segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

True North


Sabe, o Bad Religion divulgou a segunda música do seu novo álbum que será lançado em Janeiro de 2013 (se o mundo não acabar hoje). Quando ouvi a música e li a letra, percebi que, pra variar, a canção tinha um maravilhoso conteúdo crítico, e mais, falava em coordenadas! Huahiuehehaeuiae... não é tããão geográfica quanto imaginei, mas dá uma ótima discussão crítica.
Só que pra um dia usar isso, não poderia me basear no Google Tradutor (mesmo que ele ajude), nem nas letras "traduzidas" no Terra. Aí, fui pedir uma ajuda em um grupo no Facebook, e as pessoas carentes nunca gostam da minha maneira de expressar, e acabei desistindo de algo frutífero, até que uma criatura disse "tenha uma boa tradução sem ajuda".
Aí, quer saber? Vou fazer essa porra direito mesmo!

E aí fiz. Claro, contribuições de fluentes na língua sempre ajuda! Comente. 


VERDADEIRO NORTE

Vagabundo obstinado (persistente)
Trace as novas coordenadas e atire o mapa pro lado" (tipo "deixe de lado")
Agora eu tenho que divagar (tipo "viajar") sobre

Navegar as armadilhas e atravesse a grande divisão (barreira, divisa)
A legenda do cartógrafo deu sentido e uma chave
Ele estabelece a declinação (declive, inclinação), mas em quê é bom pra mim?

Eu não consigo ver a racionalidade
O mundo não é minha responsabilidade
E feliciadade não é lá pra mim
Mas talvez, eu muito devagar aproximo da origem
Quando eu encontrar o verdadeiro norte

(Com ou sem um amigo, manter procurando até o fim)

Destino tentador e morte trapaceira
Ninguém nunca me disse que ia ser assim
Contemplar a aleatoriedade (acaso)
Quando a mente está disposta, ela fica completamente perigosa

Sobrecarregada, soterrado, seu decreto ético
Essa é sua bússola moral, mas o que é bom pra mim?

Eu nao consigo ver a racionalidade
O mundo não é minha responsabilidade
E feliciadade não é lá pra mim
Mas talvez, muito devagar aproximo da origem
Quando eu encontrar o verdadeiro norte

(Com ou sem um amigo, manter procurando até o fim)
Quando eu encontrar o verdadeiro norte.


http://www.youtube.com/watch?v=OKflTc_RT6U

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Reinaldo Azevedo.

Não, se você não está preparado para as frequentes cenas de estupro nas novelas da Globo, nem procure saber quem é esse cara. Seus textos são mais depravados e ofensivos que a Carolina Dieckmann sendo estuprada no horário nobre em Salve Jorge.
O cara sempre, sem exceção, despeja ofensas, palavras e expressões chulas, e todos os seres do universo são dignos de ofensas e seres humanos desprezíveis, no ponto de vista de Reinaldo Azevedo. Claro, a exceção dos Tucanos e "Democratas" ricos que compartilham o Champagne com ele todo o Reveillon. E ainda tem cara de pau em citar como crítica "esbanjamento de dinheiro público" ou "descaso com a pobreza". Sim, sentado em sua cobertura e amparado pelo ar condicionado. É o típico, "não olha para o próprio rabo", "o mundo gira em torno do seu umbigo"...
Por que estou perdendo meu tempo escrevendo sobre esse "jornalista"? Meu asco é tanto que mal consigo controlar meu instinto "reinaldo" e não escrever palavras de baixo teor crítico para descrevê-lo.
Tem um texto no meu blog, escrito faz uns dois anos, creio, em que eu falo de um texto que li na "maravilhosa e informativa" revista Veja, em que um colunista falava sobre o "pouco caso" dos professores e a "bundamolice" desses profissionais que não se esforçam para termos uma educação de qualidade. Hoje, tenho quase certeza que o colunista era Reinaldo Azevedo. E mesmo que não seja, repito todas as palavras que usei naquela ocasião para me referir a ele nesse momento.
Veja (na expressão "veja bem"), não é questão de posição política, nem específicamente à defesa de Oscar Niemeyer, que fez esse dignissimo jornalista brilhar em cena nos últimos dias, até por que nunca li nada de referência política ligada diretamente ao arquiteto e Arte não é minha preferência. O que me causa revolta e repúdio é a sua sempre escrita ofensiva - não crítica, mas ofensiva - suas palavras e expressões que não são cabidas à imprensa popular, de massa. As pessoas vêem "personalidades" ofendendo, desrespeitando, usando termos depreciativos e creem que esse é o padrão social aceitável no Brasil e no mundo. Reinaldo Azevedo, sua escrita é uma ofensa à educação e à sociedade brasileira.
A postura política, faz diferença e tem peso, sim, mas o que me faz comentar a respeito, a me posicionar, é o desprezo aos padrões morais que uma sociedade precisa para ser saudável e digna. Reacionários, fascistas disfarçados de democratas, tem aos montes por aí, e é inútil discutir com eles. Mas quando o respeito falta, eu subo nas tamancas.
Reinaldo Azevedo, você não tem capacidade escrita, conteudista ou moral para saber criticar sem ofender gratuitamente? Nossa, você é "jornalista", eu sou uma mera estudante, professora, cidadã comum e burra, aos seus olhos. Não me use como parâmetro. Quem está nos grandes meios de comunicação é quem deve ter capacidade e iluminação de se expressar bem sem recorrer a recursos impulsivos típicos.



