sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Bem-vindo à vida que você não tem.

Lá se vai mais um mês pontuado de recaídas, dúvidas, perda de tempo, monotonia e futilidade.


O que esperar de setembro, outubro, novembro, dezembro, o ano que vem e o resto da vida?


A vida anda a passos de elefante e enquanto eu dou dois passos pra frente, recuo no mínimo um. Quando eu acho que as coisas vão evoluir, que algo diferente vai acontecer, ou que vou me ocupar de alguma coisa interessante, em pouco tempo cai a ficha de que que é tudo a mesma coisa, que o mundo dá voltas, é redondo e tudo nos leva ao mesmo lugar. Se partirmos em linha reta sempre, acabaremos chegando no lugar de onde saímos. O que fazer?


Nossa, ninguém pode me responder isso. A vida é uma incógnita irritante. Irritante, porque ela nos ilude que podemos conseguir respostas e depois ri de nós quando batemos a cara nas mesmas portas.


A vida me reserva alguma coisa, ou eu que preciso surpreendê-la?


Se ela me reserva algo, enquanto isso, eu fico aqui, passando, talvez, 60, 70% da vida irritada com o destino que ainda não foi generoso comigo?


E se eu devo supreendê-la, como farei isso? Preciso antes de tudo, surpreender a mim mesma, ser cara de pau para encarar as pessoas, as situações. Sei lá, quando tento me ver surpreendendo a vida, me imagino muito tosca, parando as pessoas na rua e argumentando: ei, eu posso ser legal, sabia?


Por que as pessoas se tornaram tão exclusas? Por que elas abandonaram seus principios cooperativos e de vida em sociedade? Por que elas não abrem sorrisos aos seus companheiros de espécie na rua? Por que elas se tornaram tão vazias de princípios e até de instinto? Por que para muitos é preciso atravessar uma barreira extremamente espessa para puxar papo com alguém no ponto de ônibus, ou para retribuir uma gentileza? Hoje em dia, é capaz de você se abaixar para pegar um pertence alheio que caiu no chão e entregar ao dono, o cara te te olhar com espanto e sair apavorado, tropeçando em sim e pensando "nossa, o que é isso?".


É tão complicado pra mim não poder sorrir para todos que me aparentam ser boas pessoas, conversar com alguém no ponto de ônibus sem sentir que estão pensando "ai, que chatisse essa guria". Eu tenho muita raiva das pessoas. Das pessoas que não sabem ser gentis. Eu sei, elas nem tem consciência disso, isso acabou se tornando um ato "comum", praticamente obrigatório, o ser humano ser egoísta. Mas ainda assim, é difícil não pensar que o ser humano é um imbecil.


Eu tenho cara fechada, sim. Cansei de ser simpática e não serem comigo; cansei de fazer gentilezas e não ouvir nem um "obrigado", de sorrir pra alguém que me pergunte alguma coisa e, novamente, não ouvir o "obrigado".


Assim, é mais complicado ainda tentar surpreender a vida. A vida se tornou rotina para todos, e parece que ninguém se preocupa com isso, ninguém percebe o quanto é bom sorrir pro indivíduo que passa por você na rua e parece ser uma boa pessoa - ah, e tem mais, hoje em dia, quem ainda tenta fazer isso tá "dando mole" - ninguém se preocupa em conhecer de verdade outras pessoas, outras vidas. Até quem você mais odeia, te garanto que se você conhecesse ela de verdade, se supreenderia com o quanto ela pode ser boa. As pessoas não conhecem umas às outras e não se deixam conhecer, isso é importante lembrar. Sempre se tem o pé atrás. Esse é um problema secular da raça humana que faz toda a vida ser mais complicada e totalmente "insurpreendível".




Ah, o que esperar do resto da vida? Nem sei. Mas não vou me matar. Ainda acredito que eu e ela nos surpreendamos juntas.








Obs: a tira é assim mesmo, o "Débora" foi mera coincidência.

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Cansada, mais uma vez.

