terça-feira, 22 de novembro de 2011

Colonização da América

Gentes, este trecho a seguir foi escrito no corpo do meu TCC, mas como o professor considerou muito "infantil", e realmente não é assim "aquela coisa que sirva de referência", mas como eu não gosto de deixar, e já deixei muito, escritos jogados no lixo tecnológico, vou deixá-lo armazenado no blog.

"Resumidamente, a América do Norte teve como seus colonizadores os ingleses e franceses. Os primeiros, de terras européias insulares, sempre estiveram à frente no processo de manufatura e progresso econômico que os países do continente, e por essa razão, a maior necessidade à época do “descobrimento” das Américas era o fluxo migratório de sua excessiva população. Não se pode dizer que os povos nativos norte-americanos tiveram mais sorte que os povos mais ao sul, mas eles foram dominados e sacrificados para que suas terras fossem expropriadas aos novos moradores europeus que lá instalavam suas colônias de povoamento.
Já a América Latina (denominada assim por ter sido dominada por povos de língua latina – portugueses e, principalmente, espanhóis), teve seus povos disseminados pelo desejo originário de posse. O ouro e a prata foram as primeiras grandes riquezas expropriadas através de sangue e suor dos povos originários escravizados".

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Desculpa, gente... falei coisas que quando eu tinha 5 anos as pessoas já sabiam...

Há alguns meses eu escrevi um humilde texto de minha autoria sobre a imprensa. Na verdade, se não me engano, escrevi um intitulado "A relatividade da imprensa de massa" e outro sobre a liberdade de imprensa... ou será que os dois temas estavam em um texto ao mesmo tempo?! Bom, é uma boa desculpa para o leitor fuçar mais a fundo no blog e descobrir.
Bom, eis que eu nasci em 1989, e hoje em uma postagem de um amigo no Facebook fui direcionada a este blog: http://prcequinel.blogspot.com/, mais especificamente em uma postagem que reproduzia algumas capas consecutivas da revista Veja da Editora Abri (Globo). Bueno, isso interessa, mas interessa mais ainda o link de um vídeo do Youtube que remete a 1994 (quando eu tinha inocentes 5 anos) em que foi veiculado no Jornal Nacional da emissora de TV Rede Globo um direito de resposta concedido pela justiça para o Dr Leonel Brizola, que revela já em 1994 a parcialidade da imprensa que todos nós temos acesso facilmente e que modela muito facilmente as concepções do povo brasileiro.



sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Desculpem-me os politicamente corretos.

Exigência de direitos humanos para Kadahfi. Merece discussão?
Patético. Sabe... as vezes eu fico refletindo se não estou sendo alienada pelo outro lado, o  lado da esquerda radical. Mas aí, quando eu vejo essa da ONU... Obrigada, tão respeitada e justa ONU por me tirar essa dúvida.
Caramba, o que esse cara fez durante anos na Líbia? Mas claro, sempre visando as necessidades dos mais capitalistas países que financiavam sua ditadura em troca de petróleo...
O Bin Laden lá, esse não merece direitos humanos, tadinho! Só porque os que ele matou foram norte-americanos e burgueses!
Também quero o Obama julgado e condenado como mandante do crime, e o Bush condenado pelas pauladas de mortes que financiou no Oriente Médio.
Cara, se o Kadahfi foi torturado antes de morrer, pediu clemência, melhor ainda. Se eu fosse líbia e estivesse lá, eu cuspiria na cara dele e cortava membro por membro, tiraria uma célula de cada vez com um canivete cego!
Maaaais uma vez, lá vem a hipocrisia da sociedade, dos órgãos mundiais, da imprensa! Perfeitinhos, exigindo julgamento decente para seus amiguinhos petroleiros, e tratando como banais as mortes diárias, constantes e seculares dos povos que viveram/vivem pra oferecer seu conforto.