Endossando...
http://www.tvt.org.br/blog/altamiro-borges-o-

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Coordenadas Geográficas - Latitude e Longitude

Me matei fazendo... espero que aprendam de uma vez!


REFORÇO – LATITUDE E LONGITUDE -> COORDENADAS GEOGRÁFICAS.
As coordenadas geográficas são muito importantes e utilizadas em vários aspectos da sociedade. Um avião, para identificar sua posição em relação a Torre de Controle, um navio para informar sua localização, caso precise de ajuda, ou até como uma maneira de se fazer entender em qualquer lugar onde se está querendo chegar, com a ajuda de mapas ou o GPS, por exemplo.
Funciona assim: a Terra é dividida em quatro hemisférios.
A linha imaginária que divide a Terra em hemisférios NORTE E SUL (horizontal) é a linha do EQUADOR. A partir dela, se contam em graus paralelos que sinalizam as LATITUDES até os 90º ao Norte e 90º ao Sul, totalizando 180º. É importante entender que a LATITUDE sempre vai indicar a referencia do local no sentido NORTE OU SUL.

Obs.: Todo o espaço que é circundado pelo paralelo 90ºN, por exemplo, está na LATITUDE 90ºN. Independente da Longitude indicada, o local estará no hemisfério NORTE, a 90 graus do Equador, que é o paralelo 0º. O mesmo acontece com os pontos indicados no Hemisfério Sul.


A linha imaginária que divide a Terra nos hemisférios LESTE E OESTE (vertical) é o Meridiano de Greenwich. A partir dela, se contam em graus meridianos que sinalizam as LONGITUDES até os 180º graus ao Leste e 180º ao Oeste, totalizando uma volta de 360º. É importante entender que a LONGITUDE sempre vai indicar a referência do local no sentido LESTE OU OESTE.


Obs.: No caso dos Meridianos, eles se cruzam ao cortar o Globo, por isso eles completam 180º grausvna direção Leste e mais 180º na direção Oeste. Assim, todos os espaços que se distanciam 30º a Leste, por exemplo, do Meridiano de Greenwich (que marca 0º de Longitude), independentes de Hemisfério Norte ou Sul, estão localizados na Latitude 30ºgraus no Hemisfério LESTE. O mesmo acontece se o ponto estiver no Hemisfério OESTE, independente de Norte ou Sul, ele estará a 30º graus, por exemplo, de distância a OESTE do Meridiano de Greenwich.


- A parte dos Meridianos ficou mais complicada... mas com o meu maravilhoso Globo Inflável, acredito que eu consiga exemplificar bem as diferenças pro 1º ano do Ensino Médio... -









sábado, 10 de novembro de 2012

Occupy's


Estou lendo um capítulo por noite de um livro que traz artigos sobre os movimentos que tomaram as ruas em 2011, os “Ocuppy”. Tenho de admitir que mesmo passando justamento o 2011 estudando novas possibilidades da Geografia através de uma banda de ska espanhola socialmente engajada, só tive conhecimento da existência do “Ocupa Wall Street” através do meu orientador em uma citação.  Tentei não manifestar desconhecimento no momento da colocação, porque ele citou de uma forma tão corriqueira o movimento que me senti extremamente idiota em nunca ter ouvido falar.
Talvez porque até hoje não consigo pesquisar dados efetivos, sobre qualquer assunto, no Google, seja, principalmente, porque só pega a Globo na minha casa, o fato é que nunca tinha visto manchetes sobre o movimento Ocupa Wall Street. Até o movimento dos Indignados na Espanha eu sabia da existência por justamente pesquisar a banda espanhola Ska-P, mas também, nunca vi ou ouvi nenhuma reportagem tratando do assunto nos grandes meios de comunicação. Quem sabe algumas notas como “manifestantes na Espanha são controlados pela polícia: um rapaz que enfrentou a polícia foi contido...”, sempre com um tom de “a polícia protegeu o povo de marginais perigosos”.
Quando vi a primeira onda de fotos no Orkut e Facebook de pessoas com aquela máscara representando a burguesia dos manifestantes de Wall Street, pensei “WTF???”, e continuo pensando até hoje, com a diferença de que hoje sei do que se trata. Por que continuo sem entender? Por que a imagem pra mim não significou nada, e não significou nada pra maioria da população mundial com acesso restrito à informação. Elas não sabem o que, quanto mais por que aconteceram coisas em Wall Street, então uma máscara não vai transmitir nada de significativo. Pensar, escrever, agir é que é o importante, e não usar sua foto pra se mascarar atrás de uma figura vazia de compreensão popular.
Mudando o foco, o sistema capitalista é muito forte em sua manipulação. Infelizmente, vemos muitas pessoas-comuns mais criticando que apoiando as causas dos “Occupy’s”.
 Acho difícil o restante dos 99% que os manifestantes querem representar se deem conta de que fazem parte desses 99%. O brasileiro hoje, se mata trabalhando para conseguir dinheiro pra comprar um carro e se sentir “classe média”, melhor de vida, mas só está re-transferindo seu dinheiro para o sistema o qual lhe suga o trabalho, o dinheiro, a consciência e a realidade, só lhe fornecendo ilusão e mentiras.
E nós estamos felizes com o governo que diminui o IPI dos automóveis, mesmo que eu me rasgue com o resto do orçamento pra pagar luz, água e comprar comida pra minha casa, mesmo que minem minha cabeça com o lado conveniente da notícia. Conveniente pra me manter feliz com o governo e o sistema que me oferece o carro individualista, mas que não qualifica o transporte público e tira de milhões o direito à vida pra me manter iludido pagando as prestações do carro e assistindo as emissoras de televisão, que pertencem a podres de ricos que estão se lixando pro meu dia cansativo de exploração e pro carro medíocre que me faz feliz. Eles só querem me manter distraídos o suficiente pra continuar sugando meu sangue e o meu suor.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Desrespeito na duplicação da Br 392


