sábado, 20 de setembro de 2008

Céu, sol, sul...

Bom, eu não sou uma pessoa inteirada, intelectualizada e aprofundada nem na ciência que escolhi lecionar daqui a três anos, então o que digo é uma mera constatação empirista dos fatos que acontecem em torno de mim e do mundo.
Hoje é a data comemorativa da Revolução Farroupilha. O que eu sei historicamente sobre isso é que não deu em nada. Não digo que seja pior que o dia da Independência do Brasil, porque esta (ou "essa", nunca soube direito como me referir ao sujeito mais próximo na frase) além de não ter muita simbologia ligada propriamente à independência, ainda por cimo não teve nada de luta, busca por um ideal.
O que sei, é que a Revolução se deu primeiramente por motivos econômicos e políticos, que nos deram uma independência de alguns anos (não sei dizer quanto, ou se foram apenas meses), e uma profunda reverência à cultura gaúcha.
Por que isso se dá tão intensamente na Semana Farroupilha? Talvez seja porque nos sentimos destacados do resto do Brasil por ter garra, por lutar bravamente para alcançar um objetivo. Não interessa que origem tenha esse objetivo e, parece-me que esqueceram os tradicionalistas, que não teve continuidade.
Abrindo mão da parte histórico-política desta data, me sinto mais gaúcha nesta época. Porque as tradições são mais explicitadas, porque vamos "aparecer" para o resto do país se exibindo da nossa cultura rica e centrada. Por, no fundo, acreditar-mos que somos mais que os paulistas, os cariocas, que levam tão maior importância no cenário político, econômico e mundial. Para esfregar-mos na cara dos cariocas "marrentos" que nossa cultura e nosso passado não se resume à boemia e à praia, mostrar para os paulistas que o nosso maior movimento de manifestação não é uma parada gay de mais de 1 milhão de pessoas.
No fundo, a evidência tão grande à nossa cultura serve para expurgarmos o sentimento de exclusão e separação que não depende de termos ou não quisto a independência em 1845.
Mas e o amor pelo Rio Grande do Sul? É o mesmo amor que o carioca tem pelo Rio de Janeiro, que o baiano tem da Bahia, e alguns não têm. Eu sinto orgulho pelo meu estado, mas me sinto frustrada de ter de sentir orgulho pelo passado e não ter nada digno de orgulho no presente. E mais ou menos como acontece na minha cidade, onde todos cultuam os prédios históricos, onde todos possuem um apego exacerbado ao passado e não começam a trabalhar para transformar o futuro, para melhorar o presente decadente. Não é só de cultura que vive o homem.
Eu gostaria tanto de não sentir remorso ao mesmo tempo que sinto orgulho no dia 20 de setembro. Eu gostaria tanto de olhar para a cultura riquissima do meu estado e me sentir grande, imensamente maior que outros estados, sem saber que na verdade isso tudo é uma máscara que nós mesmos usamos para ofuscar o presente. Eu gostaria tanto de enxergar o progresso junto com o amor à cultura ressalvada.
O que se tira de tudo isso? Eu não vou tirar meu amor, meu orgulho e minha vontade de sentir amor e orgulho. Eu vou mesmo demonstrar orgulho pelo meu passado. Afinal, se não honrarmos este, o que teremos para glorificar? A política? A educação? A economia? Tsc tsc...
"Onde tudo que se planta cresce e o que mais floresce é o amor" - Contraditório.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Não se assuste, existem textos anteriores mais legais.

Eu não sei se esse texto deveria ser colocado no outro blog, aquele que ninguém conhece (assim como esse mas...) e só serve pra meus desabafos, mas eu achei legalzinho. É um pouco egocêntrico (pra variar), mas ah, dane-se.
Eu queria ser rebelde. Mas rebelde de verdade. Quer dizer, aí teria-se de definir o que é verdade, algo que é improvável. Então, posso dizer o que eu não gosto de ser e o que não gostaria de ser.
Eu não gosto de ser motoramente acomodada, de discordar de tudo no pensamento e fazer nada no prático. Eu queria beber excessivamente sem ser viciada e me sentir bem, me divertir sem remorso, ser mais descontraída e mais objetiva. Gostaria de questionar tudo sem medo, e questionar bem.
Eu não queria ser o esteriótipo comum de rebelde que se tem hoje, revoltadinhos com nada, só para andar "à vontadade", se divertir e beber querendo ser diferente da massa (onde acabam por eles mesmos se tornando uma massa e perdendo o sentido), que só sabem mandar os outros longe e ouvir bandinhas da sub-moda.
Queria ter corageme cara-de-pau para fazer tudo o que penso, até inconscientemente, em fazer. Queria ter sentimentos e sensações menos intensas, não sentir remorso por coisas pequenas, me importar menos com as consequências dos meus atos e além disso, ter atos mais inteligentes, ao invés de manter a minha capacidade "dentro do armário". É, eu acho que tenho capacidade de ser muito mais do que sou e do que serei. Mas pelo que sou hoje, não serei mais amanhã.
Queria ter objetivos condizentes com minha capacidade e ter ânimo para correr atrás deles.
No meio de tudo isso, queria conseguir ser uma pessoa legal. Mas não nutro muita esperança de um dia ser essa pessoa e nem tenho ânimo e condições psicológicas para sê-la.
Além do mais, queria conseguir resistir ao vício de sempre me comparar aos outros. Fisicamente, mentalmente, cotidianamente... comparações só fazem eu me diminuir, eu me sentir menor em algum aspecto. Mas parece que eu sinto gosto em me ferir, sinto prazer em me menosprezar.
Uau, eu sou animal.
(continuo sem imagem pra colocar)

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Mais filosófico que poético.

