domingo, 25 de novembro de 2007

Adaptações

No dia 13 de maio de 1888, no Brasil, a princesa Isabel assinou o documento que previa aos escravos a liberdade para serem pobres.Pobres em qualquer lugar, localidade, cidade.
Liberdade.
Mas nossa bela princesa não era, como nos ingênuos livros de literaturs, pura.Ela não assinou aquele papel por consciência, ideal ou igualdade., não não.
O fato é que a princesa se encantou por um negão alto, forte, com as feições de Will Smith. E ele, com aquele idealismo romântico de filmes de cinema, disse que só a amaria com a liberdade de poder amá-la, o que não passave de uma simples emboscada para a princesa o tornar livre e ele fugir saltitante a praticar atos sexuias com várias moças que adorariam dar para ele.
Tomada de libido e etanol, a princesa logo usou seu prestígio de filha mimada e convenceu o pai que concedesse liberdade aos escravos. Depois de perceber o que seu amado fizera, ela foi vista estuprando um debilóide, que foi o único da história que se deu bem, pois a princesa morreu semanas depois com sífilis generalizada, seu pai e os demais senhoris se foderam ao perderem seus empregados aos quais pagava, com o resto do que foi dado aos porcos de jantar. Logo, esses "grandes homens" encontraran a quem estorquir trabalho fácil: os iludidos imigrantes, que sonhavam com uma vida alegre e regada a vinho, mas que acreditavam que o trabalho árduo os levariam a isto.
Por fim, os negros tiveram ao menos a escolha de onde queriam mendigar, pois não seria um papel assinado por uma patricinha vagabunda que iria transformá-los em cidadõas vistos com igualdade por mentes acostumadas ao preconceito.
Alguns ainda lutam para provar que são tão capazes quanto qualquer ser humano, mas outros ainda esperam sentados as migalhas que os "excelentíssimos" políticos os prometem.

1. Citei Will Smith porque é o único negro que eu pegaria. Não por preconceito, mas por meu apetite sexual pedir por loiros de olhos azuis (ou verdes =P).
2. Não, não sou racista, mas desprezo o orgulho racial. Somos todos iguais e ponto. Desprezo também pessoas que sae acomodam num problema social para justificar sua falta de vontade de progredir.




Escrevi isto no celular, quando eu estava na cama, com 38,5º de febre e dor de garganta, ontem =)

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Balanço precoce.

Uau, esse blog está às moscas. Não, nem as moscas visitam mais ele, hehehehe...
Na verdade, não tenho mais muita coisa o que dizer e nenhum texto que possa ser considerando interessante para alguém.
Sabe, tá chegando as férias, o fim do ano, correria. E nada é certo na minha vida.
Não suporto mais minha mãe reclamando de tudo afundada no sofá, mas não tenho mais como dizer isso para ela, não quero magoar ela e já disse de tudo pra que ela melhore e ela se nega a me ouvir. Um saco, se passaram já dois anos e ela ainda odeia mortalmente meu pai. Não é só ódio, eu sei, sinto que ela está mal porque ele se levantou da queda, está feliz agora, e ela continua na mesma, parece que foi ontem que se separaram. Achei que com isso ela ia amadurecer mais, ser mais "mulher", masi confiante, mas isso não aconteceu, e ficou pior, porque ela vê todo mundo dando um jeito na vida e ela sentada no sofá vendo novela das 14h. Desconta em mim, me empurra pra vida que ela queria ter mas não teve, me cobra coisas bestas e tudo o mais. É incrível, num momento estamos abraçadas contando confidências, e no outro ela está me xingando e pensando que eu ainda tenho 12 anos. Eu me canso com isso, eu não sei o que pensar.
Minhas ex amigas, bom, elas são ex amigas mesmo, o que me incomoda é o fato delas não levarem isso muito bem, esquecerem que eu existo, porque eu não existo mais. Eu não sou mais quem elas conheceram e elas, de longe, não são mais as gurias que eu conheci. Aliás, parece que regrediram, com piadinhas sem graça pela rua e ao lado de dois bebezões que não sabem nada o que é e o que querem da vida, e nem pensam em discutir sobre isso.
Meu pai, tá lá, o de sempre. Neutro, morno, não muito preocupado com a minha existência, mas querendo se mostrar dedicado, essas coisas.
Acho que ganhei um amigo, o meu irmão. Não temos muitas afinidades de pensamento e etc, mas temos nos dado bem na relação familiar.
Meu relacionamento amoroso, não sei o que esperar dele. É irritante, somos tão parecidos que eu não consigo ficar irritada com as dúvidas e problemas dele porque eu tenho os mesmos. Mas eu queria algo pra chamar de meu, entende? É, devem entender. É complicado.
A faculdade, tá lá também, chegando as duas últimas semanas, a correria pra conseguir passar nas disciplinas semestrais que eu relaxei agora. Continuo sem perspectiva de que esse diploma vá acrescentar alguma coisa na minha vida, mas estamos aí. Não é muito difícil de passar de ano.
Não consegui emprego temporário pro fim de ano, mas também não me empenhei muito pra conseguir um. Não me empenho em nada, na verdade. Estou a seis meses indo na psicóloga e a única melhora que vejo é conseguir dormir sozinha oO.
O que esperar das festas de fim de ano? Talvez eu esteja feliz ao lado do guri que estou gostando, mas provavelmente estarei com uma parte de mim triste e irritada por minha mãe, provavelmente passar o fim de ano sozinha.
O que esperar do verão? Ah, dane-se.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Opa!

Sabe aquelas épocas, ou fases, que você quer fazer coisas, mas não tem saco pra fazer? Não que seja uma coisa ruim, mas você simplesmente não tem paciência?

Pois é...



Lost Pilgrim - Bad Religion
Peregrino Perdido
Peregrino, tuas lágrimas são secas e amargas,
e teus olhos aparentam ser mais velhos que a tua idade.
Peregrino, você bebeu mercúrio?
Teus lábios ficaram azuis e você está se esforçando pra enxergar.
Você veio de tão longe para continuar,
agora sua vida enguiçou.
Ao passo que você marcha adiante você não vai a lugar algum.
Peregrino, quando você abandonou a todos
a solidão destruiu a tua mente talentosa.
Peregrino, você ve a escrita na porta?
Ela está levando você a um lugar que você nunca esteve.
E o próximo em linha mede os teus passos, esperando pela tua queda,
com uma esperança que se encontra numa chamada secreta do senhor.
Olhos devotos ignorando os transeuntes,
precipitado nas suas covas.
Não se desespere com este mundo de trabalho duro e preocupação.
Este peregrino se perdeu.
Peregrino, será que você vai encontrar o teu chamado?
A verdade é tão pura que você vai arriscar tudo?
Olhos devotos ignorando os transeuntes,
precipitado nas suas covas.
Não se desespere com este mundo de trabalho duro e preocupação.
Este peregrino se perdeu.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Bom, sempre que estou longe do PC ou sem saco pra usá-lo, eu penso sobre coisas que podem ser ditas "interessantes". Não que eu seja capaz de analisar esses assuntos de formas sucinta e atraente, mas minha intenção é tentar estimular os meus leitores (imaginários) a usarem seus próprios neurônios a analisar as coisas, não apenas ler essas coisas como "o diário de uma frustrada que não quer crescer", não não. Na verdade, minha intenção mesmo é soltar os cachorros, mas quem sabe eu possa melhorar a vida ou exercitar o cérebro de alguém.
Ah, mas o que eu pensei esses dias foi sobre o espírito das pessoas. Mas não espírito referente à alma, mas a estado humorístico quase-permanente.
Fui eu, lá, feliz (na medida do possível) pedalar com o meu pai. Sabe, eu preciso de exercício físico, o mínimo possível, todos precisam, pra ter um pouquinho de ânimo pra levar essa vidinha, e principalmente eu, que passo as tardes sentada no sofá resmungando contra os programas na TV. Aí, voltamos e fiquei uns 20 minutos na casa dele, ele começou a fazer o almoço alegremente e cantarolando. Como ele ainda não consegue fazer, depois de anos, um arroz satisfatoriamente seco e soltinho, me despedi e vim para a casa. Chegando em casa, dei um olá estontiante à minha mãe, e fui carinhasamente lhe oferecer um abraço e recebo o habitual "sai, guria" da manhã. Passado alguns minutos de descanso, fui arrumar as camas, como habitualmente faço. Então, a mãe na cozinha começa a resmungar. E resmungar, e resmungar e a ofender a honra das panelas, das batatas e tudo o mais.
Então, os dois, fazendo a mesma coisa (almoço), e hoje em dia fazem todo o dia, e com reações tão diferentes. O que faz as pessoas serem tão, mas tão amargas? Até eu, que tenho uma péssima visão de mundo, uma extrema falta de perspectiva e baixa auto-estima, não consigo ser tão mau humorada, tão reclamona, tão necessitada de atenção. E olha que eu reclamo. Reclamo MESMO, mas nem perto do que é conviver com ela. Acho que isso contamina um pouco.
Se eu revelasse esse pensamento à minha mãe, com certeza ela, assim como alguns que lerem (se é que alguém está lendo) este texto, viria com o argumento: eu passei a vida inteira fazendo isso!
Mas eu não acho que isso seja justificativa. As pessoas geralmente passam a vida toda fazendo a mesma coisa, é o "normal" na sociedade de hoje. Se não tem como mudar, ou se não tem saco de mudar, então tenta viver da melhor maneira possível. Eu vivo dizendo à ela pra sair, fazer coisas diferentes, até estudar, mas elas diz um "hum" e passa dois dias e está sentada no sofá resmungando de novo.
O que faz as pessoas serem tão diferentes de espírito? Todos nós passamos por provações, decepçõs, diferentes, mas não deixam de ser o que são. Por que algumas tem tanta facilidade de se deixar fixar o mau agouro pelas veias? Será comodidade? Será falta de perspectiva? Será que é por ficarem sempre olhando pra trás e só abrindo as gavetas que contém o mofo das suas vidas?
Eu sou chata, reclamona, mau humorada, mas eu tento, tento mesmo, ser legal e tento, tento mesmo, não transparecer o tempo todo que eu tenho uma aura tão negra, pra não contaminar as pessoas.
Eu me preocupo com as pessoas.

sábado, 6 de outubro de 2007

Não vale à pena ler. Não é interessante.