sábado, 1 de outubro de 2011

Futilidades - Make Up


Nunca tive saco paciência para maquiagens, achava tudo muito trabalhoso, e tinha poucas espinhas na cara. Quando a gente cresce, mesmo que não queira, acaba tendo de se adaptar a algumas coisas. Para arranjar um emprego tem de estar apresentável, etc. Fiquei muito tempo apenas focada no cabelo.
Quando meu namorado me incentivou a pintar as unhas e descobri o roxinho que preserva a cor, viciei em esmaltes, como já mencionei em outra postagem aqui no blog. Na verdade, minha rixa com maquiagem, além do tempo desprendido para fazer, era a durabilidade dela. Os esmaltes resolveram com o roxinho.
Um dia catando esmaltes, na farmácia Panvel, rede de farmácias do sul do Brasil, descobri uns batons de preço bem bom e um com uma corzinha coral bem bonita. Descobri também que o batom sempre fica um ou dois tons mais claro na boca que no bastão.
Toda essa bela história de vida porque quero compartilhar com sabe-se lá deus Google quem visita o blog, que os batons da marca Make Up da Panvel têm excelente cobertura e durabilidade e que graças ao Pôr-do-Sol, me tornei uma guria mais “mimimi”. Tu passas de uma a duas vezes no dia e já era, pode beber água e dar bitocas que tua boca continua colorida (claro que também da um up na boca do pololo).
Comprei outros cosméticos da marca para ir a um casamento: o blush Emoção eu uso direto também, o delineador não tive paciência de passar, o rímel comprei incolor porque a perebenta vive coçando os olhos, base, corretivo e sombra.
Ah, os esmaltes da marca ouvi falar que são ótimos, mas ainda não usei (fissurei nos Impala).
Buenas, não sei se virão mais posts como este, mas nada é impossível.


Com flash e sem flash: Pôr do Sol (34) e True Red (8).


terça-feira, 13 de setembro de 2011

Outro Olhar


Com essa avalanche de recordações do 11 de setembro de 2001, eu havia pensado em escrever minhas memórias um tantinho controversas, quando eu ouvi no jornal do meio-dia a pergunta a um “especialista” sobre o que mudou após o 11 de setembro.
Eu poderia dizer “ah, eu tinha 12 anos e fiquei fascinada quando cheguei em casa depois da escola e vi aquilo tido na TV”. Acho que eu já tinha uma veia subversiva ainda distorcida, pois eu gravava em um gravador de voz todas as interrupções de programação da Globo durante uma semana ou mais.
O que mudou depois do 11 de setembro?
Primeiramente, tornou conhecida da massa social a existência de um mundo no oeste da Ásia em que as pessoas possuem uma religião de costumes diferentes dos comumente praticados no Ocidente. Através da mídia, conhecemos loucos fanáticos religiosos, que praticaram e praticam atos terroristas apenas pelo ódio gratuito ao Ocidente e outras seitaas religiosas. Barbudos assassinos de nações inocentes, praticamente rebeldes sem causa, ou, quando muito, de causas que não justificam a barbárie.
Porém, para muitos curiosos, não foram somente estas as portas abertas. Os atentados aos EUA tornaram públicas questões que eram mantidas quase sempre no subúrbio político. Claro, com a distorção do apelo ao radicalismo meramente religioso e ideológico. Mas na realidade, são questões muito mais políticas e econômicas do que intolerância religiosa.
Hoje todos nós (ou grande parte) sabemos que o Oriente Médio é uma região rica em petróleo. Gente, mas o que isso tem a ver com os ataques de fundamentação religiosa? Nada, se os ataques fossem simplesmente de caráter religioso e expressão de “ódio cultural”.
O que move o mundo hoje e faz os bilhões de carros ocidentais se moverem? Ah, aí estamos chegando perto.
