quarta-feira, 27 de maio de 2009

Vegetarianismo e a produção capitalista da soja: desmitificando uma das justificativas “nobres” do vegetarianismo

Bem, agora vou ter que escrever em papel mesmo, porque vou ficar sem internet, e devo aproveitar os dias com acesso nom textos prontos, para manter o blog minimamente atualizado. Então, aproveitando um momento raro em que eu não preciso fazer nada, tomo vergonha na cara e tento construir um texto com algumas idéias guardadas no celular. [obs.: meu celular nada tem ultra-moderno, só escrevo nas mensagens mesmo]

O primeiro é uma idéia simples, mas que coloca em cheque a questão do vegetarianismo, em algum ângulo.

Certo, eu não sou defensora da carne, até porque considero que é muito trabalhoso mastigar uma carnem e sua gordura tem textura de lesma [animal que tenho a mais profunda aversão], mas é apenas por isso que não como tanta carne, mesmo sendo gaúcha e apreciando o memento de um bom churrasco com a família e/ou amigos. Mas eu sou defensora da honestidade e defensora da lógica, mesmo que ela seja dura de acompanhar às vezes.
Os vegetarianos o são por motivos variados, dependendo da [maldita] vertente em que se está engajado, mas os que apóiam o não-carneanismo com o argumento de “pobres animaizinhos”, já estão quebrados, pois desde a sociedade de caça e coleta nós comemos carne, e isso não tem nada de macabro e é absolutamente normal na biologia r sua cadeia alimentar. Nosso organismo é apto a comer carne, e “se as vacas tivessem chance, elas comeriam você”. Só uma questão de extrema “sensibilidade” explicaria isso. Ah, não! Temos os anti-capitalistas [onde só esse termo me dá um nó na garganta e me crescem espinhos por todo o corpo]!
OK, não comeremos carne porque é produto de um capitalismo nocivo, explorador e, às vezes, nem dá tempo de a vaquinha ter felicidade na vida. E, além do mais, a soja é muito mais natural (?) e saudável!
Mas a soja, coitada! Ela também é obrigada a sofrer mutações genéticas para se tornar mais resistente para ser mais produzida para nosso consumo. E, pasmem nobres colegas vegans, ela é produto de um capitalismo intenso! [na verdade, você é o produto de um capitalismo intenso, mas deixa pra lá, vamos nos manter na lógica ilusória dos ditos “anti-capitalistas”]
Hoje, a soja é o produto mais exportado do Brasil, e as empresas que mais dominam as técnicas de cultivo, são as multinacionais. [e depois vêm me sacanear dizendo que cursar Geografia não serve pra nada, hum!]
Então, que justificativa moralmente nobre é essa de “eu não como carne porque sou anti-capitalista”, e vai ao supermercado, ou em lojas naturebas para manter o status, encher seu carrinho de compras com produtos a base de soja?
Isso sem nem ter considerado, também, a mentalidade discriminatória em dar mais valor a uma vaca do que a um “pé de soja”. É um pensamento nazista, veja só: porque a soja e não a vaca? A justificativa mais comum [da porção “coitadinha da vaca”] é pela soja ser “inanimada”, mesmo estando viva; os nazistas chamavam os deficientes físicos de “inválidos, improdutivos”. Algumas doenças e acidentes deixam o indivíduos afetado tetrapégico, deficiente, e, pasmem, muitas vezes se encontram em estado “vegetativo”, inanimados. Ou seja, nada justifica que a soja seja mais insignificante que a vaca, só o pensamento nazista.
Não estou aqui tentando “desmerecer” a opção de vida vegetariana. Como disse, não sou do “movimento pró-carne” e muito menos sou contra o vegetarianismo, só estou a favor da lógica e vivo na tentativa de abolir de minhas idéias e vida o máximo de hipocrisia possível, mesmo já tendo constatado que muitas hipocrisias e cinismos são indispensáveis nesse mundinho de hoje em dia. Respeito e honestidade são as palavras chaves para um mundo melhor.
Eu estava estudando Geografia Agrária quando constatei essa incrível semelhança entre a produção de soja e a pecuária comercial. Sinceramente, não sei de onde ou porquê me lembrei do vegetarianismo, e anotei no celular “vegetarianismo e a produção capitalista da soja: desmitificando uma das justificativas “nobres” do vegetarianismo”.
04/05/2009, 16:59h

Esse texto tem alguns requintes de ironia, ou talvez não seja essa a palavra que defina melhor o tom usado. Então, sem moralismos, por favor.

domingo, 3 de maio de 2009

Vagoneta vagando.

Hi! I don't speak english!


Torci o dedo jogando vôlei no sábado passado (ontem), não sei o que aconteceu ainda porque não fui no médico, tô enfaixada "caseiramente".

Nesses ultimos tempos que não tenho postado aqui, andei tendo alguns "flashes" interessantes, mas tá dificil de conseguir tempo. Um bando de trabalhos pra fazer, e o tal Deus anda me castigando por tentar ser uma pessoa correta, acho que é a única infração que venho cometendo nesse mundo.

Eu tento ser gentil, simpática, amigável, e só levo patada, êbelê!

Eu tento, tento, e me ferro.

Mas apesar dos pesares, por mais inacreditavel que pareça, nos ultimos, o que... três dias, não tenho me sentido tão "transtornada". Às vezes, parece que sinto prazer em não me relacionar com as pessoas que não me inspiram interesse, mesmo que reclame intimamente que elas não dêem importância mínima para a minha existência.

É bastante complicado, mas tenho chego à conclusão (que pode mudar com as experiências da vida) que o ser humano só é feliz quando tem algum tipo de contradição na mente, como querer ser reconhecida, mas sentir "prazer" em continuar sem reconhecimento. Algo como "eles é que estão perdendo, ha ha".

É, o ser humano também não vive sem um pouco de narcisismo.


segunda-feira, 20 de abril de 2009

Professores.

"Os meus exemplos de professores não foram muito bons até certa fase da minha vida, e hoje ainda não consigo distinguir a pessoa do profissional. Tive professores que conquistei com meu carisma e gostava deles, mas hoje percebo que estes foram justamente os que não acrescentaram muito em meu conhecimento. Os professores que tive desavenças ainda são os que mais me marcaram e tenho na memória guardados com a idéia de “professores não são pessoas legais”. Ainda tive alguns professores que, à sua época eram detestáveis, mas hoje admito que tenham boas intenções.
Duas professoras de Português, uma na oitava série, e outra no primeiro ano do ensino médio, marcaram nesse sentido. Eram rigorosas, uma delas diria até estranha, que na época (nenhuma criança gosta de ser repreendida por segurar uma caneta durante uma explicação) eram, aversivas, doentes, más e todos os adjetivos macabros que se possa dar. Hoje, eu reconheço que, além de Português, aprendi a ter disciplina, respeito, e aprendi a admirar cada pessoa como ela é (salvo exceções irreversíveis).
As professoras “legais demais” eram as adoradas na época, mas hoje, tendo um olhar mais crítico, percebo que com elas aprendi muito pouco, tanto em questões morais como em conteúdo escolar. De fato, a professora que mais me vem à memória quando penso nesse “estilo” (novamente, de Português), a única coisa que lembro de ter aprendido com ela foi que o “F” minúsculo tem “barriga”, e não “bunda”. As professoras “legais demais” me marcaram pela personalidade, mas não pelo profissional.
Por fim, enumero o grupo de professores em que eram (e muitos continuam) detestáveis e, não sei se pela minha aversão ou pela má “qualidade” mesmo, que não absorvi nada de conteúdo moral ou escolar com eles. Bom, de certa forma, aprendi a tentar não fazer igual. Esses professores traziam seus problemas pessoais na maneira e tratar seus alunos. Não era apenas “sua personalidade”, eram respingos da vida pessoal, da “TPM”, etc. Alguns não sabiam distinguir valores morais do comportamento (que muitas vezes é impulsivo) dos alunos, e falavam atrocidades aos meus colegas, como se esses fossem um assombro de falta de humanidade. Um professor meu chegou a chamar uma aluna de “ignorante” por ela não conseguir ver atrativos em Literatura. Uma evidência do impacto desse comentário em mim é que esta aluna era absolutamente detestável, e ainda assim, fiquei pasma e com aversão a este professor.
Hoje, acredito que a chave para ser um bom professor é conseguir assimilar com harmonia a sua personalidade pessoal com seus objetivos e conhecimentos profissionais. Não adianta ser um professor estilo “super legal” e não conseguir transmitir/produzir conhecimento ao aluno, assim como não adianta manter o profissionalismo extremo sem agregar ao trabalho o seu toque pessoal e de interatividade. E, conciliar com isso, a necessidade de não confundir as “duas vidas”, pessoal e profissional, para não atrapalhar a relação e o processo de conhecimento dos alunos; separar personalidade da vida pessoal, e separar profissionalismo de uma relação ditatorial, vertical."


