora nas minhas disputas internas de "quem era a melhor amiga". Hoje eu vejo que nao existem "melhores amigos", existem pessoas legais, com algumas afinidades, e o discurso de "eternamente amigas" é só força do hábito, conveniência. Se realmente a amizade perdura para sempre, é porque as afinidades eram muitas e continuou sendo conveniente manter contato, ou porque a pessoa te ouve, ou porque você frequenta os mesmos lugares que ela, ou simplesmente porque gosta da relação que tem com essa pessoa. Dá pra discernir a diferença?

Bom, mas o fato é que eu não posso colocar a culpa no passado pelos meus desestimulos e falta de confiança. Devo catar um jeito de superá-las no presente e evitá-las no futuro. Mas bate uma preguiça... e a preguiça não é consequência de um caminho torto no passado. No meu caso, pode ser consequência de dar braçadas esforçadas, e nunca conseguir sair do lugar, aí dá vontade de nao tentar aprender a nadar.

Eu ando apavorada com a perspectiva de dar aulas esse ano. Caramba, aula pra pré-adolescentes que deveriam estar correndo na rua e jogando bola, e estão de paquerinhas e namorinhos escrotos. Isso me dá nos nervos. E me apavora de ter de ensinar Geografia, planejar aulas interessantes, e ainda por cima lidar com essa fase detestável da vida (nos tempos de hoje). E ainda preciso torcer para que os meus alunos não sejam irmãos ou parentes próximos dos meus ex-colegas que me detestavam e perpetuaram meus apelidos escrotos e minha má fama (que aqui, nada tem a ver com a "má fama" tradicional; pelo contrário, a "má fama" daqui era obtida se você fosse uma pessoa normal, que vivia de acordo com a sua idade e respeitava as atividades da sua idade). Na verdade, minha "má fama", minha mãe (como toda a mãe) insiste em dizer que é fruto de inveja, porque eu era inteligente, alta e o blábláblá que toda a boa mãe discursa pro seu filho deprimido. Mas eu nunca consegui engolir essa história e insisto em me culpar por não ter sido popular.

Ah, e tem a monografia, que eu não consigo decidir que área seguir, que assunto tratar, e toda a vez que tenho uma "ideia brilhante", caio no destimulo de "ah, isso vai dar trabalho e serei incompetente". Pelo menos acho que já escolhi o orientador, mas ainda não sei como abordar o assunto, porque já cansei de levar patatas gratuitas de professores falsos. Pelo menos já espero do professor César rigorosidade, já que nunca traspareceu ser um "docinho" de pessoa, como certas decepções desse ano.

Além disso, tem o fato de eu querer muito aprender espanhol e nao ter grana pra fazer um curso e não sentir ter um cérebro capacitado a ser bilíngue, ou "trilíngue", no caso de um futuro inglês.

Ah, eu vou no show do Metallica! Só conheço três músicas dos caras, vou por causa do Bruno, mas como eu disse pra Lili, ir a um show desses enriquece o currículo, hehehe. Só que eu enchi o saco de ouvir músicas, e música era o que me dava gás pra enfrentar a vida. Complicado.