segunda-feira, 14 de junho de 2010

Mundo das Ideias.

Esses dias eu sonhei que estava vivendo uma história de livro... daqui a pouco, meu sonho se distorceu, e eu estava sonhando que estava escrevendo o livro. A história era bem aventureira, pelo que me lembro. Inspirada em Harry Potter, que leio de noite antes de dormir (prometo que essa é a última vez, só pra concluir a leitura consecutiva de toda a série, e além do mais, ganhei "O Menino de Pijama Listrado" do meu ursinho, e pretendo lê-lo nas horas que sobram: antes de dormir), sonhei coisas mágicas, e tramas com maldade e maluquices. Não era uma caça ao bruxo malvado. Na verdade, meu sonho começou bem "tranks", eu "aparatando" e "desaparatando" em lojas pra encontrar uma roupa que me cobrisse da nudez vergonhosa que me encontrava, sei lá porquê, em seguida recebi uma bronca da "chefe master" dos mágicos... foi mais ou menos por aí que comecei a conseguir controlar meu sonho e passei a sonhar como sendo uma escritora de um livro de ficção e aventura.
Então, eu tenho tido grandes ideias. Pena que não consigo mantê-las quando acordo. Tive grandes inspirações para planos de aula, para artigos, para discussões, e até para a literatura, mas todos dormindo. E, como uma outra vida, quando acordo, tudo some, tudo passa. Acho que tem a ver com as coisas que eu gostaria de ser ou fazer, que acabo tentando tornar reais no mundo particular que cada um de nós tem. Mas isso não é saudável pro sono, já que consigo controlar, quando a coisa vai ficando "preta", eu consigo mudar de rota, ou seja, não é um sono profundo e restaurador.
Por outro lado, muitas vezes, não são coisas que de fato são irrealizáveis no mundo vivido. Eu me recordo vagamente dos meus sonhos menos mirabolantes, em que escrevo ou falo plausivelmente bem, e conteúdos significativos pra sociedade ou pra população em geral. Não é nada de fictício como "aparatar". Por que não consigo transformar essas coisas em algo produtivo de fato para mim, para meu ego, para meu status? Sim, egoísmo mesmo, porque ninguém faz nada sem um pouquinho dele (me desculpem os oportunistas demagogos); depois a gente pensa por onde isso pode ser benéfico e tratamos dele. Mas sei lá, talvez amanhã eu não esteja mais dizendo isso.
Ah, e quanto ao post anterior, passei por mais episódios deploráveis no sistema público de saúde de Rio Grande, mas não adiantará de nada relatar minha ira aqui... só me fará lembrar do ocorrido.

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segunda-feira, 31 de maio de 2010

SUS - Rio Grande.

Minha mãe é diabética, ela consultava no posto de saúde da família da Vila da Quinta, mas ela pediu para ser transferida para um especialista no hospital da FURG. Por quê? Porque o atendimento no posto era debilitado, as pessoas vão as 4h da manhã pra fila, esperando por 6 fichas/dia, quando não é menos... o posto abre as 8h e os queridos médicos não começam a atender antes das 9h, enquanto enfermeiros e enfermeiras passam pra lá e pra cá na multidão de pacientes, falando sobre as coisas mundanas, e rindo de piadas, enquanto os enfermos esperam as porcarias dos médicos. Também acontece de enfermeiros discordarem da opinião medicamentosa do médico, e deixarem o coitado do leigo paciente sem saber o que é certo fazer. Um médico(a) chegou a dizer a minha mãe que ela tinha problemas de coração, analisando um eletrocardiograma, e, minha mãe preocupada levou a um médico particular, outro médico avaliou o exame como sem problemas, além de fazer outro exame na hora que mantinha o diagnostico de sem problemas cardíacos.
Mas então, foi por essas e outras que ela foi para o hospital universitário. E aí, entre muitas remarcações, e médicos que vão e voltam, foi marcada uma consulta para ela dia 20 de maio de 2010, anotada no cartão de consultas pela atendente.

Aqui, quero lembrar que tenho ciência de que a finalidade de um hospital universitário, como o da FURG, é a formação médica - alerto de minha ciência quanto a esse fator, porque essa é uma das desculpas dadas pelo descaso com os pacientes. "É um hospital universitário", dizem os atendentes e dirigentes estressadinhos.
OK, mas se o hospital oferece atendimento e tratamento de doenças pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ele deve atender seus pacientes com o devido comprometimento e respeito que o usuário do sistema merece. Então, não me venha com a maldita desculpa de que "é um hospital universitário. Eu sei que é, meu anjo, mas ele também oferece atendimento pelo SUS e isso já resolve esta questão.

Chegamos minha mãe e eu no início da tarde, horário marcado, saindo da Vila da Quinta, a 50min. do centro da cidade, pegamos uma clássica fila, para chegarmos à atendente e ela dizer que "não tem consulta marcada". Como, minha filha, se minha mãe tem essa consulta marcada há três meses, e ligou semana passada para confirmar? "Não está marcado no sistema, senhora". Mas esse problema não é meu, é da incompetência da funcionária que realizou o atendimento. "É que eles vivem trocando o sistema de marcar as consultas". Mas vocês poderiam ter avisado que a consulta foi desmarcada. "Nós não temos o telefone da senhora". COMO NÃO TÊM? SE OUTRAS VEZES JÁ LIGARAM PRA MINHA MÃE PRA DESMARCAR CONSULTAS! "Não está aqui no sistema senhora, nós não temos o número".
Bufando, só me restou ficar com aquela cara de "sua vaca, não percebes que não existe lógica nesse argumento, se já ligaram outras vezes pra minha mãe?!" Como se lesse meus pensamentos, ela disse "Queres fazer a volta aqui e ver como não tem nada aqui?". Eu disse "não, não é necessário porque ninguém vai atender ela mesmo, e além do mais, das outras vezes que ligaram pra ela, eles chutaram o número e por acaso caiu no celular dela, não é mesmo?".
Bom, o fato é que o sistema público de saúde é uma vergora, e o hospital universitário, que deveria ser um espaço de educação, evolução e revolução, compactua com a falta de ética de colocar a culpa no sistema técnico, no engano que "não vai se repetir", em deus, em exú, e sabe lá onde.
O SISTEMA PÚBLICO DE SAÚDE DA CIDADE DE RIO GRANDE É DEPLORÁVEL, MESQUINHO, E SEM-VERGONHA, ALÉM DE COMPACTUAR COM A FALTA DE ÉTICA PARA COM A POPULAÇÃO RIO-GRANDINA.

domingo, 16 de maio de 2010

Cotidiano.

Conviver com ela é dificil. Cada vez que tu sais na rua, apenas um descuido faz vocês se esbarrarem.
Toda vez que ligo no noticiário, em algum momento falam dela. Esses dias eu vi ela, mas não foi comigo que ela esbarrou.
Quando tu vês ela encontrando alguém, passam dias até que consigas sair de casa sem os sentidos mais aguçados e atentos, o coração disparando com qualquer coisa.
Nessa estrada, na estrada da vida e na Br392 e RS734, ela vive á espreita dos que deslizam ou são empurrados de encontro à ela.
É complicado falar da morte. Quando vi no noticiário do dia seguinte que a motorista da moto que eu vi estirada no chão morreu, me veio à tona pânicos, pensamentos desmotivados. Afinal, não tem sentido ficar se preocupando com doenças e com vírus, se o fim da nossa vida pode estar no próximo passo na rua.
Afinal, não tem sentido viver maquinalmente até que nos esbarremos com ela.
Poderia ser um pensamento suicida, e seria em alguns meses atrás de minha vida, mas hoje não.
Hoje venho me adaptando à banalidade da vida, das nossas necessidades, dos nossos sonhos e desejos.
Mas em momentos como esse, faz a gente pensar na graça de viver.
Qual é a graça?


Ninguém precisa se preocupar, eu não saí daqui e meti uma faca nos meus pulsos. É mais provável que uma hora eu me estabaque no chão por um descuido e quebre o pescoço, ou me desequilibre numa moto e um carro maldito me atropele. Essas coisas me dão raiva, mas eu não sei de quem ter raiva.
Da morte?
Da vida?
Do inventor da motocicleta?
De quem não inventou um freio de ação imediata para carros?
Da falta de reflexo?
De quê ter raiva?

Aí, eu sigo no caminho das formigas até que um pé me tire da estrada.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Eu e o mundo.