Sempre detestei literatura, especialmente poesia. Aqueles versos repetitivos, chorões, nunca me atraíram. O pior foi quando eu descobri que o pleonasmo era usado como "ferramenta" para os poetas, e para pessoas comuns, que não eram escritores, pleonasmo é um vício de linguagem. Para mim, "cadáver morto" é um termo inútil tanto na boca de um leigo quanto num renomado livro de poesias.
Poesia é algo tão vazio de objetivos, e tão cheio de beleza. É como menininhas de balada que usam micro-saia, quilos de maquiagem, mas quando abre a boca, não é para falar. Perdão aos amantes da poesia, mas ela é como a ciência que estudo, a Geografia: poesia fala tudo que outros já falaram muito antes, de uma forma mais rebuscada, mas que de fato não acrescenta em nada na vida do sujeito.
Eu não leio muito, meus conhecimentos são 90% empíricos. Sei lá, até gostaria de ler, mas tenho tantos problemas mentais, que eu passo a maior parte do tempo em que eu poderia estar acrescendo meu conhecimento, pensando nos problemas e tentando me relacionar com as pessoas. Perda de tempo, porque eu acabo não lendo e conversando com ninguém, na grande maioria das vezes.
Mas onde eu estava mesmo? Ah sim, não leio muito, mas do pouco que conheço de cada área, a Filosofia me parece a mais sensata de todas. Por mais que as pessoas digam que filósofos só enrolam, mas oras, que respostas podemos dar às questões mais significativas da humanidade? Achamos que é besteira porque nunca paramos para observar as coisas, sim, mais simples da vida. Nos preocupamos com contas a pagar e com pessoas a se relacionar e deixamos passar questionamentos ímpares. Só porque não existem respostas concretas, não significam que os assuntos não sejam importantes.
Eu estou em uma fase egocêntrica e a procura de o que crer e para onde olhar.
Mas porque eu estava escrevendo sobre isso?
Puxa vida, eu estava ontem no ônibus e pensei na frase "mais filosófico que poético" para definir o blog, meus pensamentos e coisas importantes na vida. Eu pensei "uau, vou escrever um texto sobre isso". Depois, percebi que eu sabia mais de futebol do que os caras que estavam discutindo sobre as eliminatórias da copa, e a construção desse texto foi direto pro ralo "masso-cinzento".
Tentei escrever alguma coisa legal sobre isso, mas não deu.
Bah, tô começando a me sentir um fracasso...

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Muitas faces, muitos pensamentos e muitas contradições.

Uau, esse mês começam os trabalhos, as provas. Menos tempo que nunca pra postar alguma coisa que alguma pessoa possa achar que merece ser lida...

Aliás, eu estava disposta a escrever alguma coisa legal agora, mas sinto uma energia emanando da cozinha, provavelmente vinda da minha mãe, avisando que daqui a pouco ela vai gritar alguma coisa para eu fazer e se, por um acaso do destino, eu estivesse aqui em um momento raro (ou jamais existente) de inspiração, ele seria interrompido para eu ter de concretizar mais um momento do dia-a-dia repetitivo, inútil, infundado, mas que ao menos fará minha mãe não enxer meu saco e passar mais um dia (o terceiro), sem discutir com ela e acabar com um olhar assustadoramente mortal e possuído meu, que dá medo ate em mim quando percebo a intensidade do ódio passageiro.
As pessoas não têm noção do quanto são más, e do quanto de ódio possuem. Elas podem dizer que não, podem viver 95% de suas vidas sem se estressar com as pessoas, mas lá no fundo, elas sentem que seriam capazes de matar meio mundo para acabar com sua sede de rancor. Acredito que no fim da vida, quando elas estão indo, nos ultimos segundos de vida, que acredito que seja possível passar um "flash-back" da sua vida, ela vai sentir o quanto sua vida foi vazia por não ter matado umas cinco pessoas. Mas tudo bem, até que viver até aqui teve seus benefícios. Quer dizer, você viveu pra morrer, mas durante esse tempo você também teve lapsos de euforia que saciou. Mas os de fúria não. O que de certa forma é sensato, pois vivemos numa sociedade em que as pessoas tem de se aturar mutuamente, se não, certamente, você já teria sido morto a muito tempo.
Talvez, no raiz da coisa toda, nós apenas vivemos em sociedade para não nos matarmos tanto. Quer dizer, os cidadãos comuns não se matarem tanto, porque os governos dominantes, esses sim, vão morrer felizes de terem saciado sua fúria com a mãe na infância, matando milhares de civis pelo bem-maior: o petróleo, a sua infinitamente mais inteligente cultura, e por Alá, Deus, Jaev, Jesus e todas essas figurinhas que foram criadas para justificar nossos desvios de conduta social e nossas desgraças. Foram criadas, para não saciarmos nosso desejo de fúria no vizinho, mas apenas pensar "sou infeliz porque Deus quer".
São dois lados difíceis de definir como certos ou errados. Será mesmo que a sociedade seria melhor sem um Deus, sem o medo da cobrança posterior? Claro, não digo que os ateus sejam assassinos em série, mas tomando as verdadeiras proporções da sociedade, a grande maioria não tem acesso ao conhecimento, à sensatez, à razão, então colocam-as todas em Deus. Será que se desiludissemos elas da existência de tal, elas não se rebelariam e acabassem por bombardear todas as suas frustrações, que eram justificadas por Deus, no vizinho?
A questão é que é confortável viver com um Deus, confortável até para os ateus. Pensem bem nisso.

