terça-feira, 4 de julho de 2006

Mais uma declaração chata.

Eu quero. Acho que já é um começo. Ou não. Talvez seja apenas o fim de uma passagem parada e sem motivos para continuar. Talvez exista um motivo para continuar. Talvez, talvez, talvez. Quando que alguém terá algum momento de plena certeza? Isso não existe. Nunca se tem certeza de quem é e o que move o amor, o que realmente devemos seguir, que ideologias seguir, se é que existe alguma que se mereça seguir.
De onde que conseguimos puxar esperanças? Porquê acordamos certo dia e sentimos vontade de ser feliz e esquecemos todo o momento lúcido de depressão do dia anterior? Sobrenatural? Não sei, estou passando por uma fase que não sei se acredito em Deus. Mas que explicação teria? Somos meros e burros animais que raciocinam na medida do limitado. Somos simplismente animais comuns, apenas vivemos em uma soceidade que denominamos civilizada. Nada mais.
Pensamos da maneira e no nível determindado por seres que, mais que nós, ridiculamente, se consideram superiores. Quando elevamos nossos pensamentos, nós mesmos "caimos em si" e retornamos aos padrões, ou "instintos". Claro, um instinto, aham.
O complicado é pensar. Se eu não pensasse minha vida seria tão mais simples. Sinto inveja dos bovinos e demais classes. Eles apenas vivem. Não pensam. Quando fico mal, as pessoas dizem pra eu apenas viver e aproveitar a vida. Apenas viver? Aproveitar a vida? Apenas viver é comer, respirar, pocriar e tudo mais que qualquer ser VIVO faz. Aproveitar a vida. Aproveitar onde? Como? Alguém faz isso? Se matar de estudar na juventude, sair, rir, namorar, depois "crescer", trabalhar, chegar na terceira idade e rir à toa com os velhos amigos? O que é isso, meu Deus (força do hábito)... Isso é simplismentes o "apenas viver" do ser humano. São instintos desenvolvidos durante a "evolução", normal em muitas espécies. E menor escala e de maneiras diferentes.
Caramba, pra variar, eu comecei o texto com um objetivo e a visão acabou sendo distorcida pelo meu lado adolescente. Mas eu queria dizer que me sinto bem hoje, mas não sei o que me faz bem. Já que exponho a minha vida pra qualquer um mesmo (atitude lamentável, admito), passei a última semana discutindo dia a dia com minha mãe. Conversamos, nos acertamos e sei que logo quando surgir a primeira desavença, tudo vai desmoronar denovo. Não entendo porque me sinto bem, se deveria estar me preparando pra revidar os próximos absurdos que me deixam irritada.
Mas estou bem. Não entendo o porquê. Deve ser o tal do "instinto", ou não. Porém, ainda não sei o que estou fazendo aqui e que caminho devo seguir.
Perdão pelo excesso de vírgulas e erros nos "porquês".
Ah, separei o texto em parágrafos, mas eles não se definiram aqui. Então, sem saco pra fazer isso denovo, vou apenas dei uma "separada aleatória".

Um comentário:

Régis Garcia disse...

Tchê, tenho uma sugestão de solução que adotei faz um tempinho. A vida é um saco, principalmente quando dependes de outras vidas mais mal resolvidas que a tua pra fazer alguma coisa... Se não fosse pela intromição alheia, te garanto: Seria muito mais fácil... Virar bovino não dá, mas pensar um pouco mais em ti não é egoísmo. Começa a pensar no que te deixa feliz e mando o resto pro espaço, nem que seja por uns momentos. Aliás, a tal evolução a que te referes, pra mim, está mais para um retrocesso... Como lí no teu profile "Infinita Highway", sinto-me a vontade pra citar Humberto Gessinger (sim, sou muito fã!!) - Você, que tem idéias tão modernas, é o mesmo nome que vivia nas cavernas..." Freud Flintstone que o diga... Bom, desculpa postar por aqui e escrever algo tão non-sense, mas a verdade é que as vezes algo sem sentido nos faz refletir mesmo. Espero que de uma maneira, ou outra, eu tenha te ajudado... Outra coisa, fodam-se os porques, por ques, por quês, porquês... Ninguém sensato se apega a evidências linguísticas e gramaticais pra julgar algo escrito com sentimento... Beijo!