Na verdade, não sei como iniciar essa mensagem, já que é dificil responsabilizar alguém ou a um órgão pelo "relaxamento" e a falta de respeito que é tão comum nos dias de hoje.
O DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) está em fase de colocação da tubulação de escoamento marginal na duplicação da Estrada Rio Grande-Pelotas (BR 392) na área da Vila da Quinta. Acontece  que na noite de 04 (quatro) de Outubro, moradores chegam em casa às margens da rodovia, e se deparam com um buraco e razoáveis montes de areia fofa em frente a garagem de sua residência. Ainda, ferramentas utilizadas pelos operários da obra estavam dentro do pátio de domínio particular dos moradores, sem prévia autorização.
Um dia antes, a moradora já havia solicitado a compreensão dos trabalhadores quanto à entrada da garagem, mas como nenhum morador estava em casa neste dia referido, talvez os operários tivessem se achado no direito de abancarem seus pertences nas dependências externas da casa e idealizado que os moradores talvez tivessem um trator, ao invés de um automóvel, que fosse capaz de atravessar a pista de rally criada na entrada do portão da garagem.
A quem se recorre, quando a falta de noção e respeito se manifesta nesse tipo de obra "do Governo". Afinal, respeito não é questão de treinamento profissional, mas a seleção de trabalhadores deveria requerer ao menos "bom senso". 
É absolutamente revoltante perceber a cada dia a falta de consciência e respeito que algumas (nem tão "umas" assim) pessoas demonstram quando não são alertadas ou cobradas. É preciso mesmo sempre atitudes impulsivas e revoltadas para que se valha o respeito ao próximo? Ninguém respeita ninguém antes que alguém vá e cobre por um direito e um dever simples, básico e essencial para uma vida em comunidade saudável e com dignidade para todos.
Aproveitando o ensejo, vale também destacar que a implantação de uma passarela no trecho da Vila da Quinta (e no Parque Marinha, a que tenho conhecimento) vêm sendo negligenciada pelos autores do projeto de duplicação da BR 392. 
O que eu espero com esse manifesto? Não espero uma postura mais adequada especificamente dos operários que estão trabalhando nesta obra, mas que todos os cidadãos sintam-se atingidos e procurem sempre agir em prol de que descontentamentos existam ao mínimo para a coletividade se sentir retribuída.


quarta-feira, 26 de setembro de 2012

O Brasil me envergonha...

