sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Metallica

Caramba. Fui no show do Metallica em POA ontem.
Curti mais que o show do Offspring, por um conjuto de fatores óbvios: a menor expectativa, a menor necessidade de absorver cada aspecto do show e a falta de fator emocional; afinal, Offspring é a banda que marcou minha adolescência, e uma paixão cheia de decepções, como o show de 2004 que não pude ir.
Já o Metallica, eu sabia que era uma puta banda, e com músicas excelentes, mas eu conhecia pouco da banda, e não chorei de emoção o evento inteiro!
Eu sei que são estilos diferentes, e curtir Metallica nunca esteve nos meus planos, mas uma coisa que percebi nesse show, é que fãs não necessariamente caracterizam uma banda. Já havia percebido isso na entrevista que o vocalista James deu falando do novo CD, que era inspirado na irracionalidade de cometer suicídio. Pô, o que se espera do líder de uma banda como Metallica? No mínimo, adoração à morte. Ainda, reforcei minha teoria de que tudo depende do ponto de visa e que não existem verdades absolutas: um cara pode ouvir Metallica e interpretar os caras como os "adoradores da morte", e outro pode ouvir Metallica e achar que os caras só estão transmitindo uma mensagem em uma linguagem diferente.
Deixando de fora questões ideológicas, como estou ciente de divergências entre Metallica e Offspring sobre a pirataria na internet, mas outra coisa que venho aprendendo devagarinho é a não levar tão a sério seus pontos de vista, quando se tem em mente ser feliz. Ser feliz é medir o que vai lhe fazer bem e o que não vai. Se um conceito teu estiver atrapalhando suas relações com os outros e consigo mesmo, é hora de adaptar esse conceito. Não mudar, adaptá-lo a conciliar as questões ideológicas e as questoes emocionais. O distante e o imediato. Viver o imediatismo não significa abandonar o distante. Mas essa é uma questão de outro texto a ser postado em breve.
Negócio é que eu me senti à vontade nesse show como não me sentia há meses. Mas bem, fazia mais de um ano que eu não ia a um show de rock, e desde os meus 17 anos, eu sei que esse é o melhor remédio pra uma semana cansativa e repetitiva. O problema é que os eventos acessiveis são em ambientes que me deixam mais irritada e com a cabeça a toda pensando em ideologias, convicções e atitudes, que não adianta de nada ir a um eventos desses quando quero "desestressar"!
E agora, ouvirei Metallica com muito mais gosto, porque sei que o show dos caras é foda, e as músicas são mais do que boas, são energéticas (sim, "energéticas", não quis dizer enérgicas" e errei na digitação!).
Link da entrevista ao Fantástico, 24 de Janeiro de 2010:

domingo, 10 de janeiro de 2010

Não pensei em um bom título

Agora que tenho um pc só pra mim, que eu posso usar na cama, no pátio, que eu não tenho desculpa pra não aproveitar os espasmos literários, continuo a disperdiçá-los. Agora porque as ideias que eu tenho, penso "uau, que legal... maas daria muito trabalho pra aprimorar, e nao ia ficar bom mesmo". É a maldita baixa auto-estima e a preguiça. Talvez uma leve à outra. Quem sabe evito de verbalizar minhas ideias porque sei que será dificil e trabalhoso atuar em cima delas, e levá-las com convicção, então prefiro deixar rolar sem a transformação delas em algum tipo de "filosofia de vida".

Eu me considero muito incapaz, sabe. E não faz sentido eu procurar as causas disso na infância ou em traumas passados, porque eu era bem feliz na infância. Talvez meu problema esteja na fase da adolescência, porque ninguém queria ficar comigo, e eu sempre era a segunda opçao das minhas amigas. Eu sempre estive "na sombra", sabe? Na minha segunda infância, eu gostava de sertanejo, e minha melhor amiga e eu imaginávamos uma dupla sertaneja, e eu era a segunda voz, meu nome ficava em segundo no título. Na minha adolescência, eu oscilava entre duas melhores amigas, e as duas, uma hora uma, outra hora outra, me mostravam que eu não era suficientemente interessante pra receber confidências ou pra ouvir verdades. No fim das contas descobri que a mais sincera que eu vagava na adolescência era a que ficava de fora nas minhas disputas internas de "quem era a melhor amiga". Hoje eu vejo que nao existem "melhores amigos", existem pessoas legais, com algumas afinidades, e o discurso de "eternamente amigas" é só força do hábito, conveniência. Se realmente a amizade perdura para sempre, é porque as afinidades eram muitas e continuou sendo conveniente manter contato, ou porque a pessoa te ouve, ou porque você frequenta os mesmos lugares que ela, ou simplesmente porque gosta da relação que tem com essa pessoa. Dá pra discernir a diferença?

Bom, mas o fato é que eu não posso colocar a culpa no passado pelos meus desestimulos e falta de confiança. Devo catar um jeito de superá-las no presente e evitá-las no futuro. Mas bate uma preguiça... e a preguiça não é consequência de um caminho torto no passado. No meu caso, pode ser consequência de dar braçadas esforçadas, e nunca conseguir sair do lugar, aí dá vontade de nao tentar aprender a nadar.

Eu ando apavorada com a perspectiva de dar aulas esse ano. Caramba, aula pra pré-adolescentes que deveriam estar correndo na rua e jogando bola, e estão de paquerinhas e namorinhos escrotos. Isso me dá nos nervos. E me apavora de ter de ensinar Geografia, planejar aulas interessantes, e ainda por cima lidar com essa fase detestável da vida (nos tempos de hoje). E ainda preciso torcer para que os meus alunos não sejam irmãos ou parentes próximos dos meus ex-colegas que me detestavam e perpetuaram meus apelidos escrotos e minha má fama (que aqui, nada tem a ver com a "má fama" tradicional; pelo contrário, a "má fama" daqui era obtida se você fosse uma pessoa normal, que vivia de acordo com a sua idade e respeitava as atividades da sua idade). Na verdade, minha "má fama", minha mãe (como toda a mãe) insiste em dizer que é fruto de inveja, porque eu era inteligente, alta e o blábláblá que toda a boa mãe discursa pro seu filho deprimido. Mas eu nunca consegui engolir essa história e insisto em me culpar por não ter sido popular.

Ah, e tem a monografia, que eu não consigo decidir que área seguir, que assunto tratar, e toda a vez que tenho uma "ideia brilhante", caio no destimulo de "ah, isso vai dar trabalho e serei incompetente". Pelo menos acho que já escolhi o orientador, mas ainda não sei como abordar o assunto, porque já cansei de levar patatas gratuitas de professores falsos. Pelo menos já espero do professor César rigorosidade, já que nunca traspareceu ser um "docinho" de pessoa, como certas decepções desse ano.

Além disso, tem o fato de eu querer muito aprender espanhol e nao ter grana pra fazer um curso e não sentir ter um cérebro capacitado a ser bilíngue, ou "trilíngue", no caso de um futuro inglês.

Ah, eu vou no show do Metallica! Só conheço três músicas dos caras, vou por causa do Bruno, mas como eu disse pra Lili, ir a um show desses enriquece o currículo, hehehe. Só que eu enchi o saco de ouvir músicas, e música era o que me dava gás pra enfrentar a vida. Complicado.