Este é um blog pessoal, então, o que surge aqui são assuntos que estão mais pertinentes em meus momentos. Muitas vezes são baseados em discussões em aula, em debates virtuais, ou com amigos. "I’m a product of my environment. So don’t blame me, I just work here."
sábado, 1 de outubro de 2011
Futilidades - Make Up
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Outro Olhar
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Rio Grande
sábado, 25 de junho de 2011
Dar significado
Mas tenho sentido necessidade de escrever ro blog, mesmo que ele não seja visitado, mas, afinal, aqui eu posso expor livremente meus pensamentos. Ando muito preocupada e ansiosa com os dois últimos semestres acadêmicos, e essa ansiedade me tornou uma pessoa gorda. Fora os trabalhos e meu peso, não consigo pensar seriamente em mais nada. E não consigo me mexer quanto a solucionar essas duas questões. Passo semanas preocupada com os trabalhos e nao mexo um dedo, e quando os prazos estouram, me apavoro deixando tudo capenga. Mesma coisa com o peso: enquanto ainda era tempo de me moderar, fui deixando, e agora estou 20kg acima do peso (tá, 10kg, mas eu queria mais 10 a menos).
Eu acredito que o que eu pensei em escrever pra cá esses dias, era algo referente a objetivos e ideais. Hoje eu coloquei minha frase no Orkut "A vida não tem sentido sem uma utopia para acreditar". Porque, o que significa viver sem querer transformar? Vivo para comer, beber, crescer, reproduzir e morrer? Se tudo está bom como está, a vida se torna debilmente automática. Pra quê estudar? Pra quê trabalhar? Pra quê comer e morrer? Viver perde o sentido, e morrer também.
Espero que em todo o curso da minha vida eu encontre algo para acreditar, algo que me faça agir não para pura e simplismente mexer o corpo e ganhar dinheiro. Na sociedade de hoje é importante sim, dinheiro, mas não por ELE ser importante, mas porque o sistema dá importância a ele, e pra se manter neste mundo precisamos dele.
O que fazer? Apenas viver, ou viver e trabalhar sobre um objetivo? Aceitar o império do dinheiro e reproduzir a vida incondicionalmente?
Estudar, estudar, pensar, produzir, repensar, evoluir.
Ser professor é uma profissão edificante. A pouquíssima experiência que tenho me trazem frustrações, mas as pequenas alegrias, os pequenos progressos fazem eu dar cada vez mais valor a essa função. É pena que muitos dos profissionais que possuem o poder da educação, não dão a real dimensão e valoração a isso. Por eu considerar essa dimensão, tenho cada vez mais receio de me infiltrar nessa atividade. Somos responsáveis por talvez milhares de mentes em construção, e cada mente tem seu contexto, sua realidade, e acabamos mesmo que indiretamente responsáveis por as futuras atitudes dos nossos educandos. Eu posso dizer que o A é melhor que o B, mas meu aluno, alem disso, pode concluir que o correto é a submissão do B pelo A, e essa concepção pode ter consequências inesperadas.
Nossa, me impressionei muito com o filme "A Onda", baseado em um acontecimento real. Ele é deslumbrante pela capacidade do professor de mostrar a realidade, mas é assustador as diferentes maneiras de interpretação que essa realidade pode sucitar.
Bom, ainda não sei se devo buscar minha utopia na educação, mas o que sei é que essa é a ferramenta mais potente para a transformação social. Resta refletir se eu, como qualquer outra pessoa, é capaz de manusear essa oportunidade de maneira justa.
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Humor Negro
Oras, eu sou um monstro por não estar de luto? É claro que não! Eu não consigo sentir mais do que uma compaixão distante pelas pessoas atingidas na recente tragédia no Rio de Janeiro. E, por favor, sempre de lado as hipocrisias: você também não chorou nem ficou de luto nos vários atentados semelhantes que ocorreram nos EUA, e nem ficam depressivos a cada homem-bomba que ataca no Oriente Médio.
A vida tem de ter graça, mesmo em meio à desgraça, se não, ninguem sobrevive. Certamente, quanto mais próximo de nós, mais sentimos o ambiente e o luto. Quando há poucas semanas faleceu atropelado um amigo da familia do meu namorado, que eu tive raros contatos, me comovi com a situação de tristeza e luto presentes no ambiente. Não quer dizer que porque você não pára a sua vida e enche os olhos de lágrimas a cada desgraça alheia, que você seja um insensível.
Tragédias pessoais acontecem, e tragédias coletivas, como no caso recente, não acontecem com tanta frequência, mas o tempo sempre acalma e cicatriza as feridas. Minhas feridas cicatrizaram rápido, mas certamente, as dos moradores do estado do RJ cicatrizarão mais tarde, dos moradores da comunidade atingida, mais tardiamente ainda, e das famílias, nem se fala.