"Preciso voltar a ser "inteligente". Mas agora, acho que estou sendo contaminada por aquele vírus que deixam as pessoas burras, desligadas, cegas e felizes"

Achei isso nos "rascunhos" do meu blog.
É, eu estou sendo contaminada por aquele vírus que deixam as pessoas burras, desligadas, cegas e felizes.
As coisas são tão estranhas, é difícil gostar das pessoas plenamente, sem medo de se ferrar, porque hoje em dia as coisas são assim, as pessoas são tidas como "descartáveis". Você usa, enjoa e descarta. Eu não sou assim. Eu tive muitos problemas por considerar demais as pessoas. Pessoas que eu nem gostava tanto, fazia de tudo pra elas não ficarem mal, mas ficam =/
Ah, pra quê eu tô escrevendo isso?
Eu devia mesmo era estar estudando, ou escrevendo algo que fizesse importância pra quem lê (se alguém lê) o blog. Quem tá preocupado pra o que eu penso sobre os sentimentos? Quem visita esse blog (se é que alguém visita) tá "careca" de saber que eu discordo e me quebro sempre com as atitudes dos seres humanos de hoje em dia.
É difícil confiar nosso amor a alguém, e pra mim, tem muito mais coisas me duvidando. Eu tive problemas, decepções e tenho medos, muitos medos. Mas é impossível parar de "sentir essa sensação" boa de gostar de estar com alguém, de pensar coisas boas de alguém e de acreditar (mesmo desconfiando) que alguém gosta de você. De projetar os próximos dias de sol e de chuva com alguém, de se deitar na cama e se pegar pensando em "como será o amanhã com ele" e adormecer com essa magia. Mas o meu medo é acordar. Deus me odeia. Às vezes, várias vezes, eu sinto que ele está me dando alegrias só pra ter o gostinho de arrancá-las depois, e me deixar mal, sofrendo.
Ou também, se Deus não existe, como é que alguém pode gostar de mim? Como é que alguém pode me achar interessante, gostar de estar comigo? Deus existindo ou não, a vida é cruel comigo, ou eu sou cruel comigo mesma. Talvez eu ache que fiz muito mal às pessoas, ou que eu não mereça ser amada, ou que não existe uma tampa pra minha panela velha e amassada.
Auto-estima. É uma coisinha que faz falta ter, mas quando se tem, ela te cega. Meu medo é ficar cega, então eu opto por não acreditar que a vida possa ser legal pra mim.
Eu tenho amigos, como disse no post anterior, mas não tenho companheiros. Não tenho com quem me divertir, não tenho com quem sair saltitando pelas ruas no verão se babando de sorvete napolitano (veja bem, pague por uma bola e ganhe três sabores!), não tenho com quem ficar horas sentada num banquinho falando asneira, muita asneira. Eu tinha, mas quando eu tinha companhia, não tinha amigos. Dá pra entender um dos meus medos? Me apegar demais a uma única pessoa, a única com coragem de se aproximar de mim, a única a fazer me sentir uma amiga e uma companheira.
Essa vida azeda me fez ser mais complicada que o normal pra uma adolescente de 18 anos. Me fez ver coisas e ter medo delas. Me fez descobrir que algumas pessoas são falsas por instinto e me afastar do mundo, e sentir medo de que todas são sempre falsas comigo. Não sei mais ser simpática com sinceridade, não sei mais sorrir, gargalhar com as pessoas.
Meu medo, meu maior medo, é me agarrar a esse bom momento como o único caminho que me fará voar, e aí, a vida me dá uma rasteira e eu fico sem chão.
Ah, chega!
Que saco!




quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Tenho quatro... hm... cinco amigos.As duas que são do sexo feminino, conheço a anos. A Leli ficamos amigas mesmo em 2005, creio eu. A Charlene, bom a coisa é mais longa. Tivemos anos de amizade, depois brigamos e agora eu realmente tive que me conformar de que ela é minha amiga mesmo auiehuaheuiaheui...
Outro amigo que tenho é o Luciano, que apesar de sermos muuuuuuuito diferentes, ele me deu força em muitos problemas que enfrentei e está sempre disposto a me dar conselhos e eu a oferecer meu ombro amigo.
Tem também o Raphael, que é um cupido muito paciente e que conquistou minha amizade ouvindo atentamento (ou assim parecia) minhas lamúrias.
Aí vem o Bruno que... bem, não sei se é bem um amigo, ou se é só um amigo, mas temos muitas coisas em comum e espero que nada estrague nosso humor e amizade.
Tive outros amigos. Pessoas que dediquei minha total confiança, até mais do que devia, mas "o tempo passa e nem tudo fica, a obra inteira de uma vida". A vida anda e vemos que aquilo não nos satisfaz, nunca saciou nosso desejo de ser dignos de confiança. Esse foi o grande problema e minha grande lucidez de ver que eu não era pra essas pessoas tudo o que elas eram pra mim. Ou pelo menos era isso que eu sentia.




Amizade é uma coisinha muito complicada, mas extremamente compensadora, mesmo quando descobrimos que não era tudo aquilo que imaginávamos. Enquanto dedicamos esse sentimento à pessoa, nos sentimos mais completos, mais protegidos. E não me arrependo de ter dedicado minha amizade à pessoas que hoje não são mais do meu "círculo" e que eu veja hoje que nunca tiveram tanta, ou tão completa, amizade por mim. Enquanto eu me sentia bem sentindo isso por elas, eu fui muito feliz.
Fazer amigos é uma tarefa que exige muita reflexão. Às vezes percebemos que estamos sentindo amizade por pessoas completamente diferentes de nós, que não frequentam os mesmo lugares que nós, que não gostam das mesmas coisas que nós, sendo que a princípio, acreditamos que amigos são aqueles em que temos afinidades. Não é bem assim. Claro, que isso contribui muito pra uma amizade e convivência mais completa, mas não é o essencial.

Ah, claro, esqueci de citar as pessoas que nunca vimos na vida, e amamos elas, como o William.

Amizade é confiar seus peensamentos ao outro, precisar do outro, sentir-se importante para o outro. É um sentimento tão complexo, que é impossível descrever em palavras o que está em nossos corações.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Eu estava deixando pra postar no blog depois que tivesse certeza de que eu não tinha um tumor no cérebro. Tive algumas "idéias" de "texto" durante esse tempo, mas estava me privando da vida virtual.
Bom, não tenho um tumor no cérebro \O/\O/\O/
Mas também não tenho criatividade pra escrever um texto! auiehuheuiahueaie...

Adios!

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Bem-vindo à vida que você não tem.

Lá se vai mais um mês pontuado de recaídas, dúvidas, perda de tempo, monotonia e futilidade.


O que esperar de setembro, outubro, novembro, dezembro, o ano que vem e o resto da vida?


A vida anda a passos de elefante e enquanto eu dou dois passos pra frente, recuo no mínimo um. Quando eu acho que as coisas vão evoluir, que algo diferente vai acontecer, ou que vou me ocupar de alguma coisa interessante, em pouco tempo cai a ficha de que que é tudo a mesma coisa, que o mundo dá voltas, é redondo e tudo nos leva ao mesmo lugar. Se partirmos em linha reta sempre, acabaremos chegando no lugar de onde saímos. O que fazer?


Nossa, ninguém pode me responder isso. A vida é uma incógnita irritante. Irritante, porque ela nos ilude que podemos conseguir respostas e depois ri de nós quando batemos a cara nas mesmas portas.


A vida me reserva alguma coisa, ou eu que preciso surpreendê-la?


Se ela me reserva algo, enquanto isso, eu fico aqui, passando, talvez, 60, 70% da vida irritada com o destino que ainda não foi generoso comigo?


E se eu devo supreendê-la, como farei isso? Preciso antes de tudo, surpreender a mim mesma, ser cara de pau para encarar as pessoas, as situações. Sei lá, quando tento me ver surpreendendo a vida, me imagino muito tosca, parando as pessoas na rua e argumentando: ei, eu posso ser legal, sabia?


Por que as pessoas se tornaram tão exclusas? Por que elas abandonaram seus principios cooperativos e de vida em sociedade? Por que elas não abrem sorrisos aos seus companheiros de espécie na rua? Por que elas se tornaram tão vazias de princípios e até de instinto? Por que para muitos é preciso atravessar uma barreira extremamente espessa para puxar papo com alguém no ponto de ônibus, ou para retribuir uma gentileza? Hoje em dia, é capaz de você se abaixar para pegar um pertence alheio que caiu no chão e entregar ao dono, o cara te te olhar com espanto e sair apavorado, tropeçando em sim e pensando "nossa, o que é isso?".


É tão complicado pra mim não poder sorrir para todos que me aparentam ser boas pessoas, conversar com alguém no ponto de ônibus sem sentir que estão pensando "ai, que chatisse essa guria". Eu tenho muita raiva das pessoas. Das pessoas que não sabem ser gentis. Eu sei, elas nem tem consciência disso, isso acabou se tornando um ato "comum", praticamente obrigatório, o ser humano ser egoísta. Mas ainda assim, é difícil não pensar que o ser humano é um imbecil.


Eu tenho cara fechada, sim. Cansei de ser simpática e não serem comigo; cansei de fazer gentilezas e não ouvir nem um "obrigado", de sorrir pra alguém que me pergunte alguma coisa e, novamente, não ouvir o "obrigado".