Texto pra disciplina de Didática, escrito dia 10/04/2009. Oooops, não, acho que foi escrito alguns dias depois, mas tem aquele "migué" de colocar a data uns dias antes para parecer um aluno dedicado ;)

sexta-feira, 10 de abril de 2009

"Arrombo filosófico"



20:50h, 09/04/2009




Hoje eu olhei pra lua. O céu estava claro, lua cheia, com algumas nuvens navegando na imensidão azul-escura da nossa visão do Universo. E por incrível que pareça, percebi que nada disso é obra divina. Tudo é desconhecível demais para definirmos uma causa, e talvez não haja problema nenhum em admitir isso, e apreciar a imprevisão da vida.


Imaginei um dedão intrometido atravessando nossa atmosfera para nos manipular, e achei graça. Olhei para as pessoas na rua e constatei que elas são biológicas e, pela primeira vez na vida, não senti medo de ser biológica, e nem de um dia me tornar adubo para o solo.


Foi um momento muito especial porque, por alguns breves segundos, senti compreender o sentido da vida. Mas agora, isso já se foi, e lamento informar que não possuo mais a resposta para esta pergunta.


Não é fácil controlar nossa mente, até porque, a maioria nem tenta. Talvez porque não precise, ou porque nunca pensou nisso. A capacidade de pensar traz benefícios, mas também complexos e complexidades que tornam tudo o que é óbvio em uma incógnita, tudo o que é belo em divino, e tudo o que é simples em definições finitas.


Foi legal, porque fazia muito tempo que não tinha lapsos filosóficos tão legais, e que me liberassem tantas idéias. Que fizessem a caneta correr sobre o papel de forma tão clara. E também, me senti abolutamente viva, com a sensação de que qualquer coisa é superável, e que tudo é muito simples em sua complexidade. Não senti medo de "Deus" e nem necessidade de que um existisse.


Depois, subi no ônibus, onde estou, e voltei à minha posição de réles humana "evoluída", medrosa, e complexada.


21:10h








Eu estava na parada da FURG quando me veio esse "arrombo" filosófico. Meu celular estava descarregado, e entrei em pânico de não ter nada prático onde eu pudesse escrever o que estava pensando. Então, peguei o caderno e a caneta para registrar, algo que eu realmente não fazia a anos. Eu normalmente me sento na frente do computador e escrevo algo para o blog. Escrever numa folha de papel algo tão espontâneo, não me acontecia a muito.


Deixei de lado o "medo" de que o ônibus chegasse e eu pagasse o vale de levantar correndo, com o caderno e suas páginas voando, subisse no ônibus e tropeçasse como uma "abobada". Tudo para escrever em um papel. E incrível que o ônibus chegou, e consegui fechar o caderno com tranquilidade, fazer sinal pro ônibus e subir sem nenhum constrangimento. Mas claro, antes dele chegar, uma folha voou do caderno e eu, com os fones de ouvido, nem vi as pessoas me chamando para devolver a coisa. "Valezinho" básico. E ainda fui absolutamente sem noção ao pedir para sentar no lugar vago da janela, ao lado de uma moça que estava com a perna engessada. Mas na minha imaginação, essa cena seria bem pior.


terça-feira, 7 de abril de 2009

Nada.

Eu li nos meus rascunhos que eu precisava escrever sobre o medo aqui. Mas tem se tornado difícil escrever sobre os assuntos sem entrar numa perspectiva pessoal, onde o que se torna explícito são os meus problemas em específico, e não o assunto em si.
Se eu fosse escrever sobre o medo, escreveria como ele atrapalha a minha vida, e não o que é o medo e o que ele causa, em sua essência. Acho que essa minha dificuldade tem se dado pelo pouco tempo, pela pouca paciência, e porque creio ter entrado em mais uma daquelas fases em que penso que "é mais fácil viver sem pensar muito, então, foda-se minha consciência, vou mais é viver".
Isso tira um pouco a minha "criatividade" em escrever textos, porque já não tem mais sentido questionar, nem criticar. Todo mundo tem seu ponto de vista, e nada do que o outro pense vai mudar algo, realmente. Então, acabo guardando minhas concepções pra mim mesma, pra não incomodar os outros. Em parte, porque em muitas ocasiões eu gostaria que as pessoas guardassem suas concepções para elas mesmas e não fizessem questão de compartilhá-las comigo.
Nossa cabeça fica muito perturbada com os zilhões de informações diferentes que recebemos a cada dia. Só com os nossos pensamentos e nossa formação, já ficamos cansados e confusos, imagina com os outros "metendo a colher" na nossa cabeça! Se já é uma atividade bastante complexa organizar nossos pensamentos, pior ainda é tentar conciliá-los com pensamentos diferentes. É de fode*.
O meu "escrever sobre o medo" seria mais uma pergunta de como lidar com o medo, e distinguir o que traz medo e o que nós transformamos em medo. Não seria como discorrer sobre "medo".
Seria como relatar como o medo me consome, e como odeio isso, e tentar dimensionar pras pessoas o quanto isso me incomoda, e o quanto luto, ou tento lutar para que eu transforme muitos dos meus medos em fatos racionais, em que não se precisa ter medo.
Isso porque eu acho que ainda não tenho um objetivo traçado na vida. Aliás, nem sei se deveria, ou se é preciso ter um.
Então, compreendem? A coisa toda ia se tornar mais um texto sobre Transtornos de Ansiedade, e não iria acrescer em nada, o pouco que algum texto daqui possa acrescer na vida de alguém.
Esses assuntos devem ser tratados numa psicóloga, e não em um blog.
Quem sabe, a minha fase de "não adianta falar" passe, e eu volte a falar sobre as coisas repetitivas, revoltadas e repugnantes que costumo falar.
Até mais ou menos.

sábado, 4 de abril de 2009

100 anos de Glórias.


Ah, Colorado!

Não resta nada escrever aqui. Tudo já foi escrito com suas glórias, seus troféus. Me resta declarar meu amor por ti, que muitas vezes nem eu tenho dimensão do quão é grande.


Meu pai é Colorado, meu irmão é Colorado. Desde pequenininha, eu via meu irmão se debater no chão com alguma derrota, gritar desesperadamente com as muitas glórias, e aquilo apenas me assustava. Eu era colorada só "no sangue", mesmo.

O que eu me lembro é que lá com uns doze anos, eu tive uma fase de ouvir alucinadamente os jogos pela rádio Gaúcha, lá no meu quartinho, sofrendo escondidinha. Com a chegada da adolescência, isso passou. Todo mundo sabe como é ser adolescente. Nos homens, essa fase pode até aflorar o futebol, mas com guria, isso muito dificilmente acontece.

Então, eu me lembro sentir Colorada, lá por 2004. A vida não andava lá essas coisas, e a gente sempre arruma o que se distrair com o futebol. Daí em diante, só foi crescendo meu amor, de fininho.

Eu não demonstrava muita paixão. Nunca tive muita grana, então nem camisa do Inter eu tinha. Meu irmão achava até que eu era gremista, vivia me enchendo o saco com isso. Aí veio a Libertadores, e o Mundial. Eu nunca vou esquecer do dia do Mundial. Eu fui fazer uma prova pro CTI (Colégio Técnico Industrial), fiz o máxio para parecer Colorada: blusa vermelha, bermuda branca e All Star branco. 9:30H, era o horario mínimo pra sair, bateu no relógio e me fui. Cheguei na parada quase 10h, o ônibus não chegava nunca. Eu escutava foguetes e não sabia se eram meus parceiros ou os secadores, batia o desespero. Quando começaram a passar carros na Av. Itália, com bandeiras, buzinando, eu não sabia o que fazer. Queria abraçar qualquer um que estivesse na parada, queria gritar, pular! Mas precisava me manter uma pessoa civilizada (¬¬).

Me perdoem as amigas gremistas que tenho, mas tinham duas PUTAS na parada falando merdinhas, que eu tinha cada resposta venenoza pra largar... mas não, a civilização! "Coitadinhas, nem sabem o que é futebol, nem eram nascidas quando o timinho delas ganhou a Intercontinental... deixa, tadinha".

Quando chegou o ônibus, subi; quando ele chegou na vila, já vi a festa, então, desci direto no meu pai. Cheguei lá e me agarrei no mano e desatei a chorar, chorar, chorar, que só de lembrar, já me dá vontade de chorar de novo, o pai fazendo a barba, fui lá abraçar ele, e começou a chorar também. Aí o mano me disse "porra, só tu pra fazer a gente chorar mesmo! Agora dá pra ver que és Colorada!". Foi um dia lindo, inesquecível, e ele vive na minha memória, porque eu VIVI, saca?

Bom, temos ainda a revolta do campeonato Brasileiro roubado de 2005, tem os Gauchões. E ah, a Sulamericana.

Por revolta do destino, namoro a um ano e meio um gremista que amo demais, e fui assistir a final da Sulamericana na casa dele (não me pergunte o porquê). Quando acabou, me agarrei no pescoço dele e chorei, sabe, eu estava puta feliz, não tinha com quem dividir. Bom, nem preciso contar que a noite foi um pra cada lado da cama, ele emburrado e eu com um misto de alegria e raiva pela incompreensão dele.