O objetivo inicial dessa escrita era justificar o humor negro distante das tragédias, mas a cada palavra escrita, mais vamos percebendo quanto delicado que é esse tipo de caso, mais delicado quanto mais próximo, e assim vamos lembrando da dor alheia. Ainda assim, a dor não é minha, então, sigo;
Tô com uma vontade enorme de chegar ironicamente na escola dizendo "olá, vou dar uma palestra!", mas a hipocrisia social vai me olhar com aquela cara recriminatória, mesmo que na noite passsada tenha curtido horrores na balada. Compreende?
Droga, um texto que deveria ser descontraído acabou mais uma vez com a minha pessoa revoltada com a sociedade.
Mas não se preocupem, não vai aparecer no noticiário de segunda mais um massacre. Mesmo eu tendo sofrido o tal do "builling" na escola, e no bairro em que vivo. Rá-tá-tá-tá!
Tá, parei"
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Será que toda família acaba com um segregado?
Será que toda familia acaba com um ou mais membros segregados? E o segregado, é vilão ou vítima? Ele foi injusto ou foi injustiçado?
Não sei o que se passa em todas as famílias do mundo, mas sei que quanto mais o tempo passa e minha vida corre, mais eu tenho provas de que não devemos julgar (ao menos definitivamente) os outros pelas aparências, e que regras sempre correm o risco de serem quebradas na convivência social.
Será que é verdade que toda mãe e pai têm um filho preferido? Eu nunca havia levado a sério essa teoria na minha família; eu sempre fui a caçula e meu irmão sempre o mais sério. Por algum motivo, no início da minha vida essas características penderam para uma aproximação com meu pai e meu irmão com minha mãe. Com o passar do tempo e a vinda da minha adolescência junto ao amadurecimento do meu irmão, os papéis se inverteram: minha mãe me apoiava e meu pai considerava meu irmão um exemplo perfeito.
Hoje, na chegada de minha vida adulta, tem momentos em que percebo que ninguém se agrada de quem eu realmente sou. Procuro ser uma pessoa justa com meus pais; critico quando devo criticar e defendo quando devo defender, proporcionalmente. Mas não vejo neles o entendimento de minhas ações e reações. Aquela regrinha de sempre respeitar os pais cai por terra quando eles se separam, e quando reconheço o lado de um, o outro se sente ultrajado. Mas o pior é quando até quem você mais defende não reconhece seus esforços.
Tudo o que eu faço, todas as atitudes que tomo e decisões que eu faço, de alguma maneira ou de outra acabam gerando um motivo de desconforto. Se estou feliz, é porque estou feliz e ninguém sabe porquê, se estou triste também. Se decido estudar, deveria trabalhar, se decido trabalhar, eu deveria me formar.
Sinto-me como se eu fosse o desconforto da casa, e me sinto desconfortável na casa. Mas se eu pudesse sair dela, não sei dizer se tudo ficaria bem ou se eu me tornaria a segregada da família. Não sei se o desconforto mútuo acabaria, ou se geraria mais repulsa. Sempre sou julgada pelo que faço e deixo de fazer, nunca se esforçam em olhar pelo meu lado, sempre estão ocupados demais com os problemas que direta ou indiretamente, supostamente, eu crio para considerarem o meu ponto de vista e o que eu poderia ter a acrescentar.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Minha fobia
Suei frio, me deu dor de barriga, palpitação, baixa de pressão, foi horrivel. Depois dessa experiência mais direta que culminou nesses sintomas tão desconfortantes, eu mesma passei a levar mais a sério esse "medinho", e encarar como um problema. Mas essa mudança de visão ainda não me ajudou a superar, nem um pouco, a questão. Meu namorado, meus pais e meu irmão comentam com as pessoas banalmente essa minha "frescura", mas eu procuro relatar minhas experiências com a maior seriedade possivel, para que as pessoas entendam que é algo fora do normal.
Também com o tempo, fui identificando outras relações entre meus medos. O medo de lesmas se pronunciou mais porque eu dou de cara com elas mais do que com os outros animais que identifiquei a mesma aversão que por essas. Animais rastejantes, que se enroscam, molhados, NOJENTOS. Mas, para mim, não são só nojentos, são pavorosos, são uma ameaça à minha sanidade. É inimaginável, mesmo para alguém que tem alguma fobia, a sensação horrivel de ver esses animais. Não é nojo, não é medo, não é simplesmente "não gosto". É muito mais que medo, é uma fobia que me causa mal estar só de pensar. Agora, digitando sobre o assunto, fica me perseguindo o pensamento de que pode ter um desses perto de mim, sabendo do meu pavor e aguardando eu terminar de escrever sobre ele [o medo], para dar mostra do seu poder destruitivo sobre mim.