Sem querer fazer dos EUA o único demônio capitalista, é necessário esclarecer que, como maior potência econômica mundial, os EUA (ou melhor, seus ricos capitalistas e suas empresas) possuem maior interesse em controlar os meios de produção e, cada vez mais importante, os motores da produção. Por isso é comum mencionar os ianques como a “praga”, mas eles são somente os que respondem hoje pelo capitalismo.
O controle das regiões ricas em petróleo no mundo, desde a explosão do combustível fóssil, sempre foi muito bem exercido seguindo a cartilha da ideologia capitalista: a homogeneização. Seja através de “subornos” ou privilégios acordados com os líderes de cada país petroleiro (com mantido durante décadas com o hoje pintado como único demônio, Kadhafi, na Líbia), seja com a inserção dos costumes/culturas ocidentais capitalistas para reduzir a oposição, apresentando as “maravilhas do consumo” e calar através da força os desconfortáveis
Fizeram isso muito bem com os índios brasileiros do litoral a mais de 500 anos atrás quando europeus trouxeram instrumentos desconhecidos por estes em troca da boa recepção. Nas altitudes dos Andes, os indígenas foram traídos por alguns de seus líderes persuadidos com a perspectiva de poder supremo. Quando as forças de resistência no Oriente Médio, nas “expedições de conquista” atuais, não se dobraram, graças, aí sim, a seus conceitos religiosos bem estabelecidos, as técnicas modernas de exclusão, inserção de normas e condutas forçadas pelo mercado foram colocadas em prática, privando a população de condições básicas de vida, mais ainda do que o pouco de condição geográfica oferece. É a substituição da solidariedade pela competição (SANTOS, 2000).
Quando o povo rejeita a opressão e se organiza para resistir, eles só estão trazendo a campo as origens rudimentares das técnicas ociedentais atuais de coagir: seqüestram em troca de voz, matem diretamente pelos milhares de mortos e sofredores pelas regras externas obrigados a conviver.
Apesar de tudo isso, quando em 11 de setembro de 2001 as organizações terroristas atacaram os prédios que ostentavam a soberania (os mais altos do mundo) e o poderio econômico norte-americano, além do prédio do Pentágono e a tentativa de atingir a Casa Branca, a intenção não era matar pessoas e sim atingir os corações econômico e político dos EUA. Matar pessoas foi conseqüência, assim como os EUA só querem o petróleo e o mercado do Oriente Médio: submeter pessoas ao descaso e à pobreza é conseqüência.
A religião muçulmana é realmente um ponto importante para compreender as ações dos grupos resistentes do Oriente Médio. A força da palavra religiosa que permitiu a não aceitação de ações e posturas exógenas à sua cultura A maioria do povo muçulmano, e também muitos de seus líderes, não querem homogeneizar o mundo em islamismo, mas querem manter seu direito de não serem homogeneizados pelo sistema de miséria estrutural capitalista.
Ressentimento pelos milhares de mortos inocentes em 11 de setembro, sim. Assim como pelas milhões de vidas perdidas e oprimidas por todo o mundo.
Como ato político, foi um memorável tapa na cara do capitalismo, mostrando que nem todos aceitam se transformar por idéias vazios de significado social. Não defendo nenhuma seita religiosa, muito menos morrer ou matar por algum deus, assim como por uma bandeira nacional ou política. Porém, admito alguns conceitos religiosos (que obviamente podem ser interpretados e distorcidos de formas nocivas), e alguns destes, na religião islâmica, são fundamentais para manter o direito de crer e/ou ser livre, à maneira que cada um acredite ser a liberdade.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Rio Grande

