sábado, 25 de junho de 2011

Dar significado

Pra variar, esses dias tive uma brainstorm interessante de desenvolver pra colocar no blog, só que hoje não faço mais a menor ideia do que se tratava, ou ao mínimo, qual a ideia motivadora.
Mas tenho sentido necessidade de escrever ro blog, mesmo que ele não seja visitado, mas, afinal, aqui eu posso expor livremente meus pensamentos. Ando muito preocupada e ansiosa com os dois últimos semestres acadêmicos, e essa ansiedade me tornou uma pessoa gorda. Fora os trabalhos e meu peso, não consigo pensar seriamente em mais nada. E não consigo me mexer quanto a solucionar essas duas questões. Passo semanas preocupada com os trabalhos e nao mexo um dedo, e quando os prazos estouram, me apavoro deixando tudo capenga. Mesma coisa com o peso: enquanto ainda era tempo de me moderar, fui deixando, e agora estou 20kg acima do peso (tá, 10kg, mas eu queria mais 10 a menos).
Eu acredito que o que eu pensei em escrever pra cá esses dias, era algo referente a objetivos e ideais. Hoje eu coloquei minha frase no Orkut "A vida não tem sentido sem uma utopia para acreditar". Porque, o que significa viver sem querer transformar? Vivo para comer, beber, crescer, reproduzir e morrer? Se tudo está bom como está, a vida se torna debilmente automática. Pra quê estudar? Pra quê trabalhar? Pra quê comer e morrer? Viver perde o sentido, e morrer também.
Espero que em todo o curso da minha vida eu encontre algo para acreditar, algo que me faça agir não para pura e simplismente mexer o corpo e ganhar dinheiro. Na sociedade de hoje é importante sim, dinheiro, mas não por ELE ser importante, mas porque o sistema dá importância a ele, e pra se manter neste mundo precisamos dele.
O que fazer? Apenas viver, ou viver e trabalhar sobre um objetivo? Aceitar o império do dinheiro e reproduzir a vida incondicionalmente?
Estudar, estudar, pensar, produzir, repensar, evoluir.
Ser professor é uma profissão edificante. A pouquíssima experiência que tenho me trazem frustrações, mas as pequenas alegrias, os pequenos progressos fazem eu dar cada vez mais valor a essa função. É pena que muitos dos profissionais que possuem o poder da educação, não dão a real dimensão e valoração a isso. Por eu considerar essa dimensão, tenho cada vez mais receio de me infiltrar nessa atividade. Somos responsáveis por talvez milhares de mentes em construção, e cada mente tem seu contexto, sua realidade, e acabamos mesmo que indiretamente responsáveis por as futuras atitudes dos nossos educandos. Eu posso dizer que o A é melhor que o B, mas meu aluno, alem disso, pode concluir que o correto é a submissão do B pelo A, e essa concepção pode ter consequências inesperadas.
Nossa, me impressionei muito com o filme "
A Onda", baseado em um acontecimento real. Ele é deslumbrante pela capacidade do professor de mostrar a realidade, mas é assustador as diferentes maneiras de interpretação que essa realidade pode sucitar.
Bom, ainda não sei se devo buscar minha utopia na educação, mas o que sei é que essa é a ferramenta mais potente para a transformação social. Resta refletir se eu, como qualquer outra pessoa, é capaz de manusear essa oportunidade de maneira justa.
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“Quanto sofrimentos e desorientações foram causados por erros e ilusões ao longo da história humana, e de maneira aterradora, no século XX! Por isso, o problema cognitivo é de importância antropológica, política, social e histórica. Para que haja um progresso de base no século XXI, os homens e as mulheres não podem mais ser brinquedos inconscientes não só de suas próprias idéias, mas das próprias mentiras. O dever principal da educação é armar cada um para o combate vital para a lucidez”. (MORIN, p. 33)

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