Alguém vai ler?

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Passagem breve.

No final das contas, todos somos alienados. A diferença é que alguns têm consciência disso e se alienam por vontade própria a outras culturas, que no discurso se dizem anti-capitalista, mas que preservam os mesmos tipos de regras: de mercado, de convivência, de aceitação, e acham que melhoram alguma coisa ou são diferentes e melhores, e acabam voltando ao estado mentalmente mórbido, crendo que não são alienados.
E há também os que seguem sua vidinha sem nenhuma preocupação além das contas a pagar.
Outros, possuem disturbios mentais que não permitem que esses tomem o caminho de serem alienados comuns ou alienados "revoltados". Esse é o meu caso.

Eu vivo numa cultura capitalista, onde é preciso vender algum bem, no caso, o trabalho, para que se consiga comer e sobreviver. Aliado a isso, ainda me submeto à convivência com outros seres dessa cultura, onde estes se julgam e se condenam pela roupa que você está usando. Na verdade, esta ultima descrição se enquadra em qualquer cultura tida até o momento no mundo: se você não se enquadra é mau visto. Só o que é revoltante é que algumas pessoas dizem integrantes de culturas que abominam quaisquer ferramentas do sistema, ou a maioria delas, inclusos aí os esteriótipos. Mas ainda assim, julgam os demais pelo que elas vestem ou coisas que fazem ou deixam de fazer. Você não quer que te julguem pela sua roupa rasgada, mas julga o outro por usar uma roupa inteira.
Quando se fala em "hipocrisia", soa como um clichê, mas o problema em si não é a hipocrisia. A hipocrisia² é o problema das pessoas. Pregar um discurso que não se segue é normal, mas insistir na hipocrisia de não se sentir hipócrita é o fim, é o suicídio coletivo. E isso está virando moda, justamente pelo fato do termo "hipocirsia" cair na boca do povo. É uma palavra bonita, é um adjetivo que todos temos. Mas é aquela coisa, o cara feio da danceteria só é mais feio, porque se acha bonito. Saca?
Hoje em dia, só de incluir no seu discurso a palavra "hipocrisia", ele passa a ser mau visto. Mas há termo mais perfeito e palavra mais bonita para nos qualificar?


Se eu tivesse tempo, escreveria mais.
o/

Ps.: ia anexar alguma imagem legal, mas lembrei que PERDERAM MEUS ARQUIVOS.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

De quem é a culpa?

Viver é agonizante.
É doloroso.
Ter que tomar decisões difíceis, ter sentimentos, ter doenças, ter problemas. Tudo isso pra depois morrer.
Se você toma uma decisão errada, quando você percebe que fez uma merda: blum. Seu mundo cai, você passa vários dias, meses, anos se arrependendo e se lamentando. E quando você acha que superou o escorregão, a cicatriz dói.
Quanto menos capital você tem, mais problemas você acumula, e mais decisões erradas você toma.
Você tem que crescer, parar de sonhar com o impossível. Mas não vivem dizendo que nada é impossível?
Você tem coisas que te fazem bem, tem pessoas que gostam de você, e mesmo assim você se sente irritada e inconformada. Você só consegue enxergar o que se tem pra corrigir.
Mas e a culpa é de quem? É sua? Você acha que se pudesse, você não seria feliz. Eu não sei o que é. A culpa não é sua, a culpa não é deles. A vida é curta e é só uma. A culpa é do medo de conseguir viver satisfatoriamente os 60, 70 anos que te restam.
Eu, nesse momento, tenho certeza de que vou morrer incompleta, inconformada e arrependida de ter e não ter feito muitas coisas. Mas eu me arrepender? A culpa não é minha se eu fiz ou deixei de fazer as coisas. A culpa é do medo, do medo da vida.

DE QUEM É A CULPA?
Me vejo parado aqui
E vejo você sumir
Talvez eu não esteja pronto pra crescer
Misturando tudo
Eu te peço desculpa
Não tenho nada pra provar
De quem é a culpa
Talvez você possa encontrar
Nos próximos dias sem mim
E você pensou em viver assim pra sempre
Engolindo as lágrimas
Será que você não sente
Que quando se perde a direção
É melhor recomeçar
Seria bom
Se hoje você não ligasse pra mim
Você escreve torto em linhas tão retas
Eu faço força mas nada acontece aqui
Ninguém é tão bom quanto você
Talvez eu não esteja pronto pra crescer

Tequila Baby.





Ahhhhhhhhhhhh, e meus cisos dóóóóóem!

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Vida virtual mutilada.

Coliformes fecais! Perdi todos meus arquivos, textos velhos, novos, tuuuudo! Menos o que estava aqui.

Que inferno, que %$@#&*¨$@#$¨¨!!
Meu time perdendo, meus arquivos perdidos, minha prisão de ventre ativa, minha hemorróidas proeminente, minha banda favorida lançando um CD medíocre, transtorno de ansiedade generalizado... o que mais falta pra minha vida se transformar num desastre completo?
Ahhhhh não! O caminhão! Desvia, desvia!
CABLUMMM...

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Oco.