Nossa, são tantos sentimentos, tantos momentos e sensações. E não me abalo, não com as derrotas. Seres humanos são falhos, como sempre digo, e o esporte está aí para nos dar alegrias, e não mortes e mais uma coisa com o que se preocupar.

A fase é boa, mas mesmo que fosse ruim, já vivi o suficiente para AMAR esse clube, sua história e seu futuro.

E aos comentários maldosos que surgem na cabeça de alguns, até os Colorados que já se foram, antes do Mundial, também morreram felizes com as vitórias extraordinárias de 70.

E quanto a outros comentários maldosos que não merecem ser lembrados, aqui vai o meu consolo! A consciência é de cada um!



Feita essas ressalvas, e contado a minha história junto a esse clube, o que mais posso dizer?

Ah, fui ao Beira-Rio dia 03/11/08, não tinha jogo, mas moro muito longe de POA e foi a única oportunidade que tive de conhecer o Gigante, até o momento.



Celeiro de Ases (Nélson Silva, 1957)

Glória do desporto nacional
Oh, Internacional
Que eu vivo a exaltar
Levas a plagas distantes
Feitos relevantes
Vives a brilhar
Correm os anos, surge o amanhã
Radioso de luz, varonil
Segue tua senda de vitórias
Colorado das glórias
Orgulho do Brasil
É teu passado alvi-rubro
Motivo de festas em nossos corações
O teu presente diz tudo
Trazendo à torcida alegres emoções
Colorado de ases celeiro
Teus astros cintilam num céu sempre azul
Vibra o Brasil inteiro
Com o clube do povo do Rio Grande do Sul.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Utilidade Pública - 1

Graças ao blogueiro Leonardo, conheci uma ferramenta que eu pretendia que aumentasse meu ego, que consistia em um relatório sobre as visitas do blog, o Google Analytics. O fato é que essa ferramenta não inflou meu ego como eu gostaria, mas descobri que meu blog era indicado em pesquisas do Google sobre alguns assuntos, como por exemplo relacionados à Geografia (uma prova minha que publiquei aqui ano retrasado).
Sendo assim, alio ao fato de eu não andar com muito tempo de dedicar momentos exclusivos a escrever para o blog, e vou postar aqui, de vez enquando, algumas resenhas, resumos, fichamentos, trabalhos, e sei lá o quê mais, que possam interessar alguns desesperados por pesquisas na internet, e pra encher linguiça no blog, mesmo!
Ah, e aviso aos poucos que visitam o blog com alguma assiduidade, que achei esse texto péssimo, e concluo que dediquei mais tempo a ele do que ele merecia.




Resumo do texto de Pura Lúcia Martins, “O campo da Didática: expressão das contradições da prática” - Disciplina de Didática - Geografia - FURG/2009

"Primeiro, a autora deixa bem estabelecido que o ponto de vista que ela segue é de que a teoria vem da pesquisa e observação da prática. Sendo assim, o estudo da Didática deve se ater a discussões que tragam as “justificativas” da situação escolar, mas propõe discussões ativistas, que tenham o intuito de transformar através da prática, não tratando o estudo da Didática como um “guia”, mas como um retrato literário da realidade.
Argumenta que o alicerce para uma boa educação são os aspectos das relações sociais, oriundas do modo de produção vigente e das situações que este impõe. Didática é “expressão de uma prática determinada num momento histórico determinado”.
Ela discorre sobre a história da Didática no Brasil, os marcos políticos que influenciaram na compreensão da Didática pelos professores, explicitando a influência social na educação.
Destaca o período pós 1964, de ditadura, onde a educação era vista de forma sistemática a propiciar o investimento social e individual, uma escola centrada e voltada no momento político-econômico, ou seja, a serviço do Estado. “A racionalização do processo aparece como necessidade básica para o alcance dos objetivos do ensino”.
Cita também o fim do período de ditadura, a iniciativa popular, as lutas entre classes, onde o objetivo maior passa a ser evitar que o aluno mais pobre abandone a escola. E aqui, novamente o contexto político-social interfere no papel da Didática. O sentimento de mudança, a vontade de agir e transformar das classes oprimidas e assalariadas dá um papel mais crítico à educação; A avaliação da prática e metodologias na escola.
A partir desse momento, a autora especifica o pensamento de alguns autores, que admitiam a prática baseada na teoria, com o princípio de que a educação se dá num processo de transmissão/assimilação ativa de conhecimentos, e aqui se exemplifica bem essa ideia no parágrafo quatro da página 591:
“As propostas de uma pedagogia crítica desses grupos acentuam a importância de estimular uma consciência crítica e uma ação transformadora pela transmissão-assimilação ativa de conteúdos críticos, articulados aos interesses da maioria da população. Entendem que uma formação teórico-crítica sólida garantirá uma prática conseqüente”.
Também apresenta a linha de pensamento de grupos mais radicais, que priorizam a ação nos processos de produção do conhecimento, ou seja, na prática. Uma mudança nos paradigmas dentro da escola, nas relações sociais que englobam a prática do ensino. Inutilizam o “eixo” da transmissão/assimilação e tratam de uma “sistematização coletiva do conhecimento”, considerando os diversos saberes empíricos dos alunos e contexto e relações sociais.
A autora compacta esses momentos sociais que refletem na Didática em três aspectos distintos: 1984/88, traduzido como “dimensão política do ato pedagógico”; 1989/93 com discussões centradas na “organização do trabalho na escola”; e no período de 1997/2000 como “produção e sistematização coletivas do conhecimento”. Percebe-se uma evolução no pensamento sobre a Didática e na influência da educação na sociedade.
Na penúltima parte de seu texto, Pura Lucia apresenta suas conclusões baseadas na concepção da “teoria como expressão de uma ação sobre a realidade”, em alguns princípios:
“Da vocação prescritiva da Didática a um modelo aberto de construção de novas práticas”, um incentivo ao professor criar e produzir novos conhecimentos para transformar a pratica, na prática;
“Da transmissão à produção do conhecimento: pesquisa-ensino, uma unidade”, onde se substancia o ato de produzir novos conhecimentos e crescer junto com o aluno;
“Das relações hierárquico-individuailtas para relações sociais coletivas e solidárias”, aqui propondo uma quebra de padrões hierárquicos e argumentando que com relações sociais saudáveis, amplia-se o campo da educação;
“Da relação conteúdo-forma numa perspectiva linear de causa-efeito, para uma perspectiva de causalidade complexa”, que é resultante da concepção anterior, que rompe com o constrangimento hierárquico, vertical, e adota um resultado mais amplo e diversificado;
“Do aluno sujeito individual, para o sistema ideológico individual do aluno”, que acentua a individualidade em prol do coletivo.
Em sua conclusão, a autora traz a expressão “aprender a aprender” como sendo o novo objetivo da Didática. Transformar o aluno num sujeito intelectual, capaz de absorver as idéias existentes, as ferramentas e competências, e criativo, produzindo novas idéias. O incentivo ao aprendizado de forma com que o aluno expresse suas questões e cresça intelectualmente. Sucinta isso como a prática social historicamente vigente.Ainda completa afirmando que o novo desafio da Didática é conectar-se com outras práticas sociais, para estabelecer o ensino como um caminho social saudável."

terça-feira, 24 de março de 2009

Justificativa [inútil]

Por mais incrível que pareça, ando com MUITAS idéias e com pouco tempo para discorrê-las.
Enchi o saco de escrever no celular, e depois complementar aqui, dá muito trabalho escrever no celular, mesmo com a previsão de texto.
Esses dias no ônibus, eu estava extremamente chateada com problemas pessoais, o corno do motorista só parou quando eu quase me atirei na frente do ônibus, e aí, pra complementar, tinha uma praga de uma criança que soltava gritinhos estridentes de 2 em 2 minutos. Coloquei meu mp3 no ouvido, no máximo que ele alcança (que não é muito), um punk rock nervoso e grudante, e ainda assim, se ouvia os berros. A cada grito, eu fechava os olhos, suspirava, suspirava de novo, me controlando pra não levantar do meu banco, ir até a criança, pega-la dos ombros, sacudir, e gritar na cara dela "CALA ESSA BOCA, SEU DEMÔNIO MALDITO".
Essa situação me fez refletir, ainda no ônibus, o quanto guardamos nossas sensações pra nos mantermos "sociáveis", e isso afeta unica e exclusivamente a nós, que vamos guardando todos os sentimentos [os de euforia, por não sair pulando de felicidade pela rua, os de fúria, por não gritar e chacoalhar alguém que te perturbe], tudo se transforma em estresse, em ansiedade, até em depressão, enquanto aqueles que iam te condenar se pulasses pela rua a cada alegria, ou gritasse com alguém a cada nervo estourado, estão lá, vivendo suas vidas e rindo da cara dos outros.
Mas eu ainda tenho esperança de que lá no fundinho, esses pessoas sintam o mesmo vazio de não expressar suas emoções.
Então, também pensei em escrever sobre mentiras e verdades, sobre esquis(z)ofrênicos da sociedade, sobre pessoas escrotas, sobre elos de amizade perdidos, e ainda achei no meu celular, um esquema de um texto sobre esses radinhos que rolam por aí, sendo que já foi inventado os fones de ouvido, esse esquema guardado a meses no celular.
Mas não ando com tempo pra escrever "legal" sobre essas coisas. E também me desestimula quando leio meus textos e sinto meio repetitivos. Mas mais é o tempo mesmo. Esse ano, os professores acham que só temos a disciplina deles, e cada um passa zilhões de textos pra ler, resumir, fichar. E o pior, esse ano, não estou me adaptando ao curso =S
Buenas, uma hora vai.

quinta-feira, 12 de março de 2009

¿Quién educó, su mente enajenada?