Tudo começou quando li uma reportagem postada no Facebook por uma amiga intitulada "Aprendendo sobre Finanças e Economia com 'Gangnam Syle". O autor falava do como uma música de estrondoso sucesso na Internet e no mundo fez com que ele refletisse sobre a Economia Mundial, História e semelhanças e distinções entre os países Brasil e Coreia do Sul. Esse tipo de reflexão é um bom exemplo de como encontrar utilidade educacional em instrumentos do cotidiano dos estudantes, como as músicas que estão na moda, "bombando".
Só que lendo a reportagem fiz um link com algo que tinha visto de relance na TV alguns dias atrás: a nova "música" do "cantor" Latino é uma "versão" ("artista" sem criatividade como é, vive de fazer isso e só não chamo de plágio porque deve ter alguma autorização para reprodução, já que é altamente disseminado pela mídia brasileira) deste sucesso tema da reportagem. Então, fui um pouquinho mais a fundo (não tanto, pois minha sanidade e meus ouvidos não suportam tanta merda - opa, "merda" já foi liberado na novela das 21h, não me censurem!).
Como disse, a reportagem falava que a música instigou o autor a pesquisar, analisar e refletir sobre assuntos relevantes - quer dizer, acabou por levá-lo a exercitar o cérebro -. Isso porque a letra da música fala de um bairro norte-coreano extremamente consumista e ostensivo e (num desses momentos de ir mais a fundo) o clipe da música satiriza essa situação. Ok, não é nem o tipo de música nem a letra que mais aprecio no mundo, mas se consegue tirar boas discussões das "metáforas" expostas ali.
Aí, fui procurar a "versão" do Latino. Já começa que no Google quando você digita "Latino", o que mais aparecem são barracos. Mas então, descobri a tal "versão", que foi intitulada de "Despedida de Solteiro". Quando você lê a "letra", você se sente em um filme pornô: Hey, eu quero sexo/ Vou te pegar/ Hey, eu quero sexo/ Pra galopar...
Pior que isso, em uma das páginas de escândalo e fofocas, em uma matéria em que se falava que um cidadão havia feito uma paródia com a música (mesma coisa que o Latino faz), criticando o Latino por estragar uma música sucesso e blábláblá, pensei: "ainda existe esperança". Mas aí, quando fui olhar os comentários, eu li um que dizia mais ou menos assim: "adoro você, Latino, amei sua música, já fiz ate a dancinha na escola e todos adoraram". Dios pai, fico pensando que dancinha é essa... não sei o que farei o dia que presenciar esse tipo de situação na minha iminente vida de professora.
O Brasil é uma fábrica de gente sem talento e sem conteúdo; a mídia trabalha com toda a sua carga para disseminar essa gente, essas informações vazias de sentido e entupidas de conceitos e pensamentos escabrosos. Homens que só tem um pau e mulheres que só tem buracos no corpo, e nada mais. Tudo é sexo e dinheiro. 
E as pessoas vão levando a vida como se isso fosse normal. As crianças engravidam, os pais moleques assaltam e estupram, e o povo adora apontar o dedo pra um culpado. Os pais são culpados por achar lindo as filhas de seis anos rebolando ao som de "Latino", por assistir "Pânico na TV" ao lado de seus meninos e apontando o dedo pro "rabo" das "Panicats" (outras doentes mentais). Enquanto isso, a maravilhosa, correta e íntegra Globo (SBT, Band, Rede TV, Record, tudo farinha do mesmo saco, com diferentes igrejas mandando) nos presenteia 24h do dia, 30-31 dias do mês, 365 dias do ano com essa perversidade e inversão de valores. O que elas querem? Seu dinheiro e a sua capacidade de raciocinar.
Somos tão achacados, por todos os lados com essa perversidade, que achamos normal. Aliás, nem achamos nada, simplesmente somos robozinhos vivendo no mundo criado. Ou então, ao tomarmos consciência e enxergarmos tudo isso que acontece somente com que poucos, infimamente poucos se dêem conta e se sensibilizem com isso, perdemos a esperança.
E muitos que lêem ou ouvem um discurso como o parágrafo acima, ainda dizem: "ah, que povo exagerado, são comunistas malucos", dentre outras expressões.
É só no Brasil? Não, não é. Mas o que me faz sentir VERGONHA do Brasil é quando, por exemplo, um brasileiro consegue tirar toda a mínima utilidade, o mínimo sentido, a mínima crítica de uma música estrangeira e transformar tudo em putaria.
É por isso que o Brasil é um país corrupto, com tanta violência, e com tanta gente cega.




 - Nossa, procurei por quase uma hora uma tirinha que vi há muito tempo no Facebook, que ilustra bem essa "naturalização" de elementos sexuais e depois a família não sabe em quem pôr a culpa, sendo que nos quadrinhos anteriores a mãe incentivava a filha a usar mini-saia, por exemplo, mas não achei =(. Não consigo encontrar nada parecido como ilustração. -






sábado, 25 de agosto de 2012

Gente rica.

Ai, como eu odeio gente rica, que tem vida de cinema.
Alguns podem dizer que é inveja. Mas eu não gostaria de ser essas pessoas. Eu só me incomodo com o fato de que outras pessoas, pessoas melhores e mais merecedoras, não tem ao menos um dos privilégios que essa gente rica tem.
Sabe, viagens nacionais e internacionais, shows e festivais dentro e fora do Brasil, acesso fácil a pessoas importantes ou ícones, casas lindas em lugares lindos dentro e fora do Brasil. Tudo isso para uma só pessoa, fútil, que nunca vai saber na vida o que é de fato almejar, desejar algo e ter de suar para conseguir.
Na boa, não me sinto pior que essas pessoas, pelo contrário, só me sinto desprivilegiada por algum motivo ilusório e injusto dessa vida, desse mundo.
Às vezes, quando vejo exposições dessas vidas regradas (muitas vezes, de gente que não é famosa), fico pensando que eu e essas pessoas não vivemos no mesmo mundo. São posturas, esteriótipos, locais, situações tão irrealizaveis e quase inimaginaveis no curso da minha vida, que é dificil de acreditar que existem  essas vidas paralelas que tem cem por cento dos dez que fariam minha vida perfeita.
Tchê, esse mundo é muito doido, complicado e errado.


sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Fatos de Rio Grande (ou do mundo?)