Nossa! Eu precisava tanto escrever...
Já que eu não consigo escrever sobre as minhas sensções do momento, mascaro os meus pensamentos escrevendo um episódio inédito de " A Vida de Morgana". Hehehehehe...
Eu nunca sigo meus planos adiante, por achar que não sou capaz de finalizá-los, e por preguiça de fazê-los. Eu mostro que estou achando graça da situação, mas no fundo me sinto frustrada de não ser capaz de produzir algo bom, com um objetivo atingido, simplesmente pelo fato de me sentir frustrada.
Acompanhe a vida de Morgana no Blog Dois. Até quando vai durar, eu não sei. Talvez ela se suicide na minha mente subitamente e nunca mais seja lembrada, já que ela não tem mãe, tem um pai medíocre e amigos e relações falsas.

Abraços.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Falta de respeito.

Desde o infantil "falar de boca cheia" à ignorância pessoal. Falta de respeito é algo que temos de engolir todos os dias, o dia inteiro. Estamos tão impregnados com a falta de respeito e a sua arma de combate, o cinismo, que nosso cotidiano acaba se transformando num verdadeiro depósito de sutis humilhações, que dentro de nossa memória se transfiguram a um ódio reprimido horrível, que nos consome e nos resume ao automático, ao maquinal.
Às vezes, você está tomando café da manhã, e percebe o quão amarguradas são as pessoas à sua volta, e acaba revelando sua própria amargura pra si mesmo. Tantos tentam te ajudar, tentam te mostrar como ser uma pessoa melhor, mas não são pessoas boas pra elas mesmas. Não respeitam suas prórpias vontandes, não conseguem transpor obrigações ruins em afazeres "aturáveis", não conseguem ver os outros com sanidade humana.
Perdemos a humanidade. Nos preocupamos tanto em criar máquinas para nos poupar trabalho, que acabamos por nos tornar coisas as quais demos humanidade. Podemos mascarar as verdades, mascarar as dores e reprimir o ódio, sermos automático. Mas ainda temos cérebro pensante. Ainda temos um conjunto de ligações, alterações e experiências que compôem a nossa inteligência e nossos sentimentos, por mais interiores que eles têm ficado. E essa característica unicamente humana, por vezes transborda a um ponto que não conseguimos mantê-la escondida, manter escondidas as frustrações, e pequenos traços insignificantes dos que estão à nossa voltam, tornam-se insuportáveis, tornam-se profundamente errôneos para nós. Então, surge uma discussão, uma briga, uma morte. Você, por breves e lúcidos minutos, percebe o quanto somos bestas, artificiais, e moldados. Moldados pelo tempo, moldados pelas circunstâncias. E nesses breves minutos, tenta por expor todas as coisas que não são compatíveis a você, ou o que você não gostaria de ser. Mas a enxurrada de opressões e dores, não deixam você se expressar como deveria, e as pessoas a sua volta ficam chocadas, e acabam, como sempre, colocando a culpa no de fora, no stress. É muito fácil colocar a culpa, ou as esperanças, no que está fora. Você mesmo acaba por concluir que (mulher) está na TPM ou (homem/mulher) o dia foi ruim no trabalho, e automaticamente, as coisas voltam a ser como antes.
Mas será mesmo apenas a atividade hormonal feminina, ou só a atividade comum de trabalhar? Não, não é. É a forma com que a vida é levada. A forma com que as pessoas tratam umas as outras e a si mesmas. Pequenas atitudes, egocentrismo irredutível, e mais uma série de massantes desrespeitos agrupados em nossas engrenagens, tão apertados, que só o que se consegue fazer é adaptar a máquina a trabalhar com mais uma peça. Deixamos nosso corpo e mente ser invadidos todos os dias por peças inúteis que só sobrecarregam nosso sistema operacional.
Tudo isso pode parecer egocentrismo, e em partes realmente é, mas tenho certeza que todos já tiveram esse tipo de sensação, de que tudo está errado, de que todos estão errados e ninguém vê o furúnculo infeccionado se proliferando. Só que a nossa maldita máquina tem peso demais para ter tempo de consertar esse problema. Nossos remédios tem doenças demais para curar, para se preocupar com o câncer que governa nossas vidas. O egocentrismo pode vir da causa desse texto, pode vir da minha experiência em particular, que talvez tenha sido usado um sentimento exagerado para expressá-la aqui. Realmente, em algumas circunstâncias, as pessoas não têm culpa, eu nunca avisei a elas que me sentia mal com certo fato. Por que não avisei? Porque o "se sentir mal" é colocado na máquina e ela passa a trabalhar com ele, sem se preocupar se vale à pena ter mais uma peça pra conviver. O egocentrismo está aí, mas ao mesmo tempo, expressar a dor reprimida pode ser, e é, um mecanismo coletivo, social. Quando colocamos nossas diferenças na mesa, todos nós podemos ver onde dá pra ajudar e se ajudar. Mas isso não acontece. Não acontece porque nós achamos que é apenas o stress.
Mas a gente estoura. Todos nós transbordamos. Mas depois de trasbordar, o balde acaba tendo volume pra mais um pouco de repressão dos sentidos, e assim a vida segue.
Você, com a mais absoluta certeza, já se pegou com o coração amassado, não sabendo para onde correr e para quê correr, talvez chorou agonizadamente, talvez jogou uma almofada na porta, de alguma forma extravasou suas frustrações em alguma coisa, sem realmente saber que eram frustrações ou porquê elas existiam. Pense mais nisso. Certamente não vai salvar a humanidade, mas pode ajudar você a compreender que as pessoas não são mal-educadas porque te odeiam, mas sim porque mal sabem o significado de vida que a palavra "respeito" tem.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Rise and Fall, Rage and Grace.

