sábado, 19 de setembro de 2009

Celso

- Agora que eu tô sem internet e sem tempo pra dar àtenção aos blogs interessantes, as pessoas descobriram o meu blog!Obrigada pelas visitas, e desculpem por não dar a devida atenção aos fiéis donos das paciências que lêem estes textos! -


“O nome do meu irmão é Celso!Você já parou pra reparar na tonalidade dos nomes das pessoas? Um dia, quando um professor estava fazendo a chamada em aula, ele chamou meu nome, eu respondi normalmente, mas quando ele chamou outra Débora da minha turma, eu percebi que eu me chamava Débora! É, eu sei que parece doido. Mas no caso do meu irmão é mais estranho ainda, porque eu me acostumei desde pequena a chamar ele pelo nome de Luis, e ver as outras pessoas chamando ele de Celso, soa como um estranho pra mim. Até que, hoje no ônibus, voltando pra casa, me fascinei com esse nome.Ora, "Celso" também é o nome do meu pai, só que ele se chama "Selso". É outra coisa que parece que só eu consigo perceber: a diferença de entonação entre dizer "Celso" e "Selso". Assim como distinguir palavras com "L" ou "U", "M" ou "N" só pelo tom da pronúncia. Para mim, os nomes do meu pai e do meu irmão são diferentes: um é "Celso" e o outro é "Selso". Mas parece um nome tão diferente aos meus ouvidos. Quando eu escuto alguém pronunciar o nome "Celso", nem parece que eu tenho dois C(S)elsos constantemente na minha vida.Nome do namorado, da mãe; as pessoas tão próximas e presentes na nossa vida, parece que a gente esquece o nome delas, mas deve ser o contrário: de tão enraizadas que estão no nosso dia-a-dia, a gente absorve o nome e nem se liga que o nome das pessoas é algo que tem peso na definição de quem elas são. Não estou dizendo que todas as Déboras e Celsos são iguais, mas a nossa identificação perante um grupo de pessoas (sociedade) é singular, mesmo que existam vários homônimos por aí, porque mesmo quando chamam "Débora" e não é você, você reconhece que chamaram o seu nome.Faz um tempo que eu, de vez enquando, me pego apreciando a beleza e detalhes dos nomes, e é uma atividade muito agradável. Experimente a cada nome que você tiver de falar, ou passar pelas suas vistas, separar cada sílaba, mesmo que apenas mentalmente, e sentir como ela sai da sua boca, como ela é entoada por suas cordas vocais. É o máximo!Cel-so, Sel-so, Dé-bo-ra, An-tô-nia, Bru-no, Char-le-ne, Ca-mi-la, Ro-dri-go, Mô-ni-ca, Mar-ce-lo, Ju-lia...Claro, têm alguns mais bonitos que os outros: veja só como Dé-bo-ra é um nome forte, carregado de personalidade. Hehehehehe... Não, não, sem apelos "místicos".


Observe as coisas mais comuns da vida, e analise o quanto cada uma tem sua beleza. Eu comecei pelos nomes, não sei se a dureza da vida real permitirá que eu permaneça com esse hábito. Mas é uma boa terapia, mesmo que pra fugir da tensão de cada dia ao menos em um momento de reflexão enquanto se faz uma viagem de quarenta minutos de volta pra casa.Mas se for dirigir, não filosofe”.


14 de setembro de 2009. 00h40min.

Um comentário:

Rodrigo Dias disse...

- Presente.

Bem, observar as coisas simples da vida é realmente uma boa terapia... mas o difícil é tirar as lentes da rotina, que embaçam as coisas. O que vemos todos os dias acaba passando batido.

(Acho que acabarei fugindo do assunto, mas é uma mania minha)

Às vezes as coisas estão no alcance de nossa mão. Peguei agora, aqui na minha mesa um escaravelho de gesso, que me trouxe imagens há muito esquecidas, que vão trazendo outras e outras... nada tão relevante, mas o que é relevante?

Afinal, ainda estamos muito voltados para a sobrevivência, autopreservação. Os detalhes nos escapam... e eles são tão ricos.

Cada jardim, um universo para explorar.

Até mais...