Assim, é mais complicado ainda tentar surpreender a vida. A vida se tornou rotina para todos, e parece que ninguém se preocupa com isso, ninguém percebe o quanto é bom sorrir pro indivíduo que passa por você na rua e parece ser uma boa pessoa - ah, e tem mais, hoje em dia, quem ainda tenta fazer isso tá "dando mole" - ninguém se preocupa em conhecer de verdade outras pessoas, outras vidas. Até quem você mais odeia, te garanto que se você conhecesse ela de verdade, se supreenderia com o quanto ela pode ser boa. As pessoas não conhecem umas às outras e não se deixam conhecer, isso é importante lembrar. Sempre se tem o pé atrás. Esse é um problema secular da raça humana que faz toda a vida ser mais complicada e totalmente "insurpreendível".




Ah, o que esperar do resto da vida? Nem sei. Mas não vou me matar. Ainda acredito que eu e ela nos surpreendamos juntas.








Obs: a tira é assim mesmo, o "Débora" foi mera coincidência.

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Cansada, mais uma vez.

Uh, espírito adolescente aflorando novamente.
Não sei, parece bom. Eu me sinto mais viva. Mas as expectativas das pessoas quando é ciente que tenho 18 anos, na sociedade de hoje, é de eu ser e agir como uma "mulher". Uma "mulher" com conceitos bem definidos, de salto alto, maquiagem e me encontrando com outras mulheres para falar de homens e de como eles são ou não gostosos. E, claro, ir a boates e festas comuns.
Eu tento, eu tento ser uma "mulher". Ter os desejos fúteis e assuntos infrutíferos sobre o tempo. Me vestir "bem", conviver e "conversar" com outras mulheres assuntos "adultos". Mas uma hora, isso me enche. Me enche o saco metafórico de agir como se eu fosse super "descolada" e "madura".
Acho que preferia ser adolescente pelo resto da vida. Adolescente com espírito adolescente, e não essas CRIANÇAS de 14 anos que acham que são "demais" e que são "poderosas" e "adultas". Adolescente que pensa, que contesta e que está nem aí pro que os outros acham certo ou errado, só o que vale são os seus conceitos. Sem essa de tribo subversiva ou tribo dos CDF's. Ser subversiva e CDF, gostar de Punk Rock e achar legal um Reggae, me vestir de preto a hora que quiser, ou de rosa e verde-limão e estar pouco me fod**** que digam que não tenho personalidade.
É muito bom isso, é muito bom ter atitude. Depois que se cresce, a gente começa a omitir nossas opiniões e ter de ser positivista, olhar só pra um lado, ser preconceituosa e preocupada com o que os outros pensam de você. É um saco, isso.

Então, estou me sentindo com o espírito adolescente. Isso me dá um gás pra enfrentar as coisas, pois tudo é mais superável quando se tem um olhar amplo. Mas, a contraposto, o tempo está passando. Tenho menos tempo de vida pra consertar as burradas que eu fizer agora, com essa mente de 18 anos adolescente. Quanto mais tarde eu me tornar uma adulta esquecida de meus princípios e meu gás jovem, mais eu vou ser discriminada e mais irão rir de mim pelas costas.



Ah, e fiquei realmente mais empolgada a atualizar isso aqui ao saber que existem mais pessoas além de meus amigos (poucos amigos) que lêem esses posts nada a ver.
=)

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Tudo morno. Fim de semana começando tri cedo, sem aula na sexta =/

Odeio fim de semana. É tão bom você passar a semana ocupado com algo útil e, tendo boa vontade, interessante. Então, chega o sábado e vem a "xaropice" de não ter o que fazer e pior ainda, se tem o que fazer, não se tem companhia pra fazer. Tudo de interessante fica a quilômetros do meu bairro. Ai, chega a meia-noite, pronto, me conformo de ter passado mais um sábado em casa, vegetando e amargurando. Domingo, vida morta, mas pelo menos bate um ânimo em pensar que "amanhã" é dia de ir no centro e voltar à rotina diária de aula. Mas também me voltam os questionamentos sobre se o que eu estou fazendo é o certo.

Enquanto eu estava na fossa, nada me fazia sentir bem. Depois, com o tratamento, decidi carregar a vida e esquecer das decepções que ela me deu e que ainda vai me dar. Aí, agora, coloco-me diante de um dilema que decidi que não teria mais, que não valeria mais à pena ter.


O que fazer, quando se tem diante de si uma situação praticamente igual à uma que já te fez sofrer muito, que te fez tirar da cabeça esse assunto, mas que no fundo sempre vai estar lá? Gostar de alguém.

Vale à pena?

Vale à pena confiar um sentimento tão rico em bondade e fraternidade a alguém? Nem você mesmo tem capacidade suficiente de cuidar do amor de alguém.

Aí está a questão. Você saber que o ser humano é fraco, e ainda assim ter necessidade de confiar a ele sua empatia. Você saber que até você mesmo não tem responsabilidade de cuidar desses cristais tão delicado que são os bons sentimentos das pessoas, e ainda assim sentir vontade de que cuidem dos seus.

A vida é uma eterna corda-bamba. Até os 60 anos de idade, ela ainda nos reserva uma cama-elástica para nos reestabilizarmos. Vendo assim, até que a vida é boa, porque são tantos os empurrões que nos dão e enroscadas e tropeços que nós próprios levamos, que é uma honrosa benevolência termos a cama-eástica pra tomarmos impulso e começar denovo.

Mas, mais uma vez, constatamos o quão fraco é o ser humano. Ele não se arrisca a trocar de pernas quando vê que a outra pode ser mais resistente. Ele prefere continuar sentindo cãimbras na perna e remorso por não trocar, do que se arriscar no pulo para se afirmar na outra.

Às vezes, parece que só eu tenho essa audácia de trocar de perna na corda-bamba. E muitas vezes eu me ferro, mas ainda guardo a esperança de um dia acertar o impulso.

Vale à pena?

Resta você me dizer.



[Um amigo me disse que homens não entendem indiretas. Mas elas são tão mais belas. Pode se entendê-las ou não, é o risco que eu prefiro correr =)]





-> Estou com uma sutil intuição que o novo CD do Offspring me dará gás.


quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Meio abandonado.

Tenho concentrado minhas energias nas questões pessoais. Tenho muito tempo pra perder na minha vida com as futilidades que a ela são exigidas. Tive algumas idéias para escrever textos de algum "conteúdo", mas nessas ocasiões, eu estava longe do PC e sem paciência de escrever páginas e páginas em um caderno.
Ando me empenhando em expressar minha humilde, revoltada, e muitas vezes, contraditória opinião, nas comunidades do orkut restantes que ainda discutem algo produtivo.

Eu ia escrever sobre o Criança Esperança, o dilema de querer fazer algum bem, mas talvez ter de contribuir de alguma forma pra um, digamos assim, "canal de comunicação" inútil e hipócrita. Mas já evaporou da minha mente esse provável texto.

Sendo assim, até a próxima.





Bad Religion - Social Suicide

Right now
Well it's finally time to face my fears
Gunna get the hell out of here
And create a fresher atmosphere
But the consequences clear
There's a furnace set on high
And the yearning undefyed
But it's time to turn the tide
It's social suicide
Like you
Perserverence is a useless tool
Just a patron on a ship of fools
Feigning interest in the cast and crew
Why you've broken every single rule
There's a furnace set on high
And the yearning undefyed
But it's time to turn the tide
It's social suicide
Shadows entertain me I don't want it masses
Scholars explain their numb reactions
I don't even know if I can ever find truth
but I'm sure it won't come from following you
There's a furnace set on high
And the yearning undefyed
But it's time to turn the tide
It's social suicide

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Desabafo.

Bah, eu fico tão, mas tão de cara com as coisas, que eu nem consigo expor corretamente, com todos os mínimos detalhes podres, o que as pessoas fazem com a nossa inocência. Inocência no sentido de "ir atrás piamente do que os outros dizem". Cara, falavam mal de você, e eu acreditava no que diziam. Agora que eu tô fodida num canto, quem leva a fama de filha da puta sou eu. Como eu queria dizer isso às pessoas. Mas do que adianta, ninguém acreditaria em mim, ninguém me conhece, ninguém viveu e ouviu as coisas que aconteciam. Parece que estou dando uma de "pura". Até assumo que eu criticava, mas nem conhecia as pessoas. Alguns me diziam coisas e faziam a minha cabeça contra certos alguéns. Então, hoje em dia, esses alguns usam e abusam da dissimulação para convencer esses alguéns de que tudo era apenas um acidente.


Hoje, fuçando orkuts alheios, vi coisas que me deixaram profundamente nauseada. Se havia alguma chance de voltar a acreditar nas pessoas, ela se foi hoje.

Passeiuns 5 anos da minha vida praticamente numa gangue (intitulo hoje) que criava conceitos sobre as pessoas que não sei por onde tiraram, Mas eu acreditava e tinha a mesma arrogância. Agora, que cansei dessas máscaras, que resolvi ter a minha personalidade tentando ser o mais justa possível, me pego vendo recadinhos da minha antiga "gangue" para os seus "rivais": bah, não te adicionei porque não sabia que era tu.

HAUHAUAHUAHUAHUAHUAHUAHUAHUAHUAHUAHUAHUAHUAHUAHUAHUAHUAHUAHUAHAU...


E as pessoas acreditam, claro. Compreensível, eu também acreditava. Depois vem a explicação "a Débora é quem não gostava de ti", sendo que eu, muitas vezes nem conhecia as pessoas, só ia atrás. Um erro, mas agora aprendi a corrigi-lo.


Conselho: nunca sigam fielmente ideologias. Ninguém segue, ninguém se importa com isso, tudo o que rege o mundo são as circunstâncias e a capacidade que você tem de enrolar os outros.


