sexta-feira, 13 de novembro de 2009
ERRATA EM "BANHO DE HIPOCRISIA":
Parágrafo 4
Linhas 37 a 39
"Então, um rapaz do meu lado, , cinco minutos depois de eu ter aerbto a janela, foi lá e fechou".
Na verdade, eu fechei a janela e ele abriu, o que é lógio no contexto do texto, mas não deixa de ser um erro cabuloso que pode ser pego para "terríveis" distorções sobre meu ponto de vista.
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Solidão e silêncio não são crimes.
Todo mundo já quis ficar quieto um dia, todo mundo já sentiu raiva de alguém na vida. Todo mundo odeia alguém. Por que todo esse alvoroço quando a gente expressa uma dessas vontades, ou age de acordo com essas vontades? Todo mundo fica abismado e fofocando quando vêem alguém fazendo coisas que todo mundo queria fazer, mas não faz; não faz talvez para justamente poder falar mal de quem faz. “Não é educado”. Claro, o que é educado é você fazer o que não quer ou deixar de fazer ou dizer o que quer para não “colocar em discussão a opinião do outro”.
Nós deixamos de fazer coisas que a nossa vontade pede para cedermos à conveniência da sociedade. Aqui não estou discutindo situações que coloquem em risco a vida ou o bem estar físico e social das pessoas, mas sim reações cotidianas que são apontadas e criticadas se você as tem em público. Querer ficar calada em um happy-hour, querer ficar sozinha no fim de semana, sentir raiva de alguma situação que vai contra as suas vontades (meramente sentir raiva e admiti-la verbalmente ou em expressões faciais, e não sacar uma arma e explodir os miolos de qualquer um que diga que é verde o que você diz que é vermelho), discutir verbalmente em público.
O que tem de obsceno em chorar? As pessoas são excessivamente pudicas com as ações mais humanas que alguém pode ter. Sentimentos, opiniões, vontades, são os mecanismos mais humanóides que alguém pode ter, mas expressá-las é considerado algo fora dos padrões. Muitos não se constrangem com filmes de sexo explícito, mas são profundamente críticos e seletivamente educados quando se trata de presenciar alguém chateado ou discutindo questões sentimentais.
Julgar o outro é um grande erro, mas muitas vezes é um erro inevitável. Mas qual é a “moral” de julgar o outro sem que o parâmetro seja você mesmo? Quando você for julgar alguém, alguma atitude ou reação, tome como base você mesmo, mas sem hipocrisia, que você vai perceber que ao menos uma vezinha queria ter tido aquela reação ou tomado aquela atitude, aí sim você vai ter a reação correta quando ouvir alguém falar que quer ficar quieto, sozinho.
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Era só uma postagem sem conteúdo... bom, de certa forma continua sendo!
Novidades? É, novidades!
Não sei porque parei um tempo de escrever, talvez porque eu perceba de vez enquando que por mais que a gente tente se informar, tente ser justo, ter opiniões estruturadas, nunca vamos ter nada disso, de fato.
Eu ando muito revoltada com a imprensa Global brasileira. Eu chego a soltar uma gargalhada a cada manchete do "Jornal da Globo", não tem um único dia em que não se fale nada pejorativamente se referindo ao presidente da Venezuela. Então, eu adoro apoiar tudo o que a Globo odeia, e passei a refletir profundamente sobre tudo o que é dito nos tele-jornais; acabei por concluir que a imprensa de massa faz questão de criar uma imagem abominável de Huga Chávez pra proteger seu mercado, pra proteger seu sistema capitalista e proteger a mente do povão de novas visões sobre o mundo.
Uma vez, em uma comunidade no Orkut, um sujeito declarou algo como "fiquei preocupado, sinto medo de você", depois de eu dizer que, para superar uma cadeia tão bem estruturada e mentalizada como o sistema capitalista se tornou, onde o consumo manipula até seus mais íntimos pensamentos, talvez fosse necessário algumas medidas radicais, como o tal fechamento de uma emissora pelo governo. A intenção do sujeito era que fosse deduzido que eu sou a favor da ditatura. Só que ele, assim como outros, não percebem que, de um jeito ou de outro, vivemos em uma ditadura. Você não vai preso ou apanha no pau-de-arara se for se comportar diferentemente do padrão, mas é excluído de relações sociais e psicológicamente afetado, sutil mas mortalmente afetado pela homogeinização.
Não vou fugir da resposta, eu não sou a favor da ditadura ou contra a liberdade de expressão, mas o que é ditadura e liberdade de expressão? Eu vejo intelectuais influentes enxerem a boca para falar de facismo, ditadura e Hugo Chávez, mas o que eles chamam de facismo e ditadura não é a situação, mas sim as pessoas que querem desacreditar. Liberdade de expressão é uma farsa! Ela só existe quando não interfere nos interesses soberanos. De que adianta eu fazer um protesto, se vou presa depois, como os manifestantes que fizeram protestos na frente da casa da governadora do Rio Grande do Sul a alguns meses atrás? De que adianta eu ter um blog pra expressar minha opinião, se os fodões possuem mecanismos muito mais eficientes e abrangentes de persuasão.
Não quero trazer respostas, mas quero questionar o que está imposto a nós como "liberdade" e "democracia".
Ao mesmo tempo, não posso afirmar eficientemente quais são as intenções do presidente da Venezuela, se ele é bom ou mal; algumas frases que escrevi no celular:
"Aqui no Brasil, a impensa gosta muito de colocar o Chávez no papel de lunático, e muitos críticos que tem espaço na imprensa de massa, usam o termo 'facista' para se referirem ao Chávez. Tenho lido sobre facismo, o que é dificil porque nunca se encontra um texto imparcial, que apenas descreva o facismo sem alusões ou ironias, já que é um tema polêmico e estigmatizado apenas pelo que causou, e não pelo que foi causado.