Vi na internet que saiu um filme chamado "Filmefobia", que trata de vários desses disturbios, inclusive esse medo exacerbado de lesmas. Veja, porque eu não vou ver: eu mal consegui ver a foto da menina enfrentando a lesma. Pelo que consegui captar, a expressão no rosto dela não transpareceu o mesmo pavor que sinto.
Não me sacaneie com esses animais rastejantes. Existem pombas, aranhas, palhaços, cheiros, cores, sabores. E pessoas.
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Novo blog
MULHERES, e homens que gostam de presentear mulheres, acessem:
http://www.bolsasdamamae.blogspot.com
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Esboço sobre o Anarquismo
Primeiramente, tenho chego a conclusão, especialmente lendo Kropotkin, que "Anarquia" não é sinônimo de "falta de regras", como tanto os odiadores como adoradores da "crença anárquica popular" julga ser. As experiências anarquistas observadas bibliograficamente trazem de conclusivo apenas o fato de que em uma comunidade anarquista existe a falta de poder, o que, de maneira nenhuma significa falta de regras. Quer dizer, depende do que se considera uma regra; se regra é tão somente as leis que o Estado impõe, aí sim.
Mas regra não significa apenas isso; regra pode ser considerada como um consensso (ai caramba! como se escreve?) de uma coomunidade afim de manter o bem-estar. A regra é trabalho e pão para todos. É uma regra, um caminho que você deve seguir para evitar passar por cima da vontade e dos direitos do outro. Respeito é a regra. Adoro essa regra.
Vou ler mais sobre isso, mas sinto que meus estudos sobre as letras do Ska-P estão se perdendo de onde deveriam me levar: à América Latina =S Isso é mau, mas pode ser bom se eu conseguir encontrar sentido geográfico nessa linha.
Tenho um livro do G. Woodcock pra ler ainda, mas estou com preguiça porque antes de ler o que eu tenho, precisava ler o volume 1 que não encontro pra comprar. Na verdade, o um é o mais interessante =\
Então eu estava pensando hoje que eu podia escrever uma coisa robusta e bem embasada que poderia se transformar em uma produção universitária, mas como isso demoraria (ou irá demorar) um tempo maior, e estava precisando atualizar o blog, escrevi essas poucas frases sobre as conclusões (ou mais questões) que andam rondando meu cérebro.
Abraços.
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Meu espelho
Eu me olho no espelho e vejo uma mulher, com o rosto mais maduro, mas ainda adolescente, uma mistura de sobriedade (é assim?) com um fundo de meninice.
Se eu páro pra pensar no que minha imagem significa, eu não me reconheço. Se eu só olho pra ela e identifico o cabelo penteado e o rosto limpo, tudo ok, saio de casa me sentindo a mesma de sempre.
Eu cresci, e sinto que cresci por dentro também. Mas ao mesmo tempo, sinto pontadas de dores nas cicatrizes desses estiramentos na minha personalidade, nos meus hábitos e atitudes. Ainda não consigo olhar as pessoas transformadas ao meu redor com naturalidade. Enquanto eu ajo automaticamente, sei que também me transformei e não sinto incômodo. Mas quando eu percebo que mudei, me sinto estranha, me enxergo estranha, como enxergo as outras pessoas.
São coisas que eu não sei se vou superar, ou se vou conseguir lidar naturalmente com isso. Sei lá, não quero pensar muito porque sinto uma pontada no peito quando começo a refletir sobre os desafios da vida.
Na verdade, eu queria atualizar o blog e não tinha ideias, mas aí, eu me olhei no espelho e...

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Apenas uma resposta e nada mais.
A SAGA DE UM GURI GREMISTA DE 9 ANOS
Em 2014, às vésperas da Copa do Mundo no Brasil, o guri gremista de 9 anos chega todo eufórico para o jogo contra o São Luiz de Ijuí, pelo Gauchão, única competição que ele viu seu time ganhar até então. Ao entrar no estádio ele se dirige ao pai:
– Pai, porque nosso estádio não tem o distintivo do nosso time?
– É porque... bem... deve ser porque o estádio ainda não é nosso, meu filho... só vai ser nosso quando tu tiveres uns trinta anos.
– Ah, que pena! Por isso que a Copa vai ser no Beira-Rio?
– Não sei direito, deve ser porque na época em que escolheram os estádios a gente ainda não tinha um.
O menino resolveu então mudar de assunto, pois viu que o pai ficou um pouco incomodado. Ainda mais entusiasmado, ele comenta:
– Pai... ontem o meu amigo falou sobre uma vitória heróica do nosso time, uma tal de Batalha dos Aflitos. Como foi isso pai? Foi decisão do Mundial, da Libertadores, Sulamericana, Brasileiro?