Sem mais, meu estômago não aguenta mais declarações a respeito.




quarta-feira, 25 de julho de 2007

Enquanto eu não tenho nada de "relevante" pra postar aqui, fico mudando a cor do blog =]


Ai... ai ai ai...

quinta-feira, 19 de julho de 2007

TAM e PAN

Ah, eu tenho um texto pra digitar, daqueles que eu escrevo nos dias que tô jogada no sofá, me sentindo um pedaço de merda particularmente mole, mas estou com preguiça de digitá-lo, e gostaria de que "baixasse o santo" neste momento em mim pra escrever algo "bonito" sobre os acontecimentos atuais.
Já que eu não tenho capacidade suficiente para escrever um texto completo, farei algumas declarações.

TAM
Urubus jornalistas, ahm? Eu estava até pensando em fazer faculdade de jornalismo num distante dia em que me refugiar longe da minha pacata cidadezinha mesquinha, mas depois de observar certas atitudes, me peguei pensado: vale à pena conquistar o pão de casa dia através da agonia dos outros? Vale à pena correr atrás de pessoas que querem apenas silêncio, respeito e luto?
Fico aqui questionando o papel da imprensa. De que interessa aos cidadãos detalhes minuciosos dos minutos finais de pessoas que agora estão no seio de Deus, ou para os mais céticos, como eu, apenas não podem mais retribuir, estão já deteriorados e se decompondo? O respeito digno do luto, na minha opinião, é o silêncio. Nem eu nem os parentes de vítmas de catástrofes se sentem bem em ficar remoendo os acontecimentos.
Todos estão tristes e chocados (ao menos os que tem dignidade), não é necessário mais, para se provar que foi horrível. Deixem-os em paz.

PAN
Ah, ê povinho brasileiro, minha nossa. Cansei de ver as competições dos Jogos Pan-Americanos. Incrível. Na ginática, por exemplo, meninas fazem lindos espetáculos, piruetas facinantes e depois são vaiadas, só porque não são no nosso país. Sinceramente, sorte delas.
Hoje assisti a final do vôlei feminino. Um jogo disputadíssimo e muito equilibrado. O primeiro set foi brasileiro 27 a 25; o segundo foi cubano, 25 a 22; terceiro novamente 25 a 22, dessa vez para o Brasil; o quarto 34 a 32 para Cuba. No set decisivo, o brasil teve duas chances de vencer o jogo e as desperdiçou, as cubanas tiveram técnica e capacidade pra não desperdiçar a vez delas. Cuba 3 sets, Brasil 2 sets.
Pois bem, estava eu já descrente de que fossem transmitir o pódio, já que já estava dando aquela novelinha monótona das 17:30h, e milagrosamente surge novamente a arena, já passada a premiação do bronze pros EUA. Ginásio vazio, brasileiros MUITO honradores da camisa, e MUITO prestativos a agradecimentos às meninas que chegaram à prata, e depois, na premiação do ouro, os poucos que ainda ficaram, vaiavam com fervor as cubanas. Oras, por que? Elas simplesmente apresentaram um vôlei digno do ouro, assim como as brasileiras, mas se estavam ali, é porque em algum momento foram melhores. Uma partida excepcional. Mas claro, o egocentrismo brasileiro, desse país subdesenvolvido, cheio de miséria, roubalheira e gente facilmente induzida, pessoas que têm a ilusão de acreditar que são melhores em alguma coisa. Bom, voltando, o egocentrismo brasileiro não os permitiu de admitir que Cuba é melhor no Vôlei, assim como não admitiram que as meninas da ginástica dos EUA, ao menos, erraram menos que as brasileiras, por isso conquistaram o ouro.
Antes que a sementinha de cérebro existente nos crânios de 90% dos brasileiros cresça, é impossível e ilsório acreditar em sede de Olimpíadas e de Copa do Mundo. Isso sem falar da questão financeira dos cidadãos, que certamente não lotariam um estádio de futebol pra assistir uma partida do Brasil, quanto mais uma final de Copa entre dois países que não o nosso. Estádio vazio, certo.


Ps.: a primeira manchete do jornal das 20h começa com "tragédia do vôo da TAM".
¬¬

terça-feira, 10 de julho de 2007





Bah, por que eu enfeito tanto esse blog? Só eu acesso ele! Isso, alimento minha auto-estima:

"Isso Débora, você é demais! Muito bom seu blog!".



quarta-feira, 27 de junho de 2007

A Geografia é a síntese dos conhecimentos da natureza?

Hein, este é um texto que deveriiia ser de uma prova. Como eu não pude colar, a entregue pro professor ficou meio diferente. Bom, não é uma coisa chata sobre litosfera, manto, núcleo, e nem sobre as capitais do mundo. Fala sobre a sociedade de um modo geral.




A Escola Possibilista Francesa surge num momento que a França necessita crescer e retornar à grande potência. Seus pensadores, principalmente La Blache, se apóiam, na afirmação de que a sociedade é um organismo, onde todas as partes devem funcionar harmonicamente. Durkheim ainda afirma que as relações na sociedade têm origem na competição, esta que pode gerar conflitos. Para solucionar estes prováveis conflitos, é necessário criar “mecanismos de controle”, com a função de reintegrar as partes do sistema que estejam fora do padrão.
Esta posição do possibilismo francês nos dá a idéia, juntamente com a teoria possibilista que diz que “o homem pensante é capaz de modificar o meio”, de uma sociedade funcionalista, onde todos se comunicam com o administrador em comum, mas não se relacionam entre si. Com este pensamento, é absorvida também a lógica positivista, dos padrões. Poucos se opuseram a este pensamento, um deles foi Reclus, que era um socialista, anarquista, sendo assim, contra o ideal positivista, já que a anarquia prega a igualdade e diálogo entre todos, sem imposição de normais por um indivíduo com mais poder.
A partir daí, começa-se a evidenciar o afastamento do homem com a natureza, iniciado já entre Humbolt e Ritter na Alemanha. A Geografia assume o caráter funcionalista e se ramifica.
Saindo agora especificamente da Geografia Francesa, tomarei o rumo em direção à relação homem-natureza degradada ao longo do tempo.
No sistema capitalista, o que mais o sustenta é o acúmulo de capital. Para tal, é necessário que ocorra alguns processos que farão o homem precisar se submeter ao capital para viver. Sendo assim, o homem terá de oferecer algo em troca de sua sustentabilidade: o trabalho, a força de trabalho.
O trabalho para servir ao capitalismo distorce toda a relação homem-natureza em seu caráter biológico. O homem passa a ver a natureza como objeto a ser transformado para adquirir seu sustento e conforto, e não como sua essência vital, esquecendo que ele, o homem, também é natureza. O capitalismo, com seu pensamento funcionalista-positivista, cria os tais “mecanismos de controle” para integrar os homens nesse modo de produção, de viver.
O homem aliena-se, abandonando sua sensibilidade, seus desejos, para se vender ao mercado. Ele passa a ver o meio como objeto, se afasta de sua racionalidade individual e apenas crê que é preciso trabalhar em algo que lhe favoreça financeiramente para suprir suas necessidades.
Todo este processo é controlado pela cultura capitalista de possessão. Dependendo do ambiente, o homem já cresce pressionado a trabalhar para viver, e sente o trabalho como uma prisão. As pessoas e os meios de comunicação alienados por esta visão que convivem desde que entraram para a escola, onde foram “preparados” e integrados (somente para cometerem os mesmo erros que os antepassados cometeram), espalham esse pensamento como sendo o único caminho, e que este caminho um dia lhe trará a liberdade. Liberdade de expressão e decisão, o que é um total engano. Que liberdade é essa que nos impõe até onde devemos pensar e ser diferentes? Que sociedade “democrática” é essa, onde quem está fora do padrão é visto como aberração?
A maioria das pessoas realmente crêem nesta “liberdade”, ou apenas preferem se cegar à realidade. A maioria delas leva uma vida pacata, preocupadas em pagar as contas, e felizes por terem no fim de semana um programa “diferente” na TV.
A relação homem-trabalho dentro do capitalismo, fez com que os cidadãos abandonassem a natureza de pensar, a natureza que está aí para cada se relacionar a seu modo. Eles apenas deglutem o que é imposto, sem perceber que até esta condição é uma imposição. E ainda acreditam que são importantes, ou até especiais, por contribuir com a sociedade e terem sua recompensa, a qual eu, particularmente, não vejo nada de reconfortante. É apenas mais uma regra a ser inconscientemente seguida pela sociedade capitalista.
Para os que tem “acesso à consciência”, dirão eles que o trabalho liberta, pois eles expressam de alguma forma as coisas que lhe incomodam ou que questionam. Qualquer caminho que seja perigoso a estimular o pensamento, é (ora sutilmente, ora drasticamente) abolido da convivência social, já que a chave do capitalismo é a alienação, privar os homens de abrir os olhos.
A Geografia se deu em um processo longo de adaptação. São poucas as oportunidades que temos para podermos pensar a respeito do que nos é imposto ao longo dos séculos, já que hoje em dia não é preciso pensar para sobreviver. Pelo contrário, os que têm a oportunidade de questionar os padrões, é duramente excluído ou mal visto durante sua existência.
Da minha vivência, posso dizer que os únicos momentos que tive de compreensão das indagações pertinentes em meu cérebro, foram ao estudar esta disciplina (História do Pensamento Geográfico), já que eu, como todos que estão em uma universidade, vieram de uma vida funcionalista, conhecendo uma geografia crua onde alguns, como eu, não conseguiam encontrar respostas
às questões que nos eram impertinentes.

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Última postagem sobre esse assunto.