Acredito que para criticar ou julgar algo com coerência precisamos conhecer os fatos sob todos os pontos de vista. Analisando individualmente o caso da Venezuela, pode-se encontrar alguns poucos traços do facismo, mas outros fatores determinantes para ter como consequencia todo terror do nazismo, por exempo, só o Chávez sabe mesmo sua real ideologia. Mas, ao considerar tod o esse entulho de ideologias capitalistas enterrando todos desenfreadamente, só uma política radical (e 'radical' aqui sem significar o que é usual para definir 'radicalismo') pode combater o consumismo e todo o complexo que envolve. Acredito ser um absurdo tanto quanto o facismo taxar alguém ou alguma ideologia sem considerar todos os pontos de vista."
Ou seja, nunca vamos saber o que se passa na cabeça do presidente da Venezuela, mas nem por isso precisamos engolir tudo o que a imprensa de massa conclui sobre sua política ou sua personalidade.
"Quanto mais a imprensa de massa ironiza o Chavez, mais eu me simpatizo com o presidente da Venezuela. Agora eles noticiaram um documentário sobre Chávez que aparentemente relata o lado que a imprensa de massa não divulga, e trataram logo de listar os supostos defeitos do documentário e do cineasta responsável. Ora, ninguém critica as centenas de filmes que idolatram ianques combatentes de guerras no Vietnã, Afeganistão e MUITAS outras. Adoram o carisma de Obama, as olhadelas de Sarkozy para bundas alheias, só o que eles não gostam é de seriedade e pensamentos e ideologias diferentes".
Bom, na verdade, tudo isso é para explicar porque não tenho escrito textos ultimamente, porque a gente nunca vai saber o que é verdade e mentira, nem mesmo nos nossos próprios pensamentos e ideais.
Minhas novidades no âmbito pessoal são que consegui uma humilde (bem humilde) bolsa na FURG pra trabalhar com a profª Vânia Chigar, de Didática, em projetos de ensino e extensão, e espero que contribua mais no meu intelecto do que vai contribuir na poupança (o que não é dificil, hehehe). E agora a pouco participei de uma "entrevista" pra trabalhar em um posto de informações turísticas praticamente do lado da minha casa, mas eu respondi que o Museu Oceanográfico ficava na Av. Perimetral, então não sei se me dei bem.
A vida sem internet não está pior do que era com internet, só não tenho outro lazer em casa do que ver o jornal e criticá-lo mentalmente. Agora tem parabólica em casa (êêê vou me bitolar na MTV e virar emo!), mas a qualidade dos programas às vezes é pior que os da Globo (ou réplicas dos da Globo, ou falam dos da Globo... viva a Globo formando opinioes!). Pelo menos tenho estudado mais, só que às vezes a gente não quer estudar, um diazinho só!
Praticamente morri virtualmente; fico séculos sem entrar no orkut, e quando entro não tem nenhum contato que se lembre que eu ainda sou um ser humano vivo. Aliás, volto a me decepcionar com a minha própria ilusão: amigos... isso no ecziste. Na verdade, existem, mas eu ainda não os encontrei (há exceções, mas que contam-se em uma mão e sobram dedos).
Então, sigo levando a vida na esportiva, dando uns chutes nas paredes, de vez enquando, pra extravasar o grande engano que é viver.
Mas não se engane, isso não é pessimismo! Eu só tento conviver com a "revelação" de que a vida é uma farsa, mas estamos nela para nos enganar. Eu sinceramente preferia que "deus" me fosse revelado em epifania. Já que não, vou me adaptando a me contentar com o que minha capacidade mental absorveu!
Abraços!
sábado, 19 de setembro de 2009
Celso
- Agora que eu tô sem internet e sem tempo pra dar àtenção aos blogs interessantes, as pessoas descobriram o meu blog!Obrigada pelas visitas, e desculpem por não dar a devida atenção aos fiéis donos das paciências que lêem estes textos! -
“O nome do meu irmão é Celso!Você já parou pra reparar na tonalidade dos nomes das pessoas? Um dia, quando um professor estava fazendo a chamada em aula, ele chamou meu nome, eu respondi normalmente, mas quando ele chamou outra Débora da minha turma, eu percebi que eu me chamava Débora! É, eu sei que parece doido. Mas no caso do meu irmão é mais estranho ainda, porque eu me acostumei desde pequena a chamar ele pelo nome de Luis, e ver as outras pessoas chamando ele de Celso, soa como um estranho pra mim. Até que, hoje no ônibus, voltando pra casa, me fascinei com esse nome.Ora, "Celso" também é o nome do meu pai, só que ele se chama "Selso". É outra coisa que parece que só eu consigo perceber: a diferença de entonação entre dizer "Celso" e "Selso". Assim como distinguir palavras com "L" ou "U", "M" ou "N" só pelo tom da pronúncia. Para mim, os nomes do meu pai e do meu irmão são diferentes: um é "Celso" e o outro é "Selso". Mas parece um nome tão diferente aos meus ouvidos. Quando eu escuto alguém pronunciar o nome "Celso", nem parece que eu tenho dois C(S)elsos constantemente na minha vida.Nome do namorado, da mãe; as pessoas tão próximas e presentes na nossa vida, parece que a gente esquece o nome delas, mas deve ser o contrário: de tão enraizadas que estão no nosso dia-a-dia, a gente absorve o nome e nem se liga que o nome das pessoas é algo que tem peso na definição de quem elas são. Não estou dizendo que todas as Déboras e Celsos são iguais, mas a nossa identificação perante um grupo de pessoas (sociedade) é singular, mesmo que existam vários homônimos por aí, porque mesmo quando chamam "Débora" e não é você, você reconhece que chamaram o seu nome.Faz um tempo que eu, de vez enquando, me pego apreciando a beleza e detalhes dos nomes, e é uma atividade muito agradável. Experimente a cada nome que você tiver de falar, ou passar pelas suas vistas, separar cada sílaba, mesmo que apenas mentalmente, e sentir como ela sai da sua boca, como ela é entoada por suas cordas vocais. É o máximo!Cel-so, Sel-so, Dé-bo-ra, An-tô-nia, Bru-no, Char-le-ne, Ca-mi-la, Ro-dri-go, Mô-ni-ca, Mar-ce-lo, Ju-lia...Claro, têm alguns mais bonitos que os outros: veja só como Dé-bo-ra é um nome forte, carregado de personalidade. Hehehehehe... Não, não, sem apelos "místicos".
