quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Uma nota:

Nossa, acabei de ver na TV que o Ratzinger decidiu "reabilitar" um Bispo que diz que não houve a morte de 6 milhões de judeus no Holocausto, e que nunca existiram câmaras de gás.
"Williamson (o tal bispo) já tinha dado declarações semelhantes em sermões no passado e também declarou que Deus não pretendeu que as mulheres vestissem calças ou estudassem na universidade, e que os ataques de 11 de setembro de 2001 foram na realidade frutos de uma conspiração do governo norte-americano."
Bom, isso não é nada vindo de quem acredita em um deus "bom" como esse aí.
Só pra complementar, vai o link de um vídeo que já vi em várias comunidades do orkut, e serve pra se refletir. Quer dizer, muitos vão ignorar (e ignoram) os fatos, mas eles estão aí!

http://www.youtube.com/watch?v=d-5OnxlzS40





Crimen Sollicitationis - Ska-P


Siervo de Dios...
Tocamientos, sacramentos, felaciones, juramentoste
enseño mi doctrina en forma de erección
Abuso de los niños, perversión y puro vicio
bajo mi sotana puedes encontrar a Dios
El confesionario es nuestro "tortuario"
Ay! Padre nuestro líbranos de él
En la sacristía hay mucha pederastia
Ay! Padre nuestro mas líbranos de él

CURAS, Violación, vejaciones a un menor
CURAS, ¡Qué más da! si nadie se va a enterar
CURAS, sin precaución tengo plena protección
CURAS, Meditad! ¿Quién me dio la inmunidad?
JUDAS, MI NOMBRE ES RATZINGER
JUDAS, SOY BENEDICTO XVI
JUDAS, YO LO FORMALICÉ
JUDAS, JUDAS, CERRANDO BOCAS
JUDAS, EN EL NOMBRE DE DIOS
JUDAS, FINANCIAREMOS SU PERDÓN
JUDAS, DÁNDOLE PRIORIDAD
JUDAS, A TAPAR ESCÁNDALOS

Miembros de la Curia, párrocos del sufrimiento
Crueles violaciones que al final se lleva el viento
Babosos violadores, carecéis de sentimientos
Los llantos de los niños que el pontífice ha encubierto

Oremos mis infantes por detrás y por delante
Todos desnuditos a los ojos del señor
Se encargan mis hermanos, los perros del Vaticanode
maquillar la mierda, que no llegue el mal olor
El confesionario es nuestro "tortuario"...


1 y 2, es tu religión,
3 y 4, tu alma ya está a salvo
5 y 6, silencio a lo que veis,
7 y 8, Lágrimas y Gozos
CRIMEN SOLLICITATIONIS
1 Y 2, que no te vea Dios,
3 y 4, malditos bastardos
5 y 6, cuidao con lo que hacéis,
7 y 8 ¡Lágrimas y Gozos!
1 Y 2, que no te vea Dios,
3 y 4, malditos bastardos
5 y 6, cuidao con lo que hacéis,
¡Basta de tiranos
!¡¡¡ODIO AL VATICANO!!!

sábado, 24 de janeiro de 2009

Ape shall not murder.



Será que somos mais evoluídos que os macacos?


Não tenho conhecimento profundo do assunto, até porque esse blog é absolutamente informal, então, não vou trazer aqui evidências científicas, comprovações laboratoriais ou informações retiradas de livros. Meus textos, na maioria das vezes, são baseados no empirismo e em alguma coisa (muito pouca coisa) que aprendo na universidade. Uso meu blog pra expor minha opinião, minha visão e minhas idéias sobre determinados assuntos, ou até mesmo sobre a vida, a minha vida.


Então, esses dias eu estava vendo na Tv, não lembro a situação, programa, só lembro que eram um grupo de 3 ou 4 macacos que aparentavam estar em profundo momento de carinho (sem apelo pejorativo), e fiquei pensando: será que estamos certos quando intitulamos atitudes louváveis que costumam acontecer com pouca frequencia entre os seres humanos de "humanas"?


Compreende? Quando prestamos solidariedade [apenas em casos de extrema necessidade], quando damos um abraço, dizemos "obrigado" e pedimos desculpas, dizem que isso é ser "humano", são atitudes "humanas". Por quê? Por que, já que essas atitudes são tão raras entre os humanos [e isso é fato, porque cada vez que alguém ouve um "obrigado", fica de boca aberta], dizer que "temos de ser mais 'humanos' para o mundo tomar jeito"? Por que temos de definir tudo o que é justo e bom, como sendo atitudes "humanas"? [hmm, mas também pode ter relação com Humanismo, mas vou fingir, e espero que o leitor também finja, que essa relação não existe com tais termos]

Até cristãos, que colocam "Deus" acima de tudo e detentor de toda a bondade e justiça, também usam as frases "você tem de ser mais 'humano", quando se referem a atitudes generosas e amáveis. Não seria "você tem de ser mais 'divino"? Bom, deixa esse lado pra lá.