É impressionante... pessoas que passaram MESES desaparecidas, se sentirem tristes por um "rompimento". Sei lá, se eu não fiz falta durante tanto tempo, por que faria agora? Por que seguir com uma farsa, ou ser cordial, ou finjir que acho o máximo, para quem nem mais se importa com a minha opinião?Não me tocam mais essas máscaras de injustiça. Só me enojam. Bradar a bandeira de "sou anjo". Totalmente revoltante.É melhor esquecer mesmo, quem nunca teve um pingo de sinceridade, e quem nós sempre soubemos que eram uma farça, e ainda assim, ingenuamente, acreditávamos que fossem como nós, que tivessem os mesmos princípios e consideração.

Infantilidade ou esquisofrenia?

sábado, 16 de junho de 2007

O mundo de cada um.

Bad Religion - Live Again




The road is narrow, the horizon wide
And to say what's waiting on the other side
Is so rewarding and the ultimate prize
But what good is something if you can't have it until
you die?
Desperate, tenacious, clinging like a grain of sand
Watching its foundation wash away (wash away)
Drunk with the assertions they know they can't defend
Confident that they might...live again
Live again, live again
Would you give it all up to live again?
Live again, live again
Would you give it all up to live again?
Temptation? Revelation? You decide
Torture shows its colors often in disguise
Progress and purpose help us realize
We pass along a brighter faith even though it must be
blind






Bah, mas como tem gente que não se liga! Totalmente sem noção. Tchê, se eu sou chata, me deixem em paz! Se tão nem aí pra mim, me esqueçam! Que insistância chata em "mudar" as pessoas, em acreditar que são suuuper gente boa, que todo mundo te adora.
Caramba, quando eu acho que tô conseguindo administrar a vida, aparece um mongolóide que vive uma esquisofrenia desapercebido. Auto-estima é bom, mas um pouco de "semancol" é essencial. Ninguém a absolutamente "demais", ou acima de qualquer crítica.
Um dia é a decepção de uma esperança no fim. Quando se refere às pessoas, não tenham esperança: elas nunca mudam suas visões, e as que são afundadas numa vida de problemas mal-engolidos, elas nunca vão perceber que seu mundo é de papel e que há muito mais coisas a se buscar.
Eu vi que meu mundo era de papel. É difícil construir um alicerce seguro, mas já é um enorme passo saber que é preciso ter um. Eu estou nessa fase. Estou procurando a liga perfeita pro cimento da minha vida. Pode ser difícil de encontrar, e está sendo, mas não posso mais deixar o medo me dominar, o medo de morrer, o medo de viver. É difícil, muitas vezes por dia, tem que se respirar muito fundo e beber um pouco de "esperança" (mesmo que seja difícil de achar uma dose).
Mas mesmo assim, me confundo muito, mesmo sabendo que procuro um caminho o mais seguro possível, porque vejo 90% das pessoas na minha volta vivendo em imaginação, em escalas microscópicas, e muitas delas nem entendem ou não admitem, que existe muito mais coisas a se preocupar, a se viver. Isso me faz pensar: será mesmo que é melhor achar um caminho? Será que é melhor manter meus princípios e apenas me adaptar? A maioria das pessoas que vejo, vivem cegadas por esse mundo falso empurrados pra nós todos os dias, em todas a gerações, mas me parecem felizes. Enquanto isso, eu fico aqui, apanhando pra "me adaptar" e contiunar sendo "boa, nobre e enxergando com nitidez".
Não sei o que é melhor, mas não quero viver alienada nesse mundo de papel, que qualquer neblina o fragiliza, e ainda assim, acreditamos que ele vai continuar de pé, enquanto por dentro, apagamos nossos sentimentos e consciência.



quarta-feira, 13 de junho de 2007

Ahm...

Ahm...
Só quero especificar que não tenho tido tempo [não exatamente tempo, mas paciência] de ficar muito tempo no computador, escrevendo;
que não tenho tido criatividade e saco pra contestar a sociedade e suas vertentes, ou os meios de comunicação, ou as ações involuntárias das pessoas;
que estou fazendo tratamento pra conseguir seguir na vida, e espero que dê resultado;
que estou procurando um caminho pra viver e coisas construtivas a fazer;
que ultimamente só tenho tido vontade de escrever a respeito das minhas decepções da vida, com as pessoas, e acredito que isso não seja um assunto muito interessante pra pessoas além de mim;
que estou procurando me organizar;
que apesar dos pontos acima, não esqueço das pessoas que gosto, mesmo que não me comunique com elas;
que não vou abandonar o blog (ohhhhhh);
aliás, alguém lê isso? (nããããão).

Bom, era isso. Então, até o dia que eu estiver melhor!

sábado, 19 de maio de 2007

Ao som de Titãs.

Bom, vou eu aqui desabafar. E desabafar com todas as letras e nomes.

É foda a gente se simpatizar com as pessoas a princípio, e depois cair do cavalo quando ver que todas elas são iguais.
É foda a gente perceber que todo mundo tem um interesse no fundo. Até eu, por mais que queira fugir desse caráter humano podre que tenta me consumir, não consigo resistir aos anseios egoístas que a vida me oferece.
Para quem quiser entender: a minha opinião é sempre a da razão. Razão esta, que cada um tem a sua. Você se acha correto? Ótimo, de alguma forma deve ser. Eu me acho correta? Sim, de alguma forma eu sou. Por que as pessoas necessitam ter em tudo um correto e um errado? Porque elas não aceitam as diferenças? Mais podre ainda é pregar a "democracia" e ser totalmente dualista.
Eu nunca, nunca falei a ninguém que este alguém estava "errado", nunca. Mas sempre mostrei meu ponto de vista a respeito, que na maioria das vezes não é exatamente o oposto, mas sim uma leitura diferente.

Caramba! Quem é você pra me dizer o que é preto ou branco? E o que fica para os daltônicos?

Não costumava ser assim, eu não costumava ser egoísta. Mas eu vejo que todos são. E não venha me dizer que não. Pare de ser hipócrita e veja se algum dia você não defendeu o que é seu, sua moral. Isso é egoísmo. Um egoísmo necessário. Mas eu, inutilmente lutando contra a sociedade mesquinha, abolia qualquer tipo de egoísmo, era totalmente "pelos outros", sem admitir minhas qualidades, meus méritos e sempre dando mais espaço aos outros do que a mim. Chega disso. Se você não gosta disso, é porque vive num mundinho de bonecas, brincando de casinha, onde todos os cidadãos imaginários te adoram e você é o top.

Eu não estou errada. Cometo meus equívocos a respeito de assuntos que desconheço. Tudo o que eu digo é a minha verdade e ninguém pode mudar isso. Podem discordar, e eu acho totalmente válido, mas não queira me "insignificar", porque isso não vai me abalar. Isso me faz ter repugnância. Mas o que me deixa triste é ver que hoje, eu sinto aversão por pessoas que gostei muito.
Você tem sua auto-estima, sua falta de modéstia, sua verdade. CALE A BOCA, E DEIXE-ME TER A MINHA!

Se não gostam de mim, não vou correr atrás pra que mudem de idéia. Tenho o mesmo valor que qualquer um. Se não gostam, é porque não merecem o meu apreço.



Isso, totalmente direto, vai para as minhas amigas, que nunca lerão isso, porque nunca aparecem aqui. Elas, que me procuram pra pedir favores e pra contar histórias de lobo mau. Elas, que passaram a vida roubando meus ouvidos com suas balelas e durante todo o tempo, nem pra dizer um simples "como você está?", mesmo que a contra gosto. Cansei de me fingir de brinquedo, cansei de fingir que acredito em vocês. Eu tenho uma vida muito maior pra correr atrás, e lamento que vocês continuem preocupada com os outros e brincando em seu mundo imaginário.

Alguns pontos deste post também vão à Stephanie, da Punk Rock, a qual ainda gosto muito da pessoa que é, mas me indigna muito querer impor a sua verdade, ainda mais num assunto besta, como o futebol. E eu nunca estive errada, nem você. Fico triste por termos idéias diferentes e não conseguires "conviver" com isso. E nem vais ler isso também, não faz diferença.



E aos demais que acharem isso uma tremenda bobagem, problema é de vocês.
E aos que considerarem criancice considerar tanto amizades de internet, problema é de vocês, oh, grandes adultos, maduros e cheios de coisas pra fazer.

terça-feira, 1 de maio de 2007

Puro agito

Well, como eu não tenho tido tempo pra escrever pro blog, tive que fazer uma redação pra faculdade sobre "a rua onde moro" e estou postando ela aqui, porque, realmente, a rua onde moro é bastante interessante. Quem quiser ler, não se empolgue achando que é muita coisa e quem não quiser ler, não perde muita coisa.
E por favor, quem tiver saco de ler, também tem saco de postar um comentário mesmo que seja só com "li".
Obrigada.
Puro Agito
"A rua onde moro tem muitas histórias pra contar. Antes de tudo, ela proporciona a todos os moradores e visitantes de Rio Grande, o imenso prazer e alegria de sairem da cidade. Se estende do porto, até a cidade de Santa Maria.
Em seu histórico incluem-se protestos, acidentes, mortes, todo o movimento do porto de Rio Grande. Uma parte da economia do país passa por aqui.
Celebridades nacionais, ministros, presidente e outras autoridades do Brasil, e até um grande ídolo do Punk Rock mundial, já passaram pela frente de minha casa. Também já presenciei o transporte de algumas peças gigantescas que não faço a mínima idéia pra quê servem, e outras missões que exigem toda uma segurança em torno.
A vida pedetre é de fluxo pequeno. Vizinhos próximos, festas, eventos comunitários, não são o ponto forte. Para mim, esse fator de viver longe da vida comunitária não é ruim. Considero bem mais divertido contar que muitos dos meus ídolos "quase" pararam para um cafezinho em minha casa, do que minha rua ser palco de quermesses para igrejas e pastores encherem o bolso de dinheiro e mobilharem suas casas.
Tenho vários "vizinhos ", moradores da mesma rua, que nunca verei na minha vida. Tantas vidas já passaram por aqui, quantas vidas arrancadas aqui; quantos grãos de soja perdidos ao longo de minha rua...
Oh sim, importante dizer, que na esquina da minha casa (assim como há de ser em inúmeros trechos de minha rua) existe um buraco mal tapado que é o causador de centenas de terremotos por dia, a cada caminhão que passa "voando" nesta rua.
Parte do meu endereço é o mesmo de uma penitenciária, de vários restaurantes, rodoviárias, postos de polícia, ventas, botecos e todos os tipos de estabelecimentos que possam existir nesta BR 392.
Se não fosse ter que sair sempre cinco minutos adiantada, para ter tempo de atravessar a rua, se não fossem tantos buracos, se não fossem tantos caminhoneiros correndo no acostamento e empurrando poeira em nossas caras e se não morressem tantos cachorros nela, a rua onde moro seria praticamente perfeita."
Recém saída do forno.

sexta-feira, 27 de abril de 2007

Postagem nova só quando acabar meu período de provas. Lá pelo dia 07, pra ter tempo de postar algo "decente".
=)

sexta-feira, 6 de abril de 2007

Ahm...