Desde os meus treze anos, quando passei a ter acesso à internet, sofria com a pergunta: “onde moras?”
A maioria dos chats que eu participava eram do Rio Grande do Sul, e quando eu respondia que morava em “Rio Grande”, as pessoas complementavam: “isso eu sei, mas em qual cidade?”
Ainda hoje, que a cidade de Rio Grande adquiriu uma visibilidade maior no estado e no país, muitas pessoas ainda não sabem da existência de uma cidade chamada Rio Grande no Rio Grande do Sul.
Rio Grande tem este nome pelo mesmo motivo que o nosso estado tem o nome de Rio Grande do Sul: a Laguna dos Patos. Os colonizdores acreditavam se tratar de um grande rio que desaguava no Atlântico Sul; a cidade de Rio Grande fica quase no meio das águas: é uma península. A partir do trevo de acesso ao centro da cidade, ao Super Porto e à praia do Cassino, nosso pedaço de terra se liga ao continente apenas por uma direção, e enquanto adentramos a Av. Itália, vemos do lado esquerdo a Laguna dos Patos e do lado direito o Saco da Mangueira.
Na ponta onde se localiza a cidade antiga, a zona central de rio grande, nos vemos cercados pela Laguna e o canal do Rio Grande, que liga a Laguna ao Oceano Atlântico e, nas laterais deste canal, encontramos a terceira maior obra de engenharia oceânica do mundo: os Molhes da Barra, que foram produzidos para estabilizar a entrada na Laguna dos Patos para o funcionamento do Porto de Rio Grande. Esta construção foi necessária porque os ventos e sedimentos carregados pelas correntes marítimas alteram naturalmente a desembocadura da Laguna.
Rio Grande é plana e arenosa. Como a Laguna dos Patos, a cidade só pode ser formada por causa dos movimentos das marés ao longo de milhares de anos, enquanto o mar invadia o estado e depositava sedimentos, e depois regredia revelando novas formas geradas pela deposição.
Mas o município se estende a norte, já em pleno continente, onde se localizam as áreas rurais, distantes de 30 a 100km do centro da cidade, até, a leste, parte da Reserva Ecológica do Taim e ao norte, até a ponte que passa por cima do canal São Gonçalo, limite natural entre Rio Grande e a cidade de Pelotas. Ao longo do percurso até Pelotas, pela BR 392, atualmente em processo de duplicação, passamos pelos distritos da Quinta e Povo Novo. O primeiro está em processo de expansão, pois a cidade recebe cada vez mais pessoas com o advento do Pólo Naval, e já não há tanto espaço nas regiões mais centrais para acomodar os novos moradores.
Ainda na zona rural, temos as ilhas do Leonídio, Marinheiros e Torotama, destacadas pela agricultura e pesca artesanal. No sentido leste-sul, no caminho para o Chuí e o Uruguai, temos localidades como a Palma e os residentes na Capilha, já considerada região do Taim. A praia de água doce dessa localidade é banhada pela Lagoa Mirim, e é um excelente lugar para descanso por não possuir tanto vento como na praia do Cassino e ser ainda um local tranqüilo que apreciamos a natureza.
Na costa do continente, temos a praia do Cassino, considerada pelo Guiness Book como a maior praia em extensão do mundo, título que gera controvérsias entre os habitantes do município de Santa Vitória do Palmar, ao sul, que apreciam a praia do Hermenegildo, que pelo recorde registrado, faria parte do Cassino.
O balneário Cassino é a segunda opção de moradia das classes mais abonadas da cidade, mas mesmo assim ainda sofre bastante com a falta de infra-estrutura em suas ruas. É o local mais apreciado no verão da cidade, não só pela praia, que permite aos banhistas chegarem até a beira do mar de carro, mas também pela Av. Rio Grande, que possui canteiro e ciclovia onde a população se reúne nas noites de verão e nas tardes de inverno para tomar chimarrão e conversar.
A cidade de Rio Grande possui uma recordação histórica muito significativa, pois já foi capital do estado e palco de muitas transformações regionais. O Porto sempre foi muito valorizado pela posição estratégica da cidade e pela possibilidade de circulação da economia pelo Rio Grande do Sul, sendo um excelente ponto de visitação para o turismo histórico, através de uma boa orientação sobre os aspectos históricos de prédios e monumentos. Possui também o maior complexos de museus da região sul do estado e a maior praça arborizada fora da Grande Porto Alegre, a Praça Tamandaré, que resguarda em um monumento-túmulo os restos mortais de Bento Gonçalves, figura significativa na Revolução Farroupilha.
A população rio-grandina, não se difere de outras quanto suas disparidades: poucos com muito e muitos com pouco. Com quase duzentos mil habitantes, a população vive o imediato, e naturalmente não reserva tempo para apreciar os aspectos interessantes da cidade, como o rico arsenal histórico e as paisagens que compõem Rio Grande. O povo é gaúcho, mesmo não fazendo parte da região dos Pampas. É maravilhoso visitar localidades rurais e admirar a rotina campeira, tranqüila e saudável que nos inspira a enxergar o mundo, a natureza com um olhar mais acalentador.
Enfim, Rio Grande é uma cidade com problemas estruturais como muitas outras, mas com uma riqueza paisagística única, que exige treinamento do olhar para encontrar graça de viver aqui.
Por que treinamento? Porque é nocivo enxergar a cidade do cotidiano, das manobras políticas (como também em todo o Brasil), dos problemas de mobilidade urbana, etc. O treinamento significa aprender a ressiginificar a vivência para manter um olhar sóbrio e tranqüilo para o lugar onde vivemos, que não é somente economia e política, mas natureza e paisagem e mesmo esta última sendo resultado também da ação humana sobre a primeira, cada transformação possui seu valor e deve ser valorizado pelo homem para este ter prazer em viver e contribuir, de uma maneira ou de outra, ao lugar em que habita.