– É... hmm... foi final do Brasileiro, meu filho.
– Legal pai... e contra quem foi? Inter, São Paulo, Flamengo, Santos?
– Não filho... na verdade foi pelo Campeonato Brasileiro da 2ª divisão, contra o Clube Náutico Capibaribe, de Pernambuco, estado com grande tradição no futebol brasileiro naquela época. Com isso conseguimos subir para a Série A pela segunda vez!!
– Segunda vez? Então teve outra Batalha dos Aflitos pai?
– Não filho... na outra vez acho que ficamos em nono ou décimo.
– Ué, mas não sobem só 4?
– É que naquele ano a CBF mudou o regulamento para nos dar uma forcinha.
– Ah tá... – sussurrou o guri, meio cabisbaixo.
Ficou calado por alguns segundos e voltou a questionar o pai:
– Mas o Inter já passou por algum fiasco parecido com esse pai?
Aí o pai se encheu de orgulho, estufou o peito e relatou:
– Filho, tu nem sabe... uma vez eles perderam de dois a zero para um tal de Mazembe!
– É mesmo pai? Hahahaha. Que legal!!! Foi pela 2ª divisão do Brasileiro também?
– Não filho... foi pela semi-final do Mundial de Clubes da Fifa, em 2010. Era um time do Congo, campeão do continente africano. Naquele ano o Inter acabou ficando em terceiro ou quarto, nem lembro.
– Bah... que vexame! Nós nunca ficamos em terceiro no Mundial de Clubes da Fifa, né pai?
– Não filho... na última vez que a gente chegou lá, no século passado, quando o pai ainda era guri, só jogavam dois times, um europeu e um sul-americano.
– Mas pai... naquela época o mundo só tinha dois continentes?
– Claro que não meu filho... tinha cinco, como hoje!
– Mas então porque a Fifa não convidava os outros campeões continentais?
– Bem filho... na verdade naquela época não era a Fifa que organizava o torneio... era uma montadora de carros.
– Ah... então nós fomos vice-campeões de um torneio mundial de dois times organizado por uma fábrica de carros?
– É filho... na verdade era um torneio Intercontinental, mas a gente chamava de Mundial... deixa isso prá lá... Olha lá nosso time entrando em campo!!!
– Pai... eu queria um argumento para zoar os meus colegas colorados, mas não consigo. Eles têm mais sócios, nos venceram mais vezes, têm estádio próprio e já ganharam todos os títulos importantes que nós já ganhamos. Como eu posso tirar sarro deles então?
– Ah... sei lá... diz que ganhamos o primeiro Gre-nal por 10 a 0.
– Isso... legal pai... pelo menos tenho uma coisa para falar!!! Tu chegaste a ver esse jogo pai?
– Não filho... mas o pai do teu bisavô viu!
Depois dessa o guri resolveu ficar quieto, assistiu o jogo e no final saiu vibrando com a conquista de uma vaga para a final do Gauchão, pois desde pequeno se acostumou a ver o pai comemorando vagas ao invés de títulos.
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Phutilidades
Então, vou escrever no blog sobre o que me deixou viciada: esmaltes.
Comecei a pintar as unhas por incentivo do namorado, ele dizia "tens a pele tão branquinha, fica lindo de esmalte vermelho". Aí veio o vermelho: custei a achar um vermelho que eu achasse legal, até que encontrei o Entardecer da Colorama. Na verdade, não curtia muito pintar as unhas porque o esmalte durava quase nada mesmo na minha unha, não tinha saco de pintar com esmalte cremoso e é dificil achar um cintilante que nao seja muito chamativo.
Então, descobri, junto com o Entardecer, o tal Verniz&Cor, e aí foi só alegria.
De uns meses pra cá, comecei a arriscar um pouco mais nas cores, sair do vermelho e das cores claras, e então comprei o Hippie Chic da Colorama que AMO, mas a cor desbota da unha =( Mesmo assim, sigo usando, e hoje fazem 3 dias que estou com ele.
Comprei outros, patati, patata, e ontem comprei o Coral Chic e Absinto, Colorama também. Sabe, passei a comprar só marcas notoriamente boas, tipo Colorama, Risqué e Impala, mas reparei hoje que mais da metade dos esmaltes que eu tenho são da Colorama, o que não é muito, pois só tenho 20, e mesmo com a tendência feminina de exagerar em quantidades, me controlo por motivos financeiros, paciência e também porque tenho uma tendência maior à bipolaridade e amanhã posso passar a detestar esmaltes, aheiuaheiuaheiuae...