Observe as coisas mais comuns da vida, e analise o quanto cada uma tem sua beleza. Eu comecei pelos nomes, não sei se a dureza da vida real permitirá que eu permaneça com esse hábito. Mas é uma boa terapia, mesmo que pra fugir da tensão de cada dia ao menos em um momento de reflexão enquanto se faz uma viagem de quarenta minutos de volta pra casa.Mas se for dirigir, não filosofe”.
14 de setembro de 2009. 00h40min.
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Michael Jackson e o Italiano
Um turista italiano estava com a filha e a esposa em uma piscina coletiva de um hotel em uma praia do nordeste brasileiro, quando dois cidadãos se revoltaram com o afeto explícito entre a família. O pai, notavelmente aproveitando suas férias com a família, se diverte no calor e na água com sua filha e lhe dá um beijo.
Entre muitos hóspedes que estavam ali, entre muitos empregados e segurança que ali estavam, apenas estes dois cidadãos sentiram-se atacados em sua moral e relatam abuso sexual por parte do pai italiano [provavelmente esses dois cidadãos nunca tiveram afeto da família e, ou realmente se surpreenderam com uma atitude de carinho como um selinho, ou sentiram inveja e rancor da família feliz e decidiram se vingar].
A defesa do italiano foi absolutamente óbvia: se tal pai tivesse a intenção de molestar sua filha, não o faria em um local público cercado de pessoas, além da alegação de que na Itália esse ato de carinho é extremamente comum [convenhamos, aqui também vêm se tornando; zilhões de celebridades fúteis vivem se dando beijinhos, e até mesmo eu dou uns amassos na minha mãe de vez enquando].
Será que o crime não está do lado oposto? Hoje temos a convicção de que turistas estrangeiros vêm ao Brasil para aliciar mulheres e jovens para programas sexuais. Por ser um italiano, dando um beijo em uma criança, a mente preconceituosa de alguns brasileiros não interpretaram como um atentado sexual apenas por essa generalização?
Isso não é xenofobia?
Bom, não quero defender a parte de ninguém aqui, cada um conclui o que quiser dos fatos, mas não vi em nenhuma parte da imprensa esta hipótese de xenofobia, mas se fosse um brasileiro em outro país seria “oh, que preconceito”, como foi com aquela mulher “com transtornos mentais” que se mutilou e jogou pelos quatro cantos do mundo um ataque xenófobo na Suécia, quando na verdade... bom, mais uma vez, tirem suas conclusões.
Coitado do Michael Jackson! O carnaval que estão fazendo em cima do cadáver congelado há setenta dias dele, é uma piada vergonhosamente humana. Esse passou a vida toda sendo condenado por cada passo que dava, passou a infância apanhando do pai, e a família está a setenta dias chorando, e arrumou lágrimas para mais uma cerimônia sensacionalista.
Os noticiários agora largam a manchete “o astro que foi vítima de homicídio”. O povo tem que arrumar um culpado pra tudo, e a família tem que arranjar alguém pra responsabilizar e conseguir uns trocados, quem sabe. Eu vi entrevistas, destas que jorraram na TV esses dois últimos meses, em que o Michael Jackson assumia que estava viciado em anestésicos e analgésicos. Se o coitado do médico recebe uma ordem do “rei do pop” para acalmar sua vontade de dormir, o médico é quem leva a culpa?
Como está acabando a folha de papel, e eu daria muitas voltas e faria muitos comentários a cerca do meu ponto de vista, para no fim das contas você tirar sua própria conclusão mesmo, termino por aqui!
04 de setembro de 2009/ 17h32minh
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Banho de Hipocrisia
Gripe A, gripe suína, Influenza A. Gripe, vírus, doença respiratória. Mas que inferno! Hoje as pessoas decidiram lavar as mãos, usar álcool gel... resolveram tomar atitudes que deveriam ser automáticas de higiene e educação. Tudo por causa de uma gripe que mata menos que a gripe do ano passado, tudo por causa de um vírus simples como tanto milhares de outros que vivem no meio de nós há tantos séculos. Agora as pessoas descobriram que existem coisas que não podemos enxergar, e não é um deus: são vírus e bactérias.
Minha mãe me emprestou álcool gel para eu levar esses dias que fui ao centro: “usa quando descer do ônibus!”. Mas eu toquei nos ferros do ônibus, me sentei no banco, e quase que involuntariamente toco em outras partes do ônibus, e coço os olhos (tenho uma maldita alergia). Ora, pra pegar o álcool na minha bolsa, eu toco-a, toco em mais um monte de coisas que levo antes de encontrar o frasco, então limpo as mãos com o álcool, torno a tocar na bolsa e nas coisas que toquei antes, que estão infectadas com vírus, outros vírus. Então, me “contamino” de novo.
Estava eu mais uma vez no ônibus, dessa vez lotado, eu estava em pé, no frio que faz aqui no Rio Grande. Janelas escancaradas, absolutamente todas, percebi. Inutilmente, fechei as duas janelas diretamente a minha frente; inutilmente, porque a ventania vinha de todas as janelas abertas. Ora, eu tenho rinite, tive sinusite há poucas semanas, depois eu pego um vento “encanado” no ônibus, saio cheia de dor de cabeça, nariz escorrendo, e fico achando que peguei gripe suína [isso, deve acontecer com muitas dessas pessoas que, desesperadas com algo que sempre existiu, pegam frio, adoecem e se fo***]. Então, um rapaz do meu lado, cinco minutos depois de eu ter aberto a janela, foi lá e fechou. O que eu podia fazer? Aquele involuntário gesto negativo com a cabeça, pensando comigo mesma coisas abomináveis sobre o indivíduo.
O vírus não “avoa”, meu caro colega de coletivo! A “orientação” de manter o ambiente arejado é simplesmente porque o vírus sobrevive mais tempo em ambientes fechados e quentes. Aliás, isso era o que dizia no cartaz do ônibus, o que acho muito estranho, porque as aulas foram adiadas nas escolas com a informação, pela imprensa, de que o vírus ficava mais resistente no frio. Mas bem, vamos considerar a informação do ônibus, porque eu estava em um ônibus. O que o cara estava pensando? Que abrindo a janela uma possível partícula de vírus que saísse de um coitado fosse “avuá” pra rua, ao invés de ir parar no seu nariz? Não! O vírus ia cair onde quer que deva, e se a anta tivesse contato com a superfície, e ainda teria de tocar em suas mucosas, ele pegaria gripe de qualquer forma!