sábado, 25 de junho de 2011

Dar significado

Pra variar, esses dias tive uma brainstorm interessante de desenvolver pra colocar no blog, só que hoje não faço mais a menor ideia do que se tratava, ou ao mínimo, qual a ideia motivadora.
Mas tenho sentido necessidade de escrever ro blog, mesmo que ele não seja visitado, mas, afinal, aqui eu posso expor livremente meus pensamentos. Ando muito preocupada e ansiosa com os dois últimos semestres acadêmicos, e essa ansiedade me tornou uma pessoa gorda. Fora os trabalhos e meu peso, não consigo pensar seriamente em mais nada. E não consigo me mexer quanto a solucionar essas duas questões. Passo semanas preocupada com os trabalhos e nao mexo um dedo, e quando os prazos estouram, me apavoro deixando tudo capenga. Mesma coisa com o peso: enquanto ainda era tempo de me moderar, fui deixando, e agora estou 20kg acima do peso (tá, 10kg, mas eu queria mais 10 a menos).
Eu acredito que o que eu pensei em escrever pra cá esses dias, era algo referente a objetivos e ideais. Hoje eu coloquei minha frase no Orkut "A vida não tem sentido sem uma utopia para acreditar". Porque, o que significa viver sem querer transformar? Vivo para comer, beber, crescer, reproduzir e morrer? Se tudo está bom como está, a vida se torna debilmente automática. Pra quê estudar? Pra quê trabalhar? Pra quê comer e morrer? Viver perde o sentido, e morrer também.
Espero que em todo o curso da minha vida eu encontre algo para acreditar, algo que me faça agir não para pura e simplismente mexer o corpo e ganhar dinheiro. Na sociedade de hoje é importante sim, dinheiro, mas não por ELE ser importante, mas porque o sistema dá importância a ele, e pra se manter neste mundo precisamos dele.
O que fazer? Apenas viver, ou viver e trabalhar sobre um objetivo? Aceitar o império do dinheiro e reproduzir a vida incondicionalmente?
Estudar, estudar, pensar, produzir, repensar, evoluir.
Ser professor é uma profissão edificante. A pouquíssima experiência que tenho me trazem frustrações, mas as pequenas alegrias, os pequenos progressos fazem eu dar cada vez mais valor a essa função. É pena que muitos dos profissionais que possuem o poder da educação, não dão a real dimensão e valoração a isso. Por eu considerar essa dimensão, tenho cada vez mais receio de me infiltrar nessa atividade. Somos responsáveis por talvez milhares de mentes em construção, e cada mente tem seu contexto, sua realidade, e acabamos mesmo que indiretamente responsáveis por as futuras atitudes dos nossos educandos. Eu posso dizer que o A é melhor que o B, mas meu aluno, alem disso, pode concluir que o correto é a submissão do B pelo A, e essa concepção pode ter consequências inesperadas.
Nossa, me impressionei muito com o filme "
A Onda", baseado em um acontecimento real. Ele é deslumbrante pela capacidade do professor de mostrar a realidade, mas é assustador as diferentes maneiras de interpretação que essa realidade pode sucitar.
Bom, ainda não sei se devo buscar minha utopia na educação, mas o que sei é que essa é a ferramenta mais potente para a transformação social. Resta refletir se eu, como qualquer outra pessoa, é capaz de manusear essa oportunidade de maneira justa.
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“Quanto sofrimentos e desorientações foram causados por erros e ilusões ao longo da história humana, e de maneira aterradora, no século XX! Por isso, o problema cognitivo é de importância antropológica, política, social e histórica. Para que haja um progresso de base no século XXI, os homens e as mulheres não podem mais ser brinquedos inconscientes não só de suas próprias idéias, mas das próprias mentiras. O dever principal da educação é armar cada um para o combate vital para a lucidez”. (MORIN, p. 33)

