sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Será que toda família acaba com um segregado?

Será que toda familia acaba com um ou mais membros segregados? E o segregado, é vilão ou vítima? Ele foi injusto ou foi injustiçado?

Não sei o que se passa em todas as famílias do mundo, mas sei que quanto mais o tempo passa e minha vida corre, mais eu tenho provas de que não devemos julgar (ao menos definitivamente) os outros pelas aparências, e que regras sempre correm o risco de serem quebradas na convivência social.

Será que é verdade que toda mãe e pai têm um filho preferido? Eu nunca havia levado a sério essa teoria na minha família; eu sempre fui a caçula e meu irmão sempre o mais sério. Por algum motivo, no início da minha vida essas características penderam para uma aproximação com meu pai e meu irmão com minha mãe. Com o passar do tempo e a vinda da minha adolescência junto ao amadurecimento do meu irmão, os papéis se inverteram: minha mãe me apoiava e meu pai considerava meu irmão um exemplo perfeito.

Hoje, na chegada de minha vida adulta, tem momentos em que percebo que ninguém se agrada de quem eu realmente sou. Procuro ser uma pessoa justa com meus pais; critico quando devo criticar e defendo quando devo defender, proporcionalmente. Mas não vejo neles o entendimento de minhas ações e reações. Aquela regrinha de sempre respeitar os pais cai por terra quando eles se separam, e quando reconheço o lado de um, o outro se sente ultrajado. Mas o pior é quando até quem você mais defende não reconhece seus esforços.

Tudo o que eu faço, todas as atitudes que tomo e decisões que eu faço, de alguma maneira ou de outra acabam gerando um motivo de desconforto. Se estou feliz, é porque estou feliz e ninguém sabe porquê, se estou triste também. Se decido estudar, deveria trabalhar, se decido trabalhar, eu deveria me formar.

Sinto-me como se eu fosse o desconforto da casa, e me sinto desconfortável na casa. Mas se eu pudesse sair dela, não sei dizer se tudo ficaria bem ou se eu me tornaria a segregada da família. Não sei se o desconforto mútuo acabaria, ou se geraria mais repulsa. Sempre sou julgada pelo que faço e deixo de fazer, nunca se esforçam em olhar pelo meu lado, sempre estão ocupados demais com os problemas que direta ou indiretamente, supostamente, eu crio para considerarem o meu ponto de vista e o que eu poderia ter a acrescentar.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Minha fobia

É motivo de piada para qualquer um. Só minha familia próxima sabia, e nem ela levava a sério. E tudo foi se agravando; talvez não, talvez conforme eu ia crescendo seria natural ter de confrontar com esse serzinho tão banal, e essa convivência forçada me fez perceber mais do que eu sabia o quão sério é o meu caso.
Suei frio, me deu dor de barriga, palpitação, baixa de pressão, foi horrivel. Depois dessa experiência mais direta que culminou nesses sintomas tão desconfortantes, eu mesma passei a levar mais a sério esse "medinho", e encarar como um problema. Mas essa mudança de visão ainda não me ajudou a superar, nem um pouco, a questão. Meu namorado, meus pais e meu irmão comentam com as pessoas banalmente essa minha "frescura", mas eu procuro relatar minhas experiências com a maior seriedade possivel, para que as pessoas entendam que é algo fora do normal.
Também com o tempo, fui identificando outras relações entre meus medos. O medo de lesmas se pronunciou mais porque eu dou de cara com elas mais do que com os outros animais que identifiquei a mesma aversão que por essas. Animais rastejantes, que se enroscam, molhados, NOJENTOS. Mas, para mim, não são só nojentos, são pavorosos, são uma ameaça à minha sanidade. É inimaginável, mesmo para alguém que tem alguma fobia, a sensação horrivel de ver esses animais. Não é nojo, não é medo, não é simplesmente "não gosto". É muito mais que medo, é uma fobia que me causa mal estar só de pensar. Agora, digitando sobre o assunto, fica me perseguindo o pensamento de que pode ter um desses perto de mim, sabendo do meu pavor e aguardando eu terminar de escrever sobre ele [o medo], para dar mostra do seu poder destruitivo sobre mim.
Vi na internet que saiu um filme chamado "Filmefobia", que trata de vários desses disturbios, inclusive esse medo exacerbado de lesmas. Veja, porque eu não vou ver: eu mal consegui ver a foto da menina enfrentando a lesma. Pelo que consegui captar, a expressão no rosto dela não transpareceu o mesmo pavor que sinto.
Não me sacaneie com esses animais rastejantes. Existem pombas, aranhas, palhaços, cheiros, cores, sabores. E pessoas.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Novo blog

Ai, estão acabando as férias da FURG, e meu verão está baseado e sono e trabalho.
MULHERES, e homens que gostam de presentear mulheres, acessem:

http://www.bolsasdamamae.blogspot.com