Uh, espírito adolescente aflorando novamente.
Não sei, parece bom. Eu me sinto mais viva. Mas as expectativas das pessoas quando é ciente que tenho 18 anos, na sociedade de hoje, é de eu ser e agir como uma "mulher". Uma "mulher" com conceitos bem definidos, de salto alto, maquiagem e me encontrando com outras mulheres para falar de homens e de como eles são ou não gostosos. E, claro, ir a boates e festas comuns.
Eu tento, eu tento ser uma "mulher". Ter os desejos fúteis e assuntos infrutíferos sobre o tempo. Me vestir "bem", conviver e "conversar" com outras mulheres assuntos "adultos". Mas uma hora, isso me enche. Me enche o saco metafórico de agir como se eu fosse super "descolada" e "madura".
Acho que preferia ser adolescente pelo resto da vida. Adolescente com espírito adolescente, e não essas CRIANÇAS de 14 anos que acham que são "demais" e que são "poderosas" e "adultas". Adolescente que pensa, que contesta e que está nem aí pro que os outros acham certo ou errado, só o que vale são os seus conceitos. Sem essa de tribo subversiva ou tribo dos CDF's. Ser subversiva e CDF, gostar de Punk Rock e achar legal um Reggae, me vestir de preto a hora que quiser, ou de rosa e verde-limão e estar pouco me fod**** que digam que não tenho personalidade.
É muito bom isso, é muito bom ter atitude. Depois que se cresce, a gente começa a omitir nossas opiniões e ter de ser positivista, olhar só pra um lado, ser preconceituosa e preocupada com o que os outros pensam de você. É um saco, isso.

Então, estou me sentindo com o espírito adolescente. Isso me dá um gás pra enfrentar as coisas, pois tudo é mais superável quando se tem um olhar amplo. Mas, a contraposto, o tempo está passando. Tenho menos tempo de vida pra consertar as burradas que eu fizer agora, com essa mente de 18 anos adolescente. Quanto mais tarde eu me tornar uma adulta esquecida de meus princípios e meu gás jovem, mais eu vou ser discriminada e mais irão rir de mim pelas costas.



Ah, e fiquei realmente mais empolgada a atualizar isso aqui ao saber que existem mais pessoas além de meus amigos (poucos amigos) que lêem esses posts nada a ver.
=)

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Tudo morno. Fim de semana começando tri cedo, sem aula na sexta =/

Odeio fim de semana. É tão bom você passar a semana ocupado com algo útil e, tendo boa vontade, interessante. Então, chega o sábado e vem a "xaropice" de não ter o que fazer e pior ainda, se tem o que fazer, não se tem companhia pra fazer. Tudo de interessante fica a quilômetros do meu bairro. Ai, chega a meia-noite, pronto, me conformo de ter passado mais um sábado em casa, vegetando e amargurando. Domingo, vida morta, mas pelo menos bate um ânimo em pensar que "amanhã" é dia de ir no centro e voltar à rotina diária de aula. Mas também me voltam os questionamentos sobre se o que eu estou fazendo é o certo.

Enquanto eu estava na fossa, nada me fazia sentir bem. Depois, com o tratamento, decidi carregar a vida e esquecer das decepções que ela me deu e que ainda vai me dar. Aí, agora, coloco-me diante de um dilema que decidi que não teria mais, que não valeria mais à pena ter.


O que fazer, quando se tem diante de si uma situação praticamente igual à uma que já te fez sofrer muito, que te fez tirar da cabeça esse assunto, mas que no fundo sempre vai estar lá? Gostar de alguém.

Vale à pena?

Vale à pena confiar um sentimento tão rico em bondade e fraternidade a alguém? Nem você mesmo tem capacidade suficiente de cuidar do amor de alguém.

Aí está a questão. Você saber que o ser humano é fraco, e ainda assim ter necessidade de confiar a ele sua empatia. Você saber que até você mesmo não tem responsabilidade de cuidar desses cristais tão delicado que são os bons sentimentos das pessoas, e ainda assim sentir vontade de que cuidem dos seus.

A vida é uma eterna corda-bamba. Até os 60 anos de idade, ela ainda nos reserva uma cama-elástica para nos reestabilizarmos. Vendo assim, até que a vida é boa, porque são tantos os empurrões que nos dão e enroscadas e tropeços que nós próprios levamos, que é uma honrosa benevolência termos a cama-eástica pra tomarmos impulso e começar denovo.

Mas, mais uma vez, constatamos o quão fraco é o ser humano. Ele não se arrisca a trocar de pernas quando vê que a outra pode ser mais resistente. Ele prefere continuar sentindo cãimbras na perna e remorso por não trocar, do que se arriscar no pulo para se afirmar na outra.