Eu gostaria de escrever textos novos, interessantes ou não, depressivos ou positivos, políticos ou fúteis.
Mas eu ando tão, mas tão carregada de problemas que não abro espaço pra curtir escrever sobre algo. As manchetes na tv não me incomodam mais; as opiniões dos outros sobre mim não me incomodam mais; a falta de perspectivas (ou não) não me incomoda mais; a falta de amigos não me incomoda mais.
A FURG me incomoda, os zilhões de textos contraditórios e muitas vezes vazios que tenho que obrigatoriamente encontrar sentido e absorvê-los como se isso fosse a solução pra minha vida. Me irrita ler "grandes autores" que têm medo de expor uma opinião, sempre com aqueles termos "em cima do muro", com medo de "ferir a ética" em dizer o que realmente pensam. Por incrível que pareça, isso é o que eu mais vejo nos textos que leio na universidade: caras em cima do muro, respeitando as opiniões contrárias, e acabando por não dizerem nada que faça diferença ou seja significativo. Esse receio de fazer tudo nos padrões e receio de críticas. E a droga toda é que eu preciso me encaixar nisso pra conseguir um diploma, e depois, se seguir a carreira de professora, pensar com meu próprio cérebro, ou somente se preocupar com as contas pra pagar.
Minha casa me incomoda. A barulheira INCESSANTE de caminhões passando, moto-serra sendo consertada, minha mãe citando os problemas das coisas. Se ela ganha na loteria, ela só vai lembrar do problema de onde guardar tanto dinheiro.
A rua me incomoda, as pessoas ouvindo a porra do mp3 sem os fones de ouvido, passar por conhecidos na rua e dizer "tudo bem". Eu quero mais é dizer "tá tudo uma merda, e a sua vida provavelmente também está, mas você prefere não enxergar pra não se incomodar", mas se eu digo isso, eu destruo a vida das pessoas, como fiz com a minha mãe.
Então a mídia controladora e manipuladora de informações, é definitivamente o menor dos meus problemas, a cegueira do mundo fica totalmente em segundo plano nos meus diálogos internos. Enquanto eu não me sinto segura com minha própria vida, é melhor ficar de fora dos questionamentos das vidas do resto do mundo.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

O Objetivo Não É Ser Feliz.

O objetivo não é ser feliz: alcançar objetivos traçados é a conquista da satisfação e felicidade. A felicidade em si é um sentimento, abstrato. É preciso meios concretos pra construir um sentimento. Você não ama uma pessoa se ela não existe ou existiu, então, pra ser feliz você precisa construir os objetos concretos que te façam feliz. A vida e suas escolhas são o caminho, e a felicidade pode ser uma conseqüência, Além disso, todos nós somos capazes de sermos felizes, desde que estejamos abertos a transformações e conscientes das atitudes que moldarão seu percurso.

Escolher quem você será é crucial para decidir se você será feliz ou não. Você deve seguir os parâmetros de vida saudável em sociedade, mas não pode esquecer que você é único. Você precisa adaptar sua moral e seus conceitos de modo que concilie com harmonia uma vida social útil e justa, com uma vida pessoal e emocional em paz consigo mesmo. Discernir o que é crucial do que é opcional, e usar estes termos da maneira mais eficiente para alcançar seus objetivos e ser feliz.

Os objetivos também devem ser traçados de acordo com seus desejos e suas necessidades. Todo mundo, lá no fundo, tem o desejo de fazer alguma coisa. O desafio é transformar essa idéia em objetivo: transformar um desejo em um plano. E adaptar. Se você deseja mudar o mundo mas não pode, você não precisa necessariamente abandonar esse desejo: você precisa adaptá-lo à sua realidade; não é necessário extinguir o desejo de mudança de seus objetivos, e sim adapta-lo para tornar-se alcançável.

E você não pode se basear nos outros, a menos que você identifique na personalidade do outro algo que pode ser significativo POSITIVAMENTE na construção dos seus objetivos. Porque uma pessoa se sente bem comendo chocolate, não significa que é saudável e interessante pra você comer chocolate. Você vai ver a pessoa comendo chocolate e avaliará se comer o chocolate DE FATO lhe trará algo positivo, sempre visando o objetivo imediato de NÃO SE PREJUDICAR. Todo animal “irracional” avalia, fareja, tenta sentir e perceber se aquilo que ele está prestes a fazer ou a comer, porque seu instinto imediato é manter-se vivo. “Objetivo” aqui deriva do instinto de sobreviver, que o ser humano racional definiu ser a razão para sobreviver. Porque o ser humano sabe que vai morrer, e precisa de um objetivo para manter-se vivo e preservar seu instinto de sobrevivência.

Não esqueço da velha resposta do “falar é fácil”. Sei que falar é mais fácil do que praticar, sei de experiência própria. Mas também sei que com vontade e disposição, peito aberto às transformações, somos capazes de rever conceitos, criar objetivos. E também sinto a cada dia que esses objetivos se tornam mais desenhados, e que sem eles minha vida era mais vazia, mesmo sentindo-a ainda vazia no presente. Caminhar a passos lentos, mas caminhar.

Se você já sentiu algo bom na vida, procure reviver por um segundo esse sentimento, e você terá vontade de ser assim de novo, e cada dia que você fraquejar, tenha em mente essa lembrança; se for uma lembrança da infância, não significa que ela não se realizará novamente: a idéia não é reviver aquele passeio no parque de diversões, a idéia é reviver a sensação de se estar em um parque de diversões. Se for um minuto de sua vida, absorva toda a sensação daquele momento e use como vontade para buscar tê-lo cada vez mais, mais perfeito e mais duradouro.

Eu não lembro que trecho ou frase da bíblia eu vi estampado em algum lugar, que eu percebi: a bíblia é um excelente livro de metáforas. Mesmo para quem não crê em um deus, adaptar uma história bíblica, assim como uma letra de música, à sua realidade e aos seus objetivos é uma experiência bastante rica. É uma boa leitura psicológica, dadas suas devidas ressalvas e ter uma boa dose de bom-senso e crítica ao analisar as metáforas. Assim como letras de músicas, como “Long Way to the Promisse Land”, do álbum The New América da banda Bad Religion.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Metallica

Caramba. Fui no show do Metallica em POA ontem.
Curti mais que o show do Offspring, por um conjuto de fatores óbvios: a menor expectativa, a menor necessidade de absorver cada aspecto do show e a falta de fator emocional; afinal, Offspring é a banda que marcou minha adolescência, e uma paixão cheia de decepções, como o show de 2004 que não pude ir.
Já o Metallica, eu sabia que era uma puta banda, e com músicas excelentes, mas eu conhecia pouco da banda, e não chorei de emoção o evento inteiro!
Eu sei que são estilos diferentes, e curtir Metallica nunca esteve nos meus planos, mas uma coisa que percebi nesse show, é que fãs não necessariamente caracterizam uma banda. Já havia percebido isso na entrevista que o vocalista James deu falando do novo CD, que era inspirado na irracionalidade de cometer suicídio. Pô, o que se espera do líder de uma banda como Metallica? No mínimo, adoração à morte. Ainda, reforcei minha teoria de que tudo depende do ponto de visa e que não existem verdades absolutas: um cara pode ouvir Metallica e interpretar os caras como os "adoradores da morte", e outro pode ouvir Metallica e achar que os caras só estão transmitindo uma mensagem em uma linguagem diferente.
Deixando de fora questões ideológicas, como estou ciente de divergências entre Metallica e Offspring sobre a pirataria na internet, mas outra coisa que venho aprendendo devagarinho é a não levar tão a sério seus pontos de vista, quando se tem em mente ser feliz. Ser feliz é medir o que vai lhe fazer bem e o que não vai. Se um conceito teu estiver atrapalhando suas relações com os outros e consigo mesmo, é hora de adaptar esse conceito. Não mudar, adaptá-lo a conciliar as questões ideológicas e as questoes emocionais. O distante e o imediato. Viver o imediatismo não significa abandonar o distante. Mas essa é uma questão de outro texto a ser postado em breve.
Negócio é que eu me senti à vontade nesse show como não me sentia há meses. Mas bem, fazia mais de um ano que eu não ia a um show de rock, e desde os meus 17 anos, eu sei que esse é o melhor remédio pra uma semana cansativa e repetitiva. O problema é que os eventos acessiveis são em ambientes que me deixam mais irritada e com a cabeça a toda pensando em ideologias, convicções e atitudes, que não adianta de nada ir a um eventos desses quando quero "desestressar"!
E agora, ouvirei Metallica com muito mais gosto, porque sei que o show dos caras é foda, e as músicas são mais do que boas, são energéticas (sim, "energéticas", não quis dizer enérgicas" e errei na digitação!).
Link da entrevista ao Fantástico, 24 de Janeiro de 2010:

domingo, 10 de janeiro de 2010

Não pensei em um bom título

Agora que tenho um pc só pra mim, que eu posso usar na cama, no pátio, que eu não tenho desculpa pra não aproveitar os espasmos literários, continuo a disperdiçá-los. Agora porque as ideias que eu tenho, penso "uau, que legal... maas daria muito trabalho pra aprimorar, e nao ia ficar bom mesmo". É a maldita baixa auto-estima e a preguiça. Talvez uma leve à outra. Quem sabe evito de verbalizar minhas ideias porque sei que será dificil e trabalhoso atuar em cima delas, e levá-las com convicção, então prefiro deixar rolar sem a transformação delas em algum tipo de "filosofia de vida".