Lendo hoje (17/08/2012) no Jornal Agora a reportagem sobre os assaltos ao transporte coletivo da cidade, me veio algo à mente.
De fato, o poder público deve urgentemente interceder pela segurança pública, pois a(s) empresa(S) de transporte público da cidade já tomou ("tomaram") suas providências para transferir seus prejuízos à população, como todos que têm poder através do dinheiro conseguem fazer. 
A cada horário que os ônibus finaliza uma linha, os funcionários devem deixar o lucro da empresa bem seguro em um ponto de coleta, se isso não for feito e um assalto acontecer a seguir, o funcionario paga do seu bolso o prejuízo da empresa, que na sua lógica foi gerado pela irresponsabilidade do funcionario. Isto é fato, pois já vi mais de dois cobradores do tranporte coletivo justificando sua parada na Praça Tamandaré com este relato.
Pois bem, quando os funcionários cumpriram a sua função de "proteger suas vidas" (ou a vida da empresa), conforme reportagem supracitada, os assaltantes, não encontrando dinheiro no caixa, se direcionam aos passageiros, estando esses desprevenidos e inocentes. Por vezes, recém receberam seu curto salário no final do mês, ou um estudante correndo atrás da sua formação, precisa andar para cima e para baixo com seu computador, repleto de trabalhos e artigos importantes.
Ou seja, o rico que tem como segurar seus patrimônios e seus lucros (altíssimos pelo monopólio e pelo superfaturamento) se defender, e transfere suas perdas para o pobre que depende de transporte público (que por ser público não é o problema, mas por ser precário e desrespeitoso) e da segurança pública, coordenada pelos governos que também não estão preocupados em cumprir sua função social de educar, cuidar e proteger a população.
A culpa não é do policial, do cobrador de ônibus, do professor. Por mais que nos façam acreditar nisso, o governo não é popular, não é democrático, é sim comandado pelos ricos, por quem tem mais dinheiro tirado do seu bolso. Nós colocamos os governantes lá através do voto. Será mesmo? Sei que tem muita gente inocente que acha que qualquer ruazinha asfaltada é muito, mas o dinheiro que circula por aí, por mais absurdo que pareça, tem mais vontade que a vida das pessoas, e tem sim, mais força que o nosso voto.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Rio +20


Quando anunciaram os preparativos pra Rio +20, gerou-se uma mobilização de propagandas e manifestos, reportagens, etc. sobre o futuro do planeta, alternativas sustentáveis de desenvolvimento e outros diálogos em relação às propostas e resultados pós a Rio 92.
Hoje estamos vendo noticias de que a maioria dos governantes mundiais estão transformando a conferencia em nojentas pizzas que acreditávamos que somente a política brasileira era capaz de produzir. Aquele jogo de empurra, valorizando o desenvolvimento ECONÔMICO e CONSUMISTA. Os países mais pobres não querem “pagar a conta” da sustentabilidade e não poder gerar e gastar dinheiro com padrões de vida vazios e consumistas, onde o objetivo de vida das pessoas é somente adquirir bens. Muitas vezes, justamente bens que vão totalmente contra a perspectiva de recuperação do meio ambiente que necessitamos.
No caso brasileiro: esses dias eu estava vendo um terrível programa de humor do canal mais popular do país, e uma “piada” me chamou atenção: o programa abriu com uma personagem dizendo que o Brasil enche o peito para dizer que tem riquezas naturais, que é referencia em pesquisas que visam a sustentabilidade, mas o principal projeto do governo tem sido incentivar o consumo de automóveis, reduzindo taxas e valorizando financiamentos.
 No lugar disto, deveria estar investindo em transporte público de qualidade, que fizessem a população, que por décadas sonha com um carro confortável, considerar utilizar o transporte coletivo, com maior frota, maior conforto e agilidade. Investimento na mobilidade urbana, para que estes objetivos possam ser alcançados. Espaço para as bicicletas, de fato, pois o que vejo são motoristas reclamando da conduta dos ciclistas e ciclistas reclamando da falta de espaço. O investimento na educação entra neste setor e em todos os outros da vida pública e coletiva saudável.
No final das contas, são os governos e a mídia que inserem no povo a necessidade de consumir e poluir. Não entendo de onde surgem hoje tantos manifestantes atrás de melhora da saúde do planeta. Na verdade, o que mais vejo no dia a dia são pessoas preocupadas com o seu particular. Mas se estão acontecendo tantas manifestações, tantas críticas com a atitude dos políticos perante a saúde do planeta, porque esse povo, de todo o mundo, hoje quando vê a palhaçada dos documentos produzidos pela Rio +20, conduzidos pelos governantes dos países mais poderosos do mundo, não se levantam nas urnas e dizem NÃO, com o instrumento pacífico que possuem em mãos do voto, a esses sistemas políticos de valorização do dinheiro, dos gastos, do consumo?
Por favor, deixemos de lado os discursos bonitos, os compartilhamentos vazios no Facebook, e até as marchas sensacionalistas nas ruas, e usemos de fato a democracia que temos para mudar, votar em outras propostas, mas OUTRAS propostas MESMO, não aquilo que fizemos em 2002. Na verdade, fomos ingênuos em 2002. Votamos em uma proposta dita revolucionária, que valorizava a pessoa, o trabalhador, mas que 10 anos depois vemos que este era apenas o pano de fundo para impulsionar as empresas, os EMPRESÁRIOS, a indústria do consumo. O que melhorou para a classe pobre que subiu para a classe média? Trabalha muito como sempre, a diferença é que agora elas têm um carro novo, uma geladeira nova, um microondas. A saúde continua patética, a educação continua desvalorizada e o humano e o coletivo, continua deixado pra trás.
Se a democracia não funcionar, aí sim, vamos protestar e coletivamente buscar reconstruir o mundo justo e saudável que merecemos. Nos países onde não existe democracia, muitos já fizeram e estão fazendo isto, lutando pela sua vontade.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Crônicas de uma mente moldada e partida.