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Humor Negro

Na próxima segunda-feira, irei iniciar minhas atividades na disciplina de Estágio II em Geografia, na escola a qual estudei da 5ª série do fundamental ao 3º ano do médio. Estou com muita vontade de chegar lá e dizer: "Bom dia! Vim dar uma palestra!".
Oras, eu sou um monstro por não estar de luto? É claro que não! Eu não consigo sentir mais do que uma compaixão distante pelas pessoas atingidas na recente tragédia no Rio de Janeiro. E, por favor, sempre de lado as hipocrisias: você também não chorou nem ficou de luto nos vários atentados semelhantes que ocorreram nos EUA, e nem ficam depressivos a cada homem-bomba que ataca no Oriente Médio.
A vida tem de ter graça, mesmo em meio à desgraça, se não, ninguem sobrevive. Certamente, quanto mais próximo de nós, mais sentimos o ambiente e o luto. Quando há poucas semanas faleceu atropelado um amigo da familia do meu namorado, que eu tive raros contatos, me comovi com a situação de tristeza e luto presentes no ambiente. Não quer dizer que porque você não pára a sua vida e enche os olhos de lágrimas a cada desgraça alheia, que você seja um insensível.
Tragédias pessoais acontecem, e tragédias coletivas, como no caso recente, não acontecem com tanta frequência, mas o tempo sempre acalma e cicatriza as feridas. Minhas feridas cicatrizaram rápido, mas certamente, as dos moradores do estado do RJ cicatrizarão mais tarde, dos moradores da comunidade atingida, mais tardiamente ainda, e das famílias, nem se fala.
O objetivo inicial dessa escrita era justificar o humor negro distante das tragédias, mas a cada palavra escrita, mais vamos percebendo quanto delicado que é esse tipo de caso, mais delicado quanto mais próximo, e assim vamos lembrando da dor alheia. Ainda assim, a dor não é minha, então, sigo;
Tô com uma vontade enorme de chegar ironicamente na escola dizendo "olá, vou dar uma palestra!", mas a hipocrisia social vai me olhar com aquela cara recriminatória, mesmo que na noite passsada tenha curtido horrores na balada. Compreende?
Droga, um texto que deveria ser descontraído acabou mais uma vez com a minha pessoa revoltada com a sociedade.
Mas não se preocupem, não vai aparecer no noticiário de segunda mais um massacre. Mesmo eu tendo sofrido o tal do "builling" na escola, e no bairro em que vivo. Rá-tá-tá-tá!

Tá, parei"

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Será que toda família acaba com um segregado?

Será que toda familia acaba com um ou mais membros segregados? E o segregado, é vilão ou vítima? Ele foi injusto ou foi injustiçado?

Não sei o que se passa em todas as famílias do mundo, mas sei que quanto mais o tempo passa e minha vida corre, mais eu tenho provas de que não devemos julgar (ao menos definitivamente) os outros pelas aparências, e que regras sempre correm o risco de serem quebradas na convivência social.

Será que é verdade que toda mãe e pai têm um filho preferido? Eu nunca havia levado a sério essa teoria na minha família; eu sempre fui a caçula e meu irmão sempre o mais sério. Por algum motivo, no início da minha vida essas características penderam para uma aproximação com meu pai e meu irmão com minha mãe. Com o passar do tempo e a vinda da minha adolescência junto ao amadurecimento do meu irmão, os papéis se inverteram: minha mãe me apoiava e meu pai considerava meu irmão um exemplo perfeito.

Hoje, na chegada de minha vida adulta, tem momentos em que percebo que ninguém se agrada de quem eu realmente sou. Procuro ser uma pessoa justa com meus pais; critico quando devo criticar e defendo quando devo defender, proporcionalmente. Mas não vejo neles o entendimento de minhas ações e reações. Aquela regrinha de sempre respeitar os pais cai por terra quando eles se separam, e quando reconheço o lado de um, o outro se sente ultrajado. Mas o pior é quando até quem você mais defende não reconhece seus esforços.

Tudo o que eu faço, todas as atitudes que tomo e decisões que eu faço, de alguma maneira ou de outra acabam gerando um motivo de desconforto. Se estou feliz, é porque estou feliz e ninguém sabe porquê, se estou triste também. Se decido estudar, deveria trabalhar, se decido trabalhar, eu deveria me formar.

Sinto-me como se eu fosse o desconforto da casa, e me sinto desconfortável na casa. Mas se eu pudesse sair dela, não sei dizer se tudo ficaria bem ou se eu me tornaria a segregada da família. Não sei se o desconforto mútuo acabaria, ou se geraria mais repulsa. Sempre sou julgada pelo que faço e deixo de fazer, nunca se esforçam em olhar pelo meu lado, sempre estão ocupados demais com os problemas que direta ou indiretamente, supostamente, eu crio para considerarem o meu ponto de vista e o que eu poderia ter a acrescentar.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Minha fobia

