sábado, 25 de agosto de 2012

Gente rica.

Ai, como eu odeio gente rica, que tem vida de cinema.
Alguns podem dizer que é inveja. Mas eu não gostaria de ser essas pessoas. Eu só me incomodo com o fato de que outras pessoas, pessoas melhores e mais merecedoras, não tem ao menos um dos privilégios que essa gente rica tem.
Sabe, viagens nacionais e internacionais, shows e festivais dentro e fora do Brasil, acesso fácil a pessoas importantes ou ícones, casas lindas em lugares lindos dentro e fora do Brasil. Tudo isso para uma só pessoa, fútil, que nunca vai saber na vida o que é de fato almejar, desejar algo e ter de suar para conseguir.
Na boa, não me sinto pior que essas pessoas, pelo contrário, só me sinto desprivilegiada por algum motivo ilusório e injusto dessa vida, desse mundo.
Às vezes, quando vejo exposições dessas vidas regradas (muitas vezes, de gente que não é famosa), fico pensando que eu e essas pessoas não vivemos no mesmo mundo. São posturas, esteriótipos, locais, situações tão irrealizaveis e quase inimaginaveis no curso da minha vida, que é dificil de acreditar que existem  essas vidas paralelas que tem cem por cento dos dez que fariam minha vida perfeita.
Tchê, esse mundo é muito doido, complicado e errado.


sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Fatos de Rio Grande (ou do mundo?)


Lendo hoje (17/08/2012) no Jornal Agora a reportagem sobre os assaltos ao transporte coletivo da cidade, me veio algo à mente.
De fato, o poder público deve urgentemente interceder pela segurança pública, pois a(s) empresa(S) de transporte público da cidade já tomou ("tomaram") suas providências para transferir seus prejuízos à população, como todos que têm poder através do dinheiro conseguem fazer. 
A cada horário que os ônibus finaliza uma linha, os funcionários devem deixar o lucro da empresa bem seguro em um ponto de coleta, se isso não for feito e um assalto acontecer a seguir, o funcionario paga do seu bolso o prejuízo da empresa, que na sua lógica foi gerado pela irresponsabilidade do funcionario. Isto é fato, pois já vi mais de dois cobradores do tranporte coletivo justificando sua parada na Praça Tamandaré com este relato.
Pois bem, quando os funcionários cumpriram a sua função de "proteger suas vidas" (ou a vida da empresa), conforme reportagem supracitada, os assaltantes, não encontrando dinheiro no caixa, se direcionam aos passageiros, estando esses desprevenidos e inocentes. Por vezes, recém receberam seu curto salário no final do mês, ou um estudante correndo atrás da sua formação, precisa andar para cima e para baixo com seu computador, repleto de trabalhos e artigos importantes.
Ou seja, o rico que tem como segurar seus patrimônios e seus lucros (altíssimos pelo monopólio e pelo superfaturamento) se defender, e transfere suas perdas para o pobre que depende de transporte público (que por ser público não é o problema, mas por ser precário e desrespeitoso) e da segurança pública, coordenada pelos governos que também não estão preocupados em cumprir sua função social de educar, cuidar e proteger a população.
A culpa não é do policial, do cobrador de ônibus, do professor. Por mais que nos façam acreditar nisso, o governo não é popular, não é democrático, é sim comandado pelos ricos, por quem tem mais dinheiro tirado do seu bolso. Nós colocamos os governantes lá através do voto. Será mesmo? Sei que tem muita gente inocente que acha que qualquer ruazinha asfaltada é muito, mas o dinheiro que circula por aí, por mais absurdo que pareça, tem mais vontade que a vida das pessoas, e tem sim, mais força que o nosso voto.