Eu me considero muito incapaz, sabe. E não faz sentido eu procurar as causas disso na infância ou em traumas passados, porque eu era bem feliz na infância. Talvez meu problema esteja na fase da adolescência, porque ninguém queria ficar comigo, e eu sempre era a segunda opçao das minhas amigas. Eu sempre estive "na sombra", sabe? Na minha segunda infância, eu gostava de sertanejo, e minha melhor amiga e eu imaginávamos uma dupla sertaneja, e eu era a segunda voz, meu nome ficava em segundo no título. Na minha adolescência, eu oscilava entre duas melhores amigas, e as duas, uma hora uma, outra hora outra, me mostravam que eu não era suficientemente interessante pra receber confidências ou pra ouvir verdades. No fim das contas descobri que a mais sincera que eu vagava na adolescência era a que ficava de fora nas minhas disputas internas de "quem era a melhor amiga". Hoje eu vejo que nao existem "melhores amigos", existem pessoas legais, com algumas afinidades, e o discurso de "eternamente amigas" é só força do hábito, conveniência. Se realmente a amizade perdura para sempre, é porque as afinidades eram muitas e continuou sendo conveniente manter contato, ou porque a pessoa te ouve, ou porque você frequenta os mesmos lugares que ela, ou simplesmente porque gosta da relação que tem com essa pessoa. Dá pra discernir a diferença?

Bom, mas o fato é que eu não posso colocar a culpa no passado pelos meus desestimulos e falta de confiança. Devo catar um jeito de superá-las no presente e evitá-las no futuro. Mas bate uma preguiça... e a preguiça não é consequência de um caminho torto no passado. No meu caso, pode ser consequência de dar braçadas esforçadas, e nunca conseguir sair do lugar, aí dá vontade de nao tentar aprender a nadar.

Eu ando apavorada com a perspectiva de dar aulas esse ano. Caramba, aula pra pré-adolescentes que deveriam estar correndo na rua e jogando bola, e estão de paquerinhas e namorinhos escrotos. Isso me dá nos nervos. E me apavora de ter de ensinar Geografia, planejar aulas interessantes, e ainda por cima lidar com essa fase detestável da vida (nos tempos de hoje). E ainda preciso torcer para que os meus alunos não sejam irmãos ou parentes próximos dos meus ex-colegas que me detestavam e perpetuaram meus apelidos escrotos e minha má fama (que aqui, nada tem a ver com a "má fama" tradicional; pelo contrário, a "má fama" daqui era obtida se você fosse uma pessoa normal, que vivia de acordo com a sua idade e respeitava as atividades da sua idade). Na verdade, minha "má fama", minha mãe (como toda a mãe) insiste em dizer que é fruto de inveja, porque eu era inteligente, alta e o blábláblá que toda a boa mãe discursa pro seu filho deprimido. Mas eu nunca consegui engolir essa história e insisto em me culpar por não ter sido popular.

Ah, e tem a monografia, que eu não consigo decidir que área seguir, que assunto tratar, e toda a vez que tenho uma "ideia brilhante", caio no destimulo de "ah, isso vai dar trabalho e serei incompetente". Pelo menos acho que já escolhi o orientador, mas ainda não sei como abordar o assunto, porque já cansei de levar patatas gratuitas de professores falsos. Pelo menos já espero do professor César rigorosidade, já que nunca traspareceu ser um "docinho" de pessoa, como certas decepções desse ano.

Além disso, tem o fato de eu querer muito aprender espanhol e nao ter grana pra fazer um curso e não sentir ter um cérebro capacitado a ser bilíngue, ou "trilíngue", no caso de um futuro inglês.

Ah, eu vou no show do Metallica! Só conheço três músicas dos caras, vou por causa do Bruno, mas como eu disse pra Lili, ir a um show desses enriquece o currículo, hehehe. Só que eu enchi o saco de ouvir músicas, e música era o que me dava gás pra enfrentar a vida. Complicado.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Por que ser agnóstica?



