domingo, 24 de outubro de 2010

A vergonha do segundo turno.

Não vou dizer que sou uma eleitora "imparcial", mas não sou cega quanto a nenhum dos partidos que se mantém na disputa da presidência. Posso dizer que minhas concepções tendem mais ao governo petista, mas não é nada que eu considere perfeito ou ideal.
Fora isso, como qualquer outro ser humano, darei MINHA opinião e MEU ponto de vista sobre o que vem acontecendo desde o primeiro turno, mas que impressiona mais nos ultimos dias.
Sinceramente, dá nojo de assistir à propaganda eleitoral, mas como sou um pouco masoquista, procuro não perder um programa. O que pude analisar desse segundo turno foi a tentativa da campanha do PT de trabalhar propostas, enquanto os PSDBistas atacavam com ofensas pessoais e algumas incabíveis, como a expressão "turma DA Dilma", quando se trata de tudo que acontece no atual governo como tendo, no mínimo, o aval da candidata (termo que dia 23/10 foi proibido pelo TSE de ser utilizado na propaganda). Depois, a campanha do PT não tinha mais como ficar calada diante das acusações da campanha do Serra, e passou a soltar acusações também.
Virou uma várzea; uns dizendo que "são do bem", outros dizendo que "são os mais preocupados com as questões sociais no país.
Mas o maior problema é que, definitivamente, a postura da campanha do PSDB é deplorável. É normal que a campanha da situação evidencie suas conquistas no governo; também é normal que a oposição mostre o que não teve a devida preocupação no governo atual. Mas o que acontece é a ofensa pessoal contra os candidatos da situação. Ligam toda e qualquer noticia depreciativa no governo à candidata Dilma: que até mostrasse REAIS vínculos da candidata com os picaretas da política, mas só mostram as mesmas fotos (antigas) da candidata com o cara-de-pau do José Dirceu. As pessoas se enganam, o problema não é esse. O problema é abafar o engano, ou defender o indefensável.
Agora, não se pode deixar de comentar os lamentáveis "atentados" ao candidato Serra. Caramba, ninguém sabe, ninguém viu o que atingiu a cabeça dele, só se sabe que não foi um tiro, uma faca e nem um paralelepípedo. O que se viu foi sim, nitidamente, uma bolinha de papel que não fez nem "cosquinha" na hora que atingiu o candidato, e um OVNI, que também pareceu não causar dores no candidato. E isso sem nem entrar nas questões de "sensação pós-telefonema".
Então, seguinte: parem com teatrinhos, parem com ofensas pessoais, porque não me interessa quem é crente ou ateu, interessa quais medidas o(a) presidente vai tomar para tornar a vida dos brasileiros mais digna.




segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Aos meus primeiros alunos

Às tagarelas;

Às espertas;

Às dedicadas;

Às roqueiras;

Aos meninos inteligentes.

Eu não preciso mais conquistar vocês para que colaborem com o meu estágio, porque já estamos no fim dessa linha. Então, o que eu disser aqui é a mais profunda verdade.

Eu vi “solo fértil” em cada olhar. Vi que o clima é bastante favorável a plantar uma semente. Vi em cada um de vocês, sem exceção, a possibilidade de mudar o mundo. Educando, transformando as pessoas, elas poderão mudar o mundo. E meu sonho de adolescente era mudar o mundo. Eu sozinha não posso.

Conviver com vocês me encheu de esperanças, me fez acreditar que existe luz; me animou em continuar tentando me formar professora, e tentar instigar o maior numero de pessoas, de futuros adultos, a enxergar a mudança. Se não podemos mudar o mundo já, vamos melhorando, preparando o terreno para termos menos pobreza, discriminação, desigualdades, e gerar muito mais sorrisos e RESPEITO.

Se tem algo que eu queria de fato ENSINAR ao mundo é o RESPEITO. Mas isso não é possível, porque nem eu consigo respeitar tudo e todos. Mas, procurem respeitar a vontade do outro, o que o outro pensa e acredita. Mas ATENÇÃO: isso não significa concordar com o outro.

Sempre pensem, pensem muito antes de estabelecer uma opinião sobre as coisas. Nunca aceitem tudo que a TV diz e tudo que os “mais velhos” dizem. Respeitem acima de tudo, mas saibam que ninguém é dono da verdade absoluta e vocês podem pensar por conta própria.

Tentem não ser influenciados, mas não percam a possibilidade de dialogar e mudar, transformar.

Enfim, vi nos olhos de todos vocês a capacidade de serem mais do que os nossos pais (afinal, ainda somos da mesma geração).

A pesar dos gritos, dos “ultimatos” e das confusões, me fez muito bem ter essa turma – a turma de oitava série, 81, de 2010 da Escola Estadual Lilia Neves – como meus primeiros alunos, minhas primeiras “cobaias” (=P). Aprendi muito com vocês: aprendi que preciso melhorar a maneira de lidar com os alunos (porque nem todas as turmas que eu lecionar serão tão boas quanto a de vocês – ohhhhh, que meigo!), aprendi que eu gosto de dar aula, que gosto de ser ouvida, que gosto de falar “os meus alunos”.

Espero não ser aquela professora chata (vocês sabem o perfil de uma professora chata), espero sempre ter o espírito adolescente, florescendo, esse espírito que vi em vocês e que revitalizou o meu.

Todos vocês podem e merecem crescer individualmente, e são capazes de compreender e contribuir com a importância do social em nossas vidas.

Muito obrigada.

“La conformidad de esta sociedad ante la vil barbaridad
me hace pensar, me hace meditar, es el camino a no llevar”.

Seguimos em Pie – Ska-P

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

O que eu gosto

Minha banda preferida desde os 14 anos, que conheço quase que absolutamente tudo e fui, e por isso, mesmo que já não ouça com tanta frequencia, ainda me considero fã é da banda The Offspring. Suas canções e o perfil da banda embalaram minha ideias e sentimentos pela adolescência;
Meu ídolo de vida é o Doctor Graffin, vocalista da banda Bad Religion, que me abriu os olhos na fase de transição de adolescente para adulto (a qual ainda vivo), e me fez perceber que estudo em punk rock não são coisas opostas. Ele é o cara que eu queria ser, e o exemplo que tento seguir (sem o empenho merecido).
Agora, não tenho como definir que porção da minha vida e das minhas ideias devem-se à banda Ska-P. Acho que tudo parte do rompimento de preconceitos: com um som além de guitarras elétricas, uma língua além, que aparência não é tudo e, mais adiante, com todo o resto que aprendo com seu discurso. Que parte a banda Ska-P toma em minha prateleira de preciosidades? Bom, simplismente é a minha inspiração para concluir um trabalho de estudos acadêmicos de cinco anos na área da Geografia. Ska-P entrou mais tarde na minha vida e tem profunda influência no meu pensamento político libertário. Infelizmente, só no pensamento, o que, como me esforço no caso do ídolo Graffin, pretendo um dia sair do desejo, e de fato fazer alguma diferença com estudos, ideologias e convicções.

Esses são os três pilares do meu pensamento: o lado do sentimento adolescente que me nego a perder, o lado intelectual que admiro e almejo, e o lado ideológico e político que me ajudam a construir meu raciocínio e crer na esperança.