É tão profundamente irônico, me remete uma mistura tão estranha de comédia e tragédia quando vejo "punks" condenado estética, criticando pessoas que andam "na moda" (lê-se simplesmente ter a opção de usar uma roupa inteira, uma calça jeans, uma camisa e um tênis, minimamente limpos e inteiros), basicamente condenando quem se arruma, digamos, "de propósito", e aí, tu sai na rua e vê esses mesmos tão profundamente entendedores e críticos sociais absolutamente vestidos como o "padrão" desejado do punk, passam horas preparando a meleca que resolvem colocar no cabelo, e mais algumas horas "esculturando" seu moicano "crítico", "chocante". E ainda têm exatamente o mesmo tipo de diálogo que as pessoas "normais", "domesticadas", mas com termos específicos, tipo "cara, meu moicano é feio de clara de ovo, tu coloca assim e assado, e aí deixa brotar uma flor, e depois cria uma lagarta pra comer a flor e ficar assim".
E eu ainda tenho que aguentar fingir liçõezinhas de moral, papinhos DOMESTICADOS (que é a mais jovem palavra que ouvi para definir um "não-punk") sobre atitude, sobre pensamento crítico e blá blá blá. Acho até curioso ouvir o que eles têm a dizer. Me impressiona a cara-de-pau, de julgarem que os "normais" não criticam nada, aceitam tudo, e não param para avaliar suas próprias atitudes. Sempre prontos pra dar uma definição chula, ofensiva para a vida do outro, e não olham pras suas próprias vidas. Sempre dispostos a "criticar" ignorantemente a vida, as atitudes e pensamentos dos outros, mas sem ter capacidade de receber uma crítica e PENSAR a respeito.
Eu já cansei tantas vezes de falar sobre isso. Já cansei tantas vezes de discutir, me estressar sobre isso, mas vira-e-mexe, estou aqui, precisando explicitar meus sentimentos, que não sei definir como desprezo ou desespero, diante de declarações "perfeitas", de verdades "absolutas", contaminadas de pura hipocrisia, aquele discurso de "não tenho a verdade absoluta, mas se não concardas, és um bosta, um 'domesticado".
Me dá graça de ver a ignorância desses "senhores" da lógica, da teoria, da crítica, da vida.
Depois, me dá raiva de ver que ainda (e creio que sempre) existem pessoas com a mentalidade tão tacanha, mas o que é pior, se ACHANDO diferentes, e até melhores.
E por fim, eu sinto desesperança. Sinto desesperança de ver que as pessoas estão cada vez mais alienadas, quando mais fica evidente que elas estão aliendas, mais elas procuram uma justivicativa, uma maneira de se sentirem fora dessa massa de manobra, e acabam se alienando para não se alienar. Uma fuga alienada.
Mas no fundo, o mundo ainda têm pessoas, que não precisam dizer, mostrar que são e pensam diferente. Elas simplesmente são e fazem. E nem precisam ouvir punk rock.
Digo, tenho consciência que esse texto é repetitivo, até me sinto incapaz de tão repetitivo que alguns textos são aqui. Mas este é um blog pessoal, então, o que surge aqui são assunto que estão mais pertinentes em meus momentos. Muitas vezes são baseados em discussões em aula, em debates no orkut, ou com amigos. "I’m a product of my environment. So don’t blame me, I just work here."
[Nossa, até vou colocar esse parágrafo na descrição do blog!]

quarta-feira, 4 de março de 2009

Desordem organizada?

Não sei, eu acho que até tenho tempo de ficar mais na internet, mas nos últimos dias eu fiquei um tanto quanto alheia a navegadas.
Ontem, no ônibus, pensei em escrever alguma coisa, mas esqueci o que era. Acho que era algo referente a minha opinião sobre alguma coisa aparentemente inútil a olhos comuns, mas definitivamente esqueci o que era.
Ah, lembrei! Era algo referente à ordem social. Se não me engano, eu estava estruturando muito bem um texto para escrever aqui, mas algum inseto atraente deve ter feito eu perder a concentração. Mas me lembro da ideia.
Eu queria especificar como seria o balanço perfeito entre a ordem e a desordem. Porque eu fiquei pensando "uau, eu sou muito confusa mesmo. Sou toda revoltada com normas e regras injustas, com limitação de pensamento e compreensão, mas ao mesmo tempo sou tão radical com certas coisas quando estão 'fora do lugar". Acho o fim da picada te olharem atravessado por se vestir de forma diferente, ou de forma semelhante, tanto faz, e abomino atitudes vistas na sociedade como "revolucionárias", "livre expressão". É algo como "sou contra a opressão, mas condeno certas expressões de liberdade".
Então, eu achei necessário definir essas coisas todas, não que eu tenha a presunção de que isso interfira na vida de alguém, mas para minha própria consciência e para deixar minhas ideias e opiniões minimamente em ordem, e aproveitar pra atualizar o blog.
A questão, é que todo texto bem estruturado que vinha se formando, se perdeu em uma viagem de ônibus, então, apriori, só posso expressar aqui um esboço simples que faça sentido para justificar minha cabecinha no meio do caos, tentando ter lógica (uma lógica que, talvez, ninguém tenha, e eu ainda me mato tentando construir uma). Sendo assim, lá vai:
O fato é que, ao menos a organização social que temos hoje não é boa. Não sei se seria possível um sistema justo para todos, mas se não pensarmos nessas hipóteses, não haveria esperanças e mudanças.
Penso que a ordem social de hoje é absurdamente nociva e maligna, já que os padrões que estão aí, estão aí sem que muitos percebam que se tratam de padrões, e o pior de tudo, sem que muitos, ou a grande maioria, perceba que essas situações deturpam não só a nossa vida capitalista, se sermos fodidos em não poder ter um plano de saúde decente por ser pobre, de a grande maioria não ter uma alimentação decente, que fica de bônus pra quem tem mais poder capitalista.
Não, não é só nisso que interfere, e somente isso já é uma prova e um incentivo a necessidade de mudar as ordens. Interfere no nosso psicológico, de um modo que nós deixamos passar sem perceber. Nos tornamos automáticos, robotizados, absolutamente racionais (uma racionalidade em termos, porque a razão acaba por si só sendo moldada pela situação), nos tornamos nervosos, doentes, impacientes, e práticos. Esquecemos de pensar propriamente. A vida se torna cada dia ais incerta, mais imediatista, mais curta, que pensamos só em aproveitar do jeito que está, mas acabamos por aproveitar o que a ordem quer que nós aproveitemos. Deixamos de aproveitar uma paisagem, um sentimento, minutos de paz, porque já não já paz tanto fora, quanto no nosso interior.
Minha nossa! Eu ia só resumir em poucas palavras, e acabei desvirtuando toda a ideia. Mas não deixa de ter ligação, não não, só que pra retomar o "fio da meada" ficou complicado. Acho que deve ter sido isso que me fez tirar uma nota tão baixa na redação do vestibular!
Mas então, diante de toda essa interferência negativa subjetiva, invisível, e quase viciante, não se pode dizer que o que está aí está certo. Mas também não concordo que tudo seja desorganizado. Porque, quando se fala em "desordem", se pensa logo em um "pandemônio". Concordo com a ética, com o bom-senso, com o respeito, principalmente com esse, concordo com a paciência, com a compreensão, e com a justiça.
É um pensamento egoísta, às vezes, porque se penso que um muro fica mais bonito e confortável pintado de branco, eu já tacho de perturbador alguém que ache bonito o mesmo muro pintado com desenhos tortos e sem sentido (ou com sentido, varia de opinião), considere isso arte. Eu não devia pensar assim, e considero este meu pensamento uma ideia abominável, mas ninguém é perfeito, e tenho certeza que TODOS tem esse tipo de pensamento em alguma situação. Mas talvez a tolerância fosse a solução, os espaços para cada um, mas sem exclusão. Sei lá, não é só porque tu não curtes rock que tu vais deixar de ser uma pessoa legal, e que vá deixar de aprender algo com alguém que curte rock. Mas no momento em que tu quer curtir tua música, e o outro quer curtir seu rock, cada um tenha o seu espaço, sem aquele olhar atravessado.
Então, a frase que me vaio à mente aquela hora no ônibus foi: "talvez nem ordem, nem desordem social, mas uma desordem ordenada [ tenho de admitir que fiquei alguns minutos escrevendo uma justificativa aqui, porque não lembrava do termo que tinha pensado no ônibus que explicitava perfeitamente minha ideia, mas acabei lembrando - mais um parênteses para justificar minha sinceridade].
Nisto caberiam as diferentes idéias, opções, preferências, com uma ordem baseada no respeito. Talvez a capacidade intelectual de grande parte dos humanos não permitissem esse avanço, mas tenho esperança de que somos capazes de evoluir a esse nível, e mesmo que isso jamais aconteça, ainda temos tal capacidade.
Onde não seríamos obrigados a ver um muro com desenhos que consideramos grotescos todos os dias, e não precisássemos nos matar por considerar algo grotesco. Penso que todos temos o direito de gostar ou não das coisas, e isto não implica em preconceito. No momento em que vivemos, isso pode implicar, quase sempre, em preconceito, porque as pessoas são intolerantes com os outros e consigo mesmas. Alguns acham que as coisas tem que estar em uma forma, se não estas coisas estão condenadas, e outros acham que porque o outro não aceita suas opções, o outro merece ser condenado.
Mais diretamente, pode se pensar assim: "tal homem considera subversivo o homossexualismo, e acha que o homossexual não tem nenhum tipo de moral etc. e não merecem respeito", mas o homossexual em questão, muitas vezes é tão intolerante quanto, "ele não concorda com a minha opção sexual, ele é um ignorante, de cabeça fechada, homofóbico etc. e não merece meu respeito". Num caso de intolerância mútua, é compreensivel atitudes aversivas, mas pensando de forma tolerante e respeitando o espaço do outro, não há problema em um humano não compreender a opção sexual de outro, e definitivamente não querer ver certas situações que considere perturbadora, assim como um humano homossexual tem o seu direito de praticar sua opção, sem atropelar o espaço do outro. "Não compreendo, mas aceito e respeito".
Mais uma vez desvirtuei o assunto.
Então, a desordem ordenada seria a utopia do respeito e aquele papo de "cada um na sua".