Eu sofro de Transtorno de Ansiedade Generalizado, é quando a ansiedade (sensação normal em todo ser humano) se transforma em sintomas físicos, e pode atrapalhar e muito a tua vida, porque tu não consegues controlar tuas sensações e pensamentos, que geralmente são desesperadores. Pois bem, faço meu tratamento, e já me recuperei magnificamente uma vez, mas faz mais de um ano que as sensações voltaram a me incomodar. E já que estou a mais de um ano fodida com isso, fico maquinando algo que eu possa fazer extra ao tratamento psicológico, como comecei a jogar vôlei um tempo, mas machuquei o dedão e parei; fui procurar Yoga, mas 160 reais por mês só pra aprender a alongar e respirar direito, minha situação financeira não permite, e acho que mesmo que permitisse, eu não pagaria esse absurdo. Então, discutindo as possibilidades com meu pai e minha madrasta, eles me disseram “eu acho que devias procurar um apoio religioso”. Eu tentei argumentar normalmente, até que eles insistiram muito que as sessões espíritas estavam “curando” o braço de minha madrasta, e eu disse “mas eu não acredito em deus”.
Eles ficaram pasmos, disseram que não entendiam como eu conseguia viver sem acreditar em um deus, mesmo que interior (meu pai diz que “deus está na gente”, mas quando eu digo que isso se chama “auto-estima” e “autoconfiança”, ele diz que não é isso; minha madrasta é de umbanda, eu acho, mas tem ido a um centro espírita), que não entendem como eu posso considerar que ter religião ou acreditar em um deus não é bom. Bem, eu não dei meus motivos, porque gosto muito deles, e não quero que eles me vejam como alguém que “ta fodida porque não é crente e ponto final”.
Mas se eles estivessem no meu lugar e tivessem vivido minha vida, também sentiriam o quanto é mais sensato não crer em espíritos e interferências divinas ou demoníacas. Não que eu tenha tido uma vida sofrida, sempre tive tudo que precisei, tive muito amor e pai, mãe e irmão maravilhosos, mesmo com seus defeitos. Nunca vivi nenhuma tragédia (exceto a morte de meu cachorro, que foi a gota d’água para os meus transtornos) e nunca sofri com perigos. Só que atravessei uns 15 anos da minha vida sem conseguir dormir sozinha, sem conseguir ficar no escuro em um local. E não foi só na infância, que toda criança tem medinhos e acorda de noite com medo de monstros de baixo da cama e vai correr dormir com os pais.
Eu tinha medo de espíritos. Minhas amigas todas viam filmes como “O Exorcista”, e eu detestava ver. Antes mesmo desses filmes eu já era “cagada” com essas coisas. Quando eu tinha 15 anos, namorava com um rapaz e era um pavor quando ele ia embora, porque já era noite: então, eu fechava a porta de casa, respirava fundo, desligava a televisão, e saía correndo desesperada para o meu quarto e acendia a luz. Com 17 anos, eu ainda ia para a cama da minha mãe porque eu tinha medo de ver alguma coisa, de sentir alguma coisa, e de morrer subitamente. Até que eu descobri que não precisava acreditar. Que não haviam regras que me obrigassem a isso, e que, pensando racionalmente, nunca tive nenhuma ínfima prova de que essas coisas realmente existissem: era um medo irracional.
Então, entrei para o curso de Geografia na FURG, e estudando a ciência e a filosofia, descobri que o tudo não existe sem o nada, que o branco não existe sem o preto, que o Grêmio não existe sem o Inter, e que o bem não existe sem o mal. Ora, se não havia porque eu acreditar no mal, em espíritos possuidores, porque nunca tive contato com um, também não fazia sentido acreditar no bem, em um ser superior que julgue o que mereço ou não na vida, e que protege os que merecem e pune os pecadores. Afinal, o que é pecado? Também descobri que a verdade é relativa, e o que pode ser correto pra ti, pode não ser correto para mim, e não precisamos nos odiar e nos matar por isso.
Pois agora, sofro de transtornos que realmente são difíceis de serem superados sem apoio psicológico, e a religião é um eficiente apoio psicológico, porque acreditas que tem alguém do teu lado, que conhece teus sofrimentos, e que uma hora vai te tirar dessa, e tu rezas e pede para que ele te ajude, vira para o lado e dorme tranqüila porque fez a sua parte em “interceder”. Vai a missas e cultos como maneira de “adoração”, porque se você não adorar ele, você não vai merecer a felicidade.
Ora, eu não quero curar um transtorno psicológico com outro! Não quero me libertar de pensamentos e sensações que não são minhas, para me restringir a adorar um ser supremo que nunca me deu motivos para acreditar nele. Afinal, desde que eu tinha 5 anos e peguei dinheiro da minha mãe pra comprar balas, e ela descobriu e comeu todas minhas balas, eu sempre me esforcei o máximo para ser uma pessoa justa e honesta, e inúmeras vezes me ferrei “legal” por não ter “jogo de cintura”, por não mentir e por assumir minhas responsabilidades, mesmo que outros muitas vezes se aproveitassem disso para jogar suas responsabilidades em mim. Sempre fui uma pessoa justa e carinhosa com as pessoas que amo e me amam, que pecado tão imperdoável cometi para estar sofrendo desses transtornos? Não acreditar em deus? Mas se ele é tão egoísta assim, que acha que só quem merece os “louros da vitória” é quem paga dízimo e é “temente” a ele, prefiro viver sem ele.
Então, mesmo que seja um caminho mais difícil do que acreditar em um ser supremo, vou buscar minha recuperação na minha vida sem medo de espíritos possuidores, e castigos que não mereço. Vou fazer por merecer por mim mesma e pelos meus esforços (mesmo que às vezes me canse e pense em desistir de tudo). Afinal, a vida não passa disso: de superação, de sobrevivência e de resistência.
Não digo que sou ateísta, primeiro porque todo mundo te condena, e tu não tens a oportunidade de mostrar pra alguns que és mais merecedora e confiável que muitos “crentes”. Pode chamar isso de medo e covardia, mas a vida não é muita coisa sem interação social, e só porque as pessoas são diferentes de ti, não significa que elas não sejam dignas e legais (afinal, tenho um amigo carioca, fã de Backstreet Boys, e um namorado Gremista fanático), mas esses dias quando saí com uma camisa do Bad Religion com uma cruz e um sinal de negativa, as pessoas não desgrudavam os olhos de mim, meio pasmas, e eu já chamo atenção por ser grande, fiquei incomodada, mas continuarei usando, só evito de ir na casa do meu pai e dos meus “sogros” assim, pra não ofender, de alguma maneira irracional, a crença deles.
Segundo, porque de fato, não me incomoda o fato de pessoas crerem em deuses, e pelo que “convivi” na internet, para ser ateu você precisa odiar crentes e odiar “o deus que não existe”. Não me incomoda, até o ponto em que estas pessoas resolvem me incomodar. Sempre tento ser assim, não julgar os outros, até que eles resolvem me julgar, e aí sofrem as conseqüências (quando consigo controlar minhas emoções e falar sem perder a razão).
Considerar-me agnóstica não é querer ficar imune ao um “possível julgamento divino, caso ele exista”, ou ficar em cima do muro; é a postura mais saudável que encontrei para não contradizer meus princípios, minha lógica e não cair na besteira de viver a vida por um deus (porque ateus geralmente vivem a vida por um deus, tentando provar que ele não existe e tentando provar que têm a razão absoluta, mas centram seus pensamentos nele, assim como crentes que vivem a vida louvando, agregando responsabilidades a um deus).
Enfim, como digo, nem todos são iguais, e cada um é como quer ser, e eu não estou aqui para julgar o certo e o errado, desde que ninguém levante o dedo para criticar as minhas convicções. Assim, se tu estás contente com a vida que leva, continue levando. Minha vida é de questionamentos e busca por justiça e honestidade; como qualquer ser humano, às vezes falho, às vezes me contradigo, mas NÃO atire a primeira pedra quem nunca passou por isso. Não julgue os outros pelo que tu és. Me dói nos nervos ver as pessoas se enganando quando dizem “ah, mas essa pessoa deve ser boa, porque é de família religiosa”. É por essas e outras que o Brasil é a merda que é, porque as pessoas pré-julgam as outras com critérios duvidosos e relativos. Na hora de votar num candidato publicamente desonesto, não param pra ver o que ele fez de bom ou de mal, só caem no seu discurso vazio, cheio de palavras bonitas e falsas convicções.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

O único consolo é escrever.

Não é nenhum texto pensado.
Sabe quando a gente se decepciona com as coisas?
Eu estou numa fase em que quase tuido resulta em decepção. Aí, uma coisa mínima te deixa na fossa: tirar 2,9 de 4 em um trabalho.
Sabe quando a gente se esforça em tudo? Se esforça em ser justo, em ser correto?
A gente não deve esperar isso de todo mundo.
No trabalho, eu cumpro meus horários direitinho, chego da FURG 23h da noite e no outro dia as 8h já tô lá, cumprindo o meu papel. A gente não deve julgar os outros, e eu procuro não julgar. Até a hora que resolvem meter a colher no meu mingau.
Na bolsa, não faço as coisas mais pesadas, como o Bruno que se matou fazendo a arte, mas me esforço no que me é destinado, e as pessoas não te dão um voto de confiança, não param um minuto para considerar tua opinião, e te tratam com docinhos quando precisam de ti, e depois te expoem vergonhosamente quando querem mostrar autoridade. É decepcionante esperares uma coisa de uma pessoa, que todos a volta acreditam ser uma coisa, e transparece ser uma coisa, mas ela te apresenta a pior realidade que pode haver: as duas caras.
No trabalho que tirei 2,9 de 4, de repente eu não tenha me saído bem mesmo. Mas com tudo que te cerca, tu acabas achando que tudo conspira contra ti, e todo mundo te odeia.
Além disso, me esforço comigo mesma pra vencer inúmeros desafios que sem eu mesma eles não existiriam, e ainda assim eles insistem em não serem vencidos pela minha persistência.
Tá tudo cansativo nesse fim de ano, e tento me consolar que ele está acabando e que as férias (da FURG) estão chegando. Mas ao mesmo tempo que tento me consolar com isso, me desespero com a pesrpectiva de que se as coisas não melhorarem com o fim do ano, vou cair mais fundo ainda no poço que me arrasto com todas as forças para sair.
[depressão mode on]
Ah, mas apesar disso, fico feliz de saber que não morri totalmente virtualmente, e que existam pessoas lendo as coisas que escrevo, e lamento não ter internet nem tempo de apreciar assuntos que outros blogs podem oferecer!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Rápido

Estou numa correria estressante na faculdade, e não sobre tempo pra escrever, quanto mais pra entrar na internet com tempo.
Mas assim que terminar as aulas, escreverei sobre algumas idéias que andei tendo. Isso seu eu ainda lembrar dessas ideias!

Abraço!

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

ERRATA EM "BANHO DE HIPOCRISIA":

Depois de meses, fui ler aquele texto de novo e percebi esse erro primário.

Parágrafo 4
Linhas 37 a 39
"Então, um rapaz do meu lado, , cinco minutos depois de eu ter aerbto a janela, foi lá e fechou".
Na verdade, eu fechei a janela e ele abriu, o que é lógio no contexto do texto, mas não deixa de ser um erro cabuloso que pode ser pego para "terríveis" distorções sobre meu ponto de vista.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Solidão e silêncio não são crimes.