Vivemos em guerras, em níveis do microcósmico até o macrocósmico, vivemos distinguindo, avaliando, ignorando outras pessoas, vivemos cheios de orgulho, só praticamos a solidariedade quando surge alguma situação de comoção ampla, alguma tragédia.


Não costumamos dar um abraço a quem estimamos todos os dias, qualquer um que estimamos. Não costumamos agradecer uma atitude sensata para conosco, muito menos praticar atitudes sensatas para com os demais. Não costumamos catar os parasitas da cabeça ou da vida das pessoas do nosso lado. Não costumamos nos divertir sem dar uma olhada de canto, pra conferir se o do lado está se divertindo menos que nós.

Por que me vem falar de ter atitudes "humanas"? Se eu fosse ter atitudes "humanas", eu certamente estaria lá fora com uma pistola automática na mão, atirando em qualquer um que não respondesse minhas perguntas da forma que eu quero que me respondam, estaria no front, numa guerra de fúteis gostos, numa guerra de fúteis escolhas.


Mas não, eu tento, cada vez mais, ter atitudes primatas. Tento cada vez mais, ou o mais possível nesse mundo por demais humano, abraçar pessoas queridas, sem esperar um "obrigado", mas fazer questão de agradecer cada demonstração de afeto e preocupação que se tem a mim. Tento cada vez mais me preocupar com o bem-estar das pessoas estimadas, catar seus piolhos. E tento pular cada vez mais alto no meu cipó, sem me preocupar obcessivamente em que o meu colega ao lado não pule mais alto que eu.


Talvez a solução do mundo esteja nas atitudes de espécies do Reino Animal consideradas menos "racionais", animais "irracionais" não pensam, não pensam nas besteiras e futilidades que os humanos pensam. Não estão preocupados em pisotear o companheiro de espécie por puro prazer, não estão preocupados com as escolhas dos outros e muito menos odeiam por odiar. Estão apenas vivendo.



[Não pensem que eu considere os macacos, animais livres de qualquer defeito, obviamente que não, mas como eles são tão usados em "piadas", em comentários irônicos, ou até em discriminação humana, é um bom exemplo a se pensar sobre o fato de que não somos tão melhores, ou somos até piores, que qualquer ser vivo, inclusive os "primatas"] - [hmm, e acho que esse post poderia ficar mais completo... mas, xápralá]







segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Cai o teto de Igreja Renascer em São Paulo.

Deus deve ter dado uma engordada.
Pois bem. Mortes não são motivos de piadas, uma fatalidade que dói para quem permanece aqui, os familiares que terão de suportar a vida sem algumas das pessoas queridas à sua volta. Mas para os que crêem em Deus, não deve ser tão dificil e choroso assim, afinal, as pessoas queridas não estão mais nesse mundo perigoso, criminoso e triste, estão agora ao lado do Todo-Poderoso, desfrutando de uma pós-vida digna, que fazem valer o dízimo pago "religiosamente" durante essa passagem Terrena.
Eu não tenho pena e nem choro por isso. Todos nós estamos sujeitos à fatalidades como essa, ou piores. Todos nós passamos por dores da perda, todos nós morremos um dia. Eu posso morrer no próximo segundo, e as pessoas que vão sentir minha falta sofrerão muito. Minha mãe pode morrer daqui a pouco, e eu vou sofrer, vou sentir muita falta, e pior, não terei nada ao que me apegar de que um dia eu torne a vê-la, a conversar com ela e a me confortar com o colo dela. Nada.
Creio que, ao menos para os meus sentimentos em relação ao assunto, mortes causadas por atitudes previsíveis e humanas são atrocidades que todos nós devemos sentir, temer e lamentar, porque não depende da podridão de um teto para que acontece conosco. Depende só de alguém com o poder de destruir, e que discorde de alguma atitude nossa.
Devo aqui ser sensata e afirmar que essas mortes não foram de causa religiosa e condenavel, como as centenas de mortes que ocorrem a cada instante na Faixa de Gaza. Quer dizer, isso é relativo. Quem sabe o pastor da igreja tivesse sido informado de algum disturbio estrutural do prédio e ter deixado a segurança dos fiéis nas "mãos de Deus". Talvez eles tirem alguma boa lição dessa fatalidade.
A morte não é um motivo para se fazer piadas. Não é de cunho humoristico este texto. Só que, provavelmente, esse acontecimento ficará no plano de notícia comum, vai ficar tudo no "que Deus os tenha", e nada é especulado sobre como as notícias são informadas às pessoas. Não é justo usarmos uma fatalidade para explanar sobre religião, mas também não é justo recebermos tais noticias com qualqueer vestígio de consolo cristão.
Sei lá, não quero ofender, atacar, nem machucar ninguém, só creio que todos nós temos o direito de pensar as coisas no ângulo e ponto de vista que nos é pertinente.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