Não tenho muito o que escrever. Acho que pela primeira vez eu não quero dizer como estou e não quero entender como estou.

Porém, não é a primeira vez e nem será a última que eu sigo alguma coisa que me impulsiona pra algo que eu não entendo o que é; que um instinto estranho me tira do "caminho" que escolhi pra traçar; algo que parece disturbio, que parece medo, insegurança, confusão, mas que no fundo eu sinto que é racional, como se uma mão penetrasse em minha mente e alterasse meus sentidos. Mas não sinto como uma simples alteração que não irá me levar em nada, algo me faz acreditar no meu íntimo que são as coordenadas que me levam pra vida que devo ter, que terei.

Não entendo e muito mesmo consigo explicar porquê essas alterações. Muitos vão achar que é caso de psiquiatra, até eu mesma chego a acreditar nisso algumas vezes. Mas não, aquele sétimo sentido, no subconsciente, me faz pensar que tem algum sentido, um sentido que se fará entender no futuro.

O problema é quando eu tento entendê-lo, quando eu passo a investir, a ilusionar no que acho que é onde eu devo chegar. Aí, coloco os pés pelas mãos, confundo, magoo as pessoas, fico assustada e com medo do que fiz, do que sou. Mas tem horas que eu páro pra pensar, e encontro respostas mais simples: era assim que tinha de ser, foi pra cá que me empurraram. Pode ser apenas um consolo pelo mal que eu possa ter feito, para diminuir o peso da consciência. Então, crio um egoísmo suficientemente necessário pra seguir a vida, pra onde ela traçar seu mapa em minha mente, para eu não me martirizar pelos problemas que criei, pelas decepções que dei, pelas pessoas confusas que deixei.

Não acredito em Deus, ou tento acreditar o mínimo possível, mas há alguma força que controla as decisões de minha vida, e espero que seja boa, ou normal. Talvez a complexidade do pensar humano - consciente, subconsciente, inconsciente e mais vários "prefixos-consciente" - me leva a correr curvas acentuadas até achar a felicidade, a minha felicidade.

Se não, estou ficando louca.






- Ângulo meio emo, mas é uma foto adorável. -

quinta-feira, 29 de março de 2007

É, meu chão se abriu denovo.
Não sei porque eu cismo em acreditar que tenho um.
=/

sábado, 24 de março de 2007

The meaning of life.

Um dos grandes problemas da maioria das pessoas é sempre esquecer que não é só na Física ou na Química que toda a ação tem sua reação.
Todos sempre fazem as coisas sem se lembrar (ou até mesmo subestimar) que os outros também têm capacidade de fazer as mesmas coisas, de cometer os mesmos erros e de ter os mesmos interesses. Todos agem sempre idividualmene, ignorando a existência de outras pessoas que estão sujeitas a ver e ouvir e que também são egoístas quando têm seus impulsos.
Impulsos não são controlados, mas suas conseqüências, muitas vezes, podem ser amenizadas. Um pedido de desculpas ou compreensão alheia são geralmente atitudes nobres, de grande valia. Nem sempre há nobreza em ambas as partes. Geralmente, uma admissão de erro não é levada ao mesmo nível humano pela vítima do que o errado, arrependido. Sempre antes de tudo vem um enorme sermão de um vencedor e depois um “ok, tudo bem”.

É terrível o fato de como o egocentrismo humano consegue derrubar momentos felizes, destruir as visões que criamos das pessoas.


Vamos todos viver nossas vidas, acreditarmos na capacidade cerebral de cada um, e fazer por merecer as gentilezas da vida.
Vamos educar nossos filhos com bom senso e coragem, com autonomia e personalidade.
Vamos deixar que eles aprendam com as pedras nos próprios caminhos.
Vamos esquecer que um dia tropeçamos, pos já deixamos de lado esses obstáculos.
Vamos fazer com que as crianças tenham chances de realmente crescerem, de serem melhores que nós.
Parem de ter medo, de ter inveja antecipada das mentes recém nascidas.
Parem de olharem o mundo como se todos vivessem a sua vida, como se todos tivesses seus princípios e sentimentos.
Deixe-me traçar meu caminho.
Deixe-nos traçarmos nossos caminhos.
Dê-nos a oportunidade de chutarmos pro lado as pedras em nossas vidas.
Deixe-nos sentirmos orgulho de termos superado um desafio, termos orgulho de levantar de um tombo.
Deixe que Deus, ou qualquer outra foca que exista, nos leve para onde devemos ir.
Você não é Deus, você não vai controlar nossas vidas por toda a eternidade.
Vamos viver atrás de sua vida, e quando não estiver mais aqui, iremos definhar até apagar-mos sem jamais termos tido brilho?
Esse é o objetivo?
Jogarmos no lixo a provável única oportunidade de sermos alguém?
Alguém não apenas com nome, identidade registrada, emprego e qualificação profissional.
Sim, alguém que tenho vida, alguém que tenha um passado único, um passado exclusivo, com enganos e acertos que só nós pudemos ter.
Sim, isso é o que vale à pena.
Sermos humanos diferentes, com exclusividade.
Não quero acabar como você, não quero me arriscar somente no final da vida, quando não há mais como buscar um revigoramento.
Quero sofrer agora, quero ter dúvidas agora, quero esclarecê-las agora.
Quero errar agora, para ter tempo de corrigir.
Quero viver.
Quero viver agora, para não morrer sem nunca ter tido uma vida.

quarta-feira, 21 de março de 2007

Sobre moluscos e homens

Rubem Alves



Piaget, antes de se dedicar aos estudos da psicologia da aprendizagem, fazia pesquisas sobre os moluscos dos lagos da Suíça. Os moluscos são animais fascinantes. Dotados de corpos moles, seriam petiscos deliciosos para os seres vorazes que habitam as profundezas das águas e há muito teriam desaparecido se não fossem dotados de uma inteligência extraordinária. Sua inteligência se revela no artifício que inventaram para não se tornarem comida dos gulosos: constróem conchas duras – e lindas! - que os protegem da fome dos predadores. Ignoro detalhes da biografia de Piaget e não sei o que o levou a abandonar seu interesse pelos moluscos e a se voltar para a psicologia da aprendizagem dos humanos. Não sabendo, tive de imaginar. E foi imaginando que pensei que Piaget não mudou o seu foco de interesse. Continuou interessado nos moluscos. Só que passou a concentrar sua atenção num tipo específico de molusco chamado “homem“. Se é que você não sabe, digo-lhe que muito nos parecemos com eles: nós, homens, somos animais de corpo mole, indefesos, soltos numa natureza cheia de predadores. Comparados com os outros animais nossos corpos são totalmente inadequados à luta pela vida. Vejam os animais. Eles dispõem apenas do seu corpo para viver. E o seu corpo lhes basta. Seus corpos são ferramentas maravilhosas: cavam, voam, correm, orientam-se, saltam, cortam, mordem, rasgam, tecem, constróem, nadam, disfarçam-se, comem, reproduzem-se. Nós, se abandonados na natureza apenas com o nosso corpo, teríamos vida muito curta. A natureza nos pregou uma peça: deixou-nos, como herança, um corpo molengão e inadequado que, sozinho, não é capaz de resolver os problemas vitais que temos de enfrentar. Mas, como diz o ditado, “é a necessidade que faz o sapo pular“. E digo: é a necessidade que faz o homem pensar. Da nossa fraqueza surgiu a nossa força, o pensamento. Parece-me, então, que Piaget, provocado pelos moluscos, concluiu que o conhecimento é a concha que construímos a fim de sobreviver. O desenvolvimento do pensamento, mais que um simples processo lógico, desenvolve-se em resposta a desafios vitais. Sem o desafio da vida o pensamento fica a dormir... O pensamento se desenvolve como ferramenta para construirmos as conchas que a natureza não nos deu.O corpo aprende para viver. É isso que dá sentido ao conhecimento. O que se aprende são ferramentas, possibilidades de poder. O corpo não aprende por aprender. Aprender por aprender é estupidez. Somente os idiotas aprendem coisas para as quais eles não têm uso. Somente os idiotas armazenam na sua memória ferramentas para as quais não têm uso. É o desafio vital que excita o pensamento. E nisso o pensamento se parece com o pênis. Não é por acidente que os escritos bíblicos dão ao ato sexual o nome de “conhecimento“... Sem excitação a inteligência permanece pendente, flácida, inútil, boba, impotente. Alguns há que, diante dessa inteligência flácida, rotulam o aluno de “burrinho“... Não, ele não é burrinho. Ele é inteligente. E sua inteligência se revela precisamente no ato de recusar-se a ficar excitada por algo que não é vital. Ao contrário, quando o objeto a excita, a inteligência se ergue, desejosa de penetrar no objeto que ela deseja possuir.Os ditos “programas“ escolares se baseiam no pressuposto de que os conhecimentos podem ser aprendidos numa ordem lógica predeterminada. Ou seja: ignoram que a aprendizagem só acontece em resposta aos desafios vitais que estão acontecendo no momento (insisto nessa expressão “no momento“ – a vida só acontece “no momento“) da vida do estudante. Isso explicaria o fracasso das nossas escolas. Explicaria também o sofrimento dos alunos. Explicaria a sua justa recusa em aprender. Explicaria sua alegria ao saber que a professora ficou doente e vai faltar... Recordo a denúncia de Bruno Bettelheim contra a escola: “Fui forçado (!) a estudar o que os professores haviam decidido o que eu deveria aprender – e aprender à sua maneira...“ Não há pedagogia ou didática que seja capaz de dar vida a um conhecimento morto. Somente os necrófilos se excitam diante de cadáveres.Acontece, então, o esquecimento: o supostamente aprendido é esquecido. Não por memória fraca. Esquecido porque a memória é inteligente. A memória não carrega conhecimentos que não fazem sentido e não podem ser usados. Ela funciona como um escorredor de macarrão. Um escorredor de macarrão tem a função de deixar passar o inútil e guardar o útil e prazeroso. Se foi esquecido é porque não fazia sentido. Por isso acho inúteis os exames oficiais (inclusive os vestibulares) que se fazem para avaliar a qualidade do ensino. Eles produzem resultados mentirosos por serem realizados no momento em que a água ainda não escorreu. Eles só diriam a verdade se fossem feitos muito tempo depois, depois do esquecimento haver feito o seu trabalho. O aprendido é aquilo que fica depois que tudo foi esquecido... Vestibulares: tanto esforço, tanto sofrimento, tanto dinheiro, tanta violência à inteligência... O que sobra no escorredor de macarrão, depois de transcorridos dois meses? O que restou no seu escorredor de macarrão de tudo o que você teve de aprender? Duvido que os professores de cursinhos passem nos vestibulares. Duvido que um professor especialista em português se saia bem em matemática, física, química e biologia... Eles também esqueceram. Duvido que os professores universitários passem nos vestibulares. Eu não passaria. Então, por que essa violência que se faz sobre os estudantes?Ah! Piaget! Que fizeram com o seu saber? Que fizeram com a sua sabedoria? É preciso que os educadores voltem a aprender com os moluscos...
Publicado em Folha de S. Paulo, Tendências e Debates, 17/02/2002