Explicando o novo título...
Ontem eu estava assistindo uma reportagem sobre os "jovens da geração 'Y" (os quais, pela faiza etária, me incluo), e foi mostrado a organização de muitos grupos de "protesto", tipo "Massa Crítica" de Porto Alegre. Aí, eu comecei a expressar o meu ceticismo quanto a estes "grupos" de várias causas e vertentes que surgem e existem.
Como, modéstia à parte, sou uma das raras pessoas que olham pro próprio rabo antes de decretar sentenças a outras pessoas, parei pra analisar que eu nunca me inseri em grupos. Não que eu não tivesse tentado, mas, sem querer culpar terceiros, meus pais sempre desestimularam por algum motivo. 
Na primeira infância, participei de uma reunião para "dançar" Chiquititas com meus amigos de escola, e minha mãe não deixava eu ir ou não me levava aos encontros, não lembro o que era alegado na época, mas sempre foram coisas que as outras crianças e jovens faziam normalmente e que não me eram permitidos. Na adolescência, não pude participar da banda da escola porque não tocava nenhum instrumento e minha mãe não queria me ver "de saia de bunda pro ar nas ruas" fazendo parte do corpo coreográfico. Dentre outros exemplos que não recordo agora, ou recordo mas quero encurtar o texto.
Acho que por ter crescido e me desenvolvido física e psicologicamente bem (relativamente) sem fazer parte de grupos, idealizo que eles não são necessários para o desenvolvimento social. Detalhe, acho que consigo diferenciar "grupos" sociais de "movimentos" sociais. Movimentos são vontades que emanam dos indivíduos em prol de uma transformação individual e coletiva, paralelamente. Grupos são formados para discutir ou agir em prol de um ideal ou uma intenção, em outros contextos, pode até se dizer "dogmas".
O povo se juntar pra incentivar as pessoas a andarem de bicicleta? Ok, legal. Mas grande m**** andar de bicicleta se você vai lá e compra roupas e equipamentos de marcas exploradoras.
A palavra "contra" não é a ideal, mas para esse texto, posso usar que: sou "contra" esses grupos que surgem atrás de mudanças de hábitos tópicas porque a sociedade é um conjunto, e pra transformá-la é preciso pensamento interligado e atitudes completas, e não essas atividades mínimas que se colocam como revolucionárias.
Ok, eu sei que a partir de mudanças pequenas chegamos a grandes transformações, mas esse discursinho tá tão clichê que perde o sentido.
Texto incompleto, e nem sei se será completado um dia.

Assim: "crônicas" porque são textos tópicos, e algum especialista em Literatura defina o termo, por favor;
"uma mente moldada", porque meus conceitos iniciais podem vir de experiências particulares impostas de fora, mas;
"partida" porque procuro entender meus pensamentos e conceitualizações e transformá-las se encontro enganos nelas. Talvez eu nunca vá simpatizar com "grupos", mas se no futuro eles se mostrarem eficientes, jamais deixarei de agradecer e bater palmas. Enquanto isso, continuo vivendo quebrando e reconstruindo meu molde.


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Rio Grande não deve ser apenas a "cidade histórica"