Mas, como diz certa música célebre, que ninguém conhece:

"No fronteras, no banderas, no a la autoridad
no riqueza, no pobreza, no desigualdad
rompamos la utopía, dejemos de soñar
arriba el mestizaje, convivir en colectividad."

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Alôô, atualização!

Esse mês a "média" foi fraca. Adanva escrevendo uns três textos que prestassem por mês, e nesse eu nem tive muito tempo pra pensar em assuntos interessantes, ou complexos. Não, eu não estou trabalhando, e ainda estou de férias. Estou procurando emprego e com a cabeça atucanada em tentar procurar consolos, respostas e soluções para o meu psicológico abalado a alguns anos.
Também não tenho me arriscado muito no meio de críticas, porque ando com medo de expressar minha opinião, porque os "fodões" da política, da música, da filosofia, costumam ignorar, criticar sem o mínimo de educação, uma opinião que não seja embasada em no mínimo 6 livros sobre um assunto.
Mas ainda assim, vou tentar continuar arriscando, pelo menos por aqui. Posso estar errada em minhas opiniões, mas quem não está no mundo de hoje? Quem se arrisca a afirmar que sabe a absoluta verdade sobre qualquer assunto?
As pessoas estão sempre dando uma de "a situação é complexa", mas se julgam capazes de serem os entendedores de toda a "complexidade" do assunto, e terem uma opinião soberana. E o primeiro argumento para a crítica é "você nunca leu", "quem manda assitir a Globo, ou a MTV". Hã? MTV nem pega na minha casa! Globo? SÓ pega Globo na minha casa, e admito que uso tudo que sai dali para alguma coisa. Seja para o bem, ou para o mal. Como Hermione Granger disse em "A Ordem da Fênix", "é bom saber o que o inimigo está dizendo". Sim, inferno! Eu leio Harry Potter, e tenho convicção que foi uma leitura que não fundiu os meus neurônios.
Bom, então é isso, mais ou menos. Eu tenho bastante opiniões sobre o que anda acontecendo pelo mundo, mas acho que devo expô-las só depois que voltar às aulas e ler algumas coisas interessantes, para que os "entendedores" da vida não me julgem uma ignorante só por pensar por conta própria.


Ouçam. Eu não seria má com que frequenta meu blog.

http://www.youtube.com/watch?v=e0zfkkQtRUs&feature=PlayList&p=30B060BB7ABABA7F&playnext=1&index=8

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Um jogo "insignificante".

Mentir é tão feio...
Mas tem suas consequências. A dor lá no fundinho não vai sumir, e se você não sente, uma hora você vai cair na real que ela existe.

Primeiro, era só um clássico pelo campeonato "regional". Depois que perdem, fazem um drama, colocam a culpa em deus (lê-se árbitro) e no mundo, se ofendem tanto que chegam a cogitar a possibilidade de "abanadonar" o campeonato. Um jogo tão insignificante que agora querem oficializar denúncia por um erro "fatal", "cruicial para o resultado da partida". Mas, uma partida tão insignificante! Por que tanta revolta?

Ah sim, os "injustiçados" gremistas! Aqueles que lutam "contra tudo e contra todos", aqueles que SEMPRE tomam no c* (com ou sem duplo sentido), e fazem de tudo pra saírem por cima (ou por baixo, depende da preferência).

Ah claro, o Grêmio foi superior ao Inter. Por que será? Será que foi por que cada vez que u jogador do Inter tocava na bola, recebia uma porrada que fazia a jogada parar? Ah, claro que não, isso é a "garra" tricolor! Cada um dá o nome que achar justo.

O erro de arbitragem mais "revoltante e significativo" para eles foi um impedimento mal marcado, que nem se sabe se resultaria em gol, já que o gol foi "marcado" depois do apito assinalando o impedimento. Existem os goleiros, sabiam? Ah, não, alguns esquecem de fechar as pernas.

Mas, claro, a expulsão de um zagueiro alteraria em absolutamente nada o histórico do jogo. A não-expulsão do último homem da defesa do time adversário não é um erro grave. Principalmente quando o time prejudicado tem dois jogadores de extrema velocidade, como no caso de Taison e Nilmar. Não, isso de modo nenhum falicitaria um contra-ataque efetivo do Internacional.

Depois de assistir a um jogo em que o time azul esqueceu da bola no 1º tempo, saem se julgando melhores, mesmo perdendo por 2X1, com um jogador que não foi expulso por erro de arbitragem, que beneficiou-os, sim, além dos jogadores com cartão amarelo que eram logo substituídos para não darem mais porrada, e correrem o risco de serem expulsos, e onde o time vermelho, mesmo com tudas essas adversidades que vao contra a prática de um esporte limpo, consegue superar suas dificuldades de escalação por um técnico gremista (pois o Tite tinha condições de ter escalado um grupo muito melhor), as dificuldades de um time rival composto por 11 carniceiros, e encerra o jogo com 2 a 1 em favor.

Hmmm, também teve a ida do saudoso goleiro Victor à área colorada no fim do jogo, para tentar desesperadamente um EMPATE contra o Sport Club Internacional.

E ainda querem que eu engula que eles só estão preocupados com a "Libertadores", que o gre-NAL foi só um "jogo-treino".

Mas, um conselho, é melhor se preocuparem mesmo com a Libertadores, porque talvez tenham de assistir a segunda fase pela SporTV, também. Quer dizer, talvez eles consigam passar pelo "poderoso" Boyacá Chicó e derivados, se não, vão ter que se contentar com o 10º (décimo) fracasso na Copa Libertadores da América.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Uma nota:

Nossa, acabei de ver na TV que o Ratzinger decidiu "reabilitar" um Bispo que diz que não houve a morte de 6 milhões de judeus no Holocausto, e que nunca existiram câmaras de gás.
"Williamson (o tal bispo) já tinha dado declarações semelhantes em sermões no passado e também declarou que Deus não pretendeu que as mulheres vestissem calças ou estudassem na universidade, e que os ataques de 11 de setembro de 2001 foram na realidade frutos de uma conspiração do governo norte-americano."
Bom, isso não é nada vindo de quem acredita em um deus "bom" como esse aí.
Só pra complementar, vai o link de um vídeo que já vi em várias comunidades do orkut, e serve pra se refletir. Quer dizer, muitos vão ignorar (e ignoram) os fatos, mas eles estão aí!

http://www.youtube.com/watch?v=d-5OnxlzS40





Crimen Sollicitationis - Ska-P


Siervo de Dios...
Tocamientos, sacramentos, felaciones, juramentoste
enseño mi doctrina en forma de erección
Abuso de los niños, perversión y puro vicio
bajo mi sotana puedes encontrar a Dios
El confesionario es nuestro "tortuario"
Ay! Padre nuestro líbranos de él
En la sacristía hay mucha pederastia
Ay! Padre nuestro mas líbranos de él

CURAS, Violación, vejaciones a un menor
CURAS, ¡Qué más da! si nadie se va a enterar
CURAS, sin precaución tengo plena protección
CURAS, Meditad! ¿Quién me dio la inmunidad?
JUDAS, MI NOMBRE ES RATZINGER
JUDAS, SOY BENEDICTO XVI
JUDAS, YO LO FORMALICÉ
JUDAS, JUDAS, CERRANDO BOCAS
JUDAS, EN EL NOMBRE DE DIOS
JUDAS, FINANCIAREMOS SU PERDÓN
JUDAS, DÁNDOLE PRIORIDAD
JUDAS, A TAPAR ESCÁNDALOS

Miembros de la Curia, párrocos del sufrimiento
Crueles violaciones que al final se lleva el viento
Babosos violadores, carecéis de sentimientos
Los llantos de los niños que el pontífice ha encubierto

Oremos mis infantes por detrás y por delante
Todos desnuditos a los ojos del señor
Se encargan mis hermanos, los perros del Vaticanode
maquillar la mierda, que no llegue el mal olor
El confesionario es nuestro "tortuario"...