Por que as pessoas se apavoram tanto com o silêncio, com a solidão? Por que parece tão estranho quando alguém quer ficar sozinha ou sem falar? Todo mundo já quis um dia ficar sozinho, e muitos querem e nem se dão conta disso!
Todo mundo já quis ficar quieto um dia, todo mundo já sentiu raiva de alguém na vida. Todo mundo odeia alguém. Por que todo esse alvoroço quando a gente expressa uma dessas vontades, ou age de acordo com essas vontades? Todo mundo fica abismado e fofocando quando vêem alguém fazendo coisas que todo mundo queria fazer, mas não faz; não faz talvez para justamente poder falar mal de quem faz. “Não é educado”. Claro, o que é educado é você fazer o que não quer ou deixar de fazer ou dizer o que quer para não “colocar em discussão a opinião do outro”.
Nós deixamos de fazer coisas que a nossa vontade pede para cedermos à conveniência da sociedade. Aqui não estou discutindo situações que coloquem em risco a vida ou o bem estar físico e social das pessoas, mas sim reações cotidianas que são apontadas e criticadas se você as tem em público. Querer ficar calada em um happy-hour, querer ficar sozinha no fim de semana, sentir raiva de alguma situação que vai contra as suas vontades (meramente sentir raiva e admiti-la verbalmente ou em expressões faciais, e não sacar uma arma e explodir os miolos de qualquer um que diga que é verde o que você diz que é vermelho), discutir verbalmente em público.
O que tem de obsceno em chorar? As pessoas são excessivamente pudicas com as ações mais humanas que alguém pode ter. Sentimentos, opiniões, vontades, são os mecanismos mais humanóides que alguém pode ter, mas expressá-las é considerado algo fora dos padrões. Muitos não se constrangem com filmes de sexo explícito, mas são profundamente críticos e seletivamente educados quando se trata de presenciar alguém chateado ou discutindo questões sentimentais.
Julgar o outro é um grande erro, mas muitas vezes é um erro inevitável. Mas qual é a “moral” de julgar o outro sem que o parâmetro seja você mesmo? Quando você for julgar alguém, alguma atitude ou reação, tome como base você mesmo, mas sem hipocrisia, que você vai perceber que ao menos uma vezinha queria ter tido aquela reação ou tomado aquela atitude, aí sim você vai ter a reação correta quando ouvir alguém falar que quer ficar quieto, sozinho.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Era só uma postagem sem conteúdo... bom, de certa forma continua sendo!

O que vou postar?
Novidades? É, novidades!
Não sei porque parei um tempo de escrever, talvez porque eu perceba de vez enquando que por mais que a gente tente se informar, tente ser justo, ter opiniões estruturadas, nunca vamos ter nada disso, de fato.
Eu ando muito revoltada com a imprensa Global brasileira. Eu chego a soltar uma gargalhada a cada manchete do "Jornal da Globo", não tem um único dia em que não se fale nada pejorativamente se referindo ao presidente da Venezuela. Então, eu adoro apoiar tudo o que a Globo odeia, e passei a refletir profundamente sobre tudo o que é dito nos tele-jornais; acabei por concluir que a imprensa de massa faz questão de criar uma imagem abominável de Huga Chávez pra proteger seu mercado, pra proteger seu sistema capitalista e proteger a mente do povão de novas visões sobre o mundo.
Uma vez, em uma comunidade no Orkut, um sujeito declarou algo como "fiquei preocupado, sinto medo de você", depois de eu dizer que, para superar uma cadeia tão bem estruturada e mentalizada como o sistema capitalista se tornou, onde o consumo manipula até seus mais íntimos pensamentos, talvez fosse necessário algumas medidas radicais, como o tal fechamento de uma emissora pelo governo. A intenção do sujeito era que fosse deduzido que eu sou a favor da ditatura. Só que ele, assim como outros, não percebem que, de um jeito ou de outro, vivemos em uma ditadura. Você não vai preso ou apanha no pau-de-arara se for se comportar diferentemente do padrão, mas é excluído de relações sociais e psicológicamente afetado, sutil mas mortalmente afetado pela homogeinização.
Não vou fugir da resposta, eu não sou a favor da ditadura ou contra a liberdade de expressão, mas o que é ditadura e liberdade de expressão? Eu vejo intelectuais influentes enxerem a boca para falar de facismo, ditadura e Hugo Chávez, mas o que eles chamam de facismo e ditadura não é a situação, mas sim as pessoas que querem desacreditar. Liberdade de expressão é uma farsa! Ela só existe quando não interfere nos interesses soberanos. De que adianta eu fazer um protesto, se vou presa depois, como os manifestantes que fizeram protestos na frente da casa da governadora do Rio Grande do Sul a alguns meses atrás? De que adianta eu ter um blog pra expressar minha opinião, se os fodões possuem mecanismos muito mais eficientes e abrangentes de persuasão.
Não quero trazer respostas, mas quero questionar o que está imposto a nós como "liberdade" e "democracia".
Ao mesmo tempo, não posso afirmar eficientemente quais são as intenções do presidente da Venezuela, se ele é bom ou mal; algumas frases que escrevi no celular:
"Aqui no Brasil, a impensa gosta muito de colocar o Chávez no papel de lunático, e muitos críticos que tem espaço na imprensa de massa, usam o termo 'facista' para se referirem ao Chávez. Tenho lido sobre facismo, o que é dificil porque nunca se encontra um texto imparcial, que apenas descreva o facismo sem alusões ou ironias, já que é um tema polêmico e estigmatizado apenas pelo que causou, e não pelo que foi causado.
Acredito que para criticar ou julgar algo com coerência precisamos conhecer os fatos sob todos os pontos de vista. Analisando individualmente o caso da Venezuela, pode-se encontrar alguns poucos traços do facismo, mas outros fatores determinantes para ter como consequencia todo terror do nazismo, por exempo, só o Chávez sabe mesmo sua real ideologia. Mas, ao considerar tod o esse entulho de ideologias capitalistas enterrando todos desenfreadamente, só uma política radical (e 'radical' aqui sem significar o que é usual para definir 'radicalismo') pode combater o consumismo e todo o complexo que envolve. Acredito ser um absurdo tanto quanto o facismo taxar alguém ou alguma ideologia sem considerar todos os pontos de vista."

Ou seja, nunca vamos saber o que se passa na cabeça do presidente da Venezuela, mas nem por isso precisamos engolir tudo o que a imprensa de massa conclui sobre sua política ou sua personalidade.

"Quanto mais a imprensa de massa ironiza o Chavez, mais eu me simpatizo com o presidente da Venezuela. Agora eles noticiaram um documentário sobre Chávez que aparentemente relata o lado que a imprensa de massa não divulga, e trataram logo de listar os supostos defeitos do documentário e do cineasta responsável. Ora, ninguém critica as centenas de filmes que idolatram ianques combatentes de guerras no Vietnã, Afeganistão e MUITAS outras. Adoram o carisma de Obama, as olhadelas de Sarkozy para bundas alheias, só o que eles não gostam é de seriedade e pensamentos e ideologias diferentes".


Bom, na verdade, tudo isso é para explicar porque não tenho escrito textos ultimamente, porque a gente nunca vai saber o que é verdade e mentira, nem mesmo nos nossos próprios pensamentos e ideais.


Minhas novidades no âmbito pessoal são que consegui uma humilde (bem humilde) bolsa na FURG pra trabalhar com a profª Vânia Chigar, de Didática, em projetos de ensino e extensão, e espero que contribua mais no meu intelecto do que vai contribuir na poupança (o que não é dificil, hehehe). E agora a pouco participei de uma "entrevista" pra trabalhar em um posto de informações turísticas praticamente do lado da minha casa, mas eu respondi que o Museu Oceanográfico ficava na Av. Perimetral, então não sei se me dei bem.
A vida sem internet não está pior do que era com internet, só não tenho outro lazer em casa do que ver o jornal e criticá-lo mentalmente. Agora tem parabólica em casa (êêê vou me bitolar na MTV e virar emo!), mas a qualidade dos programas às vezes é pior que os da Globo (ou réplicas dos da Globo, ou falam dos da Globo... viva a Globo formando opinioes!). Pelo menos tenho estudado mais, só que às vezes a gente não quer estudar, um diazinho só!
Praticamente morri virtualmente; fico séculos sem entrar no orkut, e quando entro não tem nenhum contato que se lembre que eu ainda sou um ser humano vivo. Aliás, volto a me decepcionar com a minha própria ilusão: amigos... isso no ecziste. Na verdade, existem, mas eu ainda não os encontrei (há exceções, mas que contam-se em uma mão e sobram dedos).
Então, sigo levando a vida na esportiva, dando uns chutes nas paredes, de vez enquando, pra extravasar o grande engano que é viver.
Mas não se engane, isso não é pessimismo! Eu só tento conviver com a "revelação" de que a vida é uma farsa, mas estamos nela para nos enganar. Eu sinceramente preferia que "deus" me fosse revelado em epifania. Já que não, vou me adaptando a me contentar com o que minha capacidade mental absorveu!