Bom, como faz muito tempo que não escrevo algo diferente e com estrutura aqui, resolvi falar do novo CD do Offspring, minha banda favorita desde 2003. O lançamento oficial é dia 17 de junho, mas, com a internet e a pirataria, as músicas já estão acessíveis.

Depois do lançamento do single "Hammerhead" (4), criei uma boa expectativa para o CD. Uma música veloz, pesada, com toda a essência fundamental do Offspring.

Mais adiante, seguiram-se no Youtube trechos ao vivo de "Half-Truism" (1), e me assustou. Essa música abre o cd, mas gravada, não é tão assustadora quanto no vídeo de máqualidade do site Youtube. O som começa pesado, quando você acha que vai engrenar, surge uma melodia "chorona" no refrão, que só se consegue não desligar o som, porque o resto da música é veloz.

"Trust in You" (2) é a melhor do cd, parece um plágio da própria Smash, mas tem elementos mais maduros, é enérgica e com passagens marcantes.

"You're Gonna Go Far, Kid" (3), começa parecendo um baladinha quase dance, mas nem assusta, porque em seguida se percebe o propósito da canção. É um hit que gruda na cabeça, mas não é tão comercial como os hits que costumam tocar nas rádios. Uma das melhores.

"A Lot Like Me" (5) é o som diferente melhor no cd. Começa numa mistura de Helloween com Coldplay, com piano e som pesado, achei que não seria algo que me agradasse, mas lá pelo 2º minuto melhora muito. É um som mais melódico, mas apresenta elementos essensciais que me fizeram gostar de Offspring, como o vocal forte e inconfundível do Dexter Holland, e as sacadas de backing vocals.

"Takes Me Nowhere" (6) traz um traço de Smash que a banda precisava a um bom tempo. Claro, bem equipado com sonoridade inovada, e mais uma vez, com backing vocals que grudam na cabeça.

"Kristy, Are You Doing OK?" (7). Aí a coisa começa a desendar. Não sou boa conhecedora de Green Day, e nem ouvi o American Idiot por inteiro. Mas não confunda, o comentário a seguir não tem influência alheia. Qualquer um que ouvisse "Wake me Up When September Ends" veria que o Offspring tentou lançar nessa música o mesmo sucesso que o GD alcançou com sua baladinha. Mas sucesso não é sinônimo de qualidade nos dias de hoje. Essa faixa só vai ter como consequência trazer "fãs" novos aos shows. Tenho um desejo íntimo de que eles se decepcionem, que o Offspring não esqueça suas raízes e essência.

"Nothigtown" (8) tem um ar de "American Pie". Não é uma música ruim, mas como o "American Pie", é repetitiva e acaba enchendo o saco lá pela quarta ouvida.
"Stuff Is Messed Up" (9) é a mais Rock and Roll do CD. Parece AC/DC, coisas do gênero. A banda se superou muito nessa música, apesar de eu ter visto comentários desgostosos pelos orkuts da vida. É animada.

"Fix You" (10), lamento informar, mas só ouvi, com muito esforço, uma vez. Muitos dizem que é "surpreendente" ver o Offspring gravando uma música lenta. Mas como o sucesso, surpreender não é necessariamente um sinal bom. Ela tem lá seus atrativos, mas não pra mim. E mais, até a voz do meu ovacionado Dexter soa intragável aos meus ouvidos.

"Let's Hear it For Rock Botton" (11) é aquele reggaezinho que já virou tradição nos cd's. Eu, particularmente, não acho esse tipo de alteração ruim. Dá um traço "ska" no cd.

"Rise and Fall" (12) surge pra encerrar o cd com um ar Ramones. Quando ouvi a primeira vez, gostei muito. Mas acho que depois da cinco anteriores, não precisava muita coisa pra me deixar feliz. Mas mesmo assim, é boa, traz traços "offspringuianos" ainda diferentes dos que já tinham sido demonstrados no cd.

Não se pode dizer que é um cd ruim. Sem dúvida, é muito variado. Traz de volta momentos aclamados pelos fãs, como os toques de "Smash", preserva toda a evolução adquirida pela banda em seus trabalhos anteriores e mostra um lado novo do Offspring. Esse lado novo é o que têm me causado receio. São evoluções extremamente boas na sonoridade, no arranjo, mas entre essas novidades, tem tambem assustadora necessidade de se enquadrar no mercado. Muitos fãs acharam essas baladas "lindas, divinas", mas eu vejo um lado negro. Espero que esse lado negro não ofusque o brilho da coroa do Offspring, espero que seja apenas uma estratégia. Mas no todo, não me assusta tanto quanto poderia assustar, já que as letras continuam impactantes, protestantes e tudo mais que faz o Offspring ser respeitado por muitos "conservadores", mesmo alcançando o sucesso que alcançou como no Americana.


Deixo claro aqui que não tenho nenhuma base musical pra constatar o trabalho ou a opinião de ninguém. Esse texto, apenas expressa a minha idéia, como fã, do novo álbum do The Offspring, com base nos elementos que me fizeram admirar e me prender tanto a essa banda, que foram esquecidos ou resgatados nesse CD. (mas eu prefiro o Splinter selecionaaquirere!)






Ah, ninguém vai entrar aqui pra ler mesmo!
bgosmeligaokzz

terça-feira, 13 de maio de 2008

Todos somos representações.