"You were just a waste of sperm"

"You were just a waste of sperm"
Essa é a primeira frase que me vem à cabeça quando vejo algum ignorante (em todos os sentidos da palavra) dando uma de bom, em algum aspecto que por si só já é desprezivel. Principalmente quando é na internet. Mas eu já nem me "enraiveço" mais (em alguns casos, sim), quando me deparo com alguma mané mal educado e sem um vocabulário mais robusto que "vai se 'fudê', seu pau no c*, filho da p***", e a frase mais dita virtualmente por esses grotescos: "me procura ao vivo 'pa nóis vê' quem é o bom".
Ai ai...
Tem momentos que nem dá mais pra tentar colocar algum vestígio de capacidade verbal nas criaturas, e aí me vem o "you were just a waste of sperm", do Slayer, banda que eu nem conheço, não gosto, mas essa frase define tão bem grande parte da população mundial. E nem digo no sentido "descontrole populacional", que tenho a mais absoluta certeza que aquelas crianças que tem uns 25 irmãos na África, se tivesse o nível de instrução que uma "criatura", como as que estou descrevendo, teve acesso, teria muito mais utilidade na vida social da humanidade. Mas, grande parte da população se torna um desperdício de esperma quando não sabem argumentar com idéias sensatas, não conseguem distinguir uma "discussão" de uma luta-libre na rua.
Eu ainda não compreendo se essas pessoas realmente são sem noção, e partem pro "me procura na rua 'pa tu vê" por puro desvio mental, ou se lá no fundo elas têm consciência que se foram abrir a "boca" para tentar um diálogo, vão acabar falhando mesmo, e tendo que apelar pro "porrada resolve", então se torna uma questão de antecipar a derrota.
Lamento ter de usar o termo "derrota", até porque quando ele é usado contra mim ante a discussões, argumento que em um diálogo, se propõe uma construção de conhecimento, e não uma luta entre eles, mas, tem casos... tem casos que é inevitável usar este termo. Admito, não sei se é minha raiva e aversão ante a esse tipo de pessoa que me faz empregar esse termo, mas, pense comigo: se uma pessoa que coloca as coisas sempre nesse nível, no "te pego na hora da saída", acaba se tornando inevitavelmente um derrotado. E o pior, um derrotado antes de tentar, um derrotado intelectual, e derrotado perante à sociedade. Porque as pessoas não dão ouvidos a quem pensa em resolver tudo na agressão física.
A parte "racional" da sociedade condena ataques terroristas e guerras, e as pessoas que podem fazer alguma coisa lógica e efetiva, são aquelas que sabem dialogar, se não, todos nós nos mataremos diante de uma adversidade.
"Maybe it's too late for an intellectual debate". É outra frase que lembro nessas ocasiões. Mas, se já é tarde para o diálogo, é tarde para salvar o mundo, salvar a humanidade e todo o resto que não é só resto, é o mundo. Uma bomba atômica não destrói só seres humanos. Nem as coitadas bactérias têm chances de sobreviver diante o poder da brutalidade que a não-aceitação pode causar a tudo.
Eu penso às vezes, se as pessoas não conseguem ser tolerantes, não conseguem respeitar as diferenças, as concepções dos outros (muitas não conseguem aceitar o evidente, mas se me aprofundasse nessa vertente, acabaria me tornando tambem intolerante ante a algumas decisões humanas), se as pessoas não conseguem deixar de se acharem mais, de menosprezarem cada pedacinho do outro, o que nos resta?
Não sei, tem coisas que são difíceis de expressar verbalmente, mas meu medo se transforma em raiva, certas vezes, e minha raiva acaba me tornando como esses ignorantes, que catam qualquer motivo banal para humilhar os outros.
Quem sabe esse texto seja uma tranparência desses momentos em que torno intolerante e repugnante com as pessoas e as atitudes que condeno. "Quem sabe", não. Esse é um texto que tento expressar a inferioridade de pessoas que sinto aversão, mas também pode ser levado como uma tentativa de tornar algumas pessoas mais humanas do que elas acham que são.