Abraços!

sábado, 19 de setembro de 2009

Celso

- Agora que eu tô sem internet e sem tempo pra dar àtenção aos blogs interessantes, as pessoas descobriram o meu blog!Obrigada pelas visitas, e desculpem por não dar a devida atenção aos fiéis donos das paciências que lêem estes textos! -


“O nome do meu irmão é Celso!Você já parou pra reparar na tonalidade dos nomes das pessoas? Um dia, quando um professor estava fazendo a chamada em aula, ele chamou meu nome, eu respondi normalmente, mas quando ele chamou outra Débora da minha turma, eu percebi que eu me chamava Débora! É, eu sei que parece doido. Mas no caso do meu irmão é mais estranho ainda, porque eu me acostumei desde pequena a chamar ele pelo nome de Luis, e ver as outras pessoas chamando ele de Celso, soa como um estranho pra mim. Até que, hoje no ônibus, voltando pra casa, me fascinei com esse nome.Ora, "Celso" também é o nome do meu pai, só que ele se chama "Selso". É outra coisa que parece que só eu consigo perceber: a diferença de entonação entre dizer "Celso" e "Selso". Assim como distinguir palavras com "L" ou "U", "M" ou "N" só pelo tom da pronúncia. Para mim, os nomes do meu pai e do meu irmão são diferentes: um é "Celso" e o outro é "Selso". Mas parece um nome tão diferente aos meus ouvidos. Quando eu escuto alguém pronunciar o nome "Celso", nem parece que eu tenho dois C(S)elsos constantemente na minha vida.Nome do namorado, da mãe; as pessoas tão próximas e presentes na nossa vida, parece que a gente esquece o nome delas, mas deve ser o contrário: de tão enraizadas que estão no nosso dia-a-dia, a gente absorve o nome e nem se liga que o nome das pessoas é algo que tem peso na definição de quem elas são. Não estou dizendo que todas as Déboras e Celsos são iguais, mas a nossa identificação perante um grupo de pessoas (sociedade) é singular, mesmo que existam vários homônimos por aí, porque mesmo quando chamam "Débora" e não é você, você reconhece que chamaram o seu nome.Faz um tempo que eu, de vez enquando, me pego apreciando a beleza e detalhes dos nomes, e é uma atividade muito agradável. Experimente a cada nome que você tiver de falar, ou passar pelas suas vistas, separar cada sílaba, mesmo que apenas mentalmente, e sentir como ela sai da sua boca, como ela é entoada por suas cordas vocais. É o máximo!Cel-so, Sel-so, Dé-bo-ra, An-tô-nia, Bru-no, Char-le-ne, Ca-mi-la, Ro-dri-go, Mô-ni-ca, Mar-ce-lo, Ju-lia...Claro, têm alguns mais bonitos que os outros: veja só como Dé-bo-ra é um nome forte, carregado de personalidade. Hehehehehe... Não, não, sem apelos "místicos".


Observe as coisas mais comuns da vida, e analise o quanto cada uma tem sua beleza. Eu comecei pelos nomes, não sei se a dureza da vida real permitirá que eu permaneça com esse hábito. Mas é uma boa terapia, mesmo que pra fugir da tensão de cada dia ao menos em um momento de reflexão enquanto se faz uma viagem de quarenta minutos de volta pra casa.Mas se for dirigir, não filosofe”.


14 de setembro de 2009. 00h40min.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Michael Jackson e o Italiano

Cada dia que passo me impressiono mais com o povo brasileiro. Acredite, sempre que consigo e é possível, tento me despir de qualquer preconceito, mas, às vezes, até para enfatizar os absurdos, acabo (e todo mundo acaba) generalizando. Fiquei pasma com o que vi na TV nesses dois últimos dias; vou narrar a história sob meu ponto de vista baseado nas informações obtidas:
Um turista italiano estava com a filha e a esposa em uma piscina coletiva de um hotel em uma praia do nordeste brasileiro, quando dois cidadãos se revoltaram com o afeto explícito entre a família. O pai, notavelmente aproveitando suas férias com a família, se diverte no calor e na água com sua filha e lhe dá um beijo.
Entre muitos hóspedes que estavam ali, entre muitos empregados e segurança que ali estavam, apenas estes dois cidadãos sentiram-se atacados em sua moral e relatam abuso sexual por parte do pai italiano [provavelmente esses dois cidadãos nunca tiveram afeto da família e, ou realmente se surpreenderam com uma atitude de carinho como um selinho, ou sentiram inveja e rancor da família feliz e decidiram se vingar].
A defesa do italiano foi absolutamente óbvia: se tal pai tivesse a intenção de molestar sua filha, não o faria em um local público cercado de pessoas, além da alegação de que na Itália esse ato de carinho é extremamente comum [convenhamos, aqui também vêm se tornando; zilhões de celebridades fúteis vivem se dando beijinhos, e até mesmo eu dou uns amassos na minha mãe de vez enquando].
Será que o crime não está do lado oposto? Hoje temos a convicção de que turistas estrangeiros vêm ao Brasil para aliciar mulheres e jovens para programas sexuais. Por ser um italiano, dando um beijo em uma criança, a mente preconceituosa de alguns brasileiros não interpretaram como um atentado sexual apenas por essa generalização?
Isso não é xenofobia?
Bom, não quero defender a parte de ninguém aqui, cada um conclui o que quiser dos fatos, mas não vi em nenhuma parte da imprensa esta hipótese de xenofobia, mas se fosse um brasileiro em outro país seria “oh, que preconceito”, como foi com aquela mulher “com transtornos mentais” que se mutilou e jogou pelos quatro cantos do mundo um ataque xenófobo na Suécia, quando na verdade... bom, mais uma vez, tirem suas conclusões.

Coitado do Michael Jackson! O carnaval que estão fazendo em cima do cadáver congelado há setenta dias dele, é uma piada vergonhosamente humana. Esse passou a vida toda sendo condenado por cada passo que dava, passou a infância apanhando do pai, e a família está a setenta dias chorando, e arrumou lágrimas para mais uma cerimônia sensacionalista.
Os noticiários agora largam a manchete “o astro que foi vítima de homicídio”. O povo tem que arrumar um culpado pra tudo, e a família tem que arranjar alguém pra responsabilizar e conseguir uns trocados, quem sabe. Eu vi entrevistas, destas que jorraram na TV esses dois últimos meses, em que o Michael Jackson assumia que estava viciado em anestésicos e analgésicos. Se o coitado do médico recebe uma ordem do “rei do pop” para acalmar sua vontade de dormir, o médico é quem leva a culpa?
Como está acabando a folha de papel, e eu daria muitas voltas e faria muitos comentários a cerca do meu ponto de vista, para no fim das contas você tirar sua própria conclusão mesmo, termino por aqui!