Agora pretendo cuidar mais das cutículas, sem muita bichice de hidratação todo o dia, patati, patata. Só cuidar mais na hora de tirar, pretendo comprar um amolecedor de cutículas baratinho da Risqué que vi por aí.
Foi namorando que devagarinho fui me tornando mais vaidosa, mas ainda não consigo conviver estavelmente com as minhas mudanças. Mas dane-se, ficar com as unhas bonitas é o que há. Ahhhhh, também comecei a pintar mais as unhas porque estava trabalhando em um local paradão que eu não tinha nada pra fazer e ficava cuidando das unhas. Mas agora, vou para um ponto mais movimentado e não sei se vou conseguir manter a regularidade nas esmaltadas.
É isso, então. Jamais imaginei que conseguiria escrever um post tão naturalmente sobre essas coisas de "mulherzinha", hahahaha...


quinta-feira, 25 de novembro de 2010
É sobre os tiros
Ontem começou no noticiário uma chuva de informações assustadoras. A guerra civil no Rio de Janeiro. Pessoal, me desculpem as próximas palavras que serão escritas/lidas. Eu sei que uma análise e discussão mais profunda e racional é o cabível, mas eu preciso expressar minha revolta como cidadã:
Carambolas! Não tem como senta-lhe o tiro nesses marginais malditos que tocam o terror e matam e destroem qualquer um que vêem pela frente? Já nao interessa mais se eles são vítimas da sociedade, se muitos nem são tão culpados; é uma guerra que eles iniciaram entre si, e por vontade própria estão disseminando para o resto da população. Meu irmão usa essas expressões para os ricos, mas eu preciso usá-las em relação a esses criminosos: tem que dá-lhe pau! Bate e depois pergunta. Tchê, tu sabe queo s caras arrancam o direito à vida de dezenas por semana, e agora arrancam o direito à liberdade de todos os moradores da região metropolitana do Rio e assusta todo o povo brasileiro.
Faltou assistência? Faltou. Faltou educação? Faltou. Mas nada, NADA é capaz de justificar a podridão que esses caras espalham pelas cidades e estados do nosso país. Eles merecem um fim dos piores possível. Desculpem-me os defensores dos direitos humanos, mas não se vê mais direitos nessa guerra. Não quer matar, prende achando que a criatura vai melhorar. Melhora? NÃO! E ainda mantém uma corja de babacas aqui fora fornecendo e cumprindo o que eles querem, como vemos todos os dias na mídia.
Eles estão matando e assustando. Eles não merecem piedade. Pode ser culpa do sistema, mas se ainda se tem esperança de mudar o sistema, não dá pra conviver com pessoas pervertidas pelo sistema, incentivadas pelo status que o sistema imprimiu a elas. Esses marginais não são apenas marginais, à margem da lei, estes são CRIMINOSOS dos mais cruéis e menos dignos, que não sabem o que é uma vida humana. E reforço: não interessa se a culpa é do sistema, as pessoas dignas não se corrompem. Ah, ok, tu podes dizer que me corrompi ao apoiar a violência contra os geradores da mesma. Pode ser, mas eu ainda defendo o direito das pessoas viverem REPEITANDO o outro.
Ah quer saber, dane-se se você que me achar uma "ditadora maluca". Estou com raiva, RAIVA, somos animais humanos, e quero mesmo é que esses criminosos morram e levem junto pra tumba suas bocas de fumo e quem mais que tiver de ir com eles, se compactuam diretamente com essa barbárie.
domingo, 24 de outubro de 2010
A vergonha do segundo turno.
Fora isso, como qualquer outro ser humano, darei MINHA opinião e MEU ponto de vista sobre o que vem acontecendo desde o primeiro turno, mas que impressiona mais nos ultimos dias.
Sinceramente, dá nojo de assistir à propaganda eleitoral, mas como sou um pouco masoquista, procuro não perder um programa. O que pude analisar desse segundo turno foi a tentativa da campanha do PT de trabalhar propostas, enquanto os PSDBistas atacavam com ofensas pessoais e algumas incabíveis, como a expressão "turma DA Dilma", quando se trata de tudo que acontece no atual governo como tendo, no mínimo, o aval da candidata (termo que dia 23/10 foi proibido pelo TSE de ser utilizado na propaganda). Depois, a campanha do PT não tinha mais como ficar calada diante das acusações da campanha do Serra, e passou a soltar acusações também.
Virou uma várzea; uns dizendo que "são do bem", outros dizendo que "são os mais preocupados com as questões sociais no país.