1 y 2, es tu religión,
3 y 4, tu alma ya está a salvo
5 y 6, silencio a lo que veis,
7 y 8, Lágrimas y Gozos
CRIMEN SOLLICITATIONIS
1 Y 2, que no te vea Dios,
3 y 4, malditos bastardos
5 y 6, cuidao con lo que hacéis,
7 y 8 ¡Lágrimas y Gozos!
1 Y 2, que no te vea Dios,
3 y 4, malditos bastardos
5 y 6, cuidao con lo que hacéis,
¡Basta de tiranos
!¡¡¡ODIO AL VATICANO!!!

sábado, 24 de janeiro de 2009

Ape shall not murder.



Será que somos mais evoluídos que os macacos?


Não tenho conhecimento profundo do assunto, até porque esse blog é absolutamente informal, então, não vou trazer aqui evidências científicas, comprovações laboratoriais ou informações retiradas de livros. Meus textos, na maioria das vezes, são baseados no empirismo e em alguma coisa (muito pouca coisa) que aprendo na universidade. Uso meu blog pra expor minha opinião, minha visão e minhas idéias sobre determinados assuntos, ou até mesmo sobre a vida, a minha vida.


Então, esses dias eu estava vendo na Tv, não lembro a situação, programa, só lembro que eram um grupo de 3 ou 4 macacos que aparentavam estar em profundo momento de carinho (sem apelo pejorativo), e fiquei pensando: será que estamos certos quando intitulamos atitudes louváveis que costumam acontecer com pouca frequencia entre os seres humanos de "humanas"?


Compreende? Quando prestamos solidariedade [apenas em casos de extrema necessidade], quando damos um abraço, dizemos "obrigado" e pedimos desculpas, dizem que isso é ser "humano", são atitudes "humanas". Por quê? Por que, já que essas atitudes são tão raras entre os humanos [e isso é fato, porque cada vez que alguém ouve um "obrigado", fica de boca aberta], dizer que "temos de ser mais 'humanos' para o mundo tomar jeito"? Por que temos de definir tudo o que é justo e bom, como sendo atitudes "humanas"? [hmm, mas também pode ter relação com Humanismo, mas vou fingir, e espero que o leitor também finja, que essa relação não existe com tais termos]

Até cristãos, que colocam "Deus" acima de tudo e detentor de toda a bondade e justiça, também usam as frases "você tem de ser mais 'humano", quando se referem a atitudes generosas e amáveis. Não seria "você tem de ser mais 'divino"? Bom, deixa esse lado pra lá.

Vivemos em guerras, em níveis do microcósmico até o macrocósmico, vivemos distinguindo, avaliando, ignorando outras pessoas, vivemos cheios de orgulho, só praticamos a solidariedade quando surge alguma situação de comoção ampla, alguma tragédia.


Não costumamos dar um abraço a quem estimamos todos os dias, qualquer um que estimamos. Não costumamos agradecer uma atitude sensata para conosco, muito menos praticar atitudes sensatas para com os demais. Não costumamos catar os parasitas da cabeça ou da vida das pessoas do nosso lado. Não costumamos nos divertir sem dar uma olhada de canto, pra conferir se o do lado está se divertindo menos que nós.

Por que me vem falar de ter atitudes "humanas"? Se eu fosse ter atitudes "humanas", eu certamente estaria lá fora com uma pistola automática na mão, atirando em qualquer um que não respondesse minhas perguntas da forma que eu quero que me respondam, estaria no front, numa guerra de fúteis gostos, numa guerra de fúteis escolhas.


Mas não, eu tento, cada vez mais, ter atitudes primatas. Tento cada vez mais, ou o mais possível nesse mundo por demais humano, abraçar pessoas queridas, sem esperar um "obrigado", mas fazer questão de agradecer cada demonstração de afeto e preocupação que se tem a mim. Tento cada vez mais me preocupar com o bem-estar das pessoas estimadas, catar seus piolhos. E tento pular cada vez mais alto no meu cipó, sem me preocupar obcessivamente em que o meu colega ao lado não pule mais alto que eu.


Talvez a solução do mundo esteja nas atitudes de espécies do Reino Animal consideradas menos "racionais", animais "irracionais" não pensam, não pensam nas besteiras e futilidades que os humanos pensam. Não estão preocupados em pisotear o companheiro de espécie por puro prazer, não estão preocupados com as escolhas dos outros e muito menos odeiam por odiar. Estão apenas vivendo.



[Não pensem que eu considere os macacos, animais livres de qualquer defeito, obviamente que não, mas como eles são tão usados em "piadas", em comentários irônicos, ou até em discriminação humana, é um bom exemplo a se pensar sobre o fato de que não somos tão melhores, ou somos até piores, que qualquer ser vivo, inclusive os "primatas"] - [hmm, e acho que esse post poderia ficar mais completo... mas, xápralá]







segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Cai o teto de Igreja Renascer em São Paulo.

Deus deve ter dado uma engordada.
Pois bem. Mortes não são motivos de piadas, uma fatalidade que dói para quem permanece aqui, os familiares que terão de suportar a vida sem algumas das pessoas queridas à sua volta. Mas para os que crêem em Deus, não deve ser tão dificil e choroso assim, afinal, as pessoas queridas não estão mais nesse mundo perigoso, criminoso e triste, estão agora ao lado do Todo-Poderoso, desfrutando de uma pós-vida digna, que fazem valer o dízimo pago "religiosamente" durante essa passagem Terrena.
Eu não tenho pena e nem choro por isso. Todos nós estamos sujeitos à fatalidades como essa, ou piores. Todos nós passamos por dores da perda, todos nós morremos um dia. Eu posso morrer no próximo segundo, e as pessoas que vão sentir minha falta sofrerão muito. Minha mãe pode morrer daqui a pouco, e eu vou sofrer, vou sentir muita falta, e pior, não terei nada ao que me apegar de que um dia eu torne a vê-la, a conversar com ela e a me confortar com o colo dela. Nada.
Creio que, ao menos para os meus sentimentos em relação ao assunto, mortes causadas por atitudes previsíveis e humanas são atrocidades que todos nós devemos sentir, temer e lamentar, porque não depende da podridão de um teto para que acontece conosco. Depende só de alguém com o poder de destruir, e que discorde de alguma atitude nossa.
Devo aqui ser sensata e afirmar que essas mortes não foram de causa religiosa e condenavel, como as centenas de mortes que ocorrem a cada instante na Faixa de Gaza. Quer dizer, isso é relativo. Quem sabe o pastor da igreja tivesse sido informado de algum disturbio estrutural do prédio e ter deixado a segurança dos fiéis nas "mãos de Deus". Talvez eles tirem alguma boa lição dessa fatalidade.
A morte não é um motivo para se fazer piadas. Não é de cunho humoristico este texto. Só que, provavelmente, esse acontecimento ficará no plano de notícia comum, vai ficar tudo no "que Deus os tenha", e nada é especulado sobre como as notícias são informadas às pessoas. Não é justo usarmos uma fatalidade para explanar sobre religião, mas também não é justo recebermos tais noticias com qualqueer vestígio de consolo cristão.
Sei lá, não quero ofender, atacar, nem machucar ninguém, só creio que todos nós temos o direito de pensar as coisas no ângulo e ponto de vista que nos é pertinente.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

"You were just a waste of sperm"

