segunda-feira, 20 de abril de 2009

Professores.

"Os meus exemplos de professores não foram muito bons até certa fase da minha vida, e hoje ainda não consigo distinguir a pessoa do profissional. Tive professores que conquistei com meu carisma e gostava deles, mas hoje percebo que estes foram justamente os que não acrescentaram muito em meu conhecimento. Os professores que tive desavenças ainda são os que mais me marcaram e tenho na memória guardados com a idéia de “professores não são pessoas legais”. Ainda tive alguns professores que, à sua época eram detestáveis, mas hoje admito que tenham boas intenções.
Duas professoras de Português, uma na oitava série, e outra no primeiro ano do ensino médio, marcaram nesse sentido. Eram rigorosas, uma delas diria até estranha, que na época (nenhuma criança gosta de ser repreendida por segurar uma caneta durante uma explicação) eram, aversivas, doentes, más e todos os adjetivos macabros que se possa dar. Hoje, eu reconheço que, além de Português, aprendi a ter disciplina, respeito, e aprendi a admirar cada pessoa como ela é (salvo exceções irreversíveis).
As professoras “legais demais” eram as adoradas na época, mas hoje, tendo um olhar mais crítico, percebo que com elas aprendi muito pouco, tanto em questões morais como em conteúdo escolar. De fato, a professora que mais me vem à memória quando penso nesse “estilo” (novamente, de Português), a única coisa que lembro de ter aprendido com ela foi que o “F” minúsculo tem “barriga”, e não “bunda”. As professoras “legais demais” me marcaram pela personalidade, mas não pelo profissional.
Por fim, enumero o grupo de professores em que eram (e muitos continuam) detestáveis e, não sei se pela minha aversão ou pela má “qualidade” mesmo, que não absorvi nada de conteúdo moral ou escolar com eles. Bom, de certa forma, aprendi a tentar não fazer igual. Esses professores traziam seus problemas pessoais na maneira e tratar seus alunos. Não era apenas “sua personalidade”, eram respingos da vida pessoal, da “TPM”, etc. Alguns não sabiam distinguir valores morais do comportamento (que muitas vezes é impulsivo) dos alunos, e falavam atrocidades aos meus colegas, como se esses fossem um assombro de falta de humanidade. Um professor meu chegou a chamar uma aluna de “ignorante” por ela não conseguir ver atrativos em Literatura. Uma evidência do impacto desse comentário em mim é que esta aluna era absolutamente detestável, e ainda assim, fiquei pasma e com aversão a este professor.
Hoje, acredito que a chave para ser um bom professor é conseguir assimilar com harmonia a sua personalidade pessoal com seus objetivos e conhecimentos profissionais. Não adianta ser um professor estilo “super legal” e não conseguir transmitir/produzir conhecimento ao aluno, assim como não adianta manter o profissionalismo extremo sem agregar ao trabalho o seu toque pessoal e de interatividade. E, conciliar com isso, a necessidade de não confundir as “duas vidas”, pessoal e profissional, para não atrapalhar a relação e o processo de conhecimento dos alunos; separar personalidade da vida pessoal, e separar profissionalismo de uma relação ditatorial, vertical."


Texto pra disciplina de Didática, escrito dia 10/04/2009. Oooops, não, acho que foi escrito alguns dias depois, mas tem aquele "migué" de colocar a data uns dias antes para parecer um aluno dedicado ;)

2 comentários:

Leli disse...

Amiga, não li esse texto enoooooorrme q tu postasse mas passei pra te deixer uma oi: OI Migaa!! hehehe
pronto tô melhor!!
beijos da gorda

O Excentrico disse...

Olá,
Gostei do texto, é muito bom.
Você escreve muito bem.
Admiro as pessoas que escrevem(embora não costumo escrever)
Pois ter uma idéia é uma coisa, agora, colocá-la no papel e torna-la inteligível!... bem... é outra totalmente diferente!
Isso mostra que você possui Dominio de Expressão.
Com certeza vou ler outros dos seus textos.
Gostei do seu perfil no orkut, pedi até pra você me add. ;)
Abraço!