Há tanto tempo vivemos com vírus e bactérias à nossa volta, cheias de pensamentos malévolos, doidas para se hospedarem em nosso organismo e nos debilitar. Mas a muitos, muitos séculos vivemos com a orientação de higienização para evitarmos o máximo possível de pegar alguma doença causada por vírus e bactérias. Na hora de trepar com qualquer um (a), esquecem de usar preservativo, e aí lá vai o vírus da AIDS com o sorriso escancarado e pensando “bem feito, sua besta, continua passando álcool gel nas mãos, com medo do meu colega H1N1, que ele só vai te dar uma gripezinha. Eu sim é que vou te fo***, vou debilitar suas defesas e afetar sua imunidade, aí, juntos, eu e o H1N1, vamos te matar!”.
Tanta gente morre todos os dias com doenças causadas pelas mais diversas bactérias e vírus, só porque não lavaram as mãos antes de comer, ou sentou num sanitário público, e agora todo o povão quer dar lição de moral abrindo janelas nos ônibus com frio a menos de 10ºC, esgotando os estoques de álcool gel nas farmácias. Vão é lavar a mão depois de mijar! Vão é lavar a mãos antes das refeições, depois de mexer com dinheiro. Vão é parar de beijar qualquer um nas festas, parar de passar a mão em qualquer porcaria que aparece pela frente! E me deixem fechar a janela do ônibus, porque quem vai passar semanas de molho com a cara carregada de ranho por causa de rinite e sinusite sou eu!
Meu pai disse dia desses: um dia, daí a muitos anos, vão ser listadas as “piadas do século”, e será dito “houve uma época em que o sensacionalismo agravou a atuação de um vírus da gripe, e as pessoas foram induzidas a comprar tubos e tubos de álcool gel, a escancarar as janelas no inverno tenebroso. As fábricas de álcool gel expandiram-se assombrosamente, e, além do laboratório que tem a patente exclusiva do medicamento que diziam combater a tal gripe, vários laboratórios e médicos lucraram uma ignorância com consultas desesperadas, e receitando medicamentos para combater rinite, sinusite, bronquite, e todas as doenças e infecções que são geradas com frio intenso. E as pessoas levianas, fracas de cabeça, caíram nessa grande história bem elaborada”.
Ele disse isso para provocar minha madrasta, que é meio obcecada com doença e segurança, e passa álcool gel nas mãos de cinco em cinco minutos. E claro que ele foi uma pitada irônico e exagerado propositalmente, mas pensando bem, ele pode até estar com toda a razão, e a história até pode ser mais macabra do que a criatividade dele em provocar minha madrasta.
Até o ano passado, todo esse povo que está “consciente” [“consciente” MUITO entre aspas] agora, viajavam no inverno com ônibus lotado e janelas hermeticamente fechadas por causa do frio. As janelas ficavam embaçadas de respiração contida, e nesse caso, poucas eram as pessoas que queriam abrir a janela pra respirar melhor. Até o ano passado, convivíamos com vírus e bactérias da mesma maneira, e o álcool gel quase não tinha saída nas farmácias.
Teorias conspiratórias à parte, higiene e educação são algo que todos devemos ter, mesmo sem nenhuma ameaça viral veiculada pelos meios de comunicação. E a ventilação do ambiente sempre foi importante para a circulação do ar, mas não que seja necessário morrer de frio para essa precaução.
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Diários de Motocicleta.
Eu me reconheci na figura de Ernesto Guevara, ao menos o ponto de vista que transparece no filme. Essa coisa de ser honesto demais, de perceber as injustiças e as podridões em que vivemos sem olhar para o próximo. Mas a diferença é que ele encontrou um caminho para lutar e um ideal para seguir. As ultimas cenas do filme em que ele diz para o amigo que aquela viajem deu muitas coisas para ele pensar, não é querer julgar os que não são assim, mas teve repercussão toda a realidade que ele presenciou.
Ele não procurou nada, mas encontrou. Ele não saiu por aí procurando uma missão, mas encontrou. Na verdade, pode-se dizer que ele vivia a vida como ela aparecia para ele, até que ela se mostrou de uma maneira que deveria ser modificada. Eu gostaria de saber quais foram seus pensamentos iniciais, naquele momento em que ele percebeu a realidade; como ele organizou seus pensamentos para lutar pelo que lutou e para se transformar no revolucionário que se transformou. Hoje, seus “seguidores” podem não ser tão bem intencionados assim, alguns inimigos podem ter deturpado seus ideais, seu rosto hoje é estampado em tudo que se pode imaginar e poucos destes que usam sua imagem sabem o que ela significa.
Não quero ser revolucionária, apesar de considerar essa idéia e simpatizar muito com os ideais socialistas, comunistas, ou como quiserem taxar. A vida exposta no filme me fez querer encontrar meu caminho, apenas. Queria ter uma aula com Ernesto de como encontrar seu caminho, e não uma aula de “como fazer uma revolução”.
Concluo que devo evitar assistir qualquer tipo de filme. Fico muito sensibilizada. Até quando são aquelas porcarias de romancinhos adolescentes enjoados, tudo me dá muito o que pensar, e já tenho coisas reais demais para pensar. Aquele pensamento de “como eu queria que fosse assim”. Que merda! Não é assim, e tem coisas que nunca vão ser assim! Por que criar uma história que vai fazer todo mundo ficar injuriado com a vida que tem?
Mas voltando a “Diários de Motocicleta”, esse filme não me remeteu ao rancor dessa vida que não é como deveria ser. Fez-me pensar que é possível. É possível mudar, é possível criar; é possível construir a vida sem atropelar seus princípios. Mas, como não quero ser líder revolucionaria, queria apenas saber como aqueles dois amigos se estruturaram para criar cada um, caminhos tão diferentes na vida, tendo os mesmos princípios. Entender como se descobre que se quer e se precisa ser um revolucionário ou um médico com uma família, tendo o mesmo senso de justiça e pensamentos que vão de encontro com a realidade da sociedade.