"You were just a waste of sperm"
Essa é a primeira frase que me vem à cabeça quando vejo algum ignorante (em todos os sentidos da palavra) dando uma de bom, em algum aspecto que por si só já é desprezivel. Principalmente quando é na internet. Mas eu já nem me "enraiveço" mais (em alguns casos, sim), quando me deparo com alguma mané mal educado e sem um vocabulário mais robusto que "vai se 'fudê', seu pau no c*, filho da p***", e a frase mais dita virtualmente por esses grotescos: "me procura ao vivo 'pa nóis vê' quem é o bom".
Ai ai...
Tem momentos que nem dá mais pra tentar colocar algum vestígio de capacidade verbal nas criaturas, e aí me vem o "you were just a waste of sperm", do Slayer, banda que eu nem conheço, não gosto, mas essa frase define tão bem grande parte da população mundial. E nem digo no sentido "descontrole populacional", que tenho a mais absoluta certeza que aquelas crianças que tem uns 25 irmãos na África, se tivesse o nível de instrução que uma "criatura", como as que estou descrevendo, teve acesso, teria muito mais utilidade na vida social da humanidade. Mas, grande parte da população se torna um desperdício de esperma quando não sabem argumentar com idéias sensatas, não conseguem distinguir uma "discussão" de uma luta-libre na rua.
Eu ainda não compreendo se essas pessoas realmente são sem noção, e partem pro "me procura na rua 'pa tu vê" por puro desvio mental, ou se lá no fundo elas têm consciência que se foram abrir a "boca" para tentar um diálogo, vão acabar falhando mesmo, e tendo que apelar pro "porrada resolve", então se torna uma questão de antecipar a derrota.
Lamento ter de usar o termo "derrota", até porque quando ele é usado contra mim ante a discussões, argumento que em um diálogo, se propõe uma construção de conhecimento, e não uma luta entre eles, mas, tem casos... tem casos que é inevitável usar este termo. Admito, não sei se é minha raiva e aversão ante a esse tipo de pessoa que me faz empregar esse termo, mas, pense comigo: se uma pessoa que coloca as coisas sempre nesse nível, no "te pego na hora da saída", acaba se tornando inevitavelmente um derrotado. E o pior, um derrotado antes de tentar, um derrotado intelectual, e derrotado perante à sociedade. Porque as pessoas não dão ouvidos a quem pensa em resolver tudo na agressão física.
A parte "racional" da sociedade condena ataques terroristas e guerras, e as pessoas que podem fazer alguma coisa lógica e efetiva, são aquelas que sabem dialogar, se não, todos nós nos mataremos diante de uma adversidade.
"Maybe it's too late for an intellectual debate". É outra frase que lembro nessas ocasiões. Mas, se já é tarde para o diálogo, é tarde para salvar o mundo, salvar a humanidade e todo o resto que não é só resto, é o mundo. Uma bomba atômica não destrói só seres humanos. Nem as coitadas bactérias têm chances de sobreviver diante o poder da brutalidade que a não-aceitação pode causar a tudo.
Eu penso às vezes, se as pessoas não conseguem ser tolerantes, não conseguem respeitar as diferenças, as concepções dos outros (muitas não conseguem aceitar o evidente, mas se me aprofundasse nessa vertente, acabaria me tornando tambem intolerante ante a algumas decisões humanas), se as pessoas não conseguem deixar de se acharem mais, de menosprezarem cada pedacinho do outro, o que nos resta?
Não sei, tem coisas que são difíceis de expressar verbalmente, mas meu medo se transforma em raiva, certas vezes, e minha raiva acaba me tornando como esses ignorantes, que catam qualquer motivo banal para humilhar os outros.
Quem sabe esse texto seja uma tranparência desses momentos em que torno intolerante e repugnante com as pessoas e as atitudes que condeno. "Quem sabe", não. Esse é um texto que tento expressar a inferioridade de pessoas que sinto aversão, mas também pode ser levado como uma tentativa de tornar algumas pessoas mais humanas do que elas acham que são.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Deveria ser maior.

Não é bem assim uma "restrospectiva", é que no meio de tanto pessimismo (que prefiro definir como realismo), é preciso olhar pra traz e tentar enxergar alguns ponto bons de um ano tão decadente pessoalmente.
A partir de abril, decaí horrendamente na minha melhora com os transtornos de ansiedade. Agora, com a praia que pareço lavar a "alma" de paz, de um pouco de alegria. Intimamente, o ano foi muito angustiado, e não vou destrinchar aqui todas as complicações mentais que passei em 2008. Como disse, quero relatar o que pode ser considerado bom, de algum ponto de vista, no meio de toda lama.
Estava eu aqui, tentando me tornar uma pessoa mais culta, mais entendida de assuntos relativos para a humanidade, e consequentemente a mim, percebi que teve algo que impulsionou uma grande transformação em mim, moralmente falando. Eu a conheci ano passado, mas só esse ano, quando me interessei um POUQUINHO mais pela minha faculdade de Geografia, que percebi o quanto conhecê-la estava me tornando uma pessoa mais crítica e inteligente. No sentido de comunicação, não porque continuo a gaguejar toda vez que sofro um comentário preconceituoso ou injusto, mas pelo menos tenho todas as respostas venenosas na cabeça, mesmo que meu nervosismo não me permita que eu as expresse.
Eu passei a ouvir Ska-P. Meu namorado não gosta porque é voz "latina no rock" (apesar de ser uma banda espanhola, mas já conscientizei ele disso), meu irmão não gosta porque "tem griteiro". É, ele não gosta de coisas que, em algum breve momento, não casem com a opinião dele sobre as coisas. A minha mãe diz que gosta, mas ela dizia que gostava de Nirvana quando eu gostava, e quando deixei de ouvir ela me revelou que, na verdade, não gostava e nunca achou Kurt Cobain bonito! Mas eu gosto. No começo, foi porque eu vi na mensagem pessoal de um amigo (amigo, sim, mesmo que nunca mais tenhamos nos falado): "A La Mierda - Ska-P". E lembrei "nossa, meu pai vive falando "a la mierda, caraco!", então pedi para que esse meu amigo me passasse alguns links da banda.
Então, foi o som diferente, aparentemente cômico, que me fez ouvir com mais frequência. E depois, depois de ter que decifrar um texto em espanhol pra faculdade, que percebi o que realmente tinha de bom, e de diferente na música do Ska-P. E passei a perceber que tudo (ou quase tudo) que era "gritado" por eles, eram os gritos que eu tinha reprimidos. Ou eram informações dadas de pontos de vistas diferentes dos comuns, informações que eu não levava em consideração por não me chamarem àtenção na forma em que eram divulgadas "cotidianamente".
Foi assim que, antes sem perceber, passei a viver uma transformação de meus conceitos, preconceitos, idéias, intenções e visões. Penso que essa "transformação" só está no começo, e não sei se ela será por completo, porque vivemos tanta enxurrada de informações maldosas, e vivências cruéis, que vez por outra acaba saindo de nossas bocas um comentário preconceituoso sobre as pessoas e situações. Mas estou aqui, firme, tentando passar por cima das toneladas de informações manipuladas que insistem em jorrar sobre a minha cabeça.
Isso me traz outro problema, ligado aos "transtornos de ansiedade", porque toda a vez que me pego sendo preconceituosa ou "saindo da linha que estou tentando seguir", me culpo, me martirizo. É algo que preciso aprender a conviver, porque seres humanos são falhos, e são mais falhos que outros animais, por usar o raciocínio, que por vezes, não é confiável. Sou um ser humano falho, e não adianta mais escrever como escrevia que "odeio ser humana". Porém, como sou falha, como qualquer ser humano, provavelmente virão vários textos de cunho "odeio ser humana" nos próximos anos.
Aprendi que estamos aqui mesmo, e foda-se. Se erramos, devemos procurar acertar. Outra coisa que percebi foi que discordo do capitalismo, acho (e na base, por enquanto, do "achismo") um sistema desonesto e degradante, mas fui consumida por ele. Sinto prazer em comprar, em sacanear. Principalmente em comprar, mesmo que meu poder aquisitivo não permita essa ação com frequência, o que, de certo ponto de vista, é bom. Posso dizer que cuspo no prato que como, e me lambuzo. Mas também, como blablabla seres humanos falhos, erramos. Erro nas atitudes, mas penso que minha consciência está bem remendada e segura.
Mais adiante, o fato de cada vez me tornar mais "anti-religião", me trouxe bons resultados. Não tenho mais medo de ser possuída, quando durmo sozinha, não tenho mais medo do "sobrenatural", quando estou lúcida. Em compensação, percebi que é tão fácil morrer, que hoje tenho medo de morrer daí a dois segundos, sem ter feito absolutamente nada de produtivo. E isso não é um simples relato. Cada vez que dói a cabeça, comunmente, me dá um medo súbito de morrer ali, entre outros.
Criei algumas amizades. Sempre distantes. Ontem mesmo, comentei com o Bruno que me sinto um "bichinho" quando estamos em um meio social, porque todas as pessoas em volta têm um enorme círculo de relacionamentos, e eu não. Mas por outro lado, não sinto a mínima falta do cinismo que um círculo maior de relacionamentos me proporcionaria. Criei amizades virtuais, sim, e não tenho vergonha de admití-las, mesmo sabendo que muitas pessoas achem isso uma atitude "infantil", ou "falsa", sei lá quais outros adjetivos esses "grandes sociáveis" dão a isso
Bom, acabei de interromper o texto para ir almoçar, e esqueci o que tinha lembrado de possíveis pontos positivos do meu ano.
Sempre, sempre espero uma fase melhor. Digo fase porque para mim, o ano novo começa dia 20 de fevereiro! Espero passar por mais um ponto da minha transformação como pessoa humana, social, e espero dar um jeito de sacudir minha vida pessoal, mental.