Algumas são mais simples, outras não.
Eu olho para as pessoas e sei que o que elas materializam, não é o que elas são. Que as coisas que elas dizem não são as coisas que elas realmente pensam (ou não todas). Eu penso tudo que penso, e quando vou transformar isso em palavras ditas, já não é mais aquilo que se está dizendo.
É tosco, não é?
É complicado pensar demais, não controlar os pensamentos. Saber que as coisas são momentâneas e...
Sei lá...
Mais uma vez eu tinha muita coisa pra escrever sobre esse assunto, mas na hora, tudo voa. Voa pra longe.
Nossa, eu tenho tanto potencial e desperdiço tudo nessas depressões chatas e inúteis que me dominam!

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Desculpas.

Ao meu ver, todos deveriam aceitar desculpas. Todos um dia vão errar e vão querer e precisar se desculpar, e vão gostar de ouvir um "não foi nada". Praquê levantar a cabeça pra tudo? Por quê perder a humildade? Custa compreender?

Nossa, eu programei escrever bem mais coisas, mas me fugiu da memória agora.
Tô ficando doida.

segunda-feira, 24 de março de 2008

Esclarecendo o filho sobre a vida.

"Filho, na vida, as coisas existem de duas formas: umas, existem de verdade, podemos tocar e ser tocados por elas e deve se preocupar com o fato que elas podem ser coisas e pessoas boas ou ruins. Outras existem apenas porque acreditamos nelas, existem nos nossos pensamentos. Mas essas não se podem ser tocadas, simplesmente porque elas não existem materialmente. São coisas que você pode escolher se existem ou não.
As coisas que podem ser tocadas, não têm como fugir delas, só se pode lidar com elas, não tem o que se discutir, apenas saber que existem e como conviver com elas.
Sobre as coisas que podemos escolher se existem ou não, as coisas que apenas imaginamos, elas, apriori, não vão existir materialmente, a não ser que você ou alguém ache um jeito de transformá-las em matéria, tocável. Elas podem um dia existir, mas não existem. O problema, é que existem algumas coisas que não são saudáveis de se acreditar, porque elas acabam manipulando nossas vidas e decisões. Você precisa aprender a se comandar e não deixar ser mandado pela sua imaginação.
Você pode acreditar numa historinha, imaginar as situações e cenas de um determinado livro, você pode viajar saudavelmente na sua imaginação, mas precisa aprender a se desligar delas quando for tratar das coisas que existem materialmente, porque estas, as materiais, elas sim, podem fazer coisas ruins e boas para sua vida.
Tento te explicar isso, filho, porque no mundo em que vivemos, existem coisas que são apenas imaginação, e são, de certa forma, saudável te-las. O problema é que as pessoas acabam sendo convencidas de que essas coisas existem a ponto de serem capazes de influenciar nossas vidas materialmente. Por exemplo, a religião. A crença em um Deus é saudável de se ter até certo ponto, acreditar que pode ser protegido por algum ser superior, mas a partir do momento que você passa a identificar que as coisas que acontecem ou deixam de acontecer na sua vida e no mundo, são causas de coisas materiais, que chove porque existe um chamado “ciclo da água”, real, e não porque um Deus está de mau humor, que aconteceu alguma coisa boa na sua vida porque você lutou para que ela acontecesse, e não porque um Deus te julgou digno de ter essa coisa boa. Então, a partir do momento em que você consegue materializar essas coisas, tem de perceber que essas coisas são da sua imaginação, e deve guardá-las lá, e de modo algum transporta-las para a vida material, porque não são reais, existem na sua idéia.
Filho, você precisa, mais do que tudo, aprender a separar esses dois tipos de existência. Com isso, você vai ser uma pessoa consciente e não vai ser levada pelas idéias dos outros, mas pelo que você acredita ou deixa de acreditar.
Veja bem, a mamãe cresceu com medo de coisas que não existiam, porque as pessoas diziam a ela que eram coisas que podiam fazer mal a ela. Outras coisas diziam que era o certo a se acreditar, mas também me amedrontavam com a ameaça de que se eu não acreditasse nessas coisas, coisas ruins me aconteceriam. Isso não é bom. Nada que pode te fazer mal, essas coisas que só existem na nossa imaginação, não são saudáveis de você acreditar. Hoje, a mamãe não acredita mais nessas coisas que diziam que regiam nossas vidas, mas ainda assim ela sente receio, medo de ser vingada. Então, é bom você nunca se deixar levar por essas coisas, nunca misturar esses dois mundos, material e imaginário, porque eles nunca se misturam na verdade, e se você se deixa levar por essas pessoas que misturam esses mundos, você vai acabar com medo de fazer coisas saudáveis, e também, vai subestimar suas conquistas, e vai, no fundo, se sentir incapaz, porque você dá os méritos das coisas que você faz para um produto da sua imaginação que não, NÃO influencia sua vida material.
Com o tempo, você vai perceber e entender melhor o que estou te explicando. Qualquer dúvida que surgir ao longo da sua vida sobre esse e outros assuntos relacionados a acreditar ou não nas coisas, traga para sua mãe, que eu sempre tentarei te esclarecer e fazer você ser uma pessoa feliz e desprendida desses dois mundos diferentes."

sábado, 8 de março de 2008

Nádegas a declarar.