Mas o maior problema é que, definitivamente, a postura da campanha do PSDB é deplorável. É normal que a campanha da situação evidencie suas conquistas no governo; também é normal que a oposição mostre o que não teve a devida preocupação no governo atual. Mas o que acontece é a ofensa pessoal contra os candidatos da situação. Ligam toda e qualquer noticia depreciativa no governo à candidata Dilma: que até mostrasse REAIS vínculos da candidata com os picaretas da política, mas só mostram as mesmas fotos (antigas) da candidata com o cara-de-pau do José Dirceu. As pessoas se enganam, o problema não é esse. O problema é abafar o engano, ou defender o indefensável.
Agora, não se pode deixar de comentar os lamentáveis "atentados" ao candidato Serra. Caramba, ninguém sabe, ninguém viu o que atingiu a cabeça dele, só se sabe que não foi um tiro, uma faca e nem um paralelepípedo. O que se viu foi sim, nitidamente, uma bolinha de papel que não fez nem "cosquinha" na hora que atingiu o candidato, e um OVNI, que também pareceu não causar dores no candidato. E isso sem nem entrar nas questões de "sensação pós-telefonema".
Então, seguinte: parem com teatrinhos, parem com ofensas pessoais, porque não me interessa quem é crente ou ateu, interessa quais medidas o(a) presidente vai tomar para tornar a vida dos brasileiros mais digna.
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Aos meus primeiros alunos
Às tagarelas;
Às espertas;
Às dedicadas;
Às roqueiras;
Aos meninos inteligentes.
Eu não preciso mais conquistar vocês para que colaborem com o meu estágio, porque já estamos no fim dessa linha. Então, o que eu disser aqui é a mais profunda verdade.
Eu vi “solo fértil” em cada olhar. Vi que o clima é bastante favorável a plantar uma semente. Vi em cada um de vocês, sem exceção, a possibilidade de mudar o mundo. Educando, transformando as pessoas, elas poderão mudar o mundo. E meu sonho de adolescente era mudar o mundo. Eu sozinha não posso.
Conviver com vocês me encheu de esperanças, me fez acreditar que existe luz; me animou em continuar tentando me formar professora, e tentar instigar o maior numero de pessoas, de futuros adultos, a enxergar a mudança. Se não podemos mudar o mundo já, vamos melhorando, preparando o terreno para termos menos pobreza, discriminação, desigualdades, e gerar muito mais sorrisos e RESPEITO.
Se tem algo que eu queria de fato ENSINAR ao mundo é o RESPEITO. Mas isso não é possível, porque nem eu consigo respeitar tudo e todos. Mas, procurem respeitar a vontade do outro, o que o outro pensa e acredita. Mas ATENÇÃO: isso não significa concordar com o outro.
Sempre pensem, pensem muito antes de estabelecer uma opinião sobre as coisas. Nunca aceitem tudo que a TV diz e tudo que os “mais velhos” dizem. Respeitem acima de tudo, mas saibam que ninguém é dono da verdade absoluta e vocês podem pensar por conta própria.
Tentem não ser influenciados, mas não percam a possibilidade de dialogar e mudar, transformar.
Enfim, vi nos olhos de todos vocês a capacidade de serem mais do que os nossos pais (afinal, ainda somos da mesma geração).
A pesar dos gritos, dos “ultimatos” e das confusões, me fez muito bem ter essa turma – a turma de oitava série, 81, de 2010 da Escola Estadual Lilia Neves – como meus primeiros alunos, minhas primeiras “cobaias” (=P). Aprendi muito com vocês: aprendi que preciso melhorar a maneira de lidar com os alunos (porque nem todas as turmas que eu lecionar serão tão boas quanto a de vocês – ohhhhh, que meigo!), aprendi que eu gosto de dar aula, que gosto de ser ouvida, que gosto de falar “os meus alunos”.
Espero não ser aquela professora chata (vocês sabem o perfil de uma professora chata), espero sempre ter o espírito adolescente, florescendo, esse espírito que vi em vocês e que revitalizou o meu.
Todos vocês podem e merecem crescer individualmente, e são capazes de compreender e contribuir com a importância do social em nossas vidas.
Muito obrigada.
“La conformidad de esta sociedad ante la vil barbaridad
me hace pensar, me hace meditar, es el camino a no llevar”.
Seguimos em Pie – Ska-P
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
O que eu gosto
Meu ídolo de vida é o Doctor Graffin, vocalista da banda Bad Religion, que me abriu os olhos na fase de transição de adolescente para adulto (a qual ainda vivo), e me fez perceber que estudo em punk rock não são coisas opostas. Ele é o cara que eu queria ser, e o exemplo que tento seguir (sem o empenho merecido).