É, mais uma vez, não consegui ser clara com as minhas questões. Viu só? Conseguir ser clara com seus questionamentos! Compreende? Não, não culpo quem não entendeu, na verdade, é isso que gostaria de aprender com aqueles dois amigos.
sábado, 1 de agosto de 2009
Postagem pessoal (?)
Como se adaptar com as mudanças? Eu não tinha esse problema quando tinha 4, 6, 9, até 14 anos, por que agora? Olhando registros de diversas fases da minha vida, percebo que fui mais gordinha, mais magrinha, mais loirinha, mais dentuça, bem mais bonitinha, mas também já estive mais feia, e por que hoje, aos 20 anos, tenho tanta dificuldade em aceitar as mudanças?
Já tive coleguinhas de infância, amiga de infância, já cheguei a nem e preocupar tanto com amizades. Já mudei de bairro, meus pais já se separaram, já tive boas amigas, que foram boas companhias. Tive uma casa de madeira, pequena e muito ajeitadinha. Hoje moro numa casa de alvenaria, um pouco maior, com móveis mais novos que os de antigamente, mas ela está, ou parece, sempre vazia.
Eu, quando tento assimilar tudo o que se passa comigo e em mim, me sinto ao mesmo tempo lotada e vazia. Lotada, porque tenho coisas, compromissos, sensações e decisões para assimilar, e vazia por não conseguir assimila-los.
Por vezes, me sinto sozinha, sem amigos. Meus amigos todos mudaram, se mudaram, se transformaram. Não parecem ter tido s mesmos problemas que eu para passar de fase, e fico feliz por eles. Mas acabei ficando sem eles, e também não sei se a companhia deles hoje me faria tão bem quanto já fez. Mas hoje, vendo fotos, me pergunto: por que não se consolar em ter tido amigos, que fizeram bem no tempo em que foram meus amigos? Por que insisto em me prender a rancores ou a questões como “por que não é mais assim”? Sabe, me irrita essa trava de achar que não sou capaz de construir alguma coisa a partir de hoje. “Construir amizades não é tão difícil”, se pensa quando percebo quantos amigos já passara, e já se foram, e vieram outros, em cada ano de minha vida.
A questão, é que quanto mais a gente cresce e a gente aprende, mais difícil ficam as relações. Mas, novamente, caio no fato de que as pessoas adultas à minha volta têm amigos e relações. Não só amizades que perduram do colegial, mas amizades novas e tão satisfatórias quanto as minhas foram, na época em que eu julgava ser mais fácil ter relações.
Hoje, minha psicóloga (é, a adolescente de 20 anos aqui, precisa de uma para tentar passar de fase) disse que meu problema estava em ver sempre as dificuldades, em tudo. Bem, várias pessoas já me disseram isso, mas a solução não está simplesmente em constatar isso. É preciso encontrar meios para assimilar o meu ponto de vista das coisas com a realidade, e este é um caminho difícil de traçar. Não é difícil quando não se perde o rumo. Não era difícil nos meus 12 ou 14 anos, porque tudo era justificado pela adolescência, e a gente não precisava se preocupar com a vida, com o futuro; as conseqüências dos nossos atos não eram nem cogitadas.
É difícil encontrar esse caminho de assimilações quando se perde o rumo, e quando se tem consciência de que a vida precisa de um rumo. E precisa sim, porque é inevitável fugir da evolução da espécie, tanto biológica quanto psicológica, social e moral, e quando intrinsecamente se precisa de um rumo, perder ele, ou tomar consciência de que não se tem um, embaralha toda nossa razão de viver.
Mas é essencial procurar, até encontrar, um caminho, ao menos para buscar um rumo. Olhando minhas fotos hoje, percebo que um dos passos nessa busca é olhar para o passado com carinho e com esperança, e não com rancor por tudo hoje estar diferente; não olhar com rancor por não ser mais daquele jeito, ou com o pensamento de que “tudo se foi”. Tudo se foi, mas tudo existiu, e tudo pode existir (nem tudo). Os amigos que se foram (ou porque não são mais os mesmos, ou porque tomaram caminhos diferentes) não são uma época a se esquecer, são uma época para se seguir o exemplo, independente de que rumo a vida de cada um tome depois.
Para o leitor, troque todos os verbos e pronomes em primeira pessoa do singular para o plural, que o texto poderá fazer sentido para você também.
24 de julho de 2009; 20h47min.
Agora digitando, comecei a achar que esse texto é “romântico” demais, como diria um professor que tive. Mas por outro lado, que esperança se pode ter na vida sem um pouco de sonho?
30 de julho de 2009; 12h16min.
sábado, 18 de julho de 2009
Mais uma cutucada na “liberdade de imprensa”.
Bem, na verdade, talvez não.
Eu li esses dias uma coluninha no jornal da cidade, o Jornal Agora, em que o cara lá, jornalista (que por sinal, fez questão de listar toda sua formação no final da coluna, talvez querendo dizer que só por isso, sua opinião fosse mais relevante), alega que o jornalista deve ter formação superior, porque o curso de Jornalismo tem disciplinas que tem por objetivo capacitar o formando a organizar informações, disciplinas que debatem a Ética, e blá blá blá.
Mas qual a importância dessas disciplinas? O universitário não se torna uma pessoa com ética e moral acima de julgamentos só porque cursou tais disciplinas e recebeu nota acima de sete para conseguir o diploma. Não é uma disciplina na faculdade que torna uma pessoa capaz de absorver e definir que informações são ou não são significativas. O que define isso é a ética e a moral do cidadão, estas que, por sua vez, não são construídas em um semestre ou um ano, baseadas numa disciplina de universidade.
Acredito que a exigência de um diploma na área do jornalismo para trabalhar efetivamente nos veículos de informações, vai continuar sendo uma valoração da capacitação profissional do sujeito. Existe uma cambada de gente sem emprego (inclusive eu), que procura um lugar em qualquer lugar minimamente digno no mercado, e a seleção dos profissionais é, e vai continuar sendo, cada vez mais baseada na formação do candidato. Isso quer dizer: jornalistas, não sensacionalizem (mesmo que isso seja da natureza de vocês)! Vocês vão continuar tendo seus empregos, e os estudantes de jornalismo vão continuar um passo à frente dos rélis mortais sem formação superior na busca do seu emprego na imprensa.