04 de setembro de 2009/ 17h32minh

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Banho de Hipocrisia

Eu estava pensando, como é inevitável pensar, já que temos de agüentar um sensacionalismo absurdo em cima disso, quanta hipocrisia do povo. Mas não é proposital, tenho certeza, dessa vez.
Gripe A, gripe suína, Influenza A. Gripe, vírus, doença respiratória. Mas que inferno! Hoje as pessoas decidiram lavar as mãos, usar álcool gel... resolveram tomar atitudes que deveriam ser automáticas de higiene e educação. Tudo por causa de uma gripe que mata menos que a gripe do ano passado, tudo por causa de um vírus simples como tanto milhares de outros que vivem no meio de nós há tantos séculos. Agora as pessoas descobriram que existem coisas que não podemos enxergar, e não é um deus: são vírus e bactérias.
Minha mãe me emprestou álcool gel para eu levar esses dias que fui ao centro: “usa quando descer do ônibus!”. Mas eu toquei nos ferros do ônibus, me sentei no banco, e quase que involuntariamente toco em outras partes do ônibus, e coço os olhos (tenho uma maldita alergia). Ora, pra pegar o álcool na minha bolsa, eu toco-a, toco em mais um monte de coisas que levo antes de encontrar o frasco, então limpo as mãos com o álcool, torno a tocar na bolsa e nas coisas que toquei antes, que estão infectadas com vírus, outros vírus. Então, me “contamino” de novo.
Estava eu mais uma vez no ônibus, dessa vez lotado, eu estava em pé, no frio que faz aqui no Rio Grande. Janelas escancaradas, absolutamente todas, percebi. Inutilmente, fechei as duas janelas diretamente a minha frente; inutilmente, porque a ventania vinha de todas as janelas abertas. Ora, eu tenho rinite, tive sinusite há poucas semanas, depois eu pego um vento “encanado” no ônibus, saio cheia de dor de cabeça, nariz escorrendo, e fico achando que peguei gripe suína [isso, deve acontecer com muitas dessas pessoas que, desesperadas com algo que sempre existiu, pegam frio, adoecem e se fo***]. Então, um rapaz do meu lado, cinco minutos depois de eu ter aberto a janela, foi lá e fechou. O que eu podia fazer? Aquele involuntário gesto negativo com a cabeça, pensando comigo mesma coisas abomináveis sobre o indivíduo.
O vírus não “avoa”, meu caro colega de coletivo! A “orientação” de manter o ambiente arejado é simplesmente porque o vírus sobrevive mais tempo em ambientes fechados e quentes. Aliás, isso era o que dizia no cartaz do ônibus, o que acho muito estranho, porque as aulas foram adiadas nas escolas com a informação, pela imprensa, de que o vírus ficava mais resistente no frio. Mas bem, vamos considerar a informação do ônibus, porque eu estava em um ônibus. O que o cara estava pensando? Que abrindo a janela uma possível partícula de vírus que saísse de um coitado fosse “avuá” pra rua, ao invés de ir parar no seu nariz? Não! O vírus ia cair onde quer que deva, e se a anta tivesse contato com a superfície, e ainda teria de tocar em suas mucosas, ele pegaria gripe de qualquer forma!
Há tanto tempo vivemos com vírus e bactérias à nossa volta, cheias de pensamentos malévolos, doidas para se hospedarem em nosso organismo e nos debilitar. Mas a muitos, muitos séculos vivemos com a orientação de higienização para evitarmos o máximo possível de pegar alguma doença causada por vírus e bactérias. Na hora de trepar com qualquer um (a), esquecem de usar preservativo, e aí lá vai o vírus da AIDS com o sorriso escancarado e pensando “bem feito, sua besta, continua passando álcool gel nas mãos, com medo do meu colega H1N1, que ele só vai te dar uma gripezinha. Eu sim é que vou te fo***, vou debilitar suas defesas e afetar sua imunidade, aí, juntos, eu e o H1N1, vamos te matar!”.
Tanta gente morre todos os dias com doenças causadas pelas mais diversas bactérias e vírus, só porque não lavaram as mãos antes de comer, ou sentou num sanitário público, e agora todo o povão quer dar lição de moral abrindo janelas nos ônibus com frio a menos de 10ºC, esgotando os estoques de álcool gel nas farmácias. Vão é lavar a mão depois de mijar! Vão é lavar a mãos antes das refeições, depois de mexer com dinheiro. Vão é parar de beijar qualquer um nas festas, parar de passar a mão em qualquer porcaria que aparece pela frente! E me deixem fechar a janela do ônibus, porque quem vai passar semanas de molho com a cara carregada de ranho por causa de rinite e sinusite sou eu!
Meu pai disse dia desses: um dia, daí a muitos anos, vão ser listadas as “piadas do século”, e será dito “houve uma época em que o sensacionalismo agravou a atuação de um vírus da gripe, e as pessoas foram induzidas a comprar tubos e tubos de álcool gel, a escancarar as janelas no inverno tenebroso. As fábricas de álcool gel expandiram-se assombrosamente, e, além do laboratório que tem a patente exclusiva do medicamento que diziam combater a tal gripe, vários laboratórios e médicos lucraram uma ignorância com consultas desesperadas, e receitando medicamentos para combater rinite, sinusite, bronquite, e todas as doenças e infecções que são geradas com frio intenso. E as pessoas levianas, fracas de cabeça, caíram nessa grande história bem elaborada”.
Ele disse isso para provocar minha madrasta, que é meio obcecada com doença e segurança, e passa álcool gel nas mãos de cinco em cinco minutos. E claro que ele foi uma pitada irônico e exagerado propositalmente, mas pensando bem, ele pode até estar com toda a razão, e a história até pode ser mais macabra do que a criatividade dele em provocar minha madrasta.
Até o ano passado, todo esse povo que está “consciente” [“consciente” MUITO entre aspas] agora, viajavam no inverno com ônibus lotado e janelas hermeticamente fechadas por causa do frio. As janelas ficavam embaçadas de respiração contida, e nesse caso, poucas eram as pessoas que queriam abrir a janela pra respirar melhor. Até o ano passado, convivíamos com vírus e bactérias da mesma maneira, e o álcool gel quase não tinha saída nas farmácias.
Teorias conspiratórias à parte, higiene e educação são algo que todos devemos ter, mesmo sem nenhuma ameaça viral veiculada pelos meios de comunicação. E a ventilação do ambiente sempre foi importante para a circulação do ar, mas não que seja necessário morrer de frio para essa precaução.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Diários de Motocicleta.

Esse fim de semana eu vi “Diários de Motocicleta” (é, não é muito novo, mas eu não costumo assistir muitos filmes). Não quero escrever sobre o que não tenho informação suficiente para ter uma opinião consistente, mas o filme me fez avaliar muitas coisas. O problema é que no mundo que temos hoje, nunca dá para saber quem está com as boas intenções ou só está vestindo a máscara. O que eu sei, é que os figurões da boa impressão, na maioria dos casos, estão usando a máscara.
Eu me reconheci na figura de Ernesto Guevara, ao menos o ponto de vista que transparece no filme. Essa coisa de ser honesto demais, de perceber as injustiças e as podridões em que vivemos sem olhar para o próximo. Mas a diferença é que ele encontrou um caminho para lutar e um ideal para seguir. As ultimas cenas do filme em que ele diz para o amigo que aquela viajem deu muitas coisas para ele pensar, não é querer julgar os que não são assim, mas teve repercussão toda a realidade que ele presenciou.
Ele não procurou nada, mas encontrou. Ele não saiu por aí procurando uma missão, mas encontrou. Na verdade, pode-se dizer que ele vivia a vida como ela aparecia para ele, até que ela se mostrou de uma maneira que deveria ser modificada. Eu gostaria de saber quais foram seus pensamentos iniciais, naquele momento em que ele percebeu a realidade; como ele organizou seus pensamentos para lutar pelo que lutou e para se transformar no revolucionário que se transformou. Hoje, seus “seguidores” podem não ser tão bem intencionados assim, alguns inimigos podem ter deturpado seus ideais, seu rosto hoje é estampado em tudo que se pode imaginar e poucos destes que usam sua imagem sabem o que ela significa.
Não quero ser revolucionária, apesar de considerar essa idéia e simpatizar muito com os ideais socialistas, comunistas, ou como quiserem taxar. A vida exposta no filme me fez querer encontrar meu caminho, apenas. Queria ter uma aula com Ernesto de como encontrar seu caminho, e não uma aula de “como fazer uma revolução”.
Concluo que devo evitar assistir qualquer tipo de filme. Fico muito sensibilizada. Até quando são aquelas porcarias de romancinhos adolescentes enjoados, tudo me dá muito o que pensar, e já tenho coisas reais demais para pensar. Aquele pensamento de “como eu queria que fosse assim”. Que merda! Não é assim, e tem coisas que nunca vão ser assim! Por que criar uma história que vai fazer todo mundo ficar injuriado com a vida que tem?
Mas voltando a “Diários de Motocicleta”, esse filme não me remeteu ao rancor dessa vida que não é como deveria ser. Fez-me pensar que é possível. É possível mudar, é possível criar; é possível construir a vida sem atropelar seus princípios. Mas, como não quero ser líder revolucionaria, queria apenas saber como aqueles dois amigos se estruturaram para criar cada um, caminhos tão diferentes na vida, tendo os mesmos princípios. Entender como se descobre que se quer e se precisa ser um revolucionário ou um médico com uma família, tendo o mesmo senso de justiça e pensamentos que vão de encontro com a realidade da sociedade.
É, mais uma vez, não consegui ser clara com as minhas questões. Viu só? Conseguir ser clara com seus questionamentos! Compreende? Não, não culpo quem não entendeu, na verdade, é isso que gostaria de aprender com aqueles dois amigos.

sábado, 1 de agosto de 2009

Postagem pessoal (?)