Nossa, faz tempo que eu não escrevo nada pro blog. Também... agora voltou as aulas e preciso me empenhar mais pra ser alguém útil no futuro (apesar de não estudar muito, e não conseguir adquirir força de vontade).
Bom... como estou? Nesse exato momento, estou bem. No geral, estou na média. Continuo com alguns problemas irritantes, continuo apaixonada, cada dia uma sensação diferente, mas olhar pra ele é o que me faz passar por esses dias.
Continuo vivendo a minha vidinha, por vezes medíocre, por vezes encantadora. O vizinho continua, infelizmente, trabalhando, com aquela maldita serra elétrica, que me faz acordar as 9h da manhã. ¬¬
Fiz aniversário esses dias, e o Buh faz depois de amanhã. Legal... somos pscianos, chatos, dramáticos... a gente adora um ao outro, mas odiamos a nós mesmos. Incrível. O meu aniversário foi morno, só pra ganhar presente: sorvete, calça, óculos, Trakinas, Smirnoff, chocolate e um coração que me diz tudo o que quero ter =)
Não tenho coisas construtivas a dizer. Talvez agora com a voplta às aulas, me obrigue a escrever alguma coisa interessante pras aulas e posto-as aqui. Mas nem sei...

Tchau o/

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Postagem rápida.

É, pensei que ia ser mais fácil, mas tô percebendo que não.
Pensei que eu tinha aprendido a chamar todos de "amiguinho" e praticar outros sintomas que determinam se a pessoa adquiriu ou não a técnica de hipocrisia, mas começo a perceber que meu pavio curto não me deixa ser "neutra".
Se eu calo a minha boca "a Débora é quietinha, tímida e blá blá blá"; se eu abro a boca, tem que ser pra falar coisas que agradem aos outros, e isso é algo que eu não sei fazer se eles não se agradam com as mesmas coisas que eu, o que é a maioria dos casos; se eu tento ser "simpática", fica óbvio e claro na minha testa a frase "estou sendo falsa, não percebeu? Ah, percebeu sim."; se eu falo o que eu penso, "te ferra, otária, blá blá blá".
Alguém me dá uma sugestão de qual exemplo destes seguir?

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Sem saco pra escrever e sem nada pra fazer.

Ele não sabe o quanto eu gosto dele e ele nem pode mais visitar meu blog. Mas eu gosto, demais. (tá?!)



Ah ha, vou pintar o cabelo de vermelho hoje! =P

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Mesmo assuntozinho do momento.

Depois de um dia de desligamento com a vida real, o feriado do dia 1º, volta tudo ao "normal". Os mesmos problemas, as mesmas discussões, o mesmo tédio e a mesma dor nas costas.

O "ano novo" não é lá essas coisas. Nada a ver com esse slogan de "ano novo, vida nova". A vida se renova só com muito tempo, e eu não sei se vou ter saco suficiente pra vê-la se renovar. Apenas um feriado onde se bebe champagne, cerveja, vinho, espumante, smirnoff, essas coisas. E se come. Come muito. Alguns se divertem muito, outros por breves momentos e outros continuam na miserabilidade, sofrendo calados.

Eu, por exemplo, passei o dia na praia gargalhando e falando merda com o namorado, isso porque eu tenho um, a única coisa produtiva que me veio em 2007. Depois, volto pra casa, casa que fica nesse lugarzinho de merda que é o meu bairro, e junto volto pra rotina de críticas, de desconsiderações e de briguinhas chatas pelos mesmos motivos, caras emburradas de quem diz querer me ver feliz, mas não parecem nem um pouco satisfeitas quando saio pra me divertir.

O que esperar do ano novo? O que a gente pode esperar de uma troca de folhinha? Ah, a decoração da cozinha vai mudar, provalvelmente uma "pomba da paz" substituindo a biblia de 2007.

A paz, a paz que ninguém quer. Paz é utopia, a vida é uma utopia, mas estamos aqui, tentando e fingindo crer que as coisas existem e que somos pessoas de verdade.

Não temos mais um ano pela frente. Temos uma vida inteira pela frente e é nisso que devemos pensar, isso que queremos mudar: nossa vida, e não só 365 dias dela.

Mas mesmo assim, desejo 365 dias felizes pra vocês. Desejo uma boa vida a todos, mas como isso faz parte da cultura impositora chata em que vivemos, daqui a 364 dias, terei de renovar meus votos a vocês.


domingo, 25 de novembro de 2007

Adaptações

No dia 13 de maio de 1888, no Brasil, a princesa Isabel assinou o documento que previa aos escravos a liberdade para serem pobres.Pobres em qualquer lugar, localidade, cidade.
Liberdade.
Mas nossa bela princesa não era, como nos ingênuos livros de literaturs, pura.Ela não assinou aquele papel por consciência, ideal ou igualdade., não não.
O fato é que a princesa se encantou por um negão alto, forte, com as feições de Will Smith. E ele, com aquele idealismo romântico de filmes de cinema, disse que só a amaria com a liberdade de poder amá-la, o que não passave de uma simples emboscada para a princesa o tornar livre e ele fugir saltitante a praticar atos sexuias com várias moças que adorariam dar para ele.
Tomada de libido e etanol, a princesa logo usou seu prestígio de filha mimada e convenceu o pai que concedesse liberdade aos escravos. Depois de perceber o que seu amado fizera, ela foi vista estuprando um debilóide, que foi o único da história que se deu bem, pois a princesa morreu semanas depois com sífilis generalizada, seu pai e os demais senhoris se foderam ao perderem seus empregados aos quais pagava, com o resto do que foi dado aos porcos de jantar. Logo, esses "grandes homens" encontraran a quem estorquir trabalho fácil: os iludidos imigrantes, que sonhavam com uma vida alegre e regada a vinho, mas que acreditavam que o trabalho árduo os levariam a isto.
Por fim, os negros tiveram ao menos a escolha de onde queriam mendigar, pois não seria um papel assinado por uma patricinha vagabunda que iria transformá-los em cidadõas vistos com igualdade por mentes acostumadas ao preconceito.
Alguns ainda lutam para provar que são tão capazes quanto qualquer ser humano, mas outros ainda esperam sentados as migalhas que os "excelentíssimos" políticos os prometem.