E, se faz diferença pra você lhe dizer só no fim do ano que desejo um futuro saudável a você, um feliz Ano Novo.





E hoje, faltam 96 dias para o centenário.
Será um FELIZ ano novo, hehehe...

sábado, 20 de dezembro de 2008

Não vou escrever sobre o Natal.

Dane-se se é um feriado religioso.
Dane-se se é um feriado comercial.
Eu não vou rezar (talvez eu converse mentalmente comigo mesma) e esse é o ano financeiro mais apertado da minha família.
O importante é que é um feriado, onde o Bruno não trabalha, poderemos ir à praia se esse tempo rio-grandino colaborar.
E o principal de tudo, tem a tão esperada Torta Fria!


É... acho que vou escrever sobre a Torta Fria!


Eu detesto cozinha, a não ser na hora das refeições. Mas pelo que vejo minha mãe fazer, a Torta Fria não tem muitos segredos: pão de torta, creme de ervilhas, beterraba, cenoura, maionese e molho de galinha. Ah, lembrei, o grande problema da minha mãe é com desfiar a galinha, por isso que ela só faz a Torta Fria uma vez por ano. Esse ano ela té que fez no meu aniversário, mas depois de muita súplica.

O fato é que o meu Natal não é Natal sem a Torta Fria! Fazem uns 5 anos que não vou à missa de Natal, fazem dois anos que não rezo mais no Natal, e devem fazer uns 10 anos que não ganho um presente pomposo no Natal. Mas isso não me impede de gostar do Natal. É claro, que a Torta Fria não é a única coisa que não dispenso no Natal. Não dispenso dar um abraço forte na minha mãe, no meu irmão e no meu pai, também, no meu namorado, pessoas que eu desejo a mais profunda felicidade, mesmo sabendo que ela não existe, aquele papinho de que o que existe são momentos bons, eu desejo.
Gosto da árvore de Natal também. Colore a sala.
Mas é só isso. Ano passado não senti nenhuma emoção extra com o Natal, e pressinto (é assim?) que esse ano será do mesmo jeito. Aliás, ano passado passamos a noite de Natal tirando água da área, porque caiu uma manga d'água desgramada.
Então, esperemos ansiosos, cada um pelo que o Natal lhe proporciona de diferente. Amo minha familia como a cada dia, o grande diferencial do meu Natal é a Torta Fria!




Ps.: domingo passado, voltando de moto pra casa, lembrei do quanto era legal o horário de verão quando eu era criança. Brincava na rua, jogava bola, andava de bicicleta até as 21, 22, 23h (quando a mãe estava de bom humor), chegava em casa, tomava um banho sem preocupações, jantava muito bem, sem preocupações, inclusive estéticas, e deitava na cama e apagava, dormia brilhantemente, sem nenhuma preocupação, achordava 9, 10h da manhã e passava mais um dia feliz.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Não mude seu roteiro por um bom papel.

Por que as grandes mocinhas dos filmes, independente de qualquer outro adjetivo, são sempre amantes de poesia e de Shakespeare?
Por que alguém para ser interessante precisa ser culta, culta na cultura padrão? Por que não existe uma mocinha de filme que não se importe com poesia? Por que elas simplesmente não lêem o que precisam pra ser felizes? Mas não, elas lêem porque é isso que as distingue das outras disponíveis para o mocinho. Isso é a origem de um preconceito. Preconceito de dois lados. Eu, por exemplo, tenho preconceito com pessoas que se intitulam adoradoras de Nietzsche, não que ele não tenha sido uma pessoa considerável e extremamente inteligente (afinal, ele era ateu).
Por que a grande princesa de uma história não pode ser uma pessoa comum, e que não precise mudar nenhum adjetivo para se tornar o grande amor do mocinho? Quando a história é voltada para uma "rebelde", no fim das contas, ela caba tendo uma personalidade completamente diferente, por descobrir seu "principe", sempre deixa de agir ou pensar de alguma maneira, para se encaixar nos "padrões de amor de Hollywood". Padrões que penetram insistentemente nas nossas vidas.
Por que eu preciso ler (ou dizer que leio) 200 livros por ano, citar trechos e autores de impacto e assistir peças de Shakespeare para ser a mocinha perfeita de uma história? Será que sou menos inteligente por ouvir músicas cruas, que ninguém (ninguém comum) considera inteligente, bom. Às vezes, uma música desconhecida e desprezada diz muito mais coisas que um livro de 500 páginas renomado e "lido" por 70% da população.
Por que, para viver feliz para sempre eu preciso mudar atitudes, comprar roupas diferentes no guarda roupa?
Isso também acontece com os vilões. Por que os vilões tem cara de maus, usam roupas anexadas ao esteriótipo, agem e gostam das mesmas coisas?
Isso tudo se transfere para as nossas vidas e, como se já não fosse bastante os prenconceitos históricos, causam um preconceito contemporâneo, onde uma pessoa bem sucedida precisa ler Nietzsche, gostar de Shakespeare e de rock and roll clássico, ou, no caso do Brasil, samba de raiz.
Hoje, quando eu vejo alguém se declarando profundo entendedor de filosofia, poesia e música, sinto um enorme desprazer em saber que existem pessoas assim, que acham que suas idéias e sua verdadeira face podem ser expressas no que elas lêem, vestem ou fazem.
Eu não leio livros por prazer, eu nunca li uma poesia de Shakespeare por vontade própria, nunca li um livro de Nietzsche e não gosto de Led Zeppelin, Pink Floyd, nem ouço Bezerra da Silva. Eu leio Harry Potter, xerox de faculdade, escuto Offspring, Bad Religion, Ska-P, me contento com o conteúdo que esses veículos me trazem, e nunca ouvi alguém digno de atenção dizer que sou pior que qualquer pessoa.
Então, eu não vou deixar de ser assim para chamar àtenção.
Então, você pode ser o mocinho ou a mocinha de qualquer história. Principalmente da sua história, e você não precisa mudar o roteiro ou os aspectos do personagem principal para fazer sucesso.
- Hoje eu ia escrever sobre umas florzinhas de lã que encontrei em minhas coisas, mas lembrei que tinha essa idéia da "mocinha do cinema" guardada no celular.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

"Nota dez para as meninas da torcida adversária" - Porrada/ Titãs.

Gente que fala mal de todo mundo pra você, com certeza fala mal de você pra todo mundo.


É fato. Hoje me peguei pensando... muitas pessoas gostam de falar tudo, sem papas na língua, falam de todo mundo: de quem conhece, de quem não conhece, pra quem conhece, pra quem não conhece. E quando leva corte de alguém, a primeira e única coisa que sua índole e seu orgulho permitem fazer é FALAR MAL. Leva uma resposta bem dada, o primeiro argumento "bah, aquela fulaninha é muito metida, bla bla bla".

Comecei a refletir sobre tantas coisas que ouço, que ouço de boca calada. Ouço falarem do verdureiro da esquina, da moça que trabalha na loja, de um primo, de um tio, de um irmão. Tudo levando numa boa, deixando todos pensarem que são os donos da razão e que tem verdades incontestáveis. Pois é... mas a verdade sabe é quem escuta tudo isso, sabe no fundo que não pode contar com aquela pessoa, que a qualquer momento ela pode destilar esse veneno contra você, ese veneno que ela faz questão de mostrar a quem fez de vítima.

É um perigo você contrariar esse tipo de pessoa. É um perigo você demostrar que pensa mais que ela, ou que tem mais escrúpulos que ela. É um perigo porque ela pode manipular mentes fracas, mentes obcecadas que vêem nessas pessoas exemplos a se seguir. Esses exemplos que tem por aí, todos declaradamente podres, de onde surgem todas as escalas de guerra na nossa sociedade. Falar mal dos outros, se meter na vida dos outros.

Um bom senso geral deveria imperar. E o bom senso serve para alertar atitudes degradantes às pessoas, às coisas e à vida em geral. O bom senso não serve pra julgar se alguém tem bom gosto, se alguém é inteligente ou burro, porque aí, esse "bom senso" está sendo usado justamente para denegrir a imagem das pessoas, o que não é uma atitude, nem de longe, legal.


Por isso, duvide sempre de quem sempre tem uma historinha "fodona" pra contar, alguma coisa pra criticar ou alguém a depreciar. Todos nós temos opiniões, críticas e boas histórias nas nossas vidas, mas usar isso para deturpar, machucar e discriminar as pessoas, não é nem um pouco ético. Nem um pouco racional humano.





Ah, o clube o qual torço e idolatro, se tornou ontem campeão da copa Sul-Americana e, consequentemente, é dono de todos os títulos que um time brasileiro pode sonhar. Então, não critique, não deprecie em vão o que não é seu, que o veneno um dia pode contaminar as suas veias.
Ah, só mais uma coisa: esse post, a princípio, nada tem a ver com futebol. Só achei que o título conquistado pelo meu clube do coração ontem merecia uma citação, e coincidentemente, pode cair bem como "carapuça" em quem se sentir à vontade.
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