O que muda é que agora toda a opinião não precisa mais ser filtrada e manipulada, ou deixada de lado porque a imprensa não acha relevante divulgar. E a importância de um fato ou um ponto de vista não vai ser determinada pelo ponto de vista do jornalzinho da TV. Aliás, isso também vai continuar, porque a mentalidade da sociedade, sendo formados ou analfabetos, não muda com uma lei ou uma decisão do Senado ou da “Justiça” brasileira.
Eu fiz a disciplina de Ética Profissional ano passado, então eu sou uma pessoa absolutamente íntegra e meu ponto de vista é o ponto de vista que o povo merece ouvir. Minha opinião sobre os fatos é a visão que o povo precisa ter para compreender. Só depois de eu receber a informação, processa-la e formar uma notícia imparcial (imparcial, porque eu fiz a disciplina de Ética!), aí sim, o povo será capaz de compreender o significado das coisas, o comum sem formação superior será capaz de absorver os fatos que correm pelo mundo.
Isto foi uma ironia. Da minha parte.
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Informativo de situação de vida.
sexta-feira, 19 de junho de 2009
A Relatividade das Imprensas de Massa
Vi hoje o tom "recriminativo" com que a imprensa que domina o Brasil tratou a violência do governo iraniano com as pessoas que protestavam alegando fraude na eleição iraniana. Ok, opressão nunca deve ser apoiada. Mas espere aí, quando a violência é oprimindo algum protesto amargo contra os que a imprensa encobre, tais notícias são tratadas com impassividade. Quantas vezes já vimos noticias mais monstruosas e que atingem tão mais diretamente nossas vidas, que não foram tratadas com a mesma "militância" pela imprensa, se bobear, passando muito batidos pelo noticiário.
Cuidado com as notícias, cuidado com a parcialidade sutil da imprensa, que isso sim molda suas opiniões sem você nem perceber, e aí é o passo para reproduzir os pensamentos que governam desigualmente nossa sociedade.
Eu não tenho posição quanto à situação do Irã, e nem conheço a posição política de cada candidato de lá, só sei que não se deve formar uma opinião baseada no ponto de vista e nas insinuações das imprensas de massa. Não é pensamento conspiratório, só não enxerga quem não quer que as imprensas de massa trabalham para o lado mais inclinável, em todos, ou em algum aspecto para a reprodução social e ponto de vista conveniente.
Quando a imprensa reivindica a liberdade, é a liberdade de ela dizer o que quer para as grandes massas, e não liberdade de expressão. A liberdade de imprensa só aparece sendo reivindicada quando a imprensa de massa, por alguma forma radical, é silenciada, ou proibida de dizer tudo o que quer que você acredite.
As opiniões diversificadas e a imprensa alternativa, que pode te dar vários pontos de vista e você decidir qual defender e acreditar, essa vive reprimida, e não consegue vozes para ser ouvida e reivindicar à liberdade de imprensa que esqueceu dela.
E aí, tudo cai no círculo vicioso. Até mesmo você. E eu.
Hoje a gente vê todas as críticas a governantes que não são coniventes com o sistema vigente. Ouvimos falar de tudo de mal que eles fazem ou dizem que pensam. E todos aqueles que são os "figurões" da "boa-mocice" e do capitalismo, sempre aparecem na postura honesta, justa, cobertos de sensatez e racionalização.
Isso não é coincidência. Dá pra ver num exemplo simples e chulo, como nas notícias esportivas, a parcialidade com que a informação é transmitida pelas imprensas de massa. E será que a parcialidade só se restringe a isso? Será que os times de futebol de São Paulo e Rio de Janeiro são mesmo os melhores e mais fodões e perfeitos? Será que Evo Moralez e Hugo Chávez são tão monstruosos assim? E será que Sarkozi e Obama são tão moralmente superiores assim?
terça-feira, 9 de junho de 2009
Atualizando, literalmente
Realmente, o livro se trata de reflexões sobre os caminhos que a educação deve seguir para se transformar para mundo moderno, mas o que o autor menos fala é sobre sala de aula ou conteúdos. Ele argumenta que a educação do futuro deve ser voltada para o pensamento coletivo, sem descartar o individual, compreender o global e tal. O mais interessante são os argumentos que ele usa para discorrer sobre o assunto. É uma leitura que acrescenta a qualquer um que se dispor a ler. Infelizmente, eu tive que ler na obrigação de terminar a leitura em 3 ou 4 dias para concluir um trabalho, e fazer resumos sobre os capítulos, aquela coisa chata, mas quem tem a oportunidade de ler sem a obrigação, é uma reflexão acrescentadora.
Eu tinha escrito um texto, numa aula suuuuuuper interessante de Geografia Agrária, um texto sobre a rotina do frio, mas não ficou tõ legal quanto eu tinha imagnado que seria a uns dias atrás. Mas apesar de tudo, provavelmente um dia postarei esse texto no blog porque a escassez de assunto e de acesso à internet não me permite ser muito seletiva quanto a atualizações do blog.
Então, por enquanto é isso.
Não tem sido tão ruim ficar sem internet. Eu fico mais é sem orkut mesmo, porque na FURG só dá pra acessar páginas de relacionamento em horários específicos em que geralmente não estou lá. Só é chato por perder contato com algumas poucas pessoas boas e ficar sem saber o que andam falando de mim [lendo isso, você pode achar (e com certeza, os mais faladores acharão) "oh, como ela se acha", mas por mais incrível que pareça, as pessoas adoram falar o que não sabem sobre a minha pessoa, minha vida e minhas atitudes], além de rir um pouco de besteiras que a gente encontra por comunidades orkutianas da vida.
Por outro lado, é bom ficar sem internet pra não recorrer o tempo todo ao Gooooooooogle, e ter de visitar a biblioteca da FURG mais vezes.