É motivo de piada para qualquer um. Só minha familia próxima sabia, e nem ela levava a sério. E tudo foi se agravando; talvez não, talvez conforme eu ia crescendo seria natural ter de confrontar com esse serzinho tão banal, e essa convivência forçada me fez perceber mais do que eu sabia o quão sério é o meu caso.
Suei frio, me deu dor de barriga, palpitação, baixa de pressão, foi horrivel. Depois dessa experiência mais direta que culminou nesses sintomas tão desconfortantes, eu mesma passei a levar mais a sério esse "medinho", e encarar como um problema. Mas essa mudança de visão ainda não me ajudou a superar, nem um pouco, a questão. Meu namorado, meus pais e meu irmão comentam com as pessoas banalmente essa minha "frescura", mas eu procuro relatar minhas experiências com a maior seriedade possivel, para que as pessoas entendam que é algo fora do normal.
Também com o tempo, fui identificando outras relações entre meus medos. O medo de lesmas se pronunciou mais porque eu dou de cara com elas mais do que com os outros animais que identifiquei a mesma aversão que por essas. Animais rastejantes, que se enroscam, molhados, NOJENTOS. Mas, para mim, não são só nojentos, são pavorosos, são uma ameaça à minha sanidade. É inimaginável, mesmo para alguém que tem alguma fobia, a sensação horrivel de ver esses animais. Não é nojo, não é medo, não é simplesmente "não gosto". É muito mais que medo, é uma fobia que me causa mal estar só de pensar. Agora, digitando sobre o assunto, fica me perseguindo o pensamento de que pode ter um desses perto de mim, sabendo do meu pavor e aguardando eu terminar de escrever sobre ele [o medo], para dar mostra do seu poder destruitivo sobre mim.
Vi na internet que saiu um filme chamado "Filmefobia", que trata de vários desses disturbios, inclusive esse medo exacerbado de lesmas. Veja, porque eu não vou ver: eu mal consegui ver a foto da menina enfrentando a lesma. Pelo que consegui captar, a expressão no rosto dela não transpareceu o mesmo pavor que sinto.
Não me sacaneie com esses animais rastejantes. Existem pombas, aranhas, palhaços, cheiros, cores, sabores. E pessoas.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Novo blog

Ai, estão acabando as férias da FURG, e meu verão está baseado e sono e trabalho.
MULHERES, e homens que gostam de presentear mulheres, acessem:

http://www.bolsasdamamae.blogspot.com

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Esboço sobre o Anarquismo

Estou lendo muito sobre anarquismo, e percebido o quanto essa corrente de pensamento (quem dirá, filosófica) é mal interpretada tanto pelos que vêem seus ideiais com maus olhos, errados olhos, olhos de condenação, quanto por alguns a vêem com brilho nos olhos.
Primeiramente, tenho chego a conclusão, especialmente lendo Kropotkin, que "Anarquia" não é sinônimo de "falta de regras", como tanto os odiadores como adoradores da "crença anárquica popular" julga ser. As experiências anarquistas observadas bibliograficamente trazem de conclusivo apenas o fato de que em uma comunidade anarquista existe a falta de poder, o que, de maneira nenhuma significa falta de regras. Quer dizer, depende do que se considera uma regra; se regra é tão somente as leis que o Estado impõe, aí sim.
Mas regra não significa apenas isso; regra pode ser considerada como um consensso (ai caramba! como se escreve?) de uma coomunidade afim de manter o bem-estar. A regra é trabalho e pão para todos. É uma regra, um caminho que você deve seguir para evitar passar por cima da vontade e dos direitos do outro. Respeito é a regra. Adoro essa regra.
Vou ler mais sobre isso, mas sinto que meus estudos sobre as letras do Ska-P estão se perdendo de onde deveriam me levar: à América Latina =S Isso é mau, mas pode ser bom se eu conseguir encontrar sentido geográfico nessa linha.
Tenho um livro do G. Woodcock pra ler ainda, mas estou com preguiça porque antes de ler o que eu tenho, precisava ler o volume 1 que não encontro pra comprar. Na verdade, o um é o mais interessante =\
Então eu estava pensando hoje que eu podia escrever uma coisa robusta e bem embasada que poderia se transformar em uma produção universitária, mas como isso demoraria (ou irá demorar) um tempo maior, e estava precisando atualizar o blog, escrevi essas poucas frases sobre as conclusões (ou mais questões) que andam rondando meu cérebro.

Abraços.