No primeiro dia útil da tarifa de R$2,60 já se registrou o descaso com o usuário do transporte coletivo em Rio Grande. Na linha P15, Quinta-Centro, o ônibus das 12h30 que "costuma" passar na frente da escola Lilia Neves entre 12h40, 12h45, não passou no horário. A cada minuto a parada enchia mais, somando passageiros das 12h30 e das 13h. Quando já eram 13h05 chegaram os dois ônibus juntos, e o carro das 12h30 passou direto, sem parar, e com lugares disponíveis, sendo que o ônibus das 13h que parou preencheu todas as suas poltronas já naquela parada.
A justificativa geralmente alegada por motoristas, cobradores e responsáveis pela empresa (única que vence licitações do transporte público na cidade) é de que o ônibus precisa cumprir o horário. Mas aí eu me pergunto, a serviço de quem, ou de quê, está a empresa? De que adianta o ônibus chegar no horário no "terminal" da praça Tamandaré se deixou seus usuários perdidos pelo meio do caminho? Ficamos mais de meia hora na parada, com compromissos marcados, para o ônibus passar sem parar por ter de cumprir o seu horário? A empresa trabalha para si, para suas estatísticas, porque para os cidadãos que não chegaram no seu horário, não é.
Outra coisa que acontece muito são os atrasos nos horários depois das 19h. Se alega que o problema vêm do congestionamento da "estação de integração" Junção. Ora, se já se sabe, por uma falha de infraestrutura da cidade, que o ônibus não vai cumprir, nunca cumpre, o horário da tabela naquele período, que mudem o horário da tabela. Eu já cheguei a ficar uma hora na parada esperando um ônibus que nunca veio, porque é o que eles fazem. Se atrasa, se estraga um ônibus, "que se danem! que peguem o próximo lotado".
Quando houveram protestos sobre o aumento da tarifa de ônibus, os motoristas e cobradores se enchiam de orgulho em colocar a culpa do atraso nos manifestantes, livrando-se da incompetência da empresa em que trabalham, e do governo o qual se deleitam em juras de amor eterno. Mas todos os santos e não santos dias, o trecho da "estação de integração" da Junção gera desconforto na cidade pela sua má estrutura. Também, não deve se negar, à incompreensão eterna do rio-grandino para com as leis de trânsito, mas de qualquer maneira, aqueles abrigos e aquela faixa de pedestre não podem ser chamados de integração, em uma cidade que se diz em franca expansão.
O fato é que qualquer um pode concluir que Rio Grande é mal administrada. Não existem profissionais competentes regendo as secretarias municipais, por isso tudo vira uma baderna, é a "leva" das sinaleiras, agora a leva das rotatórias. O governo gasta mais dinheiro regando florzinha do que cuidando de gente, e mais tempo quebrando asfalto recém colocado em prol de alguma obra que devia ter sido feita antes da pavimentação, do que investe em profissionais que pensem e planejem antes de agir.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Linguiça.

Ontem eu "estudei" bastante pro concurso: terminei de ler a LDB. Aí, não me lembro exatamente que horas, me deu uma vontade de escrever no blog... mas vontade só, não basta, tem que ter assunto. Acho que naquele instante, eu até tinha um assunto, mas deixei passar, talvez pelo calor que estimulou minha preguiça de levantar do meu descanso pra escrever.
Hoje eu resolvi tentar enquadrar meu TCC nas normas de algumas revistas de Geografia. Fiz primeiro para a Terra Livre, que aceita artigos de até 30 páginas, então só tive de mutilar umas 10. Mas acho difícil uma revista de qualis A, então outra hora vou mutilar ele em mais 10 páginas pra tentar publicar na "Para Onde?", que é qualis B. 
Depois que eu formatei o trabalho pra Terra Livre, se foi embora minha vontade de estudar, se bem que a necessidade é gritante. Já que estou desempregada com tempo livre, tenho que aproveitar pra correr atrás de deixar um milhão de coisas diferentes prontas: dar jeito de publicar o tal TCC (sempre mutilado), estudar pro concurso, dar substância a duas propostas de mestrado, uma para tentar nas educações e outra pra tentar na Geografia. Tô mais perdida na da Geografia, a pesar de ser a seleção mais fácil de passar, mas parece que os meus interesses não são acolhidos nos eixos temáticos do programa, então tenho de me adaptar.
Só que quando a gente quer fazer muita coisa, acaba por fazer nada direito, e quando eu sinto que não vou fazer algo direito, não faço. Daí que fiquei mais de um mês de desemprego enganando a mim mesma.
Meu desemprego... quer dizer, associo a culpa ao desemprego, mas eu nunca entendo o que me controla. Supondo que seja o desemprego, ele me fez perder a vontade de produzir e até mesmo de me distrair. Nem os livros que me interessavam, não tenho mais ânimo de ler. Os assuntos que me intrigavam perderam a graça.
Mas, por outro lado, quando eu arrumar um emprego, se não for na área da educação, fatalmente vou me bitolar e, de qualquer jeito, os livros que eu gostava não vou gostar mais, os assuntos que me interessavam não vão interessar mais. Primeiro, pela falta de tempo do comércio. O mês que trabalhei de caixa operadora, eu saía de casa as 8h30 d voltava as 21h. Segundo, pelas companhias. É inevitável a gente não acabar se inteirando de quem são os piores lixos que fazem sucesso nas rádios. O pior de tudo são os colegas te olhando torto quando você diz que gosta de rock. Terceiro... ah, deve ter um terceiro, mas como depressão mata, vou parando por aqui.
Caramba, mas eu gosto de rock, é a única coisa que me anima. 
Mas chega de encher linguiça, e tchau pra vocês.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Agradecimentos

Vou postar aqui hoje a página de agradecimentos do meu TCC intitulado "(Des)Construindo a Globalização: a música do Ska-P como forma de denúncia e escape". 