Agora, não tenho como definir que porção da minha vida e das minhas ideias devem-se à banda Ska-P. Acho que tudo parte do rompimento de preconceitos: com um som além de guitarras elétricas, uma língua além, que aparência não é tudo e, mais adiante, com todo o resto que aprendo com seu discurso. Que parte a banda Ska-P toma em minha prateleira de preciosidades? Bom, simplismente é a minha inspiração para concluir um trabalho de estudos acadêmicos de cinco anos na área da Geografia. Ska-P entrou mais tarde na minha vida e tem profunda influência no meu pensamento político libertário. Infelizmente, só no pensamento, o que, como me esforço no caso do ídolo Graffin, pretendo um dia sair do desejo, e de fato fazer alguma diferença com estudos, ideologias e convicções.
Esses são os três pilares do meu pensamento: o lado do sentimento adolescente que me nego a perder, o lado intelectual que admiro e almejo, e o lado ideológico e político que me ajudam a construir meu raciocínio e crer na esperança.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Ni Fu Ni Fa
en el ambiente se puede respirar la campaña electoral
Más carteles, televisión y radio contaminan mi ciudad
con sonrisas de cordialidad nos pretenden embaucar, ¡Chacal!
Más debates y aburridos mítines sin credibilidad
tras esa careta angelical se refugia la mezquindad
Ya he votado y todo ha terminado, te he "dejao" de interesar
tu mirada ha dejado de brillar, hasta la próxima ¡chaval!
NI FU NI FA
DEMOCRACIA QUE SE CONVIERTE EN BANALIDAD
PUEDES ELEGIR SIN DIVERSIDAD
SI NO ESTÁS CON LOS GIGANTES TE APLASTARÁN
TOMA VOTO INÚTIL
Cada cuatro años te dan la oportunidad
de votar a blanco o negro, no puedes optar a más
sumiso como un pavo, esperando la navidad estoy
aguardando el milagro
Ninguno de vosotros me puede representar
Dame democracia en la que pueda participar
nos engañan con un cebo, la quimera de la libertad
todo es patraña, ¡oi!
La ruleta gira y gira
NI FU NI FA
DEMOCRACIA QUE SE CONVIERTE EN BANALIDAD
PUEDES ELEGIR SIN DIVERSIDAD
SI NO ESTÁS CON LOS GIGANTES TE APLASTARÁN
A MÍ EL VOTO ÚTIL, NI FU NI FA
NI FU NI FA
Preparados para jugar
la ruleta va a comenzar
Vengan, jueguen y pierdan, YA NO VA MÁS!!
Ska-P - Album Lágrimas & Gozos
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Sabe do que eu vou falar?
As sensações e sentimentos insubstituíveis de VIVER conquistas. De assistir a um jogo decisivo sem saber o final, somente torcendo para fazer parte daquele capítulo.
Gritar na hora do gol, na hora do título. Isso o Sport Club Internacional tem me proporcionado aos montes nos últimos anos.
Eu sei das conquistas do passado, de ser Tri-Campeão brasileiro já em 1979. Mas isso não é nada quando se SENTE uma conquista, menor que seja. De Campeão Gaúcho a Mundial. Isso é sentir, isso é viver e VER a história sendo escrita, e não apenas assistir o que já foi conquistado.
As vitórias dos anos 70, glorifico e me orgulho, mas as vitórias em que eu estava presente, torcendo, vibrando lance a lance, são as memórias que vou carregar pela vida e ninguém é capaz de tirar do meu coração e da minha lembrança esses momentos que VIVI, que SENTI.
Obrigada ao Sport Club Internacional por me fazer VIVER a experiência de torcer e ansiar títulos inesquecíveis. Obrigada pela Libertadores aos meus 17 anos, pelo Mundial também aos 17 anos, e pelo Bi-campeonato da Libertadores da América aos meus 21 anos, no dia 18 de agosto de 2010. Além dos vários Gauchões que comemorei ao longo dos meus 21 anos, e os muitos títulos que irei comemorar ATÉ MORRER.
Simplismente isso, VIVER.
Inter, estaremos contigo
Tu és minha paixão
Não importa o que digam
Sempre levarei comigo
Minha camisa vermelha
E a cachaça na mão
O Gigante me espera
PARA COMEÇAR A FESTA...
domingo, 18 de julho de 2010
Veja, os professores!
Eu sei que minhas informações são meio “capengas”, mas é que eu observo as coisas sem pensar em condenar nada. Aí, quando percebo que o que vi é criticável, já perdi a fonte. Isso pode me deixar sem credibilidade, essa é uma escolha tua. Por isso, sigo escrevendo.
Li a algumas semanas em uma revista Veja deixada no posto onde trabalho, um texto de um colunista, que acusava os professores de não terem real dedicação ao seu trabalho, e que um aumento salarial de nada adiantaria para resolver o problema educacional do Brasil. Sob certo aspecto, tudo bem. Somente aumentar o salário do educador não resolve os problemas enfrentados nas escolas e na vida cotidiana dos alunos, que muitas vezes são os maiores causadores do caos nas escolas.