sexta-feira, 16 de março de 2007

Eu não acredito que vou cair nessa denovo.
Não acredito.
Simplesmente me odeio muito por me fazer feliz por ilusões.
Simplesmente tinha posto na cabeça aparentemente definitivamente que isso não ia mais acontecer, que eu não ia mais pensar isso, pelo menos dessa forma.
E agora estou eu aqui, mais uma vez, criando uma vida que nunca vou ter, idealizando encontros e experiências que são total utopia diante do pouco tempo que se transcorreu.
Estou mais uma vez caindo encantada pela atenção que pessoas boas dão. Atenção que dão pra todas as pessoas que são queridas. Apenas isso. Nada mais.
A besta aqui, por não ter nada que seja realmente bom na vida, fica aqui, fazendo de riscos no papel, um arco-íris enorme que corta todo o globo terrestre.
E fico eu aqui, totalmente absorta em pensamentos e idéias que eu não devia ter criado, por amor próprio. Mas como isso é uma coisa que falta em mim, eu prefiro ficar me matando em sonhos que, quando acordo, sei que são coisas inatingíveis.
Porque eu não sou ninguém importante, por mais que eu queira sentir que seja e por mais que as pessoas queiram que eu me sinta. Porque eu só sou mais um ser humano comum, com suas divergências, suas características, suas vontades (concretizaveis ou não), com seus sentimentos. Sentimentos que por mais pura que as pessoas sejam, um dia sempre acabarão passando por eles como se fossem árvores no caminho pra casa.
Eu falo isso, eu penso nisso, eu sofro com isso, mas não consigo deixar ir embora de mim a sensação de ter alguém em que pensar e de me iludir que alguém pense em mim da mesma forma e situação.

sexta-feira, 9 de março de 2007

Tenho um texto pra digitar, mais como um desabafo. Porém, talvez não sei quando o postarei.
Abraços (com desodorante, por favor).





A parte mais bela de meu corpo. E são naturais!! hauheuiheuiaheuihauiehuaiheuiae...

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

Homenagem póstuma.

Meu cão morreu.

Foi bom pra ele, ele estava agonizando, não tinha mais nada a ser feito.

Mas vou sentir falta dele. Fiquei uns cinco minutos berrando quando o mano confirmou, mas fiquei aliviada depois, porque a dias ele estava sofrendo.

Vou sentir falta de sair no pátio e gritar "TODDYYYYYY, CÃO", e ele vir correndo, aquela bola cheia de pêlos, "sorrindo" e balançando aquele espanador; de quando eu discutia com a mãe e ia pros fundos de casa reclamar com ele as coisas que ninguém entende em mim; falta de agarrar a cabeça dele, espremer as orelhas e ele achar o máximo; de ver ele usando a calçada de travesseiro pra ficar perto da gente; de eu ser a única a fazer questão de dar um abraço nele, todo o dia antes de eu ir tomar banho; de saber que mesmo que não falasse, e mesmo que muitas vezes eu me distanciasse, que alguém gostava de mim.

Acho que vou sentir falta até da mãe reclamando "esse cachorro só presta pra encomodar!".

Mas tá né, fazer o quê. Um dia vai ser meu pai, minha mãe, meu irmão.

Mas eu tinha certeza que ele era o animal no mundo que mais me fazia bem.

6 de agosto de 1999

23 de fevereiro de 2007

Eu teria muito mais a escrever, mas não consigo fazer isso no momento, sem encharcar o teclado de lágrimas.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

Extra, extra!

Abrindo uma excessão nas minhas "férias mentais", me obriguei a escrever um texto, de pois de passar o dia tendo irritantes "visões literárias". heaiuheuihuieuiaheuihauieh...
Bom, perdão por algum erro de digitação, pois recém terminei de digitá-lo, e perdão também se houverem algum assunto repetido ou fora de ordem. Eram 2h da manhã e eu praticamente "vomitava" as informações no papel.
Abraços a todos (ou a ninguém, ou a eu mesma).





"Sabe porquê não pedimos perdão como deveríamos?
Porque, de uma forma ou de outra, sempre preferem enfatizar que erramos, do que apenas aceitar o pedido com a mesma nobreza que ele foi feito.
Sabe porquê não somos mais educados?
Porque tem certas ocasiões que a educação é uma fraqueza.
Sabe porquê muitos de nós, seres humanos, demoramos a criar vínculos sinceros com os outros?

Deveríamos todos tratar as pessoas como se fôssemos nós mesmos. Porque todos os homens têm as mesmas qualidades e as mesmas fraquezas; porque no fundo, todos nós buscamos pessoas a amar, que nos ofereçam uma trincheira segura para seguir a batalha; porque todos nós acreditamos que, cada um a seu modo, estamos aqui para cumprir uma tarefa.
Mas essas coisas não acontecem. E não é culpa da “ambição” humana. É culpa da burrice e ignorância das pessoas, de terem um pensamento limitado de que “civilização” é construir prédios e colocar asfalto em cima de mata virgem.
Não é simplesmente a “ambição” que está fazendo o mundo desabar e afastando o lado humano das pessoas. É a visão estabelecida de que “quanto mais tecnologia, mais perfeito é o mundo” e ponto. Tecnologia é importante sim, mas acima de tudo, o mais crucial, é termos consciência de que somos seres vivos, como todos animais e plantas, e que sem nosso habitat natural, nós extinguimos aos poucos. Ou então crescemos descontroladamente até matarmos uns aos outros e, com muita sorte e otimismo, deixamos nosso planeta aos próximos protozoários.
Um homem muitas vezes transforma uma floresta que habita milhares de espécies e sustenta a vida, em pasto para bovinos. Dinheiro é apenas um acessório inventado para comprar a capacidade de pensar do fraco ser humano.
A “invenção” da propriedade foi abolindo automaticamente as chances de milhões de pessoas de viver, no sentido biológico e em tudo que faz um ser humano ter qualidade de vida física e metal. Impedem que milhões de pessoas tenham acesso a informações técnicas e necessárias pra inúmeras atividades; impede que elas tenham um lugar em que possam exercitar o cérebro e ter boas idéias; impede que tenham os contatos de conhecimento que poderiam ter com outras pessoas. Impede a todos os seres humanos, sem exceção, de viver, em algum aspecto.
Uns sem poder aquisitivo, que não vivem experiências, não têm chances de aprender, de progredir, de conhecer culturas. Outros com excesso, que não têm com quem compartilhar e trocar idéias e debater assuntos culturais. Atrapalha e separam em mundos diferentes, o que sempre deveria estar em contato e cooperando por um bem comum a todos: a vida, a casa a se viver.
É impossível escrever tudo, todos os processos e falhas que se sucederam durante toda a vida humana no planeta que fizeram chegar ao ponto que estamos, onde o máximo que se pode fazer é corrigir em minúsculas escalas o comportamento e visão humana. Onde não se há mais caminho de converter todas as mentes expostas desde o início dos tempos, ao pensamento egocêntrico de "tenho que ser melhor". Competição é algo muito saudável pra se aprender, e não para se empurrar os conceitos a todos que ainda não têm a percepção de vida, em todos os níveis.