Hoje eu estava olhando fotos (nossa, como está difícil escrever com esse frio de 0°C que faz hoje). Eu devia estar estudando, mas eu tinha algumas coisas para pensar.
Como se adaptar com as mudanças? Eu não tinha esse problema quando tinha 4, 6, 9, até 14 anos, por que agora? Olhando registros de diversas fases da minha vida, percebo que fui mais gordinha, mais magrinha, mais loirinha, mais dentuça, bem mais bonitinha, mas também já estive mais feia, e por que hoje, aos 20 anos, tenho tanta dificuldade em aceitar as mudanças?
Já tive coleguinhas de infância, amiga de infância, já cheguei a nem e preocupar tanto com amizades. Já mudei de bairro, meus pais já se separaram, já tive boas amigas, que foram boas companhias. Tive uma casa de madeira, pequena e muito ajeitadinha. Hoje moro numa casa de alvenaria, um pouco maior, com móveis mais novos que os de antigamente, mas ela está, ou parece, sempre vazia.
Eu, quando tento assimilar tudo o que se passa comigo e em mim, me sinto ao mesmo tempo lotada e vazia. Lotada, porque tenho coisas, compromissos, sensações e decisões para assimilar, e vazia por não conseguir assimila-los.
Por vezes, me sinto sozinha, sem amigos. Meus amigos todos mudaram, se mudaram, se transformaram. Não parecem ter tido s mesmos problemas que eu para passar de fase, e fico feliz por eles. Mas acabei ficando sem eles, e também não sei se a companhia deles hoje me faria tão bem quanto já fez. Mas hoje, vendo fotos, me pergunto: por que não se consolar em ter tido amigos, que fizeram bem no tempo em que foram meus amigos? Por que insisto em me prender a rancores ou a questões como “por que não é mais assim”? Sabe, me irrita essa trava de achar que não sou capaz de construir alguma coisa a partir de hoje. “Construir amizades não é tão difícil”, se pensa quando percebo quantos amigos já passara, e já se foram, e vieram outros, em cada ano de minha vida.
A questão, é que quanto mais a gente cresce e a gente aprende, mais difícil ficam as relações. Mas, novamente, caio no fato de que as pessoas adultas à minha volta têm amigos e relações. Não só amizades que perduram do colegial, mas amizades novas e tão satisfatórias quanto as minhas foram, na época em que eu julgava ser mais fácil ter relações.
Hoje, minha psicóloga (é, a adolescente de 20 anos aqui, precisa de uma para tentar passar de fase) disse que meu problema estava em ver sempre as dificuldades, em tudo. Bem, várias pessoas já me disseram isso, mas a solução não está simplesmente em constatar isso. É preciso encontrar meios para assimilar o meu ponto de vista das coisas com a realidade, e este é um caminho difícil de traçar. Não é difícil quando não se perde o rumo. Não era difícil nos meus 12 ou 14 anos, porque tudo era justificado pela adolescência, e a gente não precisava se preocupar com a vida, com o futuro; as conseqüências dos nossos atos não eram nem cogitadas.
É difícil encontrar esse caminho de assimilações quando se perde o rumo, e quando se tem consciência de que a vida precisa de um rumo. E precisa sim, porque é inevitável fugir da evolução da espécie, tanto biológica quanto psicológica, social e moral, e quando intrinsecamente se precisa de um rumo, perder ele, ou tomar consciência de que não se tem um, embaralha toda nossa razão de viver.
Mas é essencial procurar, até encontrar, um caminho, ao menos para buscar um rumo. Olhando minhas fotos hoje, percebo que um dos passos nessa busca é olhar para o passado com carinho e com esperança, e não com rancor por tudo hoje estar diferente; não olhar com rancor por não ser mais daquele jeito, ou com o pensamento de que “tudo se foi”. Tudo se foi, mas tudo existiu, e tudo pode existir (nem tudo). Os amigos que se foram (ou porque não são mais os mesmos, ou porque tomaram caminhos diferentes) não são uma época a se esquecer, são uma época para se seguir o exemplo, independente de que rumo a vida de cada um tome depois.
Para o leitor, troque todos os verbos e pronomes em primeira pessoa do singular para o plural, que o texto poderá fazer sentido para você também.
24 de julho de 2009; 20h47min.

Agora digitando, comecei a achar que esse texto é “romântico” demais, como diria um professor que tive. Mas por outro lado, que esperança se pode ter na vida sem um pouco de sonho?
30 de julho de 2009; 12h16min.

sábado, 18 de julho de 2009

Mais uma cutucada na “liberdade de imprensa”.

O ultimo texto que escrevi pro blog falava da parcialidade da imprensa de massa, e não sei se na mesma semana, mas sei que no mesmo, houve uma decisão do Ministério Público, ou Senado, ou STJ (tenho o péssimo hábito de ouvir só as partes com conteúdo das notícias, e já que a política do Brasil não tem conteúdo, hehe) de que para ser ou trabalhar como jornalista, não é mais obrigado ter curso superior na área. O ministro Gilmar Mendes alegou que a exigência de diploma para trabalhar na área vai contra a liberdade de expressão, o que faz sentido no meu ponto de vista, mas não se pode negar que a decisão minimiza a profissão.
Bem, na verdade, talvez não.
Eu li esses dias uma coluninha no jornal da cidade, o Jornal Agora, em que o cara lá, jornalista (que por sinal, fez questão de listar toda sua formação no final da coluna, talvez querendo dizer que só por isso, sua opinião fosse mais relevante), alega que o jornalista deve ter formação superior, porque o curso de Jornalismo tem disciplinas que tem por objetivo capacitar o formando a organizar informações, disciplinas que debatem a Ética, e blá blá blá.
Mas qual a importância dessas disciplinas? O universitário não se torna uma pessoa com ética e moral acima de julgamentos só porque cursou tais disciplinas e recebeu nota acima de sete para conseguir o diploma. Não é uma disciplina na faculdade que torna uma pessoa capaz de absorver e definir que informações são ou não são significativas. O que define isso é a ética e a moral do cidadão, estas que, por sua vez, não são construídas em um semestre ou um ano, baseadas numa disciplina de universidade.
Acredito que a exigência de um diploma na área do jornalismo para trabalhar efetivamente nos veículos de informações, vai continuar sendo uma valoração da capacitação profissional do sujeito. Existe uma cambada de gente sem emprego (inclusive eu), que procura um lugar em qualquer lugar minimamente digno no mercado, e a seleção dos profissionais é, e vai continuar sendo, cada vez mais baseada na formação do candidato. Isso quer dizer: jornalistas, não sensacionalizem (mesmo que isso seja da natureza de vocês)! Vocês vão continuar tendo seus empregos, e os estudantes de jornalismo vão continuar um passo à frente dos rélis mortais sem formação superior na busca do seu emprego na imprensa.
O que muda é que agora toda a opinião não precisa mais ser filtrada e manipulada, ou deixada de lado porque a imprensa não acha relevante divulgar. E a importância de um fato ou um ponto de vista não vai ser determinada pelo ponto de vista do jornalzinho da TV. Aliás, isso também vai continuar, porque a mentalidade da sociedade, sendo formados ou analfabetos, não muda com uma lei ou uma decisão do Senado ou da “Justiça” brasileira.
Eu fiz a disciplina de Ética Profissional ano passado, então eu sou uma pessoa absolutamente íntegra e meu ponto de vista é o ponto de vista que o povo merece ouvir. Minha opinião sobre os fatos é a visão que o povo precisa ter para compreender. Só depois de eu receber a informação, processa-la e formar uma notícia imparcial (imparcial, porque eu fiz a disciplina de Ética!), aí sim, o povo será capaz de compreender o significado das coisas, o comum sem formação superior será capaz de absorver os fatos que correm pelo mundo.
Isto foi uma ironia. Da minha parte.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Informativo de situação de vida.

Textos em breve!
Não sei quando nem sobre o que, mas espero ter ao menos um texto por mês aqui no blog.
Nenhuma expectativa de internet em casa tão cedo, e parece que a cada dia minha rotina se torna mais cheia de bagulhos pra fazer e com o que se preocupar. Não que isso seja uma novidade muito boa, mesmo que sedentarismo não é saudável, perder os míseros contatos com o resto do mundo que não se restrinja à península rio-gradina [mais especificamente a casa na BR 392 onde moro] e de vez enquando com os coleguinhas de universidade, mais a mísera liberdade de expressão sem o risco de sofrer ataques físicos imediatos que a internet oferece, não ter internet na rotina passa a transformar minha vida na mais insignificante possível.
Mas estamos aí, ainda estou tentando ennxergar benefícios nisso!
Putz, nem no futebol tem coisas muito legais pra se dizer...
Abraços, e até o próximo esperançoso post!
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