domingo, 14 de maio de 2006

Show da War Machine ontem... Melhor banda de Rio Grande!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Ainda bem que a Paula gostou, assim eu e a Kel temos mais uma fã pra nos acompanhar...


Bah, até eu tenho achado chato meus textos, mas mesmo assim eu vou postá-los tá? Não me bantam, se é que alguém frequenta isso aqui... Até as fotos me irritam...



Sentimento estranho é o que sentimos quando lembramos da infância, ainda recente, no meu caso. Ultimamente, tenho pego minhas fotos com4, 5, 6 anos de idade e fico observando, tentando lembrar e lembrando daquele tempo. Como eu era bonitinha, encrenqueira, uma carinha de peste. Acho que não mudei muito por dentro, o que aconteceu é que agora as pessoas cobram de mim coisas que não faziam importânicia, além de quase um metro a mais de altura e uma pioradinha no aspecto físico.
Não era anormal eu colocar um blusão de lã e uma camiseta do Brasil por cima, com 5 anos de idade, mas se saio assim hoje, no mínimo vão me chamar de ridícula, isso se não me acharem uma maluca. Eu podia sorrir cheia de salgadinho na boca que todo mundo achava lindo, se faço isso hoje, sou sem educação.
Como é bom ser criança, fazer as coisas sem remorso, ter uma boneca enorme e querer brincar com uma caixa de papelão, fazer, se divertir, brincar, cantar no meio da rua sem ser tachada de maluca, de fora dos padrões.
Na infância, quanto mais criativo se é, mais divertimento, mais amigos, menos solidão. Nas demais fases, quanto mais idéias diferentes se tem, quanto mais utilidade se encontra pras coisas e pra vida, mais indiferença se ganha, mais inimigos invejosos, menos pessoas que concordem, que apóiam, menos amigos com afinidades, menos companheirismo, mais ódio, mais repugnância se consegue.
E tem aquela história da menina louca pra menstruar e o menino sem ver a hora da barba crescer. Depois, é um saco passar 7 dias do mês com aquele absorvente ali, sem poder ir a praia, etc., e dia sim, dia não, mutilar o rosto com um aparelho de barbear, ardendo a qualquer contato, com qualquer matéria.
Infância é a fase com mais liberdade na vida. Nada impede de ir a praia, andar de bicicleta, esfolar o joelho e sair de bermuda sem vergonha, faltar, ter dente torto, ser gordinho, nada é problema porque a única coisa que as crianças querem (no tempo em que eu era uma, porque hoje em dia...) é viver, é fazer o novo, é se divertir, imaginar, sonhar sem se preocupar em realizar. “Se não dá pra acontecer de verdade, vamos inventar!”. Na adolescência, a atitude é, na maioria dos casos: “ Se não acontece, vamos andar de cara amarrada, se chapar, andar de preto e usar quilos de maquiagem preta no rosto”.
Dá pra ser feliz, o problema é ultrapassar os tabus da sociedade. Grande problema, sem ironia.

17 de dezembro de 2005.
16hs 03 min.

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