quarta-feira, 27 de maio de 2009

Vegetarianismo e a produção capitalista da soja: desmitificando uma das justificativas “nobres” do vegetarianismo

Bem, agora vou ter que escrever em papel mesmo, porque vou ficar sem internet, e devo aproveitar os dias com acesso nom textos prontos, para manter o blog minimamente atualizado. Então, aproveitando um momento raro em que eu não preciso fazer nada, tomo vergonha na cara e tento construir um texto com algumas idéias guardadas no celular. [obs.: meu celular nada tem ultra-moderno, só escrevo nas mensagens mesmo]

O primeiro é uma idéia simples, mas que coloca em cheque a questão do vegetarianismo, em algum ângulo.

Certo, eu não sou defensora da carne, até porque considero que é muito trabalhoso mastigar uma carnem e sua gordura tem textura de lesma [animal que tenho a mais profunda aversão], mas é apenas por isso que não como tanta carne, mesmo sendo gaúcha e apreciando o memento de um bom churrasco com a família e/ou amigos. Mas eu sou defensora da honestidade e defensora da lógica, mesmo que ela seja dura de acompanhar às vezes.
Os vegetarianos o são por motivos variados, dependendo da [maldita] vertente em que se está engajado, mas os que apóiam o não-carneanismo com o argumento de “pobres animaizinhos”, já estão quebrados, pois desde a sociedade de caça e coleta nós comemos carne, e isso não tem nada de macabro e é absolutamente normal na biologia r sua cadeia alimentar. Nosso organismo é apto a comer carne, e “se as vacas tivessem chance, elas comeriam você”. Só uma questão de extrema “sensibilidade” explicaria isso. Ah, não! Temos os anti-capitalistas [onde só esse termo me dá um nó na garganta e me crescem espinhos por todo o corpo]!
OK, não comeremos carne porque é produto de um capitalismo nocivo, explorador e, às vezes, nem dá tempo de a vaquinha ter felicidade na vida. E, além do mais, a soja é muito mais natural (?) e saudável!
Mas a soja, coitada! Ela também é obrigada a sofrer mutações genéticas para se tornar mais resistente para ser mais produzida para nosso consumo. E, pasmem nobres colegas vegans, ela é produto de um capitalismo intenso! [na verdade, você é o produto de um capitalismo intenso, mas deixa pra lá, vamos nos manter na lógica ilusória dos ditos “anti-capitalistas”]
Hoje, a soja é o produto mais exportado do Brasil, e as empresas que mais dominam as técnicas de cultivo, são as multinacionais. [e depois vêm me sacanear dizendo que cursar Geografia não serve pra nada, hum!]
Então, que justificativa moralmente nobre é essa de “eu não como carne porque sou anti-capitalista”, e vai ao supermercado, ou em lojas naturebas para manter o status, encher seu carrinho de compras com produtos a base de soja?
Isso sem nem ter considerado, também, a mentalidade discriminatória em dar mais valor a uma vaca do que a um “pé de soja”. É um pensamento nazista, veja só: porque a soja e não a vaca? A justificativa mais comum [da porção “coitadinha da vaca”] é pela soja ser “inanimada”, mesmo estando viva; os nazistas chamavam os deficientes físicos de “inválidos, improdutivos”. Algumas doenças e acidentes deixam o indivíduos afetado tetrapégico, deficiente, e, pasmem, muitas vezes se encontram em estado “vegetativo”, inanimados. Ou seja, nada justifica que a soja seja mais insignificante que a vaca, só o pensamento nazista.
Não estou aqui tentando “desmerecer” a opção de vida vegetariana. Como disse, não sou do “movimento pró-carne” e muito menos sou contra o vegetarianismo, só estou a favor da lógica e vivo na tentativa de abolir de minhas idéias e vida o máximo de hipocrisia possível, mesmo já tendo constatado que muitas hipocrisias e cinismos são indispensáveis nesse mundinho de hoje em dia. Respeito e honestidade são as palavras chaves para um mundo melhor.
Eu estava estudando Geografia Agrária quando constatei essa incrível semelhança entre a produção de soja e a pecuária comercial. Sinceramente, não sei de onde ou porquê me lembrei do vegetarianismo, e anotei no celular “vegetarianismo e a produção capitalista da soja: desmitificando uma das justificativas “nobres” do vegetarianismo”.
04/05/2009, 16:59h

Esse texto tem alguns requintes de ironia, ou talvez não seja essa a palavra que defina melhor o tom usado. Então, sem moralismos, por favor.

domingo, 3 de maio de 2009

Vagoneta vagando.

Hi! I don't speak english!


Torci o dedo jogando vôlei no sábado passado (ontem), não sei o que aconteceu ainda porque não fui no médico, tô enfaixada "caseiramente".

Nesses ultimos tempos que não tenho postado aqui, andei tendo alguns "flashes" interessantes, mas tá dificil de conseguir tempo. Um bando de trabalhos pra fazer, e o tal Deus anda me castigando por tentar ser uma pessoa correta, acho que é a única infração que venho cometendo nesse mundo.

Eu tento ser gentil, simpática, amigável, e só levo patada, êbelê!

Eu tento, tento, e me ferro.

Mas apesar dos pesares, por mais inacreditavel que pareça, nos ultimos, o que... três dias, não tenho me sentido tão "transtornada". Às vezes, parece que sinto prazer em não me relacionar com as pessoas que não me inspiram interesse, mesmo que reclame intimamente que elas não dêem importância mínima para a minha existência.

É bastante complicado, mas tenho chego à conclusão (que pode mudar com as experiências da vida) que o ser humano só é feliz quando tem algum tipo de contradição na mente, como querer ser reconhecida, mas sentir "prazer" em continuar sem reconhecimento. Algo como "eles é que estão perdendo, ha ha".

É, o ser humano também não vive sem um pouco de narcisismo.