Partindo para um lado de “análise” comportamental; em questão particular, eu mesmas, tantas vezes me irrito de “corrigir” algumas pessoas, enquanto, no fundo, inflo meu ego ilusionando que sou a “melhor”. Aí, obviamente, muitas vezes se de pessoas que sabem mais do que eu em outros aspectos do qual não tenho conhecimento, e simplesmente ignoro quem possa ser melhor que eu e deixo de aprender muitas coisas, de ser mais completa. Na verdade, isso acontece porque tenho medo de que as pessoas saibam que eu sou vulnerável, que entendem das coisas mais do que eu, e que também “inflem seus egos” acreditando que são melhores que eu.
O erro sempre começa conosco. A desconfiança sempre começa por nós. Sempre pensamos que as pessoas são capazes de pensar as coisas porque nós pensamos, sempre julgamos as pessoas pelo que nós somos, esquecendo que todos os seres humanos são diferentes, têm suas próprias escolhas e aptidões.
Muitas vezes deixamos de dizer “eu te amo” ou “preciso de você”, por medo de que estejamos admirando alguém que não nos admira com a mesma intensidade. Também porque nós já nos sentimos “melhores” por ouvir essas palavras e não retribuí-las.
Uma criança começa a ser educada desde o tapinha no bumbum pra garantir que está viva. Assim é a sociedade. Vulgarizando, a sociedade foi educada como um “playboy”, que tem tudo para ter um grande nome, mas acaba marginalizado pela pressão cultural e limitação do meio. Termina morto num beco, cheirando heroína. Ou numa briga inútil por um território que não é de direito de nenhum homem individualmente, soltando uma bombinha atômica aqui, outra ali.
Começamos errados e vamos terminar errados.


Não me relaciono com as pessoas, porque já tive muitos ignorantes mesquinhos na minha vida, que sempre pisaram nas minhas intenções. Não me relaciono com as pessoas porque sinto muito medo de me tornar arrogante e cega como as pessoas que tive no meu passado. Porque sei que sou fraca, que tenho a personalidade fraca como todos no mundo, que quanto mais pensam que são “especiais”, mas comuns se tornam. E esse processo de se tornar comum, se torna cada vez mais rápido quando se está num meio em que precisamos agir conforme a “sociedade” manda. Com cinismo, indiferença e esquecendo do que somos como ser humano, ou do que fomos quando tínhamos tempo de sentar na cadeira e pensarmos sobre si mesmos.
Egoísmo.
Todos nós temos um pouco, independente da forma que está dentro de nós. Não é da natureza humana, é mais uma condição imposta pelos erros cometidos.



Eram 01h30minh quando eu saí da internet na madrugada do dia 05/02/2007. Escovando os dentes, percebi que passei o dia inteiro tendo “lapsos” de frases soltas, que fazia muito tempo que não aconteciam. Então, me tranquei no quarto e decidi que não iria jogar fora o dia de inspiração que eu não tinha a uns três ou quatro meses.
E agora são 02h51minh e eu já devia estar dormindo a uma hora atrás."
Alguns trechos foram inseridos na tarde do
dia 06/02/2007, quando passei ao computador este texto

terça-feira, 30 de janeiro de 2007

Legal, perdi todos meus arquivos. ¬¬

Por um tempo considerável isso aqui vai ser menos informativo do que nunca.
Enquanto eu estou de férias mentais e físicas, não vou escrever nada (vamos lá, juntos: eeeeeeeee).






Bad Religion - The Empire Strikes First (tradução)
Greg Graffin E Brett Gurewitz


O império ataca primeiro

Nós atacamos primeiro
E nós somos esquecidos
Aqui nós vamos de novo
Para o palco fazer o melhor show em todo céu e terra
Vamos nessa
Gaste seu precioso dinheiro
Não quero viver!
Não quero dar!
Não quero ser!
I-m-p-é-r-i-o
Não quero viver!
Não quero ser!
I-m-p-é-r-i-o
Estamos chegando rapido
E nós construimos o último
Nós tropeçamos em alguém
Agora nós estamos contentes
Por finalmente dizer que aqueles dias passaram
Me diga até quando vai ser assim?
Não quero viver!
Não quero dar!
Não quero ser!
I-m-p-é-r-i-o
Não quero viver!
Não quero ser!
I-m-p-é-r-i-o
Nós só começamos
Você não precisa ter medo
Yeah você mereceu esses dois minutos de ódio
Bem,nós guspimos e nós cursamos
E nossos corações sangrando arrebentaram
Mas talves dez milhões de almas marchando em fevereiro
Não podiam parar com o pior
Não podiam reverter
Não quero viver!
Não quero dar!
Não quero ser!
I-m-p-é-r-i-o
Não quero viver!
Não quero ser!
I-m-p-é-r-i-o

segunda-feira, 22 de janeiro de 2007

Olá

Bem, o texto que vou postar é do meu "perfil do orkut" que acabei de tirar de lá.
Eu ia postar uma tal de "retrospectiva" do meu ano, mas ainda não digitei e nem sei se vou digitar porque não ando com muita boa vontade.
Have a nice life.



"Ai ai...Até que faz tempo que não escrevo nada novo sobre eu aqui.Dessa vez não será um texto, serão frases, eu espero.Eu alerto todos que se aproximam de que sou chata.Se você acha que eu sou legal, um dia vai perceber que eu sou chata.Se você acha que eu sou chata, um dia vai perceber que está certo, mas eu tento ser legal, quando não estou com preguiça.Meus amigos insistem em dizer que eu sou legal. Mas não. Eles gostam de mim, é diferente.Geralmente falo tudo "preto no branco". Mas tenho aprendido um pouco a administrar o que dizer e a que hora dizer.Tenho poucos amigos. Muito poucos. As pessoas que chegam "oi amigaaaaaaaaaa" e eu não me sinto à vontade de retribuir com a mesma intensidade, eu digo apenas "oi".Só chamo de amigo quem eu realmente me sinta á vontade e confio. A parte da confiança é brabo, porque confio muito mas pessoas.De uns tempos pra cá, tenho estado mais egoísta em algumas situações. Não perdoo ninguém que eu realmente queira perdoar. Não caio mais em historinhas. Às vezes, posso até cometer injustiças, mas não me sinto mal por isso, por que "n" pessoas não fazem as coisas certas pra mim e comigo e tenho certeza que elas nem se lembram disso.Eu sempre fui meio "grossa". "Grossa" pra uns, sincera pros que entendem.Tenho conseguido estar um pouco mais fechada pras minhas individualidades.Falo muita asneira. Às vezes propositais, à vezes involuntáriamente, e à vezes por falta de informação mesmo.Se queres acreditar que eu sou uma pessoa legal, jamais puxe assuntos comigo relacionados à situação do mundo, seres humanos e sistemas.Se queres conhecer meu pessimismo, fale sobre a situação do mundo, seres humanos e sistemas.Eu gosto de rock, rock de verdade. Dos 90 e poucos pra trás. Preferencialmente gosto de ir a shows, mas sendo pra dar risada, vou à qualquer merda.Me "apego" muito fácil, me ferro inumeras vezes.Tenho auto-estima baixa, mas não morro por isso.Tenho necessidade de mostrar minha atenção às pessoas, por isso fico mais chata ainda.Tem épocas que eu sou bem comunicativa, mas tem outras que eu não abro a boca nem pra respirar.Não sou poooooobre, mas tenho apenas o suficiente pra viver confortavelmente, então tenho que fazer esforços cabulosos pra conseguir dinheiro pra ir a algum programa que esteja fora do presuposto do mês.Sou complexada com a minhas banhas abdominais e com meus dentes. Minha mãe corta minhas calças velhas para fazer bermudas no verão. Economia.

Ah, cansei."

segunda-feira, 1 de janeiro de 2007

= ]

Feliz Ano Novo!
Desejo a todos, tudo o que uma porrad* de gente já disse esses dias e ainda vai dizer, até que acabe essa empolgação de "novo ano".

=D



Espero esse ano voltar a escrever textos repetitivos, pessimistas, chatos, e talvez alguma coisa boa quando eu tiver algum dia bom!
Espero também conseguir voltar à universidade, já que eu só acredito quando estiver matriculada novamente.
Espero encontrar um caminha pra vida, amigos, diversão, seriedade, maturidade e, quem sabe, um amor apaixonante.
Pretendo tentar mudar meus conceitos de como é viver, mas sem deixar de lado o caráter, bons princípios e principalmente, sem deixar de lado a consciência e não fechar os olhos.
Não me culpar por todos os problemas do mundo. Enxergá-los, mas não me punir por isso.
Quero shows, quero dinheiro pra ir a shows. Quero Offspring, pra eu morrer em paz (hehehehehe).
Quero conseguir administrar minha individualidade, aprender a dizer as coisas na hora em que devem ser ditas e saber a hora de ficar calada.
Quero ainda amar. Amar meus pais, meu irmão, meus amigos, as pessoas que não me conhecem, minhas paixões platônicas. Quero ainda buscar um 2 em 1, ou talvez, um "amor ardente". Quero ter sentimentos e sensações. Mas também não morrer se essa não for a hora de conhecer esse lado da vida.
Faço 18 anos. Não é grande coisa, mas pelo menos, acho que vou aparentar a idade que tenho!
Não quero esquecer as pessoas que passaram pela minha vida, mas quero saber como lembrar delas.
Quero ter sonhos, mas ter consicência, todo o dia pela manhã, que alguns deles não dependem só de mim.
Quero nesse ano, tentar encarar a universidade. Não era o que eu queria, mas foi uma sorte tremenda ter conseguido entrar e já perdi um ano.
Tenho que aprender a me relacionar. Aprender a ser engraçada sem ser "bobo da corte". Quero sentir alegria em dar sorrisos aos outros.
Quero também que algumas certas pessoas, consigam entender quando eu quero que elas me levem à sério.
E agora eu preciso postar e desligar o PC.


Bom ano a todos!