O problema do discurso do colunista, é que ele justifica seu argumento de uma maneira abominavelmente preconceituosa. Ele diz que antes de tomar medidas tão caras como o aumento do teto salarial dos professores, estes deviam aproveitar mais os recursos disponíveis, pararem de serem “preguiçosos” e se dedicarem ao seu trabalho.
Aí eu me pergunto: esse cara trabalha sessenta horas semanais pra conseguir um salário digno da profissão, tem de contornar centenas de alunos com problemas que não são o seu, e pais muitas vezes desinformados sobre a situação de seus filhos, ter de ser pai e mãe na escola e dar uma educação que deveria vir de casa, da sociedade em que seus alunos vivem? E ainda ter uma vida pessoal.
Não, ele vive em seu escritório, tirando conclusões sobre realidades que ele não vive, e escrevendo em seu notebook para uma revista capitalista e sempre disposta a ignorar o mundo dos mais desfavorecidos.
Um professor de escola pública, se trabalhar quarenta horas semanas, nos níveis de hoje, não tem condições, por exemplo, de manter uma família dispondo de serviços primários satisfatórios. Um professor de escola pública que trabalha sessenta horas semanais para conseguir se incluir em um nível social mais confortável, não tem vida. Ele trabalha literalmente o dia inteiro, sob a pressão da escola e de todos os problemas sociais envolvidos, e nos fins de semana tem que pensar em atividades para manter uma aula construtiva, para alcançar o interesse e a melhora na educação do país.
O professor é o profissional principal para a construção e transformação da realidade social. Educação é o que torna uma pessoa consciente, capaz de pensar por si só e criar seus sonhos. Ao mesmo tempo, é o profissional mais desvalorizado, que passa todo seu tempo manuseando com situações graves como tráfico, maus tratos, prostituição, falta de alicerce básico de consciência social, de convívio social, e além disso, tem que pegar uma revista para se distrair e ler esse disparate preconceituoso e nojento.
Posso iniciar um discurso anti-capitalista, não desejo isso, pois vivo no capitalismo, não faria sentido. Mas não dá para ficar calando certos fatores que fazem gerar esse discurso presente nesse texto da revista Veja. É uma visão egocêntrica, individualista, e, consequentemente, capitalista. Por quê? Porque na sociedade em que vivemos, é normal vermos as pessoas se julgando, sempre minimizando o outro, é o espírito de competição capitalista. Enquanto condenarmos uns aos outros, julgando suas supostas incompetências, nada vai mudar. O jornalista babaca vai continuar achando que tem razão em sua visão frágil da realidade das escolas publicas, o professor vai continuar sem condições de ser um ser humano normal, que conseguiria realizar competentemente seu trabalho, sabendo que teria seu salário, seu pão todo o dia, e sua vida pessoal e seu lazer imaculados no santo domingo. E o aluno, continuará sem uma sociedade, um ambiente social, que o acolha e o eduque, para que na escola, consiga enxergar a importância do conhecimento para a sua evolução e a evolução do mundo como um conjunto.
sábado, 17 de julho de 2010
Um dia frio...
São 18h de um sábado frio e cinza na cidade onde moro.
Acabei de tomar banho em um chuveiro elétrico um tantinho fraco.
Eu iria ver meu namorado. Quando liguei pra ele, pensei que iria ouvir "ahhh, tô com saudade, vem aqui hoje!". Mas a princípio ele estava dormindo, e quando consegui acordá-lo, ele ainda estava sonolento e disse "tudo bem, a gente se vê amanhã". Pode não significar nada, mas isso tornou o meu dia mais feio do que já estava.
Então estou aqui, procurando o que fazer, meu MSN morto, sem paciência pra Orkut, e criando vontade de pesquisar sobre o tema da minha monografia: Ska-P. Pelo menos espero que de fato seja possível fazer o trabalho sobre a banda.
O início até é tranquilo. Preciso traçar um quadro dos temas abordados em suas canções, e para isso, hoje a internet milagrosamente funcionou no meu quarto. Mas sei lá, estou meio sem nada na cabeça com que pensar. A parte mais complicada envolve grana. Tudo bem, livros sobre a história da Espanha devem ter na biblioteca da FURG, mas outros que o professor indicou precisam ser comprados. Não que eu esteja absolutamente "dura", mas tenho gastado mais do que devia, talvez tentando suprimir outras faltas, e esse mês terei de passar uma semana em um encontro de Geografia em Porto Alegre.
Eu sei, eu sei, estou colocando empecilhos que não deveria pensar. Mas eu sou assim, vivo minha vida assim, achando "pêlo em ovo" (de galinha). E eu encontro, ou meu cérebro fértil de Homo Sapiens Sapiens cria alguns.