Às vezes, parece que só eu tenho essa audácia de trocar de perna na corda-bamba. E muitas vezes eu me ferro, mas ainda guardo a esperança de um dia acertar o impulso.

Vale à pena?

Resta você me dizer.



[Um amigo me disse que homens não entendem indiretas. Mas elas são tão mais belas. Pode se entendê-las ou não, é o risco que eu prefiro correr =)]





-> Estou com uma sutil intuição que o novo CD do Offspring me dará gás.


quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Meio abandonado.

Tenho concentrado minhas energias nas questões pessoais. Tenho muito tempo pra perder na minha vida com as futilidades que a ela são exigidas. Tive algumas idéias para escrever textos de algum "conteúdo", mas nessas ocasiões, eu estava longe do PC e sem paciência de escrever páginas e páginas em um caderno.
Ando me empenhando em expressar minha humilde, revoltada, e muitas vezes, contraditória opinião, nas comunidades do orkut restantes que ainda discutem algo produtivo.

Eu ia escrever sobre o Criança Esperança, o dilema de querer fazer algum bem, mas talvez ter de contribuir de alguma forma pra um, digamos assim, "canal de comunicação" inútil e hipócrita. Mas já evaporou da minha mente esse provável texto.

Sendo assim, até a próxima.





Bad Religion - Social Suicide

Right now
Well it's finally time to face my fears
Gunna get the hell out of here
And create a fresher atmosphere
But the consequences clear
There's a furnace set on high
And the yearning undefyed
But it's time to turn the tide
It's social suicide
Like you
Perserverence is a useless tool
Just a patron on a ship of fools
Feigning interest in the cast and crew
Why you've broken every single rule
There's a furnace set on high
And the yearning undefyed
But it's time to turn the tide
It's social suicide
Shadows entertain me I don't want it masses
Scholars explain their numb reactions
I don't even know if I can ever find truth
but I'm sure it won't come from following you
There's a furnace set on high
And the yearning undefyed
But it's time to turn the tide
It's social suicide

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Desabafo.

Bah, eu fico tão, mas tão de cara com as coisas, que eu nem consigo expor corretamente, com todos os mínimos detalhes podres, o que as pessoas fazem com a nossa inocência. Inocência no sentido de "ir atrás piamente do que os outros dizem". Cara, falavam mal de você, e eu acreditava no que diziam. Agora que eu tô fodida num canto, quem leva a fama de filha da puta sou eu. Como eu queria dizer isso às pessoas. Mas do que adianta, ninguém acreditaria em mim, ninguém me conhece, ninguém viveu e ouviu as coisas que aconteciam. Parece que estou dando uma de "pura". Até assumo que eu criticava, mas nem conhecia as pessoas. Alguns me diziam coisas e faziam a minha cabeça contra certos alguéns. Então, hoje em dia, esses alguns usam e abusam da dissimulação para convencer esses alguéns de que tudo era apenas um acidente.


Hoje, fuçando orkuts alheios, vi coisas que me deixaram profundamente nauseada. Se havia alguma chance de voltar a acreditar nas pessoas, ela se foi hoje.

Passeiuns 5 anos da minha vida praticamente numa gangue (intitulo hoje) que criava conceitos sobre as pessoas que não sei por onde tiraram, Mas eu acreditava e tinha a mesma arrogância. Agora, que cansei dessas máscaras, que resolvi ter a minha personalidade tentando ser o mais justa possível, me pego vendo recadinhos da minha antiga "gangue" para os seus "rivais": bah, não te adicionei porque não sabia que era tu.

HAUHAUAHUAHUAHUAHUAHUAHUAHUAHUAHUAHUAHUAHUAHUAHUAHUAHUAHUAHUAHAU...


E as pessoas acreditam, claro. Compreensível, eu também acreditava. Depois vem a explicação "a Débora é quem não gostava de ti", sendo que eu, muitas vezes nem conhecia as pessoas, só ia atrás. Um erro, mas agora aprendi a corrigi-lo.


Conselho: nunca sigam fielmente ideologias. Ninguém segue, ninguém se importa com isso, tudo o que rege o mundo são as circunstâncias e a capacidade que você tem de enrolar os outros.


Sem mais, meu estômago não aguenta mais declarações a respeito.