          O ser humano está em constante transformação. Todas as pessoas que passaram pela minha vida, mesmo que por um curto período, contribuíram para constituir-me quem sou hoje e serei no futuro. Portanto, devo agradecer a todas elas.
            Entretanto, certamente algumas pessoas são fundamentais para que de fato sejamos quem somos. O círculo familiar é sempre citado como o mais importante. Agradeço ao imenso amor que tenho e sinto que meus pais têm por mim e também pela enorme porcentagem da educação que tenho hoje.
Minha mãe sempre me ensinou a ser sincera, mesmo que os outros não fossem comigo. Isso me trouxe problemas, mas também me deu uma visão mais clara e justa do mundo. Meu pai sempre foi meu companheiro de passeios e brincadeiras, hoje vejo que com ele, iniciei as primeiras pedaladas pela Geografia, quando andávamos de bicicleta pelos bairros de Rio Grande e ele ia me falando de cada lugar que passávamos.
Meu irmão, mesmo com grandes divergências de pensamento, sempre acreditou em mim, mais do que eu mesma, muitas vezes. Se não fosse por ele segurar algumas “pontas”, talvez eu não estaria concluindo neste momento o curso.
O caminho pela Universidade me trouxe outras pessoas importantes. O maior presente que a Geografia me deu, meu namorado Bruno, e junto com ele a sua família que me acrescentou mais doses de carinho. Devo agradecer até à minha cachorrinha, pois a chegada dela no inicio deste ano me proporcionou momentos de alegria sincera em meio à turbulências.
Agradeço imensamente à professora Cláudia Cousin, que abriu portas para oportunidades profissionais e pessoais, uma pessoa incrível e fundamental para que eu me descobrisse como uma “quem sabe futura professora”, e para que eu superasse muitos dos meus receios pessoais.
Agradeço também ao meu orientador, professor César Martins, por ter acolhido a minha proposta de pesquisa e ter ouvido pacientemente minhas opiniões pouco estabelecidas, e contribuído para a reflexão destas.
Dentre aquelas muitas outras pessoas que passaram pela minha vida, devo citar em especial um amigo, sem o qual provavelmente este trabalho não teria o mesmo objeto: o amigo Paulo Roberto Nogueira, uma amizade virtual em um momento completamente diverso do que vivo hoje, que me apresentou ao trabalho da banda Ska-P.
Mesmo com pouco conhecimento musical, as músicas que ouço também foram importantes para fundamentar minhas concepções e minhas atitudes. Aqui, vou agradecer principalmente aos membros da banda Ska-P, por disseminarem com coragem um discurso alternativo ao ponto de vista que nos é “enfiado goela a baixo” toda as vezes que saímos nas ruas ou ligamos a televisão.
Preciso deixar aqui minha aversão aos criadores de vírus digitais, pois eu havia escrito um agradecimento tão mais profundo e bem elaborado, salvo no meu pen drive que... pegou vírus.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Fim do ano.

No ultimo mês de 2011, defendi meu Trabalho de Conclusão de Curso, fui aprovada com nota 9, consegui um emprego de caixa operadora em uma loja de calçados, fui demitida um mês depois, sendo que uma das alegações foi: "não estudasses pra trabalhar no comércio, tens mais oportunidade que as outras meninas". PROFESSORA DE GEOGRAFIA?! Uau, oportunidade geralmente não cai do céu, a gente corre atrás. No caso da colega que ficou no meu lugar, até caiu, por espalhar uma triste história de luta e sofrimento. Mas pôxa... a menina saiu lá de deus-sabe-onde pra vir pra Rio Grande por que quis. Não dá pra colar mais essa de "saí da minha cidade pra estudar", antes de ter feito ENEM e conseguido vaga em alguma universidade... Com o SiSU, tu faz prova lá na cloaca do mundo, se matricula pras vagas pela internet e espera, não precisa sair da tua cidade pra penar antes de saber onde deve ficar. 
Bom, terminei o ano com essa maravilhosa notícia, mas também com a noticia de que abriu concurso do Estado para professor e são 8 vagas pra Rio Grande. A inscrição são modestos 121 reais pra concorrer a um emprego com remuneração de 771 reais por mês. De qualquer maneira, aaaacho que é o que gosto de fazer, então... vamos nessa morrer com 121 reais e curtir as férias forçadas estudando e sem um tostão no bolso.
Iniciei o ano com os preparativos pra formatura, raspando a poupança pra pagar o restante que faltava da festa e contando com a colaboração financeira do pai pra pagar a comida da festa e do Bruno pra pagar o modesto lazer de janeiro e fevereiro.
Ahhh, e ontem voltamos da Praia da Capilha, diversão sincera e barata, companhia de maravilhosas pessoas, Uno no sábado ventoso e chuvoso, churras nas refeições e banho na Lagoa Mirim no tempo que sobrava.
E também, entrei hoje com o pedido de reigresso como portadora de diploma no curso de Pedagogia da FURG, mas estou desanimada porque meu coeficiente de rendimento no curso de Geografia foi baixo porque reprovei por falta ao invés de trancar o curso quando desisti em 2006.
Então é isso, pessoal!