1. Citei Will Smith porque é o único negro que eu pegaria. Não por preconceito, mas por meu apetite sexual pedir por loiros de olhos azuis (ou verdes =P).
2. Não, não sou racista, mas desprezo o orgulho racial. Somos todos iguais e ponto. Desprezo também pessoas que sae acomodam num problema social para justificar sua falta de vontade de progredir.




Escrevi isto no celular, quando eu estava na cama, com 38,5º de febre e dor de garganta, ontem =)

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Balanço precoce.

Uau, esse blog está às moscas. Não, nem as moscas visitam mais ele, hehehehe...
Na verdade, não tenho mais muita coisa o que dizer e nenhum texto que possa ser considerando interessante para alguém.
Sabe, tá chegando as férias, o fim do ano, correria. E nada é certo na minha vida.
Não suporto mais minha mãe reclamando de tudo afundada no sofá, mas não tenho mais como dizer isso para ela, não quero magoar ela e já disse de tudo pra que ela melhore e ela se nega a me ouvir. Um saco, se passaram já dois anos e ela ainda odeia mortalmente meu pai. Não é só ódio, eu sei, sinto que ela está mal porque ele se levantou da queda, está feliz agora, e ela continua na mesma, parece que foi ontem que se separaram. Achei que com isso ela ia amadurecer mais, ser mais "mulher", masi confiante, mas isso não aconteceu, e ficou pior, porque ela vê todo mundo dando um jeito na vida e ela sentada no sofá vendo novela das 14h. Desconta em mim, me empurra pra vida que ela queria ter mas não teve, me cobra coisas bestas e tudo o mais. É incrível, num momento estamos abraçadas contando confidências, e no outro ela está me xingando e pensando que eu ainda tenho 12 anos. Eu me canso com isso, eu não sei o que pensar.
Minhas ex amigas, bom, elas são ex amigas mesmo, o que me incomoda é o fato delas não levarem isso muito bem, esquecerem que eu existo, porque eu não existo mais. Eu não sou mais quem elas conheceram e elas, de longe, não são mais as gurias que eu conheci. Aliás, parece que regrediram, com piadinhas sem graça pela rua e ao lado de dois bebezões que não sabem nada o que é e o que querem da vida, e nem pensam em discutir sobre isso.
Meu pai, tá lá, o de sempre. Neutro, morno, não muito preocupado com a minha existência, mas querendo se mostrar dedicado, essas coisas.
Acho que ganhei um amigo, o meu irmão. Não temos muitas afinidades de pensamento e etc, mas temos nos dado bem na relação familiar.
Meu relacionamento amoroso, não sei o que esperar dele. É irritante, somos tão parecidos que eu não consigo ficar irritada com as dúvidas e problemas dele porque eu tenho os mesmos. Mas eu queria algo pra chamar de meu, entende? É, devem entender. É complicado.
A faculdade, tá lá também, chegando as duas últimas semanas, a correria pra conseguir passar nas disciplinas semestrais que eu relaxei agora. Continuo sem perspectiva de que esse diploma vá acrescentar alguma coisa na minha vida, mas estamos aí. Não é muito difícil de passar de ano.
Não consegui emprego temporário pro fim de ano, mas também não me empenhei muito pra conseguir um. Não me empenho em nada, na verdade. Estou a seis meses indo na psicóloga e a única melhora que vejo é conseguir dormir sozinha oO.
O que esperar das festas de fim de ano? Talvez eu esteja feliz ao lado do guri que estou gostando, mas provavelmente estarei com uma parte de mim triste e irritada por minha mãe, provavelmente passar o fim de ano sozinha.
O que esperar do verão? Ah, dane-se.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Opa!

Sabe aquelas épocas, ou fases, que você quer fazer coisas, mas não tem saco pra fazer? Não que seja uma coisa ruim, mas você simplesmente não tem paciência?

Pois é...



Lost Pilgrim - Bad Religion
Peregrino Perdido
Peregrino, tuas lágrimas são secas e amargas,
e teus olhos aparentam ser mais velhos que a tua idade.
Peregrino, você bebeu mercúrio?
Teus lábios ficaram azuis e você está se esforçando pra enxergar.
Você veio de tão longe para continuar,
agora sua vida enguiçou.
Ao passo que você marcha adiante você não vai a lugar algum.
Peregrino, quando você abandonou a todos
a solidão destruiu a tua mente talentosa.
Peregrino, você ve a escrita na porta?
Ela está levando você a um lugar que você nunca esteve.
E o próximo em linha mede os teus passos, esperando pela tua queda,
com uma esperança que se encontra numa chamada secreta do senhor.
Olhos devotos ignorando os transeuntes,
precipitado nas suas covas.
Não se desespere com este mundo de trabalho duro e preocupação.
Este peregrino se perdeu.
Peregrino, será que você vai encontrar o teu chamado?
A verdade é tão pura que você vai arriscar tudo?
Olhos devotos ignorando os transeuntes,
precipitado nas suas covas.
Não se desespere com este mundo de trabalho duro e preocupação.
Este peregrino se perdeu.
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