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Vegetarianismo e a produção capitalista da soja: desmitificando uma das justificativas “nobres” do vegetarianismo
O primeiro é uma idéia simples, mas que coloca em cheque a questão do vegetarianismo, em algum ângulo.
Certo, eu não sou defensora da carne, até porque considero que é muito trabalhoso mastigar uma carnem e sua gordura tem textura de lesma [animal que tenho a mais profunda aversão], mas é apenas por isso que não como tanta carne, mesmo sendo gaúcha e apreciando o memento de um bom churrasco com a família e/ou amigos. Mas eu sou defensora da honestidade e defensora da lógica, mesmo que ela seja dura de acompanhar às vezes.
Os vegetarianos o são por motivos variados, dependendo da [maldita] vertente em que se está engajado, mas os que apóiam o não-carneanismo com o argumento de “pobres animaizinhos”, já estão quebrados, pois desde a sociedade de caça e coleta nós comemos carne, e isso não tem nada de macabro e é absolutamente normal na biologia r sua cadeia alimentar. Nosso organismo é apto a comer carne, e “se as vacas tivessem chance, elas comeriam você”. Só uma questão de extrema “sensibilidade” explicaria isso. Ah, não! Temos os anti-capitalistas [onde só esse termo me dá um nó na garganta e me crescem espinhos por todo o corpo]!
OK, não comeremos carne porque é produto de um capitalismo nocivo, explorador e, às vezes, nem dá tempo de a vaquinha ter felicidade na vida. E, além do mais, a soja é muito mais natural (?) e saudável!
Mas a soja, coitada! Ela também é obrigada a sofrer mutações genéticas para se tornar mais resistente para ser mais produzida para nosso consumo. E, pasmem nobres colegas vegans, ela é produto de um capitalismo intenso! [na verdade, você é o produto de um capitalismo intenso, mas deixa pra lá, vamos nos manter na lógica ilusória dos ditos “anti-capitalistas”]
Hoje, a soja é o produto mais exportado do Brasil, e as empresas que mais dominam as técnicas de cultivo, são as multinacionais. [e depois vêm me sacanear dizendo que cursar Geografia não serve pra nada, hum!]
Então, que justificativa moralmente nobre é essa de “eu não como carne porque sou anti-capitalista”, e vai ao supermercado, ou em lojas naturebas para manter o status, encher seu carrinho de compras com produtos a base de soja?
Isso sem nem ter considerado, também, a mentalidade discriminatória em dar mais valor a uma vaca do que a um “pé de soja”. É um pensamento nazista, veja só: porque a soja e não a vaca? A justificativa mais comum [da porção “coitadinha da vaca”] é pela soja ser “inanimada”, mesmo estando viva; os nazistas chamavam os deficientes físicos de “inválidos, improdutivos”. Algumas doenças e acidentes deixam o indivíduos afetado tetrapégico, deficiente, e, pasmem, muitas vezes se encontram em estado “vegetativo”, inanimados. Ou seja, nada justifica que a soja seja mais insignificante que a vaca, só o pensamento nazista.
Não estou aqui tentando “desmerecer” a opção de vida vegetariana. Como disse, não sou do “movimento pró-carne” e muito menos sou contra o vegetarianismo, só estou a favor da lógica e vivo na tentativa de abolir de minhas idéias e vida o máximo de hipocrisia possível, mesmo já tendo constatado que muitas hipocrisias e cinismos são indispensáveis nesse mundinho de hoje em dia. Respeito e honestidade são as palavras chaves para um mundo melhor.
Eu estava estudando Geografia Agrária quando constatei essa incrível semelhança entre a produção de soja e a pecuária comercial. Sinceramente, não sei de onde ou porquê me lembrei do vegetarianismo, e anotei no celular “vegetarianismo e a produção capitalista da soja: desmitificando uma das justificativas “nobres” do vegetarianismo”.
04/05/2009, 16:59h
Esse texto tem alguns requintes de ironia, ou talvez não seja essa a palavra que defina melhor o tom usado. Então, sem moralismos, por favor.
domingo, 3 de maio de 2009
Vagoneta vagando.
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Professores.
Duas professoras de Português, uma na oitava série, e outra no primeiro ano do ensino médio, marcaram nesse sentido. Eram rigorosas, uma delas diria até estranha, que na época (nenhuma criança gosta de ser repreendida por segurar uma caneta durante uma explicação) eram, aversivas, doentes, más e todos os adjetivos macabros que se possa dar. Hoje, eu reconheço que, além de Português, aprendi a ter disciplina, respeito, e aprendi a admirar cada pessoa como ela é (salvo exceções irreversíveis).
As professoras “legais demais” eram as adoradas na época, mas hoje, tendo um olhar mais crítico, percebo que com elas aprendi muito pouco, tanto em questões morais como em conteúdo escolar. De fato, a professora que mais me vem à memória quando penso nesse “estilo” (novamente, de Português), a única coisa que lembro de ter aprendido com ela foi que o “F” minúsculo tem “barriga”, e não “bunda”. As professoras “legais demais” me marcaram pela personalidade, mas não pelo profissional.
Por fim, enumero o grupo de professores em que eram (e muitos continuam) detestáveis e, não sei se pela minha aversão ou pela má “qualidade” mesmo, que não absorvi nada de conteúdo moral ou escolar com eles. Bom, de certa forma, aprendi a tentar não fazer igual. Esses professores traziam seus problemas pessoais na maneira e tratar seus alunos. Não era apenas “sua personalidade”, eram respingos da vida pessoal, da “TPM”, etc. Alguns não sabiam distinguir valores morais do comportamento (que muitas vezes é impulsivo) dos alunos, e falavam atrocidades aos meus colegas, como se esses fossem um assombro de falta de humanidade. Um professor meu chegou a chamar uma aluna de “ignorante” por ela não conseguir ver atrativos em Literatura. Uma evidência do impacto desse comentário em mim é que esta aluna era absolutamente detestável, e ainda assim, fiquei pasma e com aversão a este professor.
Hoje, acredito que a chave para ser um bom professor é conseguir assimilar com harmonia a sua personalidade pessoal com seus objetivos e conhecimentos profissionais. Não adianta ser um professor estilo “super legal” e não conseguir transmitir/produzir conhecimento ao aluno, assim como não adianta manter o profissionalismo extremo sem agregar ao trabalho o seu toque pessoal e de interatividade. E, conciliar com isso, a necessidade de não confundir as “duas vidas”, pessoal e profissional, para não atrapalhar a relação e o processo de conhecimento dos alunos; separar personalidade da vida pessoal, e separar profissionalismo de uma relação ditatorial, vertical."
Texto pra disciplina de Didática, escrito dia 10/04/2009. Oooops, não, acho que foi escrito alguns dias depois, mas tem aquele "migué" de colocar a data uns dias antes para parecer um aluno dedicado ;)
sexta-feira, 10 de abril de 2009
"Arrombo filosófico"
terça-feira, 7 de abril de 2009
Nada.
sábado, 4 de abril de 2009
100 anos de Glórias.
Celeiro de Ases (Nélson Silva, 1957)
Glória do desporto nacional
Oh, Internacional
Que eu vivo a exaltar
Levas a plagas distantes
Feitos relevantes
Vives a brilhar
Correm os anos, surge o amanhã
Radioso de luz, varonil
Segue tua senda de vitórias
Colorado das glórias
Orgulho do Brasil
É teu passado alvi-rubro
Motivo de festas em nossos corações
O teu presente diz tudo
Trazendo à torcida alegres emoções
Colorado de ases celeiro
Teus astros cintilam num céu sempre azul
Vibra o Brasil inteiro
Com o clube do povo do Rio Grande do Sul.
quarta-feira, 25 de março de 2009
Utilidade Pública - 1
"Primeiro, a autora deixa bem estabelecido que o ponto de vista que ela segue é de que a teoria vem da pesquisa e observação da prática. Sendo assim, o estudo da Didática deve se ater a discussões que tragam as “justificativas” da situação escolar, mas propõe discussões ativistas, que tenham o intuito de transformar através da prática, não tratando o estudo da Didática como um “guia”, mas como um retrato literário da realidade.
Argumenta que o alicerce para uma boa educação são os aspectos das relações sociais, oriundas do modo de produção vigente e das situações que este impõe. Didática é “expressão de uma prática determinada num momento histórico determinado”.
Ela discorre sobre a história da Didática no Brasil, os marcos políticos que influenciaram na compreensão da Didática pelos professores, explicitando a influência social na educação.
Destaca o período pós 1964, de ditadura, onde a educação era vista de forma sistemática a propiciar o investimento social e individual, uma escola centrada e voltada no momento político-econômico, ou seja, a serviço do Estado. “A racionalização do processo aparece como necessidade básica para o alcance dos objetivos do ensino”.
Cita também o fim do período de ditadura, a iniciativa popular, as lutas entre classes, onde o objetivo maior passa a ser evitar que o aluno mais pobre abandone a escola. E aqui, novamente o contexto político-social interfere no papel da Didática. O sentimento de mudança, a vontade de agir e transformar das classes oprimidas e assalariadas dá um papel mais crítico à educação; A avaliação da prática e metodologias na escola.
A partir desse momento, a autora especifica o pensamento de alguns autores, que admitiam a prática baseada na teoria, com o princípio de que a educação se dá num processo de transmissão/assimilação ativa de conhecimentos, e aqui se exemplifica bem essa ideia no parágrafo quatro da página 591:
“As propostas de uma pedagogia crítica desses grupos acentuam a importância de estimular uma consciência crítica e uma ação transformadora pela transmissão-assimilação ativa de conteúdos críticos, articulados aos interesses da maioria da população. Entendem que uma formação teórico-crítica sólida garantirá uma prática conseqüente”.
Também apresenta a linha de pensamento de grupos mais radicais, que priorizam a ação nos processos de produção do conhecimento, ou seja, na prática. Uma mudança nos paradigmas dentro da escola, nas relações sociais que englobam a prática do ensino. Inutilizam o “eixo” da transmissão/assimilação e tratam de uma “sistematização coletiva do conhecimento”, considerando os diversos saberes empíricos dos alunos e contexto e relações sociais.
A autora compacta esses momentos sociais que refletem na Didática em três aspectos distintos: 1984/88, traduzido como “dimensão política do ato pedagógico”; 1989/93 com discussões centradas na “organização do trabalho na escola”; e no período de 1997/2000 como “produção e sistematização coletivas do conhecimento”. Percebe-se uma evolução no pensamento sobre a Didática e na influência da educação na sociedade.
Na penúltima parte de seu texto, Pura Lucia apresenta suas conclusões baseadas na concepção da “teoria como expressão de uma ação sobre a realidade”, em alguns princípios:
“Da vocação prescritiva da Didática a um modelo aberto de construção de novas práticas”, um incentivo ao professor criar e produzir novos conhecimentos para transformar a pratica, na prática;
“Da transmissão à produção do conhecimento: pesquisa-ensino, uma unidade”, onde se substancia o ato de produzir novos conhecimentos e crescer junto com o aluno;
“Das relações hierárquico-individuailtas para relações sociais coletivas e solidárias”, aqui propondo uma quebra de padrões hierárquicos e argumentando que com relações sociais saudáveis, amplia-se o campo da educação;
“Da relação conteúdo-forma numa perspectiva linear de causa-efeito, para uma perspectiva de causalidade complexa”, que é resultante da concepção anterior, que rompe com o constrangimento hierárquico, vertical, e adota um resultado mais amplo e diversificado;
“Do aluno sujeito individual, para o sistema ideológico individual do aluno”, que acentua a individualidade em prol do coletivo.
Em sua conclusão, a autora traz a expressão “aprender a aprender” como sendo o novo objetivo da Didática. Transformar o aluno num sujeito intelectual, capaz de absorver as idéias existentes, as ferramentas e competências, e criativo, produzindo novas idéias. O incentivo ao aprendizado de forma com que o aluno expresse suas questões e cresça intelectualmente. Sucinta isso como a prática social historicamente vigente.Ainda completa afirmando que o novo desafio da Didática é conectar-se com outras práticas sociais, para estabelecer